Pastoral: Sexualidade, Hiv/aids e evangelho
1 Contexto para os desafios pastorais atuais
Será que é possível uma relação de complementariedade entre a dimensão religiosa, sexual afim de trazer respostas para as doenças sexualmente transmissíveis? Antes de falar disso, é necessário aproximações com o mundo que nos cerca, o contexto em que vivemos, haja vista a imensa dificuldade ao falar com precisão deste mundo, pois fazemos parte do ciclo histórico, sobretudo, o ministério pastoral em sua essência, convida pastores/as a observarem as tensões, fragilidades, potencialidades e limites da sociedade, a preocupação última de apontar caminhos que sinalizem o Reino de Deus.
Desta maneira, é preciso mencionar a era da “liquidez” que vivemos, não existe sentimos sinceros entre as pessoas (apenas os que possibilitam a lógica do mercado ou do belo e útil); as pessoas não têm compromissos com nada (além de consigo mesmas) e não existem decisões sólidas, pois a possibilidade de troca, de insegurança e incerteza, faz com que as pessoas não decidam por nada ou não tomem forma de nada, tomando assim a forma daquilo que é contrário aos sonhos de Deus - “E não tomais a forma deste século, mas transformai-o pela renovação da vossa mente.”1
As facilidades promovidas pela tecnologia, ou a importância dada ao domínio técnico, há também o encantamento através das aparências, o primitivismo na forma de encarar a vida (valorizando apenas os prazeres e sensações), a ganância por ter aquilo que não que é necessário, a afobação para ter o prazer “agora e já”, a fragilidade nos relacionamentos, e tantas outras características mais, são sinais de um mundo que precisa ser reconstruído e educado com novos conceitos, que podem ser encontrados no evangelho que tem a capacidade de ensinar, criar e salvar.
Com esta primeira aproximação da realidade, percebe-se a necessidade de destruir e denunciar o paradigma existente, mas apenas destruir e denunciar não são suficientes, é preciso propor uma novo paradigma que não tem como pretensão responder a perguntas, mas sim, fazer perguntas, a partir da perspectiva bíblica, pastoral e teológica, de modo que o sentido da vida humana seja afirmado e que as palavras de João 10.10 “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” faça sentido em nossos dias.
1.1 Sobre a sexualidade na perspectiva cristã
Temos por certo que o ministério pastoral tem como responsabilidade denunciar as opressões, anunciar o evangelho e exortar com amor. Nessa tríade a “voz” é fundamental, pois ela é a mediadora das intenções. O que se pode perceber é que por um lado a “voz” pastoral tomou a forma de instituições, personalismo e individualismo, deixando de lado a dimensão profética. E por outro lado, existe um silêncio no que tange à assuntos polêmicos, talvez a oração que seja necessária em nossos dias seja “Pai, afasta de mim esse Cale-se”2.
Se por um lado existe a ausência da “voz” profética, por outro lado existe uma voz legalista, espiritualizada e religiosa, que sem sensibilidade com a contexto humano, emocional, psicológico e social, diz “é isso” ou “é aquilo”, “Pode” ou “Não pode”, “vai para o céu” ou “vai para o inferno”, e tantos outros termos. É muito fácil falar “Não”, “Sim”, determinar que está apto para ser condenado a morte e ir para o inferno, ou aspectos que legitimam uma casta para o céu, Foucault fala um pouco sobre isso:
“O cristianismo associara o ato sexual ao mal, ao pecado, à queda, à morte, ao passo que a Antiguidade o teria dotado de significações positivas. O cristianismo assim teria adotado o ato sexual somente no interior do casamento e lhe teria imposto a única finalidade de procriar. Embora parecesse que os antigos não valorizavam os mesmos valores que o cristianismo, tais quais: monogamia, fidelidade, castidade, vemos que na filosofia moral da antiguidade podem-se encontrar textos que versam sobre temas debatidos até os dias atuais.”3
É necessário uma pastoral que desenvolva uma espiritualidade sadia e humanizante, que não sirva como peso e condenação (habilidade nata do farisaísmo evangélico atual) mas que possa descobrir a beleza da sexualidade como criação e dádiva de Deus. Pois, muitos se esquecem que Cantares de Salomão fala do amor de um homem para uma mulher e o desenvolvimento da sexualidade do casal. Isso vale lembrar, que a sexualidade não está presa aos órgãos genitais ou apenas ao ato sexual, mas as palavras, os gestos, os olhares, o romantismo e afeto são características da sexualidade, como vemos abaixo:
“Assim como o afeto, a sexualidade se relaciona íntima com a experiência corporal. [...] Toda essa situação [...] desperta duas reações básicas: o desejo de reter, de se apegar aquilo ou a quem proporciona o que é bom e necessário e o desejo de se librar daquilo ou de quem não proporciona o bom, permitindo assim que o ruim se mantenha (necessidade não satisfeita). A estas duas reações correspondem os dois pólos básicos do afeto: amor e ódio.”4
Uma outra nota importante da dimensão da sexualidade é que ela necessita de um compromisso entre o casal, existindo assim amor, compromisso, respeito com os limites e responsabilidade com a vida do/a outro/a. Assim afirma a Carta Pastoral:
“Na vivência da sexualidade, devemos portanto, distinguir excitação sexual de um desejo erótico maduro. Neste sentido, o orgasmo é muito mais que uma descarga de tensões. Ele envolve um comprometimento psíquico que pressupõe uma troca plena entre dois adultos – a capacidade de integrar-se fundir-se, sem perder a identidade. É o amor que possibilita o vínculo duradouro da relação, libertando-a do determinismo biológico excitação-posso-descarga e proporcionando a estabilidade e continuidade da relação.”5
Esses princípios norteia um caminho que precisa ser levado em consideração, pois o sexo lícito é aquele que nasce do amor, o ilícito é aquele que está baseado em desejos carnais, obsecados, desapegados dos valores do Reino de Deus, como podemos perceber Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Em Atos 15.20-29 diz uma orientação solicitada pelo Evangelista para que os/as cristãos/ãs não se envolverem em sexo ilícito pois isso desagrada ao coração de Deus. No início da epístolas aos Romanos, Paulo exorta que os atos sexuais ilícitos acarretam conseqüências para aqueles/as que o praticam, além das repreensões que Paulo faz com a comunidade de Coríntios, quando algumas influências do mundo passou a influenciar a práxis cúltica do povo de Deus.
A sexualidade é boa, mas quando vista com o olhar de Deus e a valorização do ser humano. Harvey Cox faz uma afirmação assertiva ao dizer que “desde sempre” a sexualidade foi vista com muitos demônios e mitos, e deixando de ser dádiva para ser maldição.
“Nenhum aspecto da vida humana se agita com tantos demônios não exorcismados como o sexo. Nenhuma atividades humana é tão enfeitiçada pela superstição, tão perseguida pelos resíduos da tradição tribal e tão importunada pelo medo socialmente induzido.”6
A sexualidade precisa ser vista a partir do prisma do amor, como é bem lembrado pelo apóstolo Paulo, que afirma em Romanos 13.8 que “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos amei uns aos outros, pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei”. Amar é cuidar. Lembremos o provérbio: “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal, será isto saúde para o teu corpo e refrigério para os teus ossos.”7 Quando a sexualidade é tida como um fim em si mesma sem o princípio do amor, ela acarreta conseqüências emocionais e físicas como veremos.
1.2 HIV/Aids
O Provérbio mostrou que a ausência de sabedoria gera conseqüências para o corpo humano, e isso quando voltado para o viés da sexualidade, as conseqüências do sexo ilícito tem acabado com a vida de muitos jovens e adultos, sendo eles da igreja ou não, mas que são responsabilidades do ministério pastoral, pois a igreja precisa voltar-se para além dos seus limites eclesiásticos. Vejamos uma citação a respeito da malignidade da DST/Aids.
“Ter um conhecimento correto e uma vivência adequada da sexualidade tornaram-se, nos dias de hoje, uma questão de vida ou morte. Isso pode ser provado por diversos argumentos:
1.A cada dia no mundo 16.000 pessoas se contaminam com o vírus da Aids (HIV), das quais 50%, ou seja, 8.000 indivíduos são jovens entre 15 a 24 anos.
2.As sociedades são presas fáceis de um processo de alienação, nos âmbitos econômicos, humanos e sociais, que conduzem ao individualismo, à desumanização, perda e transformação de valores, à competição e à valorização do dinheiro em relação ao ser humano; produzindo conseqüentemente uma grande influência sobre a estrutura familiar e a sexualidade.
3.A crescente prostituição masculina e feminina em idade cada vez mais precoce, como formas de exploração e de sobrevivência.
4.A busca do prazer pelo prazer como um salso paradigma de status, liberação e de machismo ou feminismo.
5.A perda de valores espirituais, culturais, éticos e morais.
6.À falta de efetivação de propostas, fundamentadas em princípios de cidadania, somam-se os fatores acima relacionados produzindo assim uma série de conseqüências dolorosas, além da dura realidade das DST e HIV/Aids, gravide não planejada, gravidez precoce, abortos provocados (muitos dos quais gerando a morte das mães), casamentos forçados de jovens, relações sexuais sem vínculo e separações.”8
Percebemos que a vida do ser humano é atingida pela DST/Aids, e que muitos morrem, mas em muitos casos, o sofrimento antecede a morte. É preciso lembrar que os homossexuais não são os principais atingidos por esse vírus, a maior parte das pessoas que possuem o vírus são heterossexuais e dependentes químicos. Nota-se também que não apenas os pobres, mas muitas pessoas de classe média e média alta, além de celebridades e pessoas importantes de nosso mundo já contraíram o vírus.
O século XX e século XXI tem como aspecto maior a ferramenta da informação, mas mesmo com tanta informação, milhares de pessoas morrem por ano por causa dessas doenças. Parece que a possibilidade de liberdade abre caminhos para a libertinagem, que a informação sexual abre caminhos para a pornografia e sexo sem cuidado e o interesse científico para o interesse mórbido. A Igreja tem como função maior exercer o ministério do cuidado (I Timóteo 5.8), ensino (Salmo 119.105), de orientação para prevenções, de amor e também de salvação, não apenas da alma, mas do corpo, pois é preciso “acreditar na vida antes da morte.”
A Igreja Metodista, no seu documento “Credo Social”, que trabalha a importância da relação entre Igreja e sociedade, principalmente em assuntos que estejam ligados aos menos favorecidos e posturas preventivas diante de circunstâncias cruciais que a população esteja passando. Este documento direciona a Igreja metodista, em seus usos e costumes, ensina para os seus membros a utilização de recursos de medicina moderna para o controle da natalidade infantil e que favoreçam a vida, sem contrariar a ética cristã. A igreja precisa orientar uma sociedade que vive um período de desnível social e grandes ataques contra pilares essenciais da vida cristã. É importante que mulheres e homens sejam orientados por profissionais, com perspectivas cristãs, a fim de que possam saber as conseqüências de uma doença sexualmente transmissível e os melhores meios para evitar e tratá-la. Além do que, é preciso posicionamentos pastorais diante de interrogações como estas, haja vista que a pluralidade de correntes contrárias aos princípios cristãos9.
1.3 Ministério pastoral no cuidado de pessoas com HIV/Aids
O Evangelho João no capítulo 5 relata a história de um tanque onde ficavam as pessoas doentes, esperando que as águas se movessem de modo que trouxessem cura, mas não era fácil ser curado, existia uma “pseudo-competição” pois apenas uma pessoa era curada. Conta o texto que Jesus vendo um homem que a 38 anos estava naquele lugar, pergunta se ele quer ser curado. Podemos relacionar isso com nosso assunto. No contato com pessoas com Aids, todas iriam dizer que querem ser curadas, se mostram arrependidas do que fizeram, além de sentir que o relógio da vida está em contagem regressiva. O desejo de curar essas pessoas não nos falta e a vontade delas serem curadas também não falta, mas infelizmente, ainda não existe uma cura para essa doença. O que fazer então? É interessante que este texto aponta que dentre muitas pessoas, Jesus se atentou apenas para um homem, conseqüentemente, muitas outras pessoas ficaram sem a cura física.
Isso nos faz pensar que a cura pode passar por vários patamares, pode existir a cura física – muito possível cientificamente em outras DST, menos no HIV – mas uma etapa da cura que existe é a condição de conseguir conviver com o que não se pode mudar e fazer disso uma nova chance de viver. Talvez palavras de consolo não consigam dar o sentido suficiente para pessoas nessas condições, mas dentro do sofrimento humano é possível encontrar significados para a vida e descobrir que em meio a fraqueza humana pode se aperfeiçoar a graça de Deus como diz 2 Coríntios 12.9-10.
A Igreja ao se deparar com pessoas com o vírus HIV, não podem tratar como o mundo as trata, com preconceito, descriminação, nojo de tocá-las, beijá-las, abraçá-las, é mais nocivo um visitante para o aidético do que o aidético para o visitante. A Igreja tem como função amar incondicionalmente pessoas que sofrem, e essas pessoas sofrem muito. tanto no sentido imunológico como no sentido social e sentimental. A Igreja não tem o direito de levar mais sofrimento para essas pessoas. É preciso lembrar que “a igreja é chama a ser uma comunidade de cura em meio à dor e ao sofrimento, qualquer que seja sua natureza ou causa. A Igreja tem um mandato para consolar (2 Co 1.3-5), para reconciliar (2 Co 5.19), para amar (1 Co 13) e para ministrar (Mt 25.35-37)”10.
Em primeiro lugar é preciso romper com um estigma de que as doenças são castigos divinos por algumas atitudes das pessoas. Essa lado mágico é uma teodicéia que retira do ser humano sua responsabilidade como agente ativo da conseqüência para as “costas” de Deus, como um carrasco que pune aqueles que não agem segundo sua vontade:
“A visão do sentido da doença muda com a visão do mundo que existe numa cultura. Essa constatação deveria nos fazer para para pensar um pouco, porque ainda somos muitos rápidos em julgar que a doença é consequência de um pecado, que alguém que passa mal provavelmente fez alguma coisa errado e agora sofre um castigo. Ou ele sofre porque Deus quer educá-lo e purificá-lo. Essas idéias são muito comuns no povo brasileiro e também nas igrejas. Olhando para a grande variedade de opiniões sobre o sentido da doença, temos que nos perguntar: Será que estou certo com a minha idéia? Ou estou pensando assim porque nasci neste país e neste final de século?”
Esse paradigma precisa ser rompido e ser construído um novo paradigma, sendo que as características do Deus que é amor e cuidado sejam evidenciadas e destacadas.
É notório que o relacionamento das pessoas com HIV com as igrejas são bastantes difíceis. Não existe muito contato. Percebe-se que entre os pacientes existe medo de rejeição ou a raiva por causa de julgamentos morais da parte religiosa. O primeiro passo tem que ser dado pela instituição religiosa, promovendo o acolhimento e demonstrando que essas pessoas fazem parte dos “pequeninos” citado no evangelho de Marcos 10. Esse dialogo é fundamental para ajudar essas pessoas a ultrapassarem muitas das rejeições que sofrem, seja no trabalho, nas capacidades físicas, dos planos para o futuro, sonhos, amigos e parentes. É um caminho para possibilitar a superação da depressão e desgosto pela vida.
Os sentimentos das pessoas com HIV precisam ser tratadas, sabendo que existe um grande nível de ódio por aquelas pessoas que passaram o vírus para elas. A dimensão do perdão, restauração dos sentimentos, e principalmente o ódio precisa ceder lugar para o amor, sabendo que a vida pode ficar muito melhor sendo aproveitada em amor.
É impactante perceber que muitas igrejas ao invés de levar consolo, abrigo, palavras de refrigério e esperança tem promovido apenas choro e separação. Além disso, muitos estão indiferentes diante de situações de doenças e tristezas. Isso nos faz lembrar um texto do Antigo Testamento: “Naquele tempo, esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão tranqüilos e satisfeitos e dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal.”11 Muitos/as pastores/as estão nessa condição de tranqüilidade acreditando que não tem responsabilidade com o que acontece com o mundo e sociedade ou estão satisfeitos com seus salários e posições de poder, indiferentes ao sofrimento de milhares de pessoas que morrem diariamente sem consolo, carinho e esperança. O profeta é categórico ao dizer que no dia que o senhor avaliar a sua igreja com cuidado, estenderá a mão d'Ele sobre estes, pois eles pensam que Deus é um Ser que não faz bem nem mal, é indiferente ao choro humano. Mas se esquecem da justiça de Deus, e que Ele acompanha os mais fracos e dá vitória aos mais simples.
Por fim, vale lembrar que muitos movimentos “neo-pentecostais” crescem dia após dia com a 'slogan' de milagres, curas e restaurações em todas as áreas da vida. São promessas que muito se assemelham com o tanque de Betesta, onde muitos eram de fato curados, mas muitos ainda continuavam doentes. Dessa maneira, é preciso que pastores/as que levam a sério o seu ministério pastoral, preparem-se para um chamado de reconstrução de significados e um ministério que consiga consolar corações que estão decepcionados com Deus e com a Igreja. O desafio é anunciar o Espírito que inclui, cuida e ama.
Que o Deus da graça preciosa e de misericórdia imerecida, faça de nós segundo o seu querer e segundo a sua vontade. Amém.
Bibliografia
KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço. Programa saúde e direitos – Projeto Aids e Igrejas.
FOUCAULT, Michael. Vigiar e Punir. Vozes, Petropoles, 2006.
BIBLIOTECA VIDA E MISSÃO. Igreja Metodista Colégio Episcopal. Afetividade & Sexualidade. Ministérios n° 4, 1998.
COX, Harvey. A cidade do homem. São Paulo, Paz e terra. 1997, p. 211.
IGREJA METODISTA. Canônes 2007.
"Senhor, dê-me serenidade para conviver com aquilo que não posso mudar. Dê-me coragem para mudar aquilo que se pode mudar. Dê-me sabedoria para distinguir uma da outra..."
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O limite gera libertação
TEXTO
Essa semana tivemos um encontro na faculdade que se chama Tutoria. Nesse encontro, compartilhamos nossa realidade com um pastor que está ali para nos ouvir, cuidar da gente, em suma, nos pastorear. Pude compartilhar com o pastor e toda a turma que tenho passado por um período de muito cansaço físico e mental. Parece que não tenho muito força para pensar ou trabalhar. O pastor acrescentou que passo por um Limite existencial da minha vida. Isso me fez pensar nesse termo – LIMITE – e em seu significado:
Limite é: Linha ou ponto, real ou imaginário, que marca a separação entre duas coisas, entre dois territórios, Divisa, Fronteira;
Limite é: Ponto extremo ou término de alguma coisa, Fim.
Limite é: Local que assinala o fim de uma extensão espacial: Beira, Confim.
Limite é: Ponto além do qual não se pode ou não se deve prosseguir.
Limite é: Limitação, insuficiência.
Limite é: Momento ou época que marca o fim ou o início de um período de tempo.
Dessa maneira, podemos pensar um pouco sobre a situação Limite que nossas Igrejas Metodistas passam, próximos a um mais um concílio Regional, percebemos que muitas coisas precisam ser re-avaliadas. Não apenas na situação eclesiástica, mas nossas famílias passam por situações Limite. Em que pais não conseguem relacionar-se com os filhos, esposos e esposas não desfrutam de um amor pleno; aspectos mundanos são normais dentro dos lares. No trabalho passamos por situações Limite, pois, grande parte dos trabalhadores/as não tem uma condição estável em sua situação, correndo riscos de demissão. O Limite da saúde, pode se estar bem hoje, mas não se sabe se amanhã estará. O Limite da segurança, sendo que nenhum lugar pode ser dito como um lugar plenamente seguro, é em casa, na rua, na escola, no trabalho, até mesmo nas igrejas, corremos riscos de segurança.
Percebe-se que a situação Limite assola a vida de todos/as. Podemos pensar um pouco em qual é o nosso limite como esposo/a, filho/a, homem ou mulher de Deus? Será que ter limite é algo bom?
A sociedade diz que não. Ter limite ou reconhece-lo é algo extremamente errado, além de sinônimo de fraqueza. Quanto mais limites se tem, mais se sabe que aquela pessoa é quadrada. É pregado pelo mundo que não se deve ter limite para curtir a vida, limite no respeito no convívio entre as pessoas, limite familiar – em que o adultério, infidelidade, indiferença é comum – haja vista que, reconhecer o próprio limite no mercado de trabalho é assinar a sua própria sentença de morte e de incompetência. Algo preocupante é que nossas Igrejas tomam para si verdades mundanas e esquecem de verdades Eternas. É na limitação que podemos encontrar a graça e o poder de Deus, é na fraqueza que se aperfeiçoa a grandeza do Senhor. Paulo diz que “é quando estou fraco é que estou forte.”
O grande desafio é reconhecer qual é o nosso limite, e a partir dele passar a trabalhar uma nova forma de viver e da vida. Como foi dito anteriormente, Limite pode ser considerado o fim de alguma coisa, todavia, pode ser visto como o começo de uma nova vida. É no limite humano que experimentamos quem realmente é Deus. Limite é a fronteira entre a fragilidade humana diante da ação divina.
É perceptível no texto bíblico a situação limite de um homem, que consegue chamar para si a atenção de Jesus. Mas não existe apenas esse personagem, têm também os discípulos de Jesus, aqueles que estava mais perto de Jesus, que erravam muito, que são repreendidos e amados por Jesus. Uma outra categoria de pessoas que seguiam Jesus eram as grandes multidões, pessoas que estavam apáticas diante da situação de Jesus, pois, provavelmente muitas dessas pessoas queriam apenas ver os milagres, comer da multiplicação de pão, não tinham um propósito de onde queriam chegar ou o pra que daquilo tudo.
Encontramos nessa história o cego Bartimeu. Seu nome significa Filho do Impuro, que era filho de Timeu, “o Impuro”. Além de ser cego, pobre, mendigo era chamado por todos de Impuro e com uma genealogia impura. Um homem que vivia as margens e que não valia nada.
Quando observamos a Região geográfica, Jericó é a última cidade antes de chegar em Jerusalém, assim sendo, pode-se definir que algo muito especial Jesus queria ensinar para as pessoas que o seguia naquele momento. É interessante perceber que é no caminho que Jesus demonstra atos maravilhosos do poder de Deus. É no caminhar que aprendemos que é Deus e como podemos nos relacionar com ele de uma forma melhor. É no caminho que descobrimos quem de fato nós somos, nossos limites, nosso caráter, e é no caminho que recebemos a verdadeira e libertação.
Quais são os aspectos que o texto nos revela a respeito do limite humano que foi vivenciado naquele momento e nós, hoje, estamos vivenciado, seja em nossas igrejas, lares, emprego, contexto como um todo?
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – O limite pode revelar quem somos (v. 46)
“Só se pode tratar uma doença que se conhece”
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – O limite nos faz clamar por algo maior que nossas forças (47-48)
“O “empitiman” opositor é normal nos momentos Limite.”
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – O limite humano faz Jesus parar. (v. 49)
“Nossa fragilidade é oportuna para estabelecer uma dependência de Jesus”
Transição: Em quarto lugar notá-se que...
IV – O limite pode ser o começo de uma nova vida (v. 50)
“O copo pode estar meio cheio ou meio vazio, depende de como se vê”
Transição: Em quinto lugar notá-se que...
V – O limite não nos limita. (v.51)
“Podemos valorizar o que perdemos ou o que ganhamos... o que escolhemos?”
Transição: Em sexto lugar notá-se que...
VI – O limite gera fé libertadora. (v. 52a)
“A religião oprime, a fé liberta.”
Transição: Em sétimo lugar notá-se que...
VII – O limite superado nos leva ao caminho de Cristo. (v. 52b)
“Aprender a conviver é sinal de superação...”
46 E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho
47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
49 Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.
50 Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.
52 Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.
47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
49 Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.
50 Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.
52 Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.
Essa semana tivemos um encontro na faculdade que se chama Tutoria. Nesse encontro, compartilhamos nossa realidade com um pastor que está ali para nos ouvir, cuidar da gente, em suma, nos pastorear. Pude compartilhar com o pastor e toda a turma que tenho passado por um período de muito cansaço físico e mental. Parece que não tenho muito força para pensar ou trabalhar. O pastor acrescentou que passo por um Limite existencial da minha vida. Isso me fez pensar nesse termo – LIMITE – e em seu significado:
Limite é: Linha ou ponto, real ou imaginário, que marca a separação entre duas coisas, entre dois territórios, Divisa, Fronteira;
Limite é: Ponto extremo ou término de alguma coisa, Fim.
Limite é: Local que assinala o fim de uma extensão espacial: Beira, Confim.
Limite é: Ponto além do qual não se pode ou não se deve prosseguir.
Limite é: Limitação, insuficiência.
Limite é: Momento ou época que marca o fim ou o início de um período de tempo.
Dessa maneira, podemos pensar um pouco sobre a situação Limite que nossas Igrejas Metodistas passam, próximos a um mais um concílio Regional, percebemos que muitas coisas precisam ser re-avaliadas. Não apenas na situação eclesiástica, mas nossas famílias passam por situações Limite. Em que pais não conseguem relacionar-se com os filhos, esposos e esposas não desfrutam de um amor pleno; aspectos mundanos são normais dentro dos lares. No trabalho passamos por situações Limite, pois, grande parte dos trabalhadores/as não tem uma condição estável em sua situação, correndo riscos de demissão. O Limite da saúde, pode se estar bem hoje, mas não se sabe se amanhã estará. O Limite da segurança, sendo que nenhum lugar pode ser dito como um lugar plenamente seguro, é em casa, na rua, na escola, no trabalho, até mesmo nas igrejas, corremos riscos de segurança.
Percebe-se que a situação Limite assola a vida de todos/as. Podemos pensar um pouco em qual é o nosso limite como esposo/a, filho/a, homem ou mulher de Deus? Será que ter limite é algo bom?
A sociedade diz que não. Ter limite ou reconhece-lo é algo extremamente errado, além de sinônimo de fraqueza. Quanto mais limites se tem, mais se sabe que aquela pessoa é quadrada. É pregado pelo mundo que não se deve ter limite para curtir a vida, limite no respeito no convívio entre as pessoas, limite familiar – em que o adultério, infidelidade, indiferença é comum – haja vista que, reconhecer o próprio limite no mercado de trabalho é assinar a sua própria sentença de morte e de incompetência. Algo preocupante é que nossas Igrejas tomam para si verdades mundanas e esquecem de verdades Eternas. É na limitação que podemos encontrar a graça e o poder de Deus, é na fraqueza que se aperfeiçoa a grandeza do Senhor. Paulo diz que “é quando estou fraco é que estou forte.”
O grande desafio é reconhecer qual é o nosso limite, e a partir dele passar a trabalhar uma nova forma de viver e da vida. Como foi dito anteriormente, Limite pode ser considerado o fim de alguma coisa, todavia, pode ser visto como o começo de uma nova vida. É no limite humano que experimentamos quem realmente é Deus. Limite é a fronteira entre a fragilidade humana diante da ação divina.
É perceptível no texto bíblico a situação limite de um homem, que consegue chamar para si a atenção de Jesus. Mas não existe apenas esse personagem, têm também os discípulos de Jesus, aqueles que estava mais perto de Jesus, que erravam muito, que são repreendidos e amados por Jesus. Uma outra categoria de pessoas que seguiam Jesus eram as grandes multidões, pessoas que estavam apáticas diante da situação de Jesus, pois, provavelmente muitas dessas pessoas queriam apenas ver os milagres, comer da multiplicação de pão, não tinham um propósito de onde queriam chegar ou o pra que daquilo tudo.
Encontramos nessa história o cego Bartimeu. Seu nome significa Filho do Impuro, que era filho de Timeu, “o Impuro”. Além de ser cego, pobre, mendigo era chamado por todos de Impuro e com uma genealogia impura. Um homem que vivia as margens e que não valia nada.
Quando observamos a Região geográfica, Jericó é a última cidade antes de chegar em Jerusalém, assim sendo, pode-se definir que algo muito especial Jesus queria ensinar para as pessoas que o seguia naquele momento. É interessante perceber que é no caminho que Jesus demonstra atos maravilhosos do poder de Deus. É no caminhar que aprendemos que é Deus e como podemos nos relacionar com ele de uma forma melhor. É no caminho que descobrimos quem de fato nós somos, nossos limites, nosso caráter, e é no caminho que recebemos a verdadeira e libertação.
Quais são os aspectos que o texto nos revela a respeito do limite humano que foi vivenciado naquele momento e nós, hoje, estamos vivenciado, seja em nossas igrejas, lares, emprego, contexto como um todo?
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – O limite pode revelar quem somos (v. 46)
“Só se pode tratar uma doença que se conhece”
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – O limite nos faz clamar por algo maior que nossas forças (47-48)
“O “empitiman” opositor é normal nos momentos Limite.”
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – O limite humano faz Jesus parar. (v. 49)
“Nossa fragilidade é oportuna para estabelecer uma dependência de Jesus”
Transição: Em quarto lugar notá-se que...
IV – O limite pode ser o começo de uma nova vida (v. 50)
“O copo pode estar meio cheio ou meio vazio, depende de como se vê”
Transição: Em quinto lugar notá-se que...
V – O limite não nos limita. (v.51)
“Podemos valorizar o que perdemos ou o que ganhamos... o que escolhemos?”
Transição: Em sexto lugar notá-se que...
VI – O limite gera fé libertadora. (v. 52a)
“A religião oprime, a fé liberta.”
Transição: Em sétimo lugar notá-se que...
VII – O limite superado nos leva ao caminho de Cristo. (v. 52b)
“Aprender a conviver é sinal de superação...”
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Devocionais Congresso Juvenis 2009
5/09 Sábado
Amor Maior
1 João 4.8-9
“ 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.”
Porque você está aqui? Qual é a sua motivação em passar 4 dias em um lugar longe da sua família, dos seus amigos, da internet, da sua vida cotidiana? Será que você está aqui para se livrar disso tudo? Talvez você esteja de saco cheio da sua mãe, não suporta mais ouvir a voz do seu pai, não quer ver a cara de seus irmãos ou de quem mora com você, acha que todos os seus amigos são interesseiros. Talvez você está aqui porque quer curtir muito esses 4 dias, “pegar geral”. Ou você é uma pessoa (dita) “espiritual” e quer ter mais uma experiência para colocar em seu currículo sobrenatural. Acredito que você está aqui por outro motivo, um que você talvez nem imagine que possa existir: Deus quer te ensinar o que é o AMOR.
O trecho bíblico diz que existe uma condição para se conhecer a Deus, é amar. O que você entende por amar? Tenha certeza de uma coisa: amor não é apenas um sentimento, é uma escolha! São atitudes APESAR DE. Aprendemos que o amor é algo que cresce conforme o investimento da outra pessoa, quanto mais ela merece, mais eu devo amá-la. Isso é mentira! O verdadeiro amor não é movido por interesses e não é dado por merecimento, ele é de GRAÇA. Deus nos mostra isso.
Falar do amor de Deus as vezes se torna algo tão distante e vazio. Será que entendemos o que isso representa? Deve ser fácil um Ser tão grande amar, ele nunca perdeu nada, nunca sofreu, nunca teve que agüentar as coisas de uma casa, de uma família cheia de problemas! É fácil amar desse jeito! Pense um instante na pessoa que você mais ama. Imagine essa pessoa, levando uma surra, depois de apanhar muito, ela tem que andar uma distância imensa com um peso enorme nas costas, depois sentir um prego perfurando o seu punho e os seus pés. Imagine essa pessoa que você tanto ama sofrendo, gritando, chorando... O que você está sentindo? Foi isso o que Deus sentiu.
Ele permitiu que o seu único filho, a pessoa mais próxima d'Ele, que Ele amava profundamente sofresse dessa maneira. E sabe porque? Porque ele te ama com um AMOR MAIOR. Você veio aqui para descobrir que o amor de Deus por sua vida é imenso. Você está aqui para entender que Deus te ama tanto que não mede esforços para que você sinta esse amor.
Porque você está aqui? Porque Deus quer te ensinar a amar sua mãe, a respeitar o seu pai, a honrar os seus irmãos e parentes, quer te ensinar a fidelidade na amizade. Esses 4 dias serão dias de aprender um pouco do que é o amor e conseqüentemente conhecer mais de Deus.
Oração: Senhor. Me ajuda a ter os ouvidos sensíveis ao seu falar, os olhos atentos a ver o seu amor e o coração apto a ser tratado e ensinado. Em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Quanto mais eu amar, mais vou conhecer a Deus.
Oremos para todos/as que são filhos/as demonstrem o Amor de Deus.
6/09 Domingo
O verdadeiro Amor lança fora o medo
João 20.19
“ 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!”
Do que você tem mais medo? Do escuro ou de ficar sozinho? De levar um fora ou ser excluído da galera? De ser traído por um amigo ou não ter amigos? De morrer ou da morte de alguém próximo? Pense: do que você tem mais medo? Uma coisa é fato: O medo esta em todos, uns de forma mais explícita outros não.
O texto acima relata isso. João demonstra que aqueles discípulos que viveram ao lado de Jesus, testemunharam os milagres, os prodígios, as maravilhas que Jesus havia feito, estavam com medo do que os judeus poderiam fazer e por isso se escondiam dentro de uma casa com as portas trancadas.
Esse é o grande problema do medo. Ele faz com que você tranque as portas do seu coração para a realidade e se esconda. Te impede de arriscar, de acreditar, de insistir e até mesmo de viver. Você se transforma em uma pessoa do “e se...” “e se” eu tivesse arriscado? “E se” eu tivesse acreditado? “E se” eu tivesse insistido? Será que você é um juvenil do “e se...”?
Talvez você enxergue as coisas de maneira pessimista e sem futuro. Ou você é um valentão por fora - porque diz que faz e acontece, não tem medo de punição, não dá satisfação da sua vida para ninguém - só que é um medroso e carente por dentro - pois vive querendo chamar a atenção, quer colo, ser visto, reconhecido e amado.
Saiba que o medo te impede de abrir a porta do seu coração e desfrutar da paz que Jesus pode te dar. Você pode pensar: “e se” eu quebrar a cara de novo? “e se” ele não corresponder as minhas expectativas? “e se” tantas outras coisas mais. Você está aqui para aprender que o VERDADEIRO AMOR LANÇA FORA O MEDO. A beleza do amor de Deus é que ele é incondicional. Não importa a sua condição, o que aconteceu, o que foi feito ou se você está no fundo do posso. O amor de Deus é aquele que quando se cai 1000 vezes ele te levanta 1001 vezes.
Nada pode te separar do amor de Deus, nem a morte, nem a vida, nem as angústias nem os medos, porque tudo está sobre o controle de Deus. Mas existe uma coisa que Deus não pode fazer: Ele não pode fazer o que você tem e/ou pode fazer! Você tem que abrir mão do medo, abrir mão dessas máscaras que tem escondido quem de fato você é. E tenha certeza de que o que você não puder fazer, essas coisas que estão além das suas forças é a parte de Deus.
Fica o desafio para você: lute contra esse medo que te deixa para baixo e tome para si o amor de Deus que é bom, perfeito e agradável.
Oração: Jesus, tu és a maior expressão de amor, ajuda-me a perceber este amor incondicional em minha vida, afim de que eu possa lançar fora todo o medo que me paralisa. Ajude-me a fazer a minha parte e honrar o teu nome. Em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Quais os medos que me impedem de amar?
Oremos para os juvenis adquiriram coragem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo.
7/09 Segunda
É hora de enfrentar o mundo
1 João 5.4-5
“4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?”
Está na hora de voltar para casa. E provavelmente os problemas estarão lá, quase da mesma forma que você deixou. Talvez o seu maior desejo fosse ficar por aqui, não é verdade? Se divertindo, comendo e bebendo, ao lado de pessoas que você gosta, sem ter que voltar para a sua rotina. Mas, é necessário voltar para casa.
Nesses dias, Deus veio falando ao seu coração, mostrando que Jesus expressou o seu amor naquela cruz para dar vida à humanidade, porque ele ama a todos/as de uma forma muito especial. Você ouviu que o verdadeiro amor lança fora todo o medo, fazendo de você uma pessoa mais corajosa e perseverante. Agora, Deus te diz o seguinte: Você é capaz de vencer o mundo. O mundo que te cerca e que você vive.
Antes de vencer o mundo, é preciso que cada pessoa tenha nascido em Deus. Ser nascido em Deus é reconhecer Jesus como Senhor e Deus, só que isso não é suficiente se não tiver fé. A fé é o grande combustível da vida do cristão/ã. A bíblia relata que fé é a certeza das coisas que não se vê e a convicção das coisas que se espera. Isso nos mostra que a fé é aquele impulso, o que nos lança. E a única certeza que se tem é que Deus irá agir de uma maneira surpreendente e maravilhosa.
Creia que você é capaz de vencer o mundo. Sua família está “detonada”? Seus amigos são falsos? Está sem emprego? Seus pais te dão tristeza? Seu namoro é uma fuga? Você é o seu pior inimigo, não se gosta, não se respeita, não se valoriza? Saiba que se você nasceu em Deus e tem essa fé firme, o mundo em que você vive será transformado.
Essa é a hora de enfrentar o mundo. Ter ousadia de negar o pecado e dizer sim para os princípios de Deus. Abrir mão do velho juvenil que entrou aqui e buscar uma vida em santidade. Viver em santidade é: amar intensamente, perdoar sempre, ser uma extensão do reino de Deus em todos os lugares que você pisar e pensar em seus passos o que faria Jesus?
Você é capaz de vencer o mundo que te cerca. Tenha coragem em dizer não, tenha ânimo em meio a tribulação, seja a alegria do seu lar, tenha perseverança em viver em santidade e disposição em ser corrigido pelo Espírito Santo. Deus espera que você seja um embaixador do Reino de Deus. Não se esqueça que Cristo conta com você.
Oração: Santo Espírito, preciso da sua ajuda para enfrentar o que me espera lá fora e tenho certeza que com a sua ajuda, serei mais que vencedor em todo tempo. Seja o meu diferencial aqui e lá no mundo que me espera, em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Qual é maior desafio que me espera lá fora? O que preciso para superá-lo? Sou nascido de Deus? Tenho fé?
Oremos para que o juvenis honrem a prova de Amor de Jesus, descubram e lutem contra o seus medos e enfrentem o mundo que está por vir. Pois mesmo em meio as tempestades, é possível vencer o mundo.
Amor Maior
1 João 4.8-9
“ 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.”
Porque você está aqui? Qual é a sua motivação em passar 4 dias em um lugar longe da sua família, dos seus amigos, da internet, da sua vida cotidiana? Será que você está aqui para se livrar disso tudo? Talvez você esteja de saco cheio da sua mãe, não suporta mais ouvir a voz do seu pai, não quer ver a cara de seus irmãos ou de quem mora com você, acha que todos os seus amigos são interesseiros. Talvez você está aqui porque quer curtir muito esses 4 dias, “pegar geral”. Ou você é uma pessoa (dita) “espiritual” e quer ter mais uma experiência para colocar em seu currículo sobrenatural. Acredito que você está aqui por outro motivo, um que você talvez nem imagine que possa existir: Deus quer te ensinar o que é o AMOR.
O trecho bíblico diz que existe uma condição para se conhecer a Deus, é amar. O que você entende por amar? Tenha certeza de uma coisa: amor não é apenas um sentimento, é uma escolha! São atitudes APESAR DE. Aprendemos que o amor é algo que cresce conforme o investimento da outra pessoa, quanto mais ela merece, mais eu devo amá-la. Isso é mentira! O verdadeiro amor não é movido por interesses e não é dado por merecimento, ele é de GRAÇA. Deus nos mostra isso.
Falar do amor de Deus as vezes se torna algo tão distante e vazio. Será que entendemos o que isso representa? Deve ser fácil um Ser tão grande amar, ele nunca perdeu nada, nunca sofreu, nunca teve que agüentar as coisas de uma casa, de uma família cheia de problemas! É fácil amar desse jeito! Pense um instante na pessoa que você mais ama. Imagine essa pessoa, levando uma surra, depois de apanhar muito, ela tem que andar uma distância imensa com um peso enorme nas costas, depois sentir um prego perfurando o seu punho e os seus pés. Imagine essa pessoa que você tanto ama sofrendo, gritando, chorando... O que você está sentindo? Foi isso o que Deus sentiu.
Ele permitiu que o seu único filho, a pessoa mais próxima d'Ele, que Ele amava profundamente sofresse dessa maneira. E sabe porque? Porque ele te ama com um AMOR MAIOR. Você veio aqui para descobrir que o amor de Deus por sua vida é imenso. Você está aqui para entender que Deus te ama tanto que não mede esforços para que você sinta esse amor.
Porque você está aqui? Porque Deus quer te ensinar a amar sua mãe, a respeitar o seu pai, a honrar os seus irmãos e parentes, quer te ensinar a fidelidade na amizade. Esses 4 dias serão dias de aprender um pouco do que é o amor e conseqüentemente conhecer mais de Deus.
Oração: Senhor. Me ajuda a ter os ouvidos sensíveis ao seu falar, os olhos atentos a ver o seu amor e o coração apto a ser tratado e ensinado. Em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Quanto mais eu amar, mais vou conhecer a Deus.
Oremos para todos/as que são filhos/as demonstrem o Amor de Deus.
6/09 Domingo
O verdadeiro Amor lança fora o medo
João 20.19
“ 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!”
Do que você tem mais medo? Do escuro ou de ficar sozinho? De levar um fora ou ser excluído da galera? De ser traído por um amigo ou não ter amigos? De morrer ou da morte de alguém próximo? Pense: do que você tem mais medo? Uma coisa é fato: O medo esta em todos, uns de forma mais explícita outros não.
O texto acima relata isso. João demonstra que aqueles discípulos que viveram ao lado de Jesus, testemunharam os milagres, os prodígios, as maravilhas que Jesus havia feito, estavam com medo do que os judeus poderiam fazer e por isso se escondiam dentro de uma casa com as portas trancadas.
Esse é o grande problema do medo. Ele faz com que você tranque as portas do seu coração para a realidade e se esconda. Te impede de arriscar, de acreditar, de insistir e até mesmo de viver. Você se transforma em uma pessoa do “e se...” “e se” eu tivesse arriscado? “E se” eu tivesse acreditado? “E se” eu tivesse insistido? Será que você é um juvenil do “e se...”?
Talvez você enxergue as coisas de maneira pessimista e sem futuro. Ou você é um valentão por fora - porque diz que faz e acontece, não tem medo de punição, não dá satisfação da sua vida para ninguém - só que é um medroso e carente por dentro - pois vive querendo chamar a atenção, quer colo, ser visto, reconhecido e amado.
Saiba que o medo te impede de abrir a porta do seu coração e desfrutar da paz que Jesus pode te dar. Você pode pensar: “e se” eu quebrar a cara de novo? “e se” ele não corresponder as minhas expectativas? “e se” tantas outras coisas mais. Você está aqui para aprender que o VERDADEIRO AMOR LANÇA FORA O MEDO. A beleza do amor de Deus é que ele é incondicional. Não importa a sua condição, o que aconteceu, o que foi feito ou se você está no fundo do posso. O amor de Deus é aquele que quando se cai 1000 vezes ele te levanta 1001 vezes.
Nada pode te separar do amor de Deus, nem a morte, nem a vida, nem as angústias nem os medos, porque tudo está sobre o controle de Deus. Mas existe uma coisa que Deus não pode fazer: Ele não pode fazer o que você tem e/ou pode fazer! Você tem que abrir mão do medo, abrir mão dessas máscaras que tem escondido quem de fato você é. E tenha certeza de que o que você não puder fazer, essas coisas que estão além das suas forças é a parte de Deus.
Fica o desafio para você: lute contra esse medo que te deixa para baixo e tome para si o amor de Deus que é bom, perfeito e agradável.
Oração: Jesus, tu és a maior expressão de amor, ajuda-me a perceber este amor incondicional em minha vida, afim de que eu possa lançar fora todo o medo que me paralisa. Ajude-me a fazer a minha parte e honrar o teu nome. Em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Quais os medos que me impedem de amar?
Oremos para os juvenis adquiriram coragem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo.
7/09 Segunda
É hora de enfrentar o mundo
1 João 5.4-5
“4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?”
Está na hora de voltar para casa. E provavelmente os problemas estarão lá, quase da mesma forma que você deixou. Talvez o seu maior desejo fosse ficar por aqui, não é verdade? Se divertindo, comendo e bebendo, ao lado de pessoas que você gosta, sem ter que voltar para a sua rotina. Mas, é necessário voltar para casa.
Nesses dias, Deus veio falando ao seu coração, mostrando que Jesus expressou o seu amor naquela cruz para dar vida à humanidade, porque ele ama a todos/as de uma forma muito especial. Você ouviu que o verdadeiro amor lança fora todo o medo, fazendo de você uma pessoa mais corajosa e perseverante. Agora, Deus te diz o seguinte: Você é capaz de vencer o mundo. O mundo que te cerca e que você vive.
Antes de vencer o mundo, é preciso que cada pessoa tenha nascido em Deus. Ser nascido em Deus é reconhecer Jesus como Senhor e Deus, só que isso não é suficiente se não tiver fé. A fé é o grande combustível da vida do cristão/ã. A bíblia relata que fé é a certeza das coisas que não se vê e a convicção das coisas que se espera. Isso nos mostra que a fé é aquele impulso, o que nos lança. E a única certeza que se tem é que Deus irá agir de uma maneira surpreendente e maravilhosa.
Creia que você é capaz de vencer o mundo. Sua família está “detonada”? Seus amigos são falsos? Está sem emprego? Seus pais te dão tristeza? Seu namoro é uma fuga? Você é o seu pior inimigo, não se gosta, não se respeita, não se valoriza? Saiba que se você nasceu em Deus e tem essa fé firme, o mundo em que você vive será transformado.
Essa é a hora de enfrentar o mundo. Ter ousadia de negar o pecado e dizer sim para os princípios de Deus. Abrir mão do velho juvenil que entrou aqui e buscar uma vida em santidade. Viver em santidade é: amar intensamente, perdoar sempre, ser uma extensão do reino de Deus em todos os lugares que você pisar e pensar em seus passos o que faria Jesus?
Você é capaz de vencer o mundo que te cerca. Tenha coragem em dizer não, tenha ânimo em meio a tribulação, seja a alegria do seu lar, tenha perseverança em viver em santidade e disposição em ser corrigido pelo Espírito Santo. Deus espera que você seja um embaixador do Reino de Deus. Não se esqueça que Cristo conta com você.
Oração: Santo Espírito, preciso da sua ajuda para enfrentar o que me espera lá fora e tenho certeza que com a sua ajuda, serei mais que vencedor em todo tempo. Seja o meu diferencial aqui e lá no mundo que me espera, em nome de Jesus, amém.
Pensamento para o dia: Qual é maior desafio que me espera lá fora? O que preciso para superá-lo? Sou nascido de Deus? Tenho fé?
Oremos para que o juvenis honrem a prova de Amor de Jesus, descubram e lutem contra o seus medos e enfrentem o mundo que está por vir. Pois mesmo em meio as tempestades, é possível vencer o mundo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
NO caminho de Cristo, mas que Cristo?
Culto FaTeo 09/09/2009
Texto: Marcos 8.27-38; 9.1
Tema: No caminho de Cristo, mas que Cristo?
TEXTO
27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
9:1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
Essa história do livro “O Peregrino” me lembra a jornada que boa parte dos discente fazem quando escolhem vir para a Faculdade de Teologia. Algumas pessoas que cursam teologia, buscam respostas em meio as suas inquietações existenciais. Uma vocação que nasce em meio as horríveis catástrofes que assolam o mundo, questões pessoais ou uma resposta ao chamado de Deus. Os discentes iniciam uma jornada neste caminho que se chama FaTeo. Caminhar “pelas trilhas do mundo, a caminho do Reino”2. Mas que Reino?
Os discípulos queriam saber qual era o Reino que Jesus propunha. É no caminho rumo a Filipe de Cesaréia, “uma grande cidade helenística que controlava extenso território e até tinha o privilégio de cunhar o dinheiro3” que as verdadeiras intenções dos discípulos de Jesus vem a tona. O Evangelho de Marcos é sobretudo um escrito político, buscando responder algumas indagações que assolavam a comunidade cristã por volta de 65-70 d.C. Se por um lado a cultura era influenciada pelo helenismo, por outro lado, existia uma ideologia que legitimava o imaginário judaico: o Cristo enviado por Deus, guerreará contra as forças opressoras do império.
É no caminho que o segredo messiânico é declarado. Os discípulos são chamados para o discipulado que contrariava o evangelho de César que anunciava a paz romana por meio do seu exército. O caminho estabelece um novo paradigma a respeito da vitória que o Reino de Deus pode estabelecer à humanidade.
Da mesma forma que os discípulos, hoje todos os discentes estão no caminho e à caminho. E o que se pode aprender neste caminho?
Em primeiro lugar no caminho aprende-se que...
I – Jesus não é o Cristo!
Normalmente quando se lê este texto, as pessoas ficam impressionadas com a resposta de Pedro e a repreensão de Jesus. Contudo, ao entrar no contexto, percebe-se que a tonalidade da fala de Pedro no verso 29 - “Tu és o Cristo” - é uma fala política. Em seu imaginário o Cristo não pode ser João Batista, nem Elias ou até mesmo algum dos profetas, pois mesmo esses se impondo contra o império, foram consumidos. O Cristo era aquele líder político e guerreiro, que iria impor o reino de Deus por meio de guerras e sangue dos adversários. Eram atitudes assim que Pedro e os discípulos esperavam de Jesus. E por isso, Jesus os repreende. Pois Jesus não era esse Cristo.
Todos/as que estão na FaTeo tem um imaginário a respeito da figura de Jesus. Talvez um Cristo milagreiro, ou um Cristo que dá poder e status. Talvez um Cristo indiferente à realidade ou aquele que serve como “trampolim” na vida financeira. Por vezes, um belo discurso guarda em sua essência intenções maldosas, excludentes e longe do propósito do Reino de Deus. Logo, Jesus não é este Cristo.
Um grande desafio para os/as discípulos/as que caminham na FaTeo é rever alguns paradigmas e se perguntarem: Qual é o Cristo que sigo? Será que é o Cristo que responde aos meus próprios interesses?
Isso traz a tona outro aspecto do que se aprende do caminho:
Em segundo lugar no caminho aprende-se que...
II – Jesus é o Filho do Homem.
O verso 31 apresenta quem realmente Jesus era. Um ser humano que iria sofrer, ser rejeitado, morto e ressuscitar. Mas não era isso o que Pedro esperava dele. Por isso, Pedro o chama a parte e utiliza-se do termo EMPITMAN para exortá-lo. Sabe-se que o grego influenciou o latim, e por sua vez o francês, que tem a palavra EMPECHÊ (impedir), até que chegou ao inglês na palavra IMPEACHMENT, que significa “impedir, impugnar, denunciar, acusar, descrédito, depreciação”4. Logo, Pedro tem em mente impedir Jesus de concretizar o seu ministério. Ou de impugnar a liderança de Jesus, descredibilizar o caminho para Jerusalém, depreciar a vocação de Jesus.
Será que os discípulos de hoje são diferentes Pedro, quando se deparam diante de um caminho de sofrimento pelo Reino de Deus, de rejeição pela sociedade, de morte mas ressurreição? Por vezes, quando Jesus não corresponde a expectativa da Igreja, ele recebe um impeachment, é barrado e deixado de lado. O Deus que era da convivência, passa a ser o da conveniência.
Talvez a exortação que Jesus fez para os seus discípulos, sirva para os/as alunos/as da FaTeo. Qual é a pretensão ao cursar Teologia? É para legitimar um sistema humano ou para anunciar e implantar o Reino de Deus? Este desafio, leva a todos/as a meditarem em sua vocação e ministério. Pois da mesma forma que esperamos algo de Jesus, ele espera uma postura de nós.
Isso evidência outro aspecto que se aprende no caminho.
Em terceiro lugar no caminho aprende-se que...
III – Jesus convida para o caminho da renuncia.
O verso 34 representa bem as intenções de Jesus. Os discípulos e a multidão são chamados para “negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo”. A lógica é: para salvar precisa morrer. “Negar a si mesmo” é parar de cogitar as “coisas” humanas para cogitar as “coisas” de Deus. “Tomar a cruz e seguir”, é uma alusão aos condenados que carregavam a própria cruz até o lugar da execução. Seguir à Jesus era colocar em risco a própria vida. A proposta é desafiar a hegemonia imperial mas sem sangue. A afirmação “Filho do Homem”, remete à uma perspectiva escatológica, em que o Reino de Deus é, mas ainda não. “Ganhar a vida” é mais importante que “ganhar o mundo inteiro”.
Essa lógica de Jesus mexe com todos/as que estão neste caminho. Em um tempo em que muitos lideres querem ganhar o “mundo todo”, afim de aumentar o seu império, acabam perdendo a própria alma. Muitas pessoas vendem a alma por mais fama e destaque, envergonhando e tendo vergonha do Evangelho. Se esquecem do caminho que é proposto pelo Filho do Homem, e afastam-se do Reino de Deus. Quanto será que vale a alma de um acadêmico de teologia?
Jesus nos desafia a “negarmos” as vontades humanas para afirmar a vontade de Deus; à “tomarmos a cruz” e assumir as responsabilidades deste ministério e; “seguirmos” o caminho de doação e amor. Ele mostra que para ganhar é preciso dar, para salvar é preciso perder, para viver é preciso morrer.
Concluindo...
O texto nos mostra que Jesus não é o Cristo que queremos, mas o Filho do Homem que aponta para o caminho da renuncia e anúncio. O primeiro verso do capítulo 9 diz que alguns não enfrentaram a morte sem antes ver o Reino de Deus vindo com poder. Está aí um desafio pastoral aos nossos dias.
Ver o Reino de Deus com poder é levar esperança para aquelas almas que estão abatidas e cansadas. Ver o Reino de Deus com poder é trazer consolo aqueles/as que estão fracos/as e abatidos/as. Ver o reino de Deus com poder é anunciar o amor como o caminho que supera toda e qualquer crise. Ver o Reino de Deus com poder é afirmar a sacralidade da vida opondo-se contra as forças da morte.
Hoje somos convidados/as a trilhar este caminho que vai em direção ao Reino de Deus. Que o Senhor nos ajude nesta jornada.
1BUNYAN, John. O peregrino.
2SANTANA, Julio de. Pelas trilhas do mundo, a caminho do Reino. São Paulo, imprensa Metodista, 1984.
3MEYRS, Chedit. O Evangelho de São Marcos. São Paulo, Paulinas, 1992.
4Site www.wikiedia.com.br enciclopédia livre.
Texto: Marcos 8.27-38; 9.1
Tema: No caminho de Cristo, mas que Cristo?
TEXTO
27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
9:1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
“Querida esposa, filhos do coração, não posso resistir por mais tempo ao peso deste fardo que me esmaga. Sei com certeza que a cidade em que habitamos vai ser consumida pelo fogo do céu, e todos perecemos em tão horrível catástrofe se não encontrarmos um meio de escapar. O meu temor aumenta com a idéia de que não encontre esse meio. Vamos por este caminho. Quem me indicou o caminho foi um homem chamado Evangelista. Segundo o que ele me disse, havemos de encontrar uma porta estreita, lá, mais adiante, e aí nos dirão o caminho que havemos de seguir.”1
Essa história do livro “O Peregrino” me lembra a jornada que boa parte dos discente fazem quando escolhem vir para a Faculdade de Teologia. Algumas pessoas que cursam teologia, buscam respostas em meio as suas inquietações existenciais. Uma vocação que nasce em meio as horríveis catástrofes que assolam o mundo, questões pessoais ou uma resposta ao chamado de Deus. Os discentes iniciam uma jornada neste caminho que se chama FaTeo. Caminhar “pelas trilhas do mundo, a caminho do Reino”2. Mas que Reino?
Os discípulos queriam saber qual era o Reino que Jesus propunha. É no caminho rumo a Filipe de Cesaréia, “uma grande cidade helenística que controlava extenso território e até tinha o privilégio de cunhar o dinheiro3” que as verdadeiras intenções dos discípulos de Jesus vem a tona. O Evangelho de Marcos é sobretudo um escrito político, buscando responder algumas indagações que assolavam a comunidade cristã por volta de 65-70 d.C. Se por um lado a cultura era influenciada pelo helenismo, por outro lado, existia uma ideologia que legitimava o imaginário judaico: o Cristo enviado por Deus, guerreará contra as forças opressoras do império.
É no caminho que o segredo messiânico é declarado. Os discípulos são chamados para o discipulado que contrariava o evangelho de César que anunciava a paz romana por meio do seu exército. O caminho estabelece um novo paradigma a respeito da vitória que o Reino de Deus pode estabelecer à humanidade.
Da mesma forma que os discípulos, hoje todos os discentes estão no caminho e à caminho. E o que se pode aprender neste caminho?
Em primeiro lugar no caminho aprende-se que...
I – Jesus não é o Cristo!
Normalmente quando se lê este texto, as pessoas ficam impressionadas com a resposta de Pedro e a repreensão de Jesus. Contudo, ao entrar no contexto, percebe-se que a tonalidade da fala de Pedro no verso 29 - “Tu és o Cristo” - é uma fala política. Em seu imaginário o Cristo não pode ser João Batista, nem Elias ou até mesmo algum dos profetas, pois mesmo esses se impondo contra o império, foram consumidos. O Cristo era aquele líder político e guerreiro, que iria impor o reino de Deus por meio de guerras e sangue dos adversários. Eram atitudes assim que Pedro e os discípulos esperavam de Jesus. E por isso, Jesus os repreende. Pois Jesus não era esse Cristo.
Todos/as que estão na FaTeo tem um imaginário a respeito da figura de Jesus. Talvez um Cristo milagreiro, ou um Cristo que dá poder e status. Talvez um Cristo indiferente à realidade ou aquele que serve como “trampolim” na vida financeira. Por vezes, um belo discurso guarda em sua essência intenções maldosas, excludentes e longe do propósito do Reino de Deus. Logo, Jesus não é este Cristo.
Um grande desafio para os/as discípulos/as que caminham na FaTeo é rever alguns paradigmas e se perguntarem: Qual é o Cristo que sigo? Será que é o Cristo que responde aos meus próprios interesses?
Isso traz a tona outro aspecto do que se aprende do caminho:
Em segundo lugar no caminho aprende-se que...
II – Jesus é o Filho do Homem.
O verso 31 apresenta quem realmente Jesus era. Um ser humano que iria sofrer, ser rejeitado, morto e ressuscitar. Mas não era isso o que Pedro esperava dele. Por isso, Pedro o chama a parte e utiliza-se do termo EMPITMAN para exortá-lo. Sabe-se que o grego influenciou o latim, e por sua vez o francês, que tem a palavra EMPECHÊ (impedir), até que chegou ao inglês na palavra IMPEACHMENT, que significa “impedir, impugnar, denunciar, acusar, descrédito, depreciação”4. Logo, Pedro tem em mente impedir Jesus de concretizar o seu ministério. Ou de impugnar a liderança de Jesus, descredibilizar o caminho para Jerusalém, depreciar a vocação de Jesus.
Será que os discípulos de hoje são diferentes Pedro, quando se deparam diante de um caminho de sofrimento pelo Reino de Deus, de rejeição pela sociedade, de morte mas ressurreição? Por vezes, quando Jesus não corresponde a expectativa da Igreja, ele recebe um impeachment, é barrado e deixado de lado. O Deus que era da convivência, passa a ser o da conveniência.
Talvez a exortação que Jesus fez para os seus discípulos, sirva para os/as alunos/as da FaTeo. Qual é a pretensão ao cursar Teologia? É para legitimar um sistema humano ou para anunciar e implantar o Reino de Deus? Este desafio, leva a todos/as a meditarem em sua vocação e ministério. Pois da mesma forma que esperamos algo de Jesus, ele espera uma postura de nós.
Isso evidência outro aspecto que se aprende no caminho.
Em terceiro lugar no caminho aprende-se que...
III – Jesus convida para o caminho da renuncia.
O verso 34 representa bem as intenções de Jesus. Os discípulos e a multidão são chamados para “negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo”. A lógica é: para salvar precisa morrer. “Negar a si mesmo” é parar de cogitar as “coisas” humanas para cogitar as “coisas” de Deus. “Tomar a cruz e seguir”, é uma alusão aos condenados que carregavam a própria cruz até o lugar da execução. Seguir à Jesus era colocar em risco a própria vida. A proposta é desafiar a hegemonia imperial mas sem sangue. A afirmação “Filho do Homem”, remete à uma perspectiva escatológica, em que o Reino de Deus é, mas ainda não. “Ganhar a vida” é mais importante que “ganhar o mundo inteiro”.
Essa lógica de Jesus mexe com todos/as que estão neste caminho. Em um tempo em que muitos lideres querem ganhar o “mundo todo”, afim de aumentar o seu império, acabam perdendo a própria alma. Muitas pessoas vendem a alma por mais fama e destaque, envergonhando e tendo vergonha do Evangelho. Se esquecem do caminho que é proposto pelo Filho do Homem, e afastam-se do Reino de Deus. Quanto será que vale a alma de um acadêmico de teologia?
Jesus nos desafia a “negarmos” as vontades humanas para afirmar a vontade de Deus; à “tomarmos a cruz” e assumir as responsabilidades deste ministério e; “seguirmos” o caminho de doação e amor. Ele mostra que para ganhar é preciso dar, para salvar é preciso perder, para viver é preciso morrer.
Concluindo...
O texto nos mostra que Jesus não é o Cristo que queremos, mas o Filho do Homem que aponta para o caminho da renuncia e anúncio. O primeiro verso do capítulo 9 diz que alguns não enfrentaram a morte sem antes ver o Reino de Deus vindo com poder. Está aí um desafio pastoral aos nossos dias.
Ver o Reino de Deus com poder é levar esperança para aquelas almas que estão abatidas e cansadas. Ver o Reino de Deus com poder é trazer consolo aqueles/as que estão fracos/as e abatidos/as. Ver o reino de Deus com poder é anunciar o amor como o caminho que supera toda e qualquer crise. Ver o Reino de Deus com poder é afirmar a sacralidade da vida opondo-se contra as forças da morte.
Hoje somos convidados/as a trilhar este caminho que vai em direção ao Reino de Deus. Que o Senhor nos ajude nesta jornada.
1BUNYAN, John. O peregrino.
2SANTANA, Julio de. Pelas trilhas do mundo, a caminho do Reino. São Paulo, imprensa Metodista, 1984.
3MEYRS, Chedit. O Evangelho de São Marcos. São Paulo, Paulinas, 1992.
4Site www.wikiedia.com.br enciclopédia livre.
domingo, 9 de agosto de 2009
Paternidade segundo o coração de Deus
Culto Jd. Conceição 09/08/2009
Texto: I Reis 19.4-8
Tema: “Paternidade segundo o coração de Deus.”
TEXTO
4 Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.
5 Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.
6 Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.
7 Voltou segunda vez o anjo do SENHOR, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo.
8 Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
EXÓRDIO
O filme 300 conta a história de um rei que juntou os seus melhores soldados e foi lutar contra aproximadamente um milhão de soldados. No decorrer do filme alguém pergunta para o rei: Você não tem medo? Ele responde: Sim. Mas quando o medo olha e sorri para mim, o que posso fazer é olhar e sorrir para ele também. Essa atitude do rei nos faz pensar em como temos agido diante de situações que nos trazem medo e nos dão medo.
O medo tem a capacidade incrível de fazer com que o ser humano não viva, simplesmente desista da vida. Uma outra característica do medo é ofuscar ou até mesmo apagar as vitórias do passado, o medo trás consigo a perspectiva de derrota e aflição. Também gera um clima de inferioridade e uma grande ênfase no desânimo. O medo não permite qualquer tentativa e anula qualquer risco.
Um outro aspecto do medo é que ele pode gerar a depressão. Alguns dizem que depressão é a fase em que o medo está tão aflorada, que a pessoa desiste de tudo, de toda a sua vida. Não importa se tem filhos, se trabalha, se é casada, a pessoa precisa se esconder do mundo. Talvez ela não queria apenas se esconder de todo o restante do mundo, mas também esconder de si própria. Um desejo é não ouvir nada, ficar preso em um quarto. Se pudesse, até a voz de sua consciência ela se esconderia. O medo gera a tristeza, que gera a depressão, que gera a morte.
O texto em I Reis que foi lido, um outro lado de uma mesma pessoa, mas não era uma simples pessoa e sim, um grande homem de Deus, o profeta Elias. Ensinando que, todos os seres humanos, sem exceção passa pelo medo.
No capítulo 18 relata a história de que aproximadamente 850 profetas de Baal que servia a rainha Jezabel havia matado todos os profetas de Deus e que só sobrava Elias, e eles desafiam o Deus de Elias. Então, Elias faz um acordo: iriam montar dois altares e colocar ali um bezerro. O Deus que fizesse pegar fogo aquele altar seria o verdadeiro Deus e conseqüentemente, o outro profeta teria que perder a vida. Os 850 profetas de Baal aceitaram a aposta.
Eles começaram a clamar o seu deus. A gritaria, o choro, a carnificina do próprio corpo, as músicas, tudo o que se tinha direito foi feito, e nada do seu deus se manifestar. Até que chegou a hora de Elias clamar o seu Deus para queimar aquela ovelha. Ele pede para jogar água, mais água, até que a ovelha estivesse submersa nesta água. Ele chega diante do altar, agora aquático e diz: Senhor, sou servo e faço essas coisas em seu nome. E o fogo caiu do céu e consumiu aquele altar por completo. Em seguida, todos os profetas de Baal foram consumidos.
Naquele momento, Elias tinha apenas motivos de louvar ao Senhor, confiar em seus atos poderosos em seus grandes feitos. Todavia isso não aconteceu. Quando Jezabel fica sabendo do que havia acontecido ela afirma que iria acabar com a vida de Elias. O profeta, o representante do Deus altíssimo fica com medo e foge.
Existe um grande dificuldade em entender o que aconteceu com Elias de fato, como esse medo e essa covardia tomou conta de seu coração? Esse texto que ensinar muito aos pais de hoje. Será que o medo e a depressão tem tomado conta dos seus corações e feito você fugir do que Deus quer para a sua vida e família?
O que a situação do profeta Elias pode nos ensinar hoje em nossa paternidade? Será que temos fugido do que Deus tem para as nossas famílias?
Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Os pais caminham rumo ao deserto.
O significado do deserto é lugar de necessidade, de tentação, de medo e até mesmo de crise. À partir da crise, podemos aprender muito. Pois a crise tem um duplo sentido, de perigo e também de oportunidade. Logo, o deserto tem a capacidade de mostrar a crise mas também gerar oportunidades únicas, depende de como se aproveita. Elias tinha caminhado de própria vontade para o deserto, ele foi atrás do problema, procurou problema para si. Durante um dia ele caminhou no deserto, um dia representa todas as forças que ele tinha, quando vê uma pequena sombra e de repente desiste de tudo e pede para si a morte.
Alguns de nossos pais passam por essa mesma situação. Caminham rumo ao deserto, lugar da não vida, acham que estão fazendo as coisas certas, depois que perdem todas as suas forças, param na primeira sombra que se deparam e pede para si a morte. Porque não vê mais sentido para viver.
Nossos pais de hoje, se estão rumo ao deserto ou até mesmo sem forças, parado sobre uma pequena sombra, pensando em desistir de tudo. Deus te convida a olhar para aquilo que pode te dar esperança. Olhe para as suas vitórias no passado, olhe para o que Deus já fez e tenha certeza de que Ele irá continuar a te sustentar em todo tempo. Não se apegue aos problemas ou limitações. Aproveite das crises como uma oportunidade de crescimento, não como aquilo que te jogará para a morte.
Em segundo lugar nota-se que...
II – Pai, Não perca tempo dormindo.
O texto diz que Elias dormiu. A escolha de Elias diante da crise foi dormir e desistir da vida. Lembre-se sempre pai: DESISTIR É SEMPRE MAIS FÁCIS!
Elias pediu a morte e dormiu, não confiando no Senhor, mas confiando que ele iria “acordar morto”. Por vezes fazemos isso, dormimos diante da vida. Perdemos o crescimento das crianças, perdemos a alegria de ser esposo, pai, amigo, filho, o pior de tudo é que se perde isso dormindo com a depressão e o medo que fizeram morada nos corações. Mesmo com as revelações que são dadas por Deus, mesmo com o alimento que é dado pelo anjo do Senhor, com o pão que dá força e a água que traz esperança, voltamos a dormir.
Muitas famílias vivem em desespero, medo, incertezas, problemas existenciais dos mais variados porque os pais estão dormindo diante da vida. Mesmo Deus trazendo o alimento da vida eterna, mesmo Deus dando a água que trará esperança e vitalidade, os pais se contentam com a morte, com o sono profundo da desilusão.
Deus chama hoje os pais a fazerem uma escolha: Ou continua no mesmo patamar de comodidade que está e vê seus filhos destruídos, mortos, suas esposas infelizes, suas vidas no poço ou, acordam e não desista da vida. Os problemas são os mais variados, por vezes não se tem força e nem condições para enfrentá-lo, sobretudo, da mesma forma que Deus trouxe alimento para a vida de Elias, Ele pode trazer para as nossas vidas e nos sustentar para a enfrentar o que for preciso.
Em terceiro lugar notá-se que...
III – O toque de Deus nos leva a caminhar
Depois que o profeta comeu e voltou a dormir, o anjo apareceu novamente, tocou na sua vida e disse: Come e bebe porque a viagem será longa. E ele comeu, bebeu e andou por quarenta dias e quarenta noites.
Nossos pais de hoje precisam acordar, comer do pão que é Cristo Jesus, Beber da água que é palavra de Deus e caminhar durante quarenta dias e quarenta noites. Caminhar 40 dias é: ser moldado no tempo oportuno por Deus, ser trabalhado, ser ministrado na hora certa, do jeito certo pelo próprio Deus. Os pais de hoje precisam se alimentar das palavras que pode dar a vida eterna, e conseqüentemente, caminhar rumo a direção de Deus.
A força que está comida pode dar é o caminhar certo diante da presença de Deus. Superando os obstáculos que aparecerem, superar o frio da sociedade que diz que família não vale mais a pena. O calor do inferno que afirma que é mais fácil destruir um lar do que constituí-lo. As chuvas de fofocas, de invejas diante de uma família que desfruta da restauração plena do Senhor.
Essa comida dará força para caminhar até Horebe, o monte do Senhor, o lugar onde existe a revelação plena e suficiente vida de Deus. Se os pais não desistirem, se alimentarem do pão que é Jesus e caminharem rumo ao Horebe, a certeza que se chegará é que ele trará a sua iluminação e revelação para as famílias, se mostrando um Deus forte e presente.
Concluindo...
Por fim, pais deixem de caminhar rumo ao deserto de suas vidas, não leve suas famílias para o deserto propositalmente, não fuja das situações que aparecem em sua vida. Não durmam diante do crescimento dos filhos, diante das dádivas preciosas que Deus tem dado. Não perca tempo dormindo, quando existem esposa e pais precisando ser cuidados por vocês.
Finalmente, pais, permita o toque de Deus em sua vida. Se alimente do pão que é Jesus Cristo, que dá a vida eterna e força para vencer o mal. Beba da água da esperança, que gera a certeza do caminhar e permanecer. Permita a si próprio a revelação vinda do alto. Ser ministrado pelo Espírito é desfrutar da vida eterna.
Sejam pais como Deus é. Amém da forma como Deus ama. Suas famílias, suas esposas, seus filhos, seus amigos. Seja um homem cheio do Espírito Santo de Deus.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O Pão da vida
Culto Jd. Conceição 02/08/2009
Texto: João 6.22-26
Tema: “O Pão da vida”
TEXTO
22 No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do mar notou que ali não havia senão um pequeno barco e que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, tendo estes partido sós.
23 Entretanto, outros barquinhos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde comeram o pão, tendo o Senhor dado graças.
24 Quando, pois, viu a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, tomaram os barcos e partiram para Cafarnaum à sua procura.
25 E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui?
26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.
27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.
28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus?
29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.
30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer pão do céu.
32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá.
33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes.
EXÓRDIO
Tenho pensando ultimamente na definição de Motivação. No dicionário encontrei algo que dizia: “Ato de motivar; Exposição de motivos; Psicológico – Conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”. Por motivar encontrei: Despertar o interesse; incentivar. E por Motivo: Que move ou serve para mover, movente motor. Que é princípio ou origem de alguma coisa. Causa, razão; Alvo, intenção. Quando se refere a motivação organizacional, percebemos algumas definições semelhantes, sendo elas: Desejo, força, necessidade ou outra característica interna à cada pessoa que a leva a buscar a satisfação; é uma predisposição interior de cada ser humano, presa às características próprias da personalidade, e que leva a cada um agir de determinada forma, numa determinada direção.
À partir desta afirmação, entendemos que cada ser humano tem as suas próprias motivações para fazer algumas coisas. Os adultos tem motivações distintas das crianças ou dos mais jovens. Pois esses são motivados por aquilo que pode dar retorno financeiro, status, satisfação das mais diversas. Sendo que as crianças possuem motivações distintas para fazer suas atividades.
O tema de Motivação me fez pensar a respeito de converter e convencer. Mesmo sendo duas palavras bastantes semelhantes e por vezes, tratadas de maneira similar, percebi sua distinção. A definição para convencer é: Persuadir com argumentos, razões ou fatos; Ficar persuadido; considerar, provando ou demonstrando. A definição para conversão é: ação de voltar; mudança de forma ou de natureza; transformação; abandono de uma religião ou seta, para se abraçar outra.
Logo, percebo o quanto as essas duas palavras são distintas. Por fim, cheguei à uma conclusão: A motivação que nos leva a buscar a Jesus e a presença de Deus é a genuína e verdadeira conversão ou apenas um convencimento da grandeza de Deus?
EXPLICAÇÃO
O texto de João nos mostra pessoas que eram motivadas a buscarem a Jesus, correrem a atrás da presença de Jesus, todavia, não pelo real motivo. Eram pessoas convencidas de que Jesus poderia fartá-los com alimento, que ele era o um líder caridoso e bom. Um homem que não deixaria os seus passando por necessidade, que sempre traria uma palavra de ânimo, contudo, não enxergavam em Jesus uma figura de Salvação eterna. Eram pessoas que atravessaram o mar para se achegar na presença de Jesus, percorrer uma distância imensa e até mesmo passar por alguns perigos, todavia, não pela simples presença de Jesus, mas para receber o que ele poderia dar. Pessoas amargas, cruéis, frias, oportunistas e sem compromisso com o reino de Deus.
ASSUNTO
Motivação na busca pelo Pão da vida – Jesus.
TEMA
“O Pão da vida”
PROPOSIÇÃO
O texto apresenta algumas características das motivações das pessoas para buscarem a presença de Jesus, será que hoje, encontramos algumas semelhanças entre eles e nós?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Seu interesse era na Bênção, não em Jesus. (v. 22-27)
A primeira característica que o texto apresenta é que essas pessoas buscavam Jesus não pelo o que ele era ou o que representava, não porque enxergavam nele possibilidade de vida eterna, mas o buscavam porque ele poderia trazer ou dar alguma vantagem. Não queriam saber se Jesus era o próprio Deus, porém, a vantagem que este “tal” Jesus poderia dar a cada um deles.
Em nossos dias, percebemos pessoas que correm atrás de Jesus não pelo o que ele é, não porque entendem o seu amor sem limite, sem pudor, um amor incondicional, mas buscam Jesus para ter o carro do ano, a melhor roupa, o melhor emprego, ter mais destaque ou mais status, ser considerado grande, próspero. Pouco importa a sua relação com Jesus. São pessoas convencidas nas bênçãos de Jesus, não no Jesus que é a verdadeira bênção. Converter-se é fundamental!
Hoje no cenário evangélico existem pessoas que possuem a motivação errada na busca da presença de Jesus. Pessoas com os desejos errados, simplesmente convencidas e não verdadeiramente convertidas. Esse texto nos faz pensar o nível de convertimento que estamos e o porque estamos buscando a presença de Deus. Será que quando nos deparamos com Jesus, somos cínicos com ele dizendo: “Opa o senhor tá aqui?” A verdadeira conversão gera sinceridade na busca da presença de Jesus.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Somos motivados pelas evidencias falsas. (v. 28-31)
O texto mostra também que Jesus pede para eles abrirem os olhos e buscar a verdadeira fonte de vida. Mas eles interrogam a Jesus exigindo algumas evidências e sinais. Se utilizam da própria palavra de Deus para colocar Jesus em “Xeque”. Pois, os pais foram alimentados do maná vindo de Deus, no céu, está era uma evidência, agora, qual seria a evidência que Jesus iria dar para eles abrirem mão de tudo para segui-lo? Eles não poderiam servir a Deus ou fazer suas obras sem que não tivessem as bênçãos. Alguma motivação teria se, recebessem algo em troca.
Novamente, percebemos tristes relações com este povo e a Igreja de Cristo hoje. Pois, alguns fiéis afirmam que só podem servir a Deus se: receber tal bênção, for agraciado com tal graça, e etc. Poucas pessoas se dispõem a buscar ou ter a presença de Jesus sem alguma condição. As vezes, “uns e outros” pedem sinais, afirmando que, se o outro recebeu determinada coisa, então quero receber também.
O evangelho que tinha como motor o amor incondicional, passou a ser condicionado pelo egoísmo, o que era espiritual agora é manipulado pelas “evidências” materiais. Acredito que mesmo em meio a triste, Jesus tenta ensinar para aqueles naquele tempo e para a sua igreja hoje que: Devemos investir tempo naquilo que é eterno.
Ter a verdadeira motivação de buscar a presença de Jesus só pode acontecer à partir da conversão pelo seu nome, pelo sua amor, converter-se é amar sem limites. É buscá-lo não pelo o que ele pode dar, mas simplesmente pelo o que ele é. Mudar de rumo, ser transformado pela graça de Deus, pelo seu carinho, pela convicção de que não existe nada melhor do que apenas crer na presença de Jesus.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Temos dificuldade de crer no verdadeiro pão da vida.
Jesus se apresenta como o verdadeiro pão vindo do céu. Aquele que pode alimentar não apenas neste mundo, mas o que pode dar vida eterna. Porém, aqueles que ouviram isto, continuaram com os corações duros com isso. Pois eles não acreditavam, não criam que Jesus era a única bênção necessária e suficiente.
Nossos dias são marcados por pessoas que escutam a voz de Deus, ouvem seu direcionamento, suas palavras de amor, mas mesmo assim, continuam com o coração duro diante de tudo isso. Pessoas que se acham auto-suficientes, que se esquecem que não existe nada mais importante do que o poder e a salvação vinda de Deus.
Encontramos no evangelho que Jesus, é o pão da vida, quem comer dele nunca mais terá fome. Essa fome é, não sentirá nenhum tipo de vazio, pois ele será o suficiente. Mesmo em meios as tribulações, aos medos e ao caos, Jesus irá suprir toda a fome, seja ela física ou espiritual. Também encontramos que, aquele que nele crer, jamais terá sede, pois ele é o que necessário, o suficiente.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Somos desafiados a buscar a verdadeira motivação para se achegar diante de Jesus. Não ir atrás das bênçãos de Deus, mas sim do Jesus que conseqüentemente pode dar as bênçãos. Não se bastar pelas evidências humanas, com aquilo que é material e visível, mas acreditar e ter certeza das providências que pode ser dada por Deus, pois o melhor de Deus ainda está por vir. Acreditar que Jesus é o verdadeiro pão da vida, aquilo que irá saciar toda e qualquer necessidade que tivermos.
Por fim, somos chamados a não ser igual a estes que aparecem no texto, que mesmo depois de todas as palavras de Cristo, continuam com o coração duro, somos chamados a comer do pão da vida que é Jesus, o Cristo e desfrutar da vida eterna à partir de Hoje.
Texto: João 6.22-26
Tema: “O Pão da vida”
TEXTO
22 No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do mar notou que ali não havia senão um pequeno barco e que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, tendo estes partido sós.
23 Entretanto, outros barquinhos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde comeram o pão, tendo o Senhor dado graças.
24 Quando, pois, viu a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, tomaram os barcos e partiram para Cafarnaum à sua procura.
25 E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui?
26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.
27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.
28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus?
29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.
30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer pão do céu.
32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá.
33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes.
EXÓRDIO
Tenho pensando ultimamente na definição de Motivação. No dicionário encontrei algo que dizia: “Ato de motivar; Exposição de motivos; Psicológico – Conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”. Por motivar encontrei: Despertar o interesse; incentivar. E por Motivo: Que move ou serve para mover, movente motor. Que é princípio ou origem de alguma coisa. Causa, razão; Alvo, intenção. Quando se refere a motivação organizacional, percebemos algumas definições semelhantes, sendo elas: Desejo, força, necessidade ou outra característica interna à cada pessoa que a leva a buscar a satisfação; é uma predisposição interior de cada ser humano, presa às características próprias da personalidade, e que leva a cada um agir de determinada forma, numa determinada direção.
À partir desta afirmação, entendemos que cada ser humano tem as suas próprias motivações para fazer algumas coisas. Os adultos tem motivações distintas das crianças ou dos mais jovens. Pois esses são motivados por aquilo que pode dar retorno financeiro, status, satisfação das mais diversas. Sendo que as crianças possuem motivações distintas para fazer suas atividades.
O tema de Motivação me fez pensar a respeito de converter e convencer. Mesmo sendo duas palavras bastantes semelhantes e por vezes, tratadas de maneira similar, percebi sua distinção. A definição para convencer é: Persuadir com argumentos, razões ou fatos; Ficar persuadido; considerar, provando ou demonstrando. A definição para conversão é: ação de voltar; mudança de forma ou de natureza; transformação; abandono de uma religião ou seta, para se abraçar outra.
Logo, percebo o quanto as essas duas palavras são distintas. Por fim, cheguei à uma conclusão: A motivação que nos leva a buscar a Jesus e a presença de Deus é a genuína e verdadeira conversão ou apenas um convencimento da grandeza de Deus?
EXPLICAÇÃO
O texto de João nos mostra pessoas que eram motivadas a buscarem a Jesus, correrem a atrás da presença de Jesus, todavia, não pelo real motivo. Eram pessoas convencidas de que Jesus poderia fartá-los com alimento, que ele era o um líder caridoso e bom. Um homem que não deixaria os seus passando por necessidade, que sempre traria uma palavra de ânimo, contudo, não enxergavam em Jesus uma figura de Salvação eterna. Eram pessoas que atravessaram o mar para se achegar na presença de Jesus, percorrer uma distância imensa e até mesmo passar por alguns perigos, todavia, não pela simples presença de Jesus, mas para receber o que ele poderia dar. Pessoas amargas, cruéis, frias, oportunistas e sem compromisso com o reino de Deus.
ASSUNTO
Motivação na busca pelo Pão da vida – Jesus.
TEMA
“O Pão da vida”
PROPOSIÇÃO
O texto apresenta algumas características das motivações das pessoas para buscarem a presença de Jesus, será que hoje, encontramos algumas semelhanças entre eles e nós?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Seu interesse era na Bênção, não em Jesus. (v. 22-27)
A primeira característica que o texto apresenta é que essas pessoas buscavam Jesus não pelo o que ele era ou o que representava, não porque enxergavam nele possibilidade de vida eterna, mas o buscavam porque ele poderia trazer ou dar alguma vantagem. Não queriam saber se Jesus era o próprio Deus, porém, a vantagem que este “tal” Jesus poderia dar a cada um deles.
Em nossos dias, percebemos pessoas que correm atrás de Jesus não pelo o que ele é, não porque entendem o seu amor sem limite, sem pudor, um amor incondicional, mas buscam Jesus para ter o carro do ano, a melhor roupa, o melhor emprego, ter mais destaque ou mais status, ser considerado grande, próspero. Pouco importa a sua relação com Jesus. São pessoas convencidas nas bênçãos de Jesus, não no Jesus que é a verdadeira bênção. Converter-se é fundamental!
Hoje no cenário evangélico existem pessoas que possuem a motivação errada na busca da presença de Jesus. Pessoas com os desejos errados, simplesmente convencidas e não verdadeiramente convertidas. Esse texto nos faz pensar o nível de convertimento que estamos e o porque estamos buscando a presença de Deus. Será que quando nos deparamos com Jesus, somos cínicos com ele dizendo: “Opa o senhor tá aqui?” A verdadeira conversão gera sinceridade na busca da presença de Jesus.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Somos motivados pelas evidencias falsas. (v. 28-31)
O texto mostra também que Jesus pede para eles abrirem os olhos e buscar a verdadeira fonte de vida. Mas eles interrogam a Jesus exigindo algumas evidências e sinais. Se utilizam da própria palavra de Deus para colocar Jesus em “Xeque”. Pois, os pais foram alimentados do maná vindo de Deus, no céu, está era uma evidência, agora, qual seria a evidência que Jesus iria dar para eles abrirem mão de tudo para segui-lo? Eles não poderiam servir a Deus ou fazer suas obras sem que não tivessem as bênçãos. Alguma motivação teria se, recebessem algo em troca.
Novamente, percebemos tristes relações com este povo e a Igreja de Cristo hoje. Pois, alguns fiéis afirmam que só podem servir a Deus se: receber tal bênção, for agraciado com tal graça, e etc. Poucas pessoas se dispõem a buscar ou ter a presença de Jesus sem alguma condição. As vezes, “uns e outros” pedem sinais, afirmando que, se o outro recebeu determinada coisa, então quero receber também.
O evangelho que tinha como motor o amor incondicional, passou a ser condicionado pelo egoísmo, o que era espiritual agora é manipulado pelas “evidências” materiais. Acredito que mesmo em meio a triste, Jesus tenta ensinar para aqueles naquele tempo e para a sua igreja hoje que: Devemos investir tempo naquilo que é eterno.
Ter a verdadeira motivação de buscar a presença de Jesus só pode acontecer à partir da conversão pelo seu nome, pelo sua amor, converter-se é amar sem limites. É buscá-lo não pelo o que ele pode dar, mas simplesmente pelo o que ele é. Mudar de rumo, ser transformado pela graça de Deus, pelo seu carinho, pela convicção de que não existe nada melhor do que apenas crer na presença de Jesus.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Temos dificuldade de crer no verdadeiro pão da vida.
Jesus se apresenta como o verdadeiro pão vindo do céu. Aquele que pode alimentar não apenas neste mundo, mas o que pode dar vida eterna. Porém, aqueles que ouviram isto, continuaram com os corações duros com isso. Pois eles não acreditavam, não criam que Jesus era a única bênção necessária e suficiente.
Nossos dias são marcados por pessoas que escutam a voz de Deus, ouvem seu direcionamento, suas palavras de amor, mas mesmo assim, continuam com o coração duro diante de tudo isso. Pessoas que se acham auto-suficientes, que se esquecem que não existe nada mais importante do que o poder e a salvação vinda de Deus.
Encontramos no evangelho que Jesus, é o pão da vida, quem comer dele nunca mais terá fome. Essa fome é, não sentirá nenhum tipo de vazio, pois ele será o suficiente. Mesmo em meios as tribulações, aos medos e ao caos, Jesus irá suprir toda a fome, seja ela física ou espiritual. Também encontramos que, aquele que nele crer, jamais terá sede, pois ele é o que necessário, o suficiente.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Somos desafiados a buscar a verdadeira motivação para se achegar diante de Jesus. Não ir atrás das bênçãos de Deus, mas sim do Jesus que conseqüentemente pode dar as bênçãos. Não se bastar pelas evidências humanas, com aquilo que é material e visível, mas acreditar e ter certeza das providências que pode ser dada por Deus, pois o melhor de Deus ainda está por vir. Acreditar que Jesus é o verdadeiro pão da vida, aquilo que irá saciar toda e qualquer necessidade que tivermos.
Por fim, somos chamados a não ser igual a estes que aparecem no texto, que mesmo depois de todas as palavras de Cristo, continuam com o coração duro, somos chamados a comer do pão da vida que é Jesus, o Cristo e desfrutar da vida eterna à partir de Hoje.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Jesus "Entra pra dentro" do barco!
TEXTO
42 Todos comeram e se fartaram;
43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
44 Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.
45 Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
46 E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar.
47 Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra.
48 E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira.
49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram.
50 Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!
51 E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos,
52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.
EXÓRDIO
AS nossas vidas são marcadas por “altos” e “baixos”. Quando estamos na fase “alta”, tudo parece fluir normalmente, parece que os problemas são pequenos ou que até mesmo não existem mais. Por outro lado, quando estamos na fase “baixa”, temos a sensação de que tudo está cooperando contra as nossas vidas. Os problemas dobram de tamanho, as circunstâncias parecem mais impossíveis.
Essas fases são cíclicas. De repente tudo o que era glória e maravilhas, transforma-se em miséria é dor. O que era graça passa a ser desgraça. O ser humano, normalmente, depois de um momento de glória, de presenciar a graça e glória de Deus tem a capacidade de esquecer o milagre que aconteceu e enfatiza a dor. Está afirmação deixa claro que lembrar das maravilhas de Deus é difícil, porque todos afirmam apenas as derrotas e perdas.
Descobri que viver a bênção de Deus é difícil ou quase impossível, porque as pessoas estão acostumadas a perder, a sofrer e o pior de tudo isso, não é apenas perder, ou sofrer, mas sim, deixar que tome uma proporção desnecessária. AS pessoas tem dificuldade de serem amadas, admiradas, queridas, estimadas, cuidadas. Quando se percebe uma dessas reações, o receptor já pensa em condições, pois, se determinada pessoas está me amando, me querendo bem é porque quer algo em troca. É quase que de práxis, as pessoas pensarem em algo ruim. Porque será assim?
EXPLICAÇÃO
O texto em Marcos, nos mostra que os discípulos acabará de presenciar o poder de Deus sendo manifesto em suas vidas. Foram canais de bênçãos, presenciaram uma multiplicação de pães para uma multidão de pelo menos cinco mil pessoas e cumpriram uma ordenança de Jesus: passar para o outro lado da margem. Mas não é o que os discípulos fizeram.
Este capitulo do evangelho de Marcos trabalha a temática do “segredo messiânico”, em que os discípulos desfrutavam da presença de Deus, contudo, ainda não reconheciam Jesus como Deus, salvador, o Messias. Com isso, os discípulos vivem muitas maravilhas, porém, não desfrutam da plenitude do Poder de Deus. Comem migalhas com bocas de banquete. Jesus pediu para os discípulos passarem para o outro lado, não ficarem no meio do caos. A atitude dos discípulos de ficar nas águas, parados, não era porque eles estavam com boas intenções em seus corações, mas sim, querendo mostrar para Jesus que sem a presença deles, Jesus não teria um ministério. Pois ele iria precisar do seu barco para passar para o outro lado. Em outras palavras, podemos entender que os discípulos queriam deixar claro para Jesus que ele precisava mais dos discípulos do que os discípulos dele.
Mas o orgulho, egocentrismo, a auto-suficiência, arrogância dos discípulos os levou para o caos, a tribulação, o medo, a perda das forças, a tragédia entrou em suas vidas por causa da desobediência. Jesus pediu para eles passarem para o outro lado para descansarem um pouco, contudo, ao invés de receber isso como um zelo da parte de Deus, eles entenderam como algo que Jesus estava com más intenções em suas idéias. Os discípulos que depois foram apóstolos agiram da mesma forma que os atuais discípulos agem, com desobediência e colheram as suas conseqüências.
ASSUNTO
Obediência, provisão de Deus
TEMA
“Ele vem para o barco”
PROPOSIÇÃO
Em nossos dias, quais são as semelhanças entre os discípulos e nós diante da manifestação do poder de Jesus?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Não temos prazer em obedecer a voz de Jesus.
Jesus havia pedido para eles irem para o outro lado, para descansarem porque eles haviam trabalhado bastante. Porém, os discípulos, não obedecem. Talvez eles queriam mostrar para Jesus os seus devidos lugares. Que Jesus não era muito mais que eles.
Por vezes nós, cristãos e cristãs, agimos dessa maneira, Jesus fala para irmos para tal lugar, deixamos determinadas atitudes, abrir mão do pecado, mas pensamos, já estou vivendo em bênção agora, porque tenho que abrir mão disso ou daquilo? Pensamos que Jesus precisa mais dos nossos dízimos, de nossas mãos do que a gente dele. Esse sinal de rebeldia e desobediência é assimilado como feitiçaria, pois achamos que podemos muito sozinho. Enquanto Jesus ora por sua vida, você e eu temos em nossas mentes alguma coisa para poder sair ganhando.
O Evangelho nos chama à obediência e a vida reta diante de Deus. Somos pecadores, somos pequenos, temos uma porção de defeitos, contudo, Jesus não pede anjos para si, a única coisa que ele espera é a fidelidade. Pessoas que irão pecar, mas que tem o seu coração no altar diante de Deus, uma vida de entrega total.
Nunca se esqueça que o pecado gera conseqüências, e por vezes são coisas que transcendem a capacidade humana. Os discípulos não tinham controle sobre a tempestade e estavam em risco de vida. Isso nos mostra que por vezes achamos que o pecado não tem “nada à vê”, mas, quebramos a cara.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – A desobediência gera tribulação que ofusca a presença de Jesus
Quando Jesus percebe que os seus discípulos estavam em perigo, mesmo que esse perigo fosse algo que eles mesmo haviam buscado para si, ele dispõe para salvar as suas vidas. Mas o medo, a tribulação, a tempestade, os ventos fortes não permitem que eles percebam a presença de Jesus e o confunda com um fantasma, alguma coisa realmente que não tem forma.
Somos semelhantes a esses discípulos que, ao invés de perceber a presença de Jesus, vemos mais problemas em nossas vidas. Problemas de aceitar Jesus é que tenho que me comprometer na obra de Deus, abrir mão de algumas coisas, vivem em busca da santidade. Vemos alguns fantasmas que nos assola como os preconceitos em ser cristãos, fantasmas de pessoas que falaram palavras de destruição para as nossas vidas, palavras de inferioridade. São fantasmas que transformamos em monstros. Quais são os fantasmas que te assolam? Aquilo que sua mente não esquece, aquilo que te persegue constantemente? O que te faz gritar com medo e desespero?
Jesus olha para você e diz: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temas.”
Tende bom ânimo: pois a presença de Deus traz certeza em meio as incertezas, traz força em meio ao que nada pode dar certo! Ter bom ânimo é acreditar além das evidências, é se acalmar porque logo chegará a providência de Deus!
Sou eu: é aquele que fez os céus e a terra, que libertou um povo e que abriu o mar vermelho, que fez o sol parar, que fez exércitos pequenos vencerem, que cumpriu os seus planos sábios em meio aos olhos loucos do mundo! Que padeceu na cruz e ressurgiu para dar vida eterna.
Não temas: pois não existe altura, profundidade ou largura, nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem os principados ou as forças desse mundo, não existe problema, perseguição que possa ser maior que o nome de Jesus. Que declara sobre a sua vida a sua presença e seu poder.
O Evangelho nos desafia ver a presença de Deus em nossas vidas hoje e desfrutar de sua companhia. Acreditando que ele está ao nosso favor.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Ele “entra dentro” do barco
Além de falar não temas, ele entra no barco. Minha mãe tem o costume de dizer quando chego em casa e fico do lado de fora: “Entra pra dentro filho”. Na gramática esse termo está errado, mas faz todo o sentido para o cristianismo, porque Jesus ele não apenas se contenta em entrar ele quer ir para dentro.
Por vezes queremos que Jesus entre mas não dentro de nossas vidas, de nossos corações. O texto bíblico mostra que o coração dos discípulos estava endurecido e que eles não haviam entendido o milagre dos pães e nem havia entendido o que Jesus havia feito naquele momento que até mesmo o mar se acalmou.
Será que hoje estamos com nossos corações duros dessa mesma forma, que não conseguimos reconhecer o cuidado de Jesus em nossas vidas, de seu amor, seu cuidado, sua atenção em nossas vidas? Será que nossos corações estão endurecidos da mesma forma que os discípulos que ao invés de contemplar da presença de Deus? Impõe condições, estão com medos, pensam que Jesus age de maneira semelhante aos homens ou que não somos dignos de sua presença?
O evangelhos nos chama a descongelar os nossos corações, a deixar o toque de Jesus entrar em nossas vidas, a entender melhor os seus planos, o seu amor, a maneira como ele age, a forma como ele atua, sem corações duros, impróprios, impiedosos. O desafio que nos propõe o evangelho é uma vida em santidade, busca da presença de Deus, mas isso só pode acontecer a partir do momento que se aceita Jesus como senhor e salvador das nossas vidas!
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Se por vezes você passa por uma vida de desobediência a voz de Deus, não consegue enxergar a presença de Deus em sua vida e tem o coração duro ao que Deus vem fazendo em suas vidas, o evangelho nos convida à aceitar a Jesus como nosso único e suficiente salvador e reafirmar nossa aliança com ele. Aceitá-lo como senhor e salvador é o principio da salvação. Ele te convida a isso. Aceita o convite?
42 Todos comeram e se fartaram;
43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
44 Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.
45 Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
46 E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar.
47 Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra.
48 E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira.
49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram.
50 Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!
51 E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos,
52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.
EXÓRDIO
AS nossas vidas são marcadas por “altos” e “baixos”. Quando estamos na fase “alta”, tudo parece fluir normalmente, parece que os problemas são pequenos ou que até mesmo não existem mais. Por outro lado, quando estamos na fase “baixa”, temos a sensação de que tudo está cooperando contra as nossas vidas. Os problemas dobram de tamanho, as circunstâncias parecem mais impossíveis.
Essas fases são cíclicas. De repente tudo o que era glória e maravilhas, transforma-se em miséria é dor. O que era graça passa a ser desgraça. O ser humano, normalmente, depois de um momento de glória, de presenciar a graça e glória de Deus tem a capacidade de esquecer o milagre que aconteceu e enfatiza a dor. Está afirmação deixa claro que lembrar das maravilhas de Deus é difícil, porque todos afirmam apenas as derrotas e perdas.
Descobri que viver a bênção de Deus é difícil ou quase impossível, porque as pessoas estão acostumadas a perder, a sofrer e o pior de tudo isso, não é apenas perder, ou sofrer, mas sim, deixar que tome uma proporção desnecessária. AS pessoas tem dificuldade de serem amadas, admiradas, queridas, estimadas, cuidadas. Quando se percebe uma dessas reações, o receptor já pensa em condições, pois, se determinada pessoas está me amando, me querendo bem é porque quer algo em troca. É quase que de práxis, as pessoas pensarem em algo ruim. Porque será assim?
EXPLICAÇÃO
O texto em Marcos, nos mostra que os discípulos acabará de presenciar o poder de Deus sendo manifesto em suas vidas. Foram canais de bênçãos, presenciaram uma multiplicação de pães para uma multidão de pelo menos cinco mil pessoas e cumpriram uma ordenança de Jesus: passar para o outro lado da margem. Mas não é o que os discípulos fizeram.
Este capitulo do evangelho de Marcos trabalha a temática do “segredo messiânico”, em que os discípulos desfrutavam da presença de Deus, contudo, ainda não reconheciam Jesus como Deus, salvador, o Messias. Com isso, os discípulos vivem muitas maravilhas, porém, não desfrutam da plenitude do Poder de Deus. Comem migalhas com bocas de banquete. Jesus pediu para os discípulos passarem para o outro lado, não ficarem no meio do caos. A atitude dos discípulos de ficar nas águas, parados, não era porque eles estavam com boas intenções em seus corações, mas sim, querendo mostrar para Jesus que sem a presença deles, Jesus não teria um ministério. Pois ele iria precisar do seu barco para passar para o outro lado. Em outras palavras, podemos entender que os discípulos queriam deixar claro para Jesus que ele precisava mais dos discípulos do que os discípulos dele.
Mas o orgulho, egocentrismo, a auto-suficiência, arrogância dos discípulos os levou para o caos, a tribulação, o medo, a perda das forças, a tragédia entrou em suas vidas por causa da desobediência. Jesus pediu para eles passarem para o outro lado para descansarem um pouco, contudo, ao invés de receber isso como um zelo da parte de Deus, eles entenderam como algo que Jesus estava com más intenções em suas idéias. Os discípulos que depois foram apóstolos agiram da mesma forma que os atuais discípulos agem, com desobediência e colheram as suas conseqüências.
ASSUNTO
Obediência, provisão de Deus
TEMA
“Ele vem para o barco”
PROPOSIÇÃO
Em nossos dias, quais são as semelhanças entre os discípulos e nós diante da manifestação do poder de Jesus?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Não temos prazer em obedecer a voz de Jesus.
Jesus havia pedido para eles irem para o outro lado, para descansarem porque eles haviam trabalhado bastante. Porém, os discípulos, não obedecem. Talvez eles queriam mostrar para Jesus os seus devidos lugares. Que Jesus não era muito mais que eles.
Por vezes nós, cristãos e cristãs, agimos dessa maneira, Jesus fala para irmos para tal lugar, deixamos determinadas atitudes, abrir mão do pecado, mas pensamos, já estou vivendo em bênção agora, porque tenho que abrir mão disso ou daquilo? Pensamos que Jesus precisa mais dos nossos dízimos, de nossas mãos do que a gente dele. Esse sinal de rebeldia e desobediência é assimilado como feitiçaria, pois achamos que podemos muito sozinho. Enquanto Jesus ora por sua vida, você e eu temos em nossas mentes alguma coisa para poder sair ganhando.
O Evangelho nos chama à obediência e a vida reta diante de Deus. Somos pecadores, somos pequenos, temos uma porção de defeitos, contudo, Jesus não pede anjos para si, a única coisa que ele espera é a fidelidade. Pessoas que irão pecar, mas que tem o seu coração no altar diante de Deus, uma vida de entrega total.
Nunca se esqueça que o pecado gera conseqüências, e por vezes são coisas que transcendem a capacidade humana. Os discípulos não tinham controle sobre a tempestade e estavam em risco de vida. Isso nos mostra que por vezes achamos que o pecado não tem “nada à vê”, mas, quebramos a cara.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – A desobediência gera tribulação que ofusca a presença de Jesus
Quando Jesus percebe que os seus discípulos estavam em perigo, mesmo que esse perigo fosse algo que eles mesmo haviam buscado para si, ele dispõe para salvar as suas vidas. Mas o medo, a tribulação, a tempestade, os ventos fortes não permitem que eles percebam a presença de Jesus e o confunda com um fantasma, alguma coisa realmente que não tem forma.
Somos semelhantes a esses discípulos que, ao invés de perceber a presença de Jesus, vemos mais problemas em nossas vidas. Problemas de aceitar Jesus é que tenho que me comprometer na obra de Deus, abrir mão de algumas coisas, vivem em busca da santidade. Vemos alguns fantasmas que nos assola como os preconceitos em ser cristãos, fantasmas de pessoas que falaram palavras de destruição para as nossas vidas, palavras de inferioridade. São fantasmas que transformamos em monstros. Quais são os fantasmas que te assolam? Aquilo que sua mente não esquece, aquilo que te persegue constantemente? O que te faz gritar com medo e desespero?
Jesus olha para você e diz: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temas.”
Tende bom ânimo: pois a presença de Deus traz certeza em meio as incertezas, traz força em meio ao que nada pode dar certo! Ter bom ânimo é acreditar além das evidências, é se acalmar porque logo chegará a providência de Deus!
Sou eu: é aquele que fez os céus e a terra, que libertou um povo e que abriu o mar vermelho, que fez o sol parar, que fez exércitos pequenos vencerem, que cumpriu os seus planos sábios em meio aos olhos loucos do mundo! Que padeceu na cruz e ressurgiu para dar vida eterna.
Não temas: pois não existe altura, profundidade ou largura, nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem os principados ou as forças desse mundo, não existe problema, perseguição que possa ser maior que o nome de Jesus. Que declara sobre a sua vida a sua presença e seu poder.
O Evangelho nos desafia ver a presença de Deus em nossas vidas hoje e desfrutar de sua companhia. Acreditando que ele está ao nosso favor.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Ele “entra dentro” do barco
Além de falar não temas, ele entra no barco. Minha mãe tem o costume de dizer quando chego em casa e fico do lado de fora: “Entra pra dentro filho”. Na gramática esse termo está errado, mas faz todo o sentido para o cristianismo, porque Jesus ele não apenas se contenta em entrar ele quer ir para dentro.
Por vezes queremos que Jesus entre mas não dentro de nossas vidas, de nossos corações. O texto bíblico mostra que o coração dos discípulos estava endurecido e que eles não haviam entendido o milagre dos pães e nem havia entendido o que Jesus havia feito naquele momento que até mesmo o mar se acalmou.
Será que hoje estamos com nossos corações duros dessa mesma forma, que não conseguimos reconhecer o cuidado de Jesus em nossas vidas, de seu amor, seu cuidado, sua atenção em nossas vidas? Será que nossos corações estão endurecidos da mesma forma que os discípulos que ao invés de contemplar da presença de Deus? Impõe condições, estão com medos, pensam que Jesus age de maneira semelhante aos homens ou que não somos dignos de sua presença?
O evangelhos nos chama a descongelar os nossos corações, a deixar o toque de Jesus entrar em nossas vidas, a entender melhor os seus planos, o seu amor, a maneira como ele age, a forma como ele atua, sem corações duros, impróprios, impiedosos. O desafio que nos propõe o evangelho é uma vida em santidade, busca da presença de Deus, mas isso só pode acontecer a partir do momento que se aceita Jesus como senhor e salvador das nossas vidas!
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Se por vezes você passa por uma vida de desobediência a voz de Deus, não consegue enxergar a presença de Deus em sua vida e tem o coração duro ao que Deus vem fazendo em suas vidas, o evangelho nos convida à aceitar a Jesus como nosso único e suficiente salvador e reafirmar nossa aliança com ele. Aceitá-lo como senhor e salvador é o principio da salvação. Ele te convida a isso. Aceita o convite?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O Caminho sobremodo excelente...
Introdução
O tema que foi proposto pela liderança foi “reconstruindo a compaixão”, contudo, observando esse tema, percebi a necessidade da reconstrução de outro tema que é fundamental em nossos dias, logo, proponho reconstruir o amor. Pois sem o amor não existe compaixão ou gesto de compaixão.
Conhecemos quase que “de cor” a oração sacerdotal de Jesus no Evangelho de João no capítulo 17. Nesta oração, Jesus pede a Deus para que ele não tire os seus discípulos do mundo, mas que os preserve do mal. Jesus sabia que a vida dos seus discípulos seria no mundo. Pois não existe vida sem o mundo. Contudo, vivemos tempos complicados, em que duas extremidades nos tragam. Se de um lado temos as pessoas que esperam ser a “luz do céu” ou “sal do céu”, por outro, temos pessoas que tomam plenamente a forma do mundo. É difícil conviver com a ambivalência.
Nos Evangelhos encontramos que os cristãos e cristãs são chamados para ser luz da mundo, pois seu ministério, sua função profética tem que ser no mundo, onde existe perdidos e trevas. Um dia me contaram que a Dona “Luz” ficou curiosa em conhecer o senhor “Trevas”. Ela perguntou para a Senhora “Sabedoria” onde poderia encontrar o senhor “Trevas”, pois muitos falavam sobre dele. A Senhora “Sabedoria” indicou o caminho para a D. “Luz”, uma caverna bem distante e bem escura. Depois de algumas horas, a D. “Luz” volta, cabisbaixa, e a senhora “Sabedoria” pergunta o porque de tamanha tristeza, e ela responde: “Fui em um péssimo dia, ele não estava lá!”.
Hoje com nossa condição de pessoas “semi” adultas, racionais e intelectuais, sabemos que a luz dissipou com as trevas. E um grande desafio aparece com esta “historinha”: O quanto em nossas vidas as pessoas que nos rodeiam podem ver a luz? O quanto eliminamos todas as trevas que nos cerca? Talvez o que esteja brilhando em nossas vidas e muito provavelmente em nossas igrejas é a “luz” do mundo. Será que essa é a vontade de Deus?
Quando se refere em ser sal da terra, dá o sentido de trazer e dar gosto, sendo o tempero, o diferencial, que por vezes não é visto, mas sentido. Ser sal da terra não é a mesma coisa do que ser salsa da terra. Um bom exemplo é o nosso cardápio. Não conheço nenhum “prato” que dependa da salsa para ser um bom prato. Podemos colocar salsa no feijão, no kibe, no arroz. O máximo que irá acontecer é que veremos a salsa, mas nunca sentiremos o seu gosto. Mas, não conheço “prato” salgado que não precise fundamentalmente de sal. Não podemos ver o sal, mas podemos senti-lo. Vemos a salsa, ela deixa o alimento até que mais bonito, mas ela não faz diferença nenhuma. Somos desafiados a tomar uma escolha, ser sal da terra! Ou continuar a ser salsa da terra. Nossa vida com Deus tem proporcionado o quê de diferente em nossas famílias? Em nossas escolas? Nos nossos trabalhos? Com os nossos amigos?
Nossos dias são marcados também por pregações que ressaltam a vida do além. Que nossa morada não é aqui e sim lá no céu. Que aqui na Terra as coisas são passageiras, e lá no céu, depois que morrermos, desfrutaremos das maiores e melhores bênçãos. Todas as tribulações, dificuldades, perdas e misérias serão “reembolsadas” no “Lar celestial”. Com isso, deixa-se de lado a importância de viver aqui e o agora. Uma frase que deveria ser um dos “slogans” de nossas comunidades de fé seria: “Acredito na vida antes da morte”. De desfrutar da vida em sua plenitude e integralidade. Todavia, parece bem contraditório desfrutar da vida e ser “crente”. Parece que quem inventou o cristianismo esqueceu que era bom se divertir e ser divertido. Será que não tem como “curtir” a vida e ser um bom cristão e boa cristã?
Encontramos a vertente das pessoas que, são consideradas por alguns como os modernos fariseus. De que sabem tudo o que se deve fazer, mas não pratica nada. Pessoas que assumiram posturas, verdades, costumes que nada se relaciona com a verdade bíblica. Ao invés da Igreja estar no mundo, é o mundo que está na igreja. Determinando o que se deve vestir, o que se deve fazer, qual é a conduta dos namorados, dos esposos e esposas, qual é a classificação e grau de importância da vida familiar, o tempo em que deve iniciar uma vida sexual.
Dentro desta perspectiva, a Igreja perdeu seu Querigma pedagógico e didático, para a lógica da conveniência. Sendo que as pessoas assumem posturas segundo o que é melhor para ela, segundo a sua vontade, segundo o seu padrão de beleza e utilidade. A Igreja “não serve” mais para mostrar qual é a sexualidade sadia que deve ser desenvolvida. A Igreja se cala frente aos desafios pastorais da vida (pós) moderna. Mas o silêncio da Igreja dá lugar para a voz do “mundo”. Este por sua vez, determina o que é bom, o que é diversão, coloca a Igreja sobre a parede e afirma firmemente que ela não sabe o que é sorrir, o que é alegria, o que é curtir.
Em certa medida, não se pode negar que o “mundo” está correto em colocar a Igreja sobre a parede. Pois para muitos, se não para todos, Igreja é lugar de seriedade, poucos ou nenhum riso, não se sente prazer na igreja, não se dança, brinca, curte ou se diverte dentro da Igreja. Pois é o local onde Deus mora. Imagino se meu pai ou mãe biológica morassem em um lugar que era proibido sorrir, brincar, se divertir, sentir prazer, acho que iria vê-los poucas vezes. Mas, entendo que a casa de Deus, tem que ser um lugar alegre, divertido, sorridente, aprazível de se estar, um lugar que seja resplandecido pela luz do Amor e tenha o tempero do Amor.
Com tudo isso que foi dito, entendo que: Igreja é um lugar bom e gostoso de se estar! Mas e se não for assim? Temos um grande problema. Se Deus é amor, se Deus é alegria, se Deus é paz, se Deus é compaixão, se Deus é tudo de bom e em sua casa não desfrutamos e nem sentimos nada disso, temos que repensar uma coisa: Será que Deus verdadeiramente mora aqui? Ou será que este a casa de infelizes que “fazem de conta” que Deus mora ali?
Talvez muitos cheguem a conclusões que nossas Igrejas tem mais aspectos tristes do que alegres, porém, quero desafiar a todos com uma tese que tenho defendido a um bom tempo que é a seguinte: “não pode ser um bom cristão ou uma boa cristã se não sabe 'curtir', desfrutar a vida em sua plenitude!”. Está frase contraria paradigmas mundanos como também de muitos que não tiveram uma experiência de sentir o coração estranhamente aquecido. É a partir de tudo isso que:
“... Passo a mostrar-vos um caminho sobremodo excelente...”
Possíveis definições para o amor.
Quando buscamos do “google” encontramos algumas coisas. Vejamos: Esta foi uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos, Com a pegunta: O que é o amor1?
"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mathew, 6 anos
"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos
"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras" - Lauren, 4 anos
"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos
"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente" - Billy, 4 anos
"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela" - Chrissy, 6 anos
"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está do gosto dele" - Danny, 6 anos
"Amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta" - Bobby, 5 anos
"Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta. - Nikka 6 anos.
"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda" - Samantha , 7 anos
"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de deus, mas o amor de deus junta os dois" - Jenny, 4 anos
"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o George Cloney" - Chris, 8 anos
"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo" - Cindy, 8 anos
"Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo" - Jessica, 8 anos
"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos
Além dessas definições das sábias crianças, encontramos outras definições no que tange ao sexo, a frases batidas, músicas, poemas dos mais variados, imagens das mais distintas. Logo, podemos concluir que amor é uma definição indefinida. Parece que é um tema já “batido” na mente das pessoas, mas com está imensidão de definições, percebemos que o amor precisa
Dinâmicas2
A partir de algumas dinâmicas, aprendamos um pouco o que é o amor em sua práxis. Nesta parte da dinâmica, precisa-se que todo o grupo envolvido se comprometa intensamente, para que se alcance resultados maiores e melhores.
1 - Estátua objeto
Fazer uma estátua de um objeto, móvel de sua casa, escola, escritório, qualquer móvel, e ficar por alguns minutos paralisado, simulando este objeto. QUAL A UTILIDADE DESSE OBJETO e QUAL SERIA O SEU POSICIONAMENTO DIANTE DO MUNDO?
2 - Forma de cumprimentar
Brincar de estátua da maneira que normalmente se cumprimenta alguém, após alguns minutos, fazer uma estátua de uma maneira nova de cumprimentar as pessoas. Depois de alguns minutos correr “desesperadamente” cumprimentando a todos, dessa nova forma. SENTIR-SE A VONTADE COM O MUNDO, IMPULSINONADO.
3 - Trabalho em equipe (1 e 2)
Fazer uma fila única, em que um será o número 1 e o outro o número dois. O desafio é alternar até o fim e começar novamente, pelo menos 3 vezes seguidas. DEPENDÊNCIA MÚTUA.
4 - Caretas
Formar duas filas, em que uma pessoa fique de frente para a outra, desta maneira, durante alguns minutos, uma fará caretas das mais diversas para fazer a outra rir. O papel da outra é ficar bastante sério encarando a pessoa que faz careta. Depois de alguns minutos, trocar as funções. CRIATIVIDADE EM FAZER O OUTRO MAIS FELIZ.
5 - Falar entusiasmado
Sentar em duplas, mas é o fundamental é sentar com uma pessoa que não conhece, e durante alguns minutos, fale entusiasmadamente com está pessoa. Pode falar de qualquer coisa, mas tem que ser entusiasmado. O papel do receptor será buscar o olhar do outro, sem falar nada, ficar mudo. Depois de alguns minutos trocar as funções. CONTAGIAR O OUTRO A ENCHÊ-LO DE DEUS.
6 - Lápis e papel
A pergunta que será feita é a seguinte: “O que você faria com este lápis e este papel?” DO NADA CRIAR ALGUMA COISA.
7 - Dança
Durante alguns minutos, as pessoas são impulsionadas para dançar loucamente, desesperadamente, de uma forma que nunca fez em todas as sua vida. SER LIVRE RESPEITANDO A LIBERDADE DO OUTRO.
8 - Motivos de adoração
Todos os participantes tem que dar as mãos, depois fazer um grande caracol, depois de feito isso, todos devem falar alguns motivos que se tem para agradecer, adorar a Deus. Por exemplo, chocolate, mãe, pai, irmão, igreja, namorado, etc. QUAIS são OS MOTIVOS QUE SE PERCEBE DEUS.
O amor pode ser...
Uma definição que construí a partir do tempo foi que amor não é apenas um sentimento, uma vontade, uma escolha, amor é o caminho sobremodo excelente.
A dinâmica do amor
Depois de definirmos o que entendemos por amor que é proposto pela bíblia, vamos relacioná-los com a dinâmica.
A primeira dinâmica tratou de ser uma estátua de um objeto que temos em casa, nos desafiando a pensar em: qual é a nossa utilidade diante do mundo e como nos colocamos diante do mundo. Será que nos calamos de mais? Será que somos ásperos de mais? Pessoas amargas e sem compaixão?
A segunda tratou o quanto nos sentimos a vontade diante do mundo e se estamos dispostos a cumprimentar as situações de uma maneira diferenciada.
Na Terceira encontramos o trabalho em equipe. Sabemos trabalhar em equipe? Será que sabemos ouvir o outro e ser claro para o outro nos ouvir também? Temos facilidade para trabalhar com o outro?
NA quarta dinâmica nós fizemos caretas, e fomos desafiados, que mesmo diante de caras feitas, de situações contrárias e sem graça, ser um instrumento da graça de Deus e levar alegria.
A quinta dinâmica nos desafiou a falar entusiasmadamente de acontecimentos de nossas vidas. Isso nos ensina a fazer da vida um pouco mais alegre e mais divertida, enfrentar os desafios de uma forma entusiasmada.
A sexta ganhamos um lápis e um papel e fomos desafiados a criar alguma coisa. Qual é o tamanho de nossa criatividade diante dos desafios do mundo?
Na sétima dinâmica nós dançamos. A vida sempre impõe seu ritmo e sua dança, e somos obrigados a dançar e enfrentá-lo, como temos feito isso diante de circunstâncias que exigem de nós mais amor, alegria e felicidade?
Por fim na oitava nós agradecemos a Deus, lembramos que temos muitos motivos par agradecer a Deus e que a sua misericordia em nossas vidas é o que nos sustenta e que sua graça sempre manifesta nos faz mais que vencedores sempre. Agradecer a Deus é o principio da adoração. Reconhecer a sua importância em nossas vidas.
Conclusão
Por fim, concluímos que o amor ganhou novas formas e expressões, e que não podemos esquecer que essas formas e expressões estão dentro da Igreja, contudo, somos desafiados a encarar a vida de uma maneira mais amorosa e caridosa! Enfrentar a vida com alegria é o princípio para uma vida plena e saudável e plena.
1Site: http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/texto083.shtml
2ADAMS, Pacth. Dinâmica desenvolvida em workshop.
O tema que foi proposto pela liderança foi “reconstruindo a compaixão”, contudo, observando esse tema, percebi a necessidade da reconstrução de outro tema que é fundamental em nossos dias, logo, proponho reconstruir o amor. Pois sem o amor não existe compaixão ou gesto de compaixão.
Conhecemos quase que “de cor” a oração sacerdotal de Jesus no Evangelho de João no capítulo 17. Nesta oração, Jesus pede a Deus para que ele não tire os seus discípulos do mundo, mas que os preserve do mal. Jesus sabia que a vida dos seus discípulos seria no mundo. Pois não existe vida sem o mundo. Contudo, vivemos tempos complicados, em que duas extremidades nos tragam. Se de um lado temos as pessoas que esperam ser a “luz do céu” ou “sal do céu”, por outro, temos pessoas que tomam plenamente a forma do mundo. É difícil conviver com a ambivalência.
Nos Evangelhos encontramos que os cristãos e cristãs são chamados para ser luz da mundo, pois seu ministério, sua função profética tem que ser no mundo, onde existe perdidos e trevas. Um dia me contaram que a Dona “Luz” ficou curiosa em conhecer o senhor “Trevas”. Ela perguntou para a Senhora “Sabedoria” onde poderia encontrar o senhor “Trevas”, pois muitos falavam sobre dele. A Senhora “Sabedoria” indicou o caminho para a D. “Luz”, uma caverna bem distante e bem escura. Depois de algumas horas, a D. “Luz” volta, cabisbaixa, e a senhora “Sabedoria” pergunta o porque de tamanha tristeza, e ela responde: “Fui em um péssimo dia, ele não estava lá!”.
Hoje com nossa condição de pessoas “semi” adultas, racionais e intelectuais, sabemos que a luz dissipou com as trevas. E um grande desafio aparece com esta “historinha”: O quanto em nossas vidas as pessoas que nos rodeiam podem ver a luz? O quanto eliminamos todas as trevas que nos cerca? Talvez o que esteja brilhando em nossas vidas e muito provavelmente em nossas igrejas é a “luz” do mundo. Será que essa é a vontade de Deus?
Quando se refere em ser sal da terra, dá o sentido de trazer e dar gosto, sendo o tempero, o diferencial, que por vezes não é visto, mas sentido. Ser sal da terra não é a mesma coisa do que ser salsa da terra. Um bom exemplo é o nosso cardápio. Não conheço nenhum “prato” que dependa da salsa para ser um bom prato. Podemos colocar salsa no feijão, no kibe, no arroz. O máximo que irá acontecer é que veremos a salsa, mas nunca sentiremos o seu gosto. Mas, não conheço “prato” salgado que não precise fundamentalmente de sal. Não podemos ver o sal, mas podemos senti-lo. Vemos a salsa, ela deixa o alimento até que mais bonito, mas ela não faz diferença nenhuma. Somos desafiados a tomar uma escolha, ser sal da terra! Ou continuar a ser salsa da terra. Nossa vida com Deus tem proporcionado o quê de diferente em nossas famílias? Em nossas escolas? Nos nossos trabalhos? Com os nossos amigos?
Nossos dias são marcados também por pregações que ressaltam a vida do além. Que nossa morada não é aqui e sim lá no céu. Que aqui na Terra as coisas são passageiras, e lá no céu, depois que morrermos, desfrutaremos das maiores e melhores bênçãos. Todas as tribulações, dificuldades, perdas e misérias serão “reembolsadas” no “Lar celestial”. Com isso, deixa-se de lado a importância de viver aqui e o agora. Uma frase que deveria ser um dos “slogans” de nossas comunidades de fé seria: “Acredito na vida antes da morte”. De desfrutar da vida em sua plenitude e integralidade. Todavia, parece bem contraditório desfrutar da vida e ser “crente”. Parece que quem inventou o cristianismo esqueceu que era bom se divertir e ser divertido. Será que não tem como “curtir” a vida e ser um bom cristão e boa cristã?
Encontramos a vertente das pessoas que, são consideradas por alguns como os modernos fariseus. De que sabem tudo o que se deve fazer, mas não pratica nada. Pessoas que assumiram posturas, verdades, costumes que nada se relaciona com a verdade bíblica. Ao invés da Igreja estar no mundo, é o mundo que está na igreja. Determinando o que se deve vestir, o que se deve fazer, qual é a conduta dos namorados, dos esposos e esposas, qual é a classificação e grau de importância da vida familiar, o tempo em que deve iniciar uma vida sexual.
Dentro desta perspectiva, a Igreja perdeu seu Querigma pedagógico e didático, para a lógica da conveniência. Sendo que as pessoas assumem posturas segundo o que é melhor para ela, segundo a sua vontade, segundo o seu padrão de beleza e utilidade. A Igreja “não serve” mais para mostrar qual é a sexualidade sadia que deve ser desenvolvida. A Igreja se cala frente aos desafios pastorais da vida (pós) moderna. Mas o silêncio da Igreja dá lugar para a voz do “mundo”. Este por sua vez, determina o que é bom, o que é diversão, coloca a Igreja sobre a parede e afirma firmemente que ela não sabe o que é sorrir, o que é alegria, o que é curtir.
Em certa medida, não se pode negar que o “mundo” está correto em colocar a Igreja sobre a parede. Pois para muitos, se não para todos, Igreja é lugar de seriedade, poucos ou nenhum riso, não se sente prazer na igreja, não se dança, brinca, curte ou se diverte dentro da Igreja. Pois é o local onde Deus mora. Imagino se meu pai ou mãe biológica morassem em um lugar que era proibido sorrir, brincar, se divertir, sentir prazer, acho que iria vê-los poucas vezes. Mas, entendo que a casa de Deus, tem que ser um lugar alegre, divertido, sorridente, aprazível de se estar, um lugar que seja resplandecido pela luz do Amor e tenha o tempero do Amor.
Com tudo isso que foi dito, entendo que: Igreja é um lugar bom e gostoso de se estar! Mas e se não for assim? Temos um grande problema. Se Deus é amor, se Deus é alegria, se Deus é paz, se Deus é compaixão, se Deus é tudo de bom e em sua casa não desfrutamos e nem sentimos nada disso, temos que repensar uma coisa: Será que Deus verdadeiramente mora aqui? Ou será que este a casa de infelizes que “fazem de conta” que Deus mora ali?
Talvez muitos cheguem a conclusões que nossas Igrejas tem mais aspectos tristes do que alegres, porém, quero desafiar a todos com uma tese que tenho defendido a um bom tempo que é a seguinte: “não pode ser um bom cristão ou uma boa cristã se não sabe 'curtir', desfrutar a vida em sua plenitude!”. Está frase contraria paradigmas mundanos como também de muitos que não tiveram uma experiência de sentir o coração estranhamente aquecido. É a partir de tudo isso que:
“... Passo a mostrar-vos um caminho sobremodo excelente...”
Possíveis definições para o amor.
Quando buscamos do “google” encontramos algumas coisas. Vejamos: Esta foi uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos, Com a pegunta: O que é o amor1?
"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mathew, 6 anos
"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos
"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras" - Lauren, 4 anos
"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos
"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente" - Billy, 4 anos
"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela" - Chrissy, 6 anos
"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está do gosto dele" - Danny, 6 anos
"Amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta" - Bobby, 5 anos
"Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta. - Nikka 6 anos.
"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda" - Samantha , 7 anos
"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de deus, mas o amor de deus junta os dois" - Jenny, 4 anos
"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o George Cloney" - Chris, 8 anos
"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo" - Cindy, 8 anos
"Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo" - Jessica, 8 anos
"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos
Além dessas definições das sábias crianças, encontramos outras definições no que tange ao sexo, a frases batidas, músicas, poemas dos mais variados, imagens das mais distintas. Logo, podemos concluir que amor é uma definição indefinida. Parece que é um tema já “batido” na mente das pessoas, mas com está imensidão de definições, percebemos que o amor precisa
Dinâmicas2
A partir de algumas dinâmicas, aprendamos um pouco o que é o amor em sua práxis. Nesta parte da dinâmica, precisa-se que todo o grupo envolvido se comprometa intensamente, para que se alcance resultados maiores e melhores.
1 - Estátua objeto
Fazer uma estátua de um objeto, móvel de sua casa, escola, escritório, qualquer móvel, e ficar por alguns minutos paralisado, simulando este objeto. QUAL A UTILIDADE DESSE OBJETO e QUAL SERIA O SEU POSICIONAMENTO DIANTE DO MUNDO?
2 - Forma de cumprimentar
Brincar de estátua da maneira que normalmente se cumprimenta alguém, após alguns minutos, fazer uma estátua de uma maneira nova de cumprimentar as pessoas. Depois de alguns minutos correr “desesperadamente” cumprimentando a todos, dessa nova forma. SENTIR-SE A VONTADE COM O MUNDO, IMPULSINONADO.
3 - Trabalho em equipe (1 e 2)
Fazer uma fila única, em que um será o número 1 e o outro o número dois. O desafio é alternar até o fim e começar novamente, pelo menos 3 vezes seguidas. DEPENDÊNCIA MÚTUA.
4 - Caretas
Formar duas filas, em que uma pessoa fique de frente para a outra, desta maneira, durante alguns minutos, uma fará caretas das mais diversas para fazer a outra rir. O papel da outra é ficar bastante sério encarando a pessoa que faz careta. Depois de alguns minutos, trocar as funções. CRIATIVIDADE EM FAZER O OUTRO MAIS FELIZ.
5 - Falar entusiasmado
Sentar em duplas, mas é o fundamental é sentar com uma pessoa que não conhece, e durante alguns minutos, fale entusiasmadamente com está pessoa. Pode falar de qualquer coisa, mas tem que ser entusiasmado. O papel do receptor será buscar o olhar do outro, sem falar nada, ficar mudo. Depois de alguns minutos trocar as funções. CONTAGIAR O OUTRO A ENCHÊ-LO DE DEUS.
6 - Lápis e papel
A pergunta que será feita é a seguinte: “O que você faria com este lápis e este papel?” DO NADA CRIAR ALGUMA COISA.
7 - Dança
Durante alguns minutos, as pessoas são impulsionadas para dançar loucamente, desesperadamente, de uma forma que nunca fez em todas as sua vida. SER LIVRE RESPEITANDO A LIBERDADE DO OUTRO.
8 - Motivos de adoração
Todos os participantes tem que dar as mãos, depois fazer um grande caracol, depois de feito isso, todos devem falar alguns motivos que se tem para agradecer, adorar a Deus. Por exemplo, chocolate, mãe, pai, irmão, igreja, namorado, etc. QUAIS são OS MOTIVOS QUE SE PERCEBE DEUS.
O amor pode ser...
Uma definição que construí a partir do tempo foi que amor não é apenas um sentimento, uma vontade, uma escolha, amor é o caminho sobremodo excelente.
A dinâmica do amor
Depois de definirmos o que entendemos por amor que é proposto pela bíblia, vamos relacioná-los com a dinâmica.
A primeira dinâmica tratou de ser uma estátua de um objeto que temos em casa, nos desafiando a pensar em: qual é a nossa utilidade diante do mundo e como nos colocamos diante do mundo. Será que nos calamos de mais? Será que somos ásperos de mais? Pessoas amargas e sem compaixão?
A segunda tratou o quanto nos sentimos a vontade diante do mundo e se estamos dispostos a cumprimentar as situações de uma maneira diferenciada.
Na Terceira encontramos o trabalho em equipe. Sabemos trabalhar em equipe? Será que sabemos ouvir o outro e ser claro para o outro nos ouvir também? Temos facilidade para trabalhar com o outro?
NA quarta dinâmica nós fizemos caretas, e fomos desafiados, que mesmo diante de caras feitas, de situações contrárias e sem graça, ser um instrumento da graça de Deus e levar alegria.
A quinta dinâmica nos desafiou a falar entusiasmadamente de acontecimentos de nossas vidas. Isso nos ensina a fazer da vida um pouco mais alegre e mais divertida, enfrentar os desafios de uma forma entusiasmada.
A sexta ganhamos um lápis e um papel e fomos desafiados a criar alguma coisa. Qual é o tamanho de nossa criatividade diante dos desafios do mundo?
Na sétima dinâmica nós dançamos. A vida sempre impõe seu ritmo e sua dança, e somos obrigados a dançar e enfrentá-lo, como temos feito isso diante de circunstâncias que exigem de nós mais amor, alegria e felicidade?
Por fim na oitava nós agradecemos a Deus, lembramos que temos muitos motivos par agradecer a Deus e que a sua misericordia em nossas vidas é o que nos sustenta e que sua graça sempre manifesta nos faz mais que vencedores sempre. Agradecer a Deus é o principio da adoração. Reconhecer a sua importância em nossas vidas.
Conclusão
Por fim, concluímos que o amor ganhou novas formas e expressões, e que não podemos esquecer que essas formas e expressões estão dentro da Igreja, contudo, somos desafiados a encarar a vida de uma maneira mais amorosa e caridosa! Enfrentar a vida com alegria é o princípio para uma vida plena e saudável e plena.
1Site: http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/texto083.shtml
2ADAMS, Pacth. Dinâmica desenvolvida em workshop.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Peculiaridades do Pentecoste
As peculiaridades do Pentecoste
Texto: Atos 2.1-8
“1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.
6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?
8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?”
Como o cristianismo tem sofrido com estes tempos modernos. Tempos que apagam toda a intensidade de sentimentos preciosos, sendo estes colocados de lado, para se afirmar uma lógica da conveniência. Temos em nossos dias tempos de amor líquido, respeito líquido, igualdade líquida, compromisso líquido, família líquida, e tantas mais. Tudo foi “liquidado”.
O contexto de Atos tem como marca o cisma entre Jesus e os seus discípulos, pois o mestre havia subido aos céus, após ser assassinado, pontuando assim o início das perseguições. Tempo de crise que gerou dúvidas e incertezas. O texto relata que “todos estavam reunidos no mesmo lugar”. Não diz se estavam orando em alta voz ou em jejum pleno, se estavam louvando a Deus ou se quebrantando, contudo, eles simplesmente estavam juntos. Todos estavam reunidos após o término de uma festa tradicional judaica “O Pentecoste”. E tanto judeus como não judeus estavam juntos, rompendo com alguns costumes e modelos tradicionais judaicos.
Percebe-se que a ação do Espírito Deus acontece “de repente”, em tempos contrários, em meio ao rompimento cultural, mas que acontece quando o povo se propõe a estar junto. Vejamos as peculiaridades do Pentecoste para as nossas Igrejas.
Em primeiro lugar, percebe-se que:
O Pentecoste é igualitário
O texto afirma que foram distribuídas entre todos línguas de fogo e que pousou uma sobre cada um deles. Apontando que a ação de Deus coloca todos e em um mesmo patamar. Observando nossa sociedade que prega o individualismo, a exclusão do diferente, a independência do outro, a ausência do respeito e a intolerância desenfreada, a manifestação do Espírito de Deus, quebra alguns paradigmas e propõe uma nova dimensão da fé.
As igrejas têm como desafio viver a igualdade entre entre as pessoas, sendo que, todos são importantes no corpo eclesiástico. A ação pneumatológica age com a finalidade de romper com todo tipo de pré-conceito e gerar igualdade entre o corpo de Cristo.
Com isso, podemos perceber em segundo lugar que:
O Pentecoste é sensível.
A afirmação do texto é que todos ficaram cheios do Espírito Santo, contudo, falavam segundo o que era concedido pelo Espírito. Quando se afirma que a ação deste Espírito é sensível, é porque ele leva em consideração a limitação e potencialidade humana. É aquele que se esvazia para se fazer entender, respeitando a capacidade de cada pessoa. Contrariando um pouco a intolerância existente em nossos dias. Em que se afirma que o quanto mais se tem, mais precisa ter.
Novamente um desafio é proposto: As igrejas precisam desfrutar do que é concedido pelo Espírito e fazer sua parte. Contentar-se com o suficiente e não assumir pra si desejos e vontades que mercantilizam esta ação divina.
Está afirmação nos leva para a terceira consideração:
O Pentecoste é materno.
Encontramos no texto que todos falavam e todos se entendiam em sua língua materna. Talvez o que ilustre melhor a ação do Espírito seja a mãe. Quando pensamos na dimensão materna do Espírito, descobrimos a beleza de sua ação. Pois só sendo mãe para amar de uma forma tão profunda, só quem conhece em profundidade para ser uma pedagoga exemplar. Está perspectiva amorosa, inclusiva, cuidadora e pedagoga do Espírito é a melhor expressão para entendimento de todos.
O Pentecoste nos desafia a encontrar aspectos maternos em nossas comunidades. Não existe ação do Espírito se não houver o amor, cuidado, respeito, ensino e sobretudo entendimento. O Espírito materno gera entendimento nas comunidades.
Conclusão
Por fim, concluímos que dentro da perspectiva do Dia do pentecostes, somos desafiados como igreja a: uma busca por igualdade comunitária, desenvolver nossa sensibilidade segundo nossas reais necessidades e por fim, uma maternidade, que além de amar e cuidar, seja capaz de ser inteligível a todos da comunidade.
Texto: Atos 2.1-8
“1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.
6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?
8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?”
Como o cristianismo tem sofrido com estes tempos modernos. Tempos que apagam toda a intensidade de sentimentos preciosos, sendo estes colocados de lado, para se afirmar uma lógica da conveniência. Temos em nossos dias tempos de amor líquido, respeito líquido, igualdade líquida, compromisso líquido, família líquida, e tantas mais. Tudo foi “liquidado”.
O contexto de Atos tem como marca o cisma entre Jesus e os seus discípulos, pois o mestre havia subido aos céus, após ser assassinado, pontuando assim o início das perseguições. Tempo de crise que gerou dúvidas e incertezas. O texto relata que “todos estavam reunidos no mesmo lugar”. Não diz se estavam orando em alta voz ou em jejum pleno, se estavam louvando a Deus ou se quebrantando, contudo, eles simplesmente estavam juntos. Todos estavam reunidos após o término de uma festa tradicional judaica “O Pentecoste”. E tanto judeus como não judeus estavam juntos, rompendo com alguns costumes e modelos tradicionais judaicos.
Percebe-se que a ação do Espírito Deus acontece “de repente”, em tempos contrários, em meio ao rompimento cultural, mas que acontece quando o povo se propõe a estar junto. Vejamos as peculiaridades do Pentecoste para as nossas Igrejas.
Em primeiro lugar, percebe-se que:
O Pentecoste é igualitário
O texto afirma que foram distribuídas entre todos línguas de fogo e que pousou uma sobre cada um deles. Apontando que a ação de Deus coloca todos e em um mesmo patamar. Observando nossa sociedade que prega o individualismo, a exclusão do diferente, a independência do outro, a ausência do respeito e a intolerância desenfreada, a manifestação do Espírito de Deus, quebra alguns paradigmas e propõe uma nova dimensão da fé.
As igrejas têm como desafio viver a igualdade entre entre as pessoas, sendo que, todos são importantes no corpo eclesiástico. A ação pneumatológica age com a finalidade de romper com todo tipo de pré-conceito e gerar igualdade entre o corpo de Cristo.
Com isso, podemos perceber em segundo lugar que:
O Pentecoste é sensível.
A afirmação do texto é que todos ficaram cheios do Espírito Santo, contudo, falavam segundo o que era concedido pelo Espírito. Quando se afirma que a ação deste Espírito é sensível, é porque ele leva em consideração a limitação e potencialidade humana. É aquele que se esvazia para se fazer entender, respeitando a capacidade de cada pessoa. Contrariando um pouco a intolerância existente em nossos dias. Em que se afirma que o quanto mais se tem, mais precisa ter.
Novamente um desafio é proposto: As igrejas precisam desfrutar do que é concedido pelo Espírito e fazer sua parte. Contentar-se com o suficiente e não assumir pra si desejos e vontades que mercantilizam esta ação divina.
Está afirmação nos leva para a terceira consideração:
O Pentecoste é materno.
Encontramos no texto que todos falavam e todos se entendiam em sua língua materna. Talvez o que ilustre melhor a ação do Espírito seja a mãe. Quando pensamos na dimensão materna do Espírito, descobrimos a beleza de sua ação. Pois só sendo mãe para amar de uma forma tão profunda, só quem conhece em profundidade para ser uma pedagoga exemplar. Está perspectiva amorosa, inclusiva, cuidadora e pedagoga do Espírito é a melhor expressão para entendimento de todos.
O Pentecoste nos desafia a encontrar aspectos maternos em nossas comunidades. Não existe ação do Espírito se não houver o amor, cuidado, respeito, ensino e sobretudo entendimento. O Espírito materno gera entendimento nas comunidades.
Conclusão
Por fim, concluímos que dentro da perspectiva do Dia do pentecostes, somos desafiados como igreja a: uma busca por igualdade comunitária, desenvolver nossa sensibilidade segundo nossas reais necessidades e por fim, uma maternidade, que além de amar e cuidar, seja capaz de ser inteligível a todos da comunidade.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Desafios para a pneumatologia e eclesiologia diante da secularização
Introdução
Está monografia trabalha a pneumatologia e a eclesiologia diante de uma religião e sociedade que passa por um período intenso de secularização. No primeiro capítulo é trabalhado uma questão pneumatológica, demonstrando um pouco a conceitualização deste termo e sua importância na caminhada do cristianismo e conseqüentemente do movimento eclesiástico, que é abordado na segunda parte.
Foi escolhido trabalhar a eclesiologia em segundo lugar porque o autor entende que a vida em comunidade só faz sentido quando em primeiro lugar ela é motivada pelo Espírito Santo. É a partir da ação unificadora do Espírito Santo que as pessoas sentem vontade de estar juntos e firmarem uma igreja para a edificação mutua. É trabalhado também a institucionalização das comunidades de fé, apontando paradigmas positivos e negativos desta, todavia, apontando caminhos para a eclesiologia.
O terceiro ponto levantado é uma pequena síntese do conceito de secularização e o que ela tem propagado como ideologia dentro do contexto religioso. Por fim, é trabalhado alguns questionamentos que a sociedade secularizada passa para dentro das Igrejas, alterando assim alguns princípios básicos que tangem a espiritualidade e a motivação primeira de comunhão entre as pessoas. Convidando tanto a pneumatologia como a eclesiologia a (re)cultivarem alguns pontos que tem sido apagados e esquecidos à partir do processo de secularização.
Pneumatologia:
Definir o que é a ação do Espírito em nossos dias é bastante desafiador. Haja vista a pluralidade religiosa existente e as diversas teologias que apontam para uma definição. O que fica evidente é que para se afirmar determinada ação pneumatológica, precisa-se anular ou negar uma outra experiência. Isso fica evidente quando percebemos algumas linhas pentecostais “anulando” ou não reconhecendo a ação do Espírito em movimentos mais conservadores ou progressistas. Talvez um grande desafio em nossos dias é: Perceber que o Espírito que dá a liberdade age de maneira livre. Sopra para onde quer e vai para onde quer. Não tem um roteiro de ação nem um esboço do que será feito, sobretudo age de maneira plena e suficiente para toda a humanidade.
A terminologia de “Espírito” dentro do contexto bíblico toma várias conotações. Todavia, essas variações acontecem mais no campo teológico, pois a definição dada ao “Espírito” no Antigo Testamento é rûah. Este por sua vez não pode ser traduzido por um único termo, rûah pode ser: hálito, sinal ou princípio de vida, sopro de Iahweh que traz poder e liberta do mal, é aquele que agita, revive ou volta, além dos termos que se refere à ações humanas e que negam o princípio da vida1. No Novo Testamento a palavra utilizada é pneuma, que muito se assemelha com a palavra em hebraico. Uma boa definição é vista em Tillich:
“Tanto nas línguas semíticas quanto nas indo-européias, a raiz das palavras que designam espírito significa “respiração”. Foi a experiência da respiração e, sobretudo, o cessar da respiração em um cadáver que chamou a tenção do ser humano para a pergunta: o que mantém viva a vida? Sua resposta foi: a respiração. Onde há respiração, há o poder da vida; onde ela desaprece, também desaparece o poder da vida. Como poder da vida, o espírito não pode ser identificado com o substrato inorgânico que é anima por ele; antes, o espírito é o próprio poder de animação e não uma parte agregada do sistema inorgânico. Mas alguns desdobramentos filosóficos, aliados a tendências místicas e ascéticas do mundo antigo tardio, separaram espírito e corpo. Nos tempos modernos, palavra recebeu a conotação de “mente”, e “mente” recebeu a conotação de “intelecto”. O elemento de poder no sentido original de espírito desapareceu, e finalmente a própria palavra foi descartada. Hoje em dia, ela é amplamente substituída por “mente”, e a questão é se a palavra “mente” pode ser desintelectualizada e substituir inteiramente a palavra 'espírito'.”2 (p.484-485).
Essa conceitualização nos ajuda a perceber a conotação fundamental do Espírito na vida humana. Sendo que é Ele que gera vida, e sem ele não se pode ter Vida. Ele está sobre tudo e todos (as), fortalecendo, sustentando e conservando a própria vida. É o Espírito a maior expressão de misericórdia e graça.
A espiritualidade brasileira possui um paradigma bastante comunitário, alegre, que é expresso nas diversas regiões brasileiras, e que preserva o espírito do cotidiano e “ordinário”, o Espírito que se revela no dia-a-dia das pessoas. Essa afirmação é defendida por Jorge P. Santos, quando ele escreve:
“Aqui as festas podem ser encontradas em praticamente todas as regiões do país, apresentando diferentes características, mas guardando em comum a imagem da pomba branca, a coroa, e a distribuição de comida. E foi assim que o Deus tri/uno se revelou ao brasileiro pobre, como voz de presença. É o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, e Espírito Santo, que merece esta adoração. Tal compreensão apresentou às brasilidades a fé como produtos comunitário, quando, todos juntos, recebemos o sopro do Espírito, que fala as verdade da vida que vedemos compreender. Ou seja, o Espírito dissemina a vontade do Deus tri/uno entre as pessoas, dá aos fiéis poder e autoridade para o serviço cotidiano do reino de Deus, prepara para a ação proclamatória do Verbo e nos coloca sob missão livre e dinâmica, em obediência criativa ao Verbo de Deus. Esse é o direcionamento da mais antiga teologia popular do Espírito no Brasil”3.
Essa é a concepção brasileira católica de perceber o que é a ação do Espírito Santo e como ela é desenvolvida. Mas, quando olhamos para o contexto religioso protestante brasileiro, percebemos que este tem a pretensão de desenvolver uma espiritualidade a parte do movimento predominante do catolicismo. Com isso, acabam classificando a expressão brasileira como algo “feio”, “impuro” e até mesmo “pagão”. Sabendo que a espiritualidade quando passa pelo crivo do empirismo, traz sentido e significado para as pessoas, por isso, foi se criando uma outra concepção de espiritualidade, como é descrita por Jorge P. Santos:
“E assim, ao lado da teologia do Espírito do catolicismo popular, alegre e comunitário, foi sendo construída outra, cheia de consciência e sentido teológico, mas sem coração, vida e emoção brasileiras.
Aprendemos, então, que o Espírito é Pessoa da tri/unidade de Deus. É Pessoa que dá vida nova e consola os que sofrem. Adota e enche de amor. Transmite conhecimento, sabedoria e justiça. Derrama arrependimento e graça, dá poder e torna as pessoas prudentes. Vive em nós: pertencemos a Ele. Mas como viver isso em nossas comunidade de fé? Qual expressão desse Espírito, teologicamente correto, no dia a dia de nossas vidas? Será que vida no Espírito não significa experiência religiosa”4?
Podemos perceber a necessidade de dar “carne e osso” para a espiritualidade. Quando digo isto, estou me referindo a uma espiritualidade que seja humana o suficiente para sentir as necessidades do outro, que ame ao próximo como a si mesmo, que é sensível aos problemas do dia-a-dia. E isso só será possível quando se permite a ação do Espírito Santo. O Espírito que é educador, consolador e libertador. O Espírito é libertador porque traz paixão pela vida. Ele se opõe a morte, a fome, ao pré-conceito, as doenças, as opressões, isso torna este Espírito, um ser extremamente libertador. O Espírito é o canal de união entre a humanidade com Deus. Pois é Ele que revela a humanidade o querer de Deus. É este Espírito que personifica a ação divina pela a humanidade.
Mas a ação do Espirito pode ser entendido como aquela que adota para si toda a humanidade, a fim de que ela desfrute do amor, paz, justiça, gozo e alegria. É a ação do Espírito Santo que traz para perto o Reino de Deus. É uma ação que tem como pretensão a união da humanidade. Porém, não tem a necessidade de moldar todos os seres humanos em um mesmo padrão, contudo, o Espírito tem a capacidade de dialogo entre os diferentes e propor uma nova concepção de respeito e caminhar.
O Espírito Santo tem a capacidade de gerar na humanidade uma comunicação não apenas com Deus, mas entre si. É este Espírito que dentro da multiculturalidade, tem como essência a comunidade, a ação comunitária e inclusiva. A pneumatologia precisa respeitar o contexto em que está inserida, e se materializar segundo a compreensão humana. É Aquele que se esvazia para relacionar-se e entender o dilema humano. É o Espírito que Cria, não apenas o que se pode pegar e ver, mas também aquilo que transcende a finitude humana. Quando a comunidade passa a desfrutar das dádivas de ser um corpo, que possui vários membros, mas é um só corpo, isto é, ação do Espírito, como vemos:
“Ora, o Espírito é criador, mas o que significa isso? Poderíamos falar da criação do cosmo e de outros atos criadores do Espírito, mas não podemos nos esquecer que a pneumatologia deve funcionar como uma cristologia eclesial, já que a vida é Espírito e que a comunidade também tem Espírito. E como a comunidade de fé é formada por discípulos de Cristo, seu Espírito está aí presente, criando gente nova e expandindo o reino”5.
Algo que é perceptível no Espírito Santo é que ele é a própria liberdade e gera a liberdade. É Aquele que gera o desejo e conseqüentemente a necessidade de ser livre e buscar intensamente tal liberdade. Além de tudo, pode-se perceber certo paradoxo em sua práxis, pois: “Quando vem, ninguém se controla, mas ele controla a todos. Ninguém está sem controle, porque ser cheio do Espírito é ser conduzido por sua soberania”6.
Isto nos mostra que o Espírito Santo é aquile que faz o seres humanos desfrutarem da união e da liberdade. Para o Espírito Santo não existe homens ou mulheres, idosos ou crianças, não existe raça ou credos, pois Ele é derramado sobre toda a carne. É ele que gera a vida. É o respirar, aquilo que sustenta, sem Ele, não existe vida, pois ele é o sustento de toda vida. Ele não respeita as diferenças sociais, não está preso nas doutrinas humanas, não tolera a indiferença quanto aos pobres, marginalizados, oprimidos e excluídos. É Aquele que ama com intensidade, com força e sem limite. É a favor da vida, e vida em abundância. Entende o limite humano e desenvolve caminhos para comunicar-se com a humanidade. Moltmann fala um pouco sobre isso:
“Com dons e direitos iguais, 'profetiza' no Espírito Santo uma nova caminhada messiânica de mulheres e homens. Por isso, desde o começo, e sem questionar, o cristianismo batizou igualmente homens e mulheres, reconhecendo assim que são dotados do Espírito. Será que uma igreja cristã que ordena exclusivamente homens ao ministério e exclui as mulheres da proclamação, da profecia, possui o Espírito Santo, ou será que ela o “abafa”, reprimindo sua ação libertadora? NA experiência do Espírito Santo surge uma nova comunhão de senhores e servos, de senhoras e servas. O Espírito de Deus não respeita as diferenças sociais. Pelo contrário, abole-as no cristianismo, todos os movimentos de avivamento cheios de Espírito perceberam e disseminaram os elementos de revolução social da experiência do Espírito. Tornaram-se perigosos para o patriarcalismo, para a Igreja masculina e para os escravocratas. Hoje essas experiências do Espírito realizadas pelas crianças e pelos velhos tornam-se perigosas para aqueles que os excluem da vida. Se o Espírito da vida desce sobre a vida vulnerável e morta, então ele é derramado sobre tudo o que é vivo, e que está ameaçado pelas grandes catástrofes cósmicas”7.
No Espírito Santo podemos encontrar alegria em desfrutar da vida com intensidade, valorizando cada momento; paz no sentido hebreu, Shalôm, que simboliza “tudo de bom” que pode se ter, plenitude na alma, estado de bem estar perfeito, perfeita união com Deus. A paz traz consigo o prazer em viver e pela vida. Podemos ver no Espírito Santo uma luta constante contra forças patológicas que tenta subjugar a humanidade, colocando sobre está peso tamanho, que ela não consiga desfrutar da plenitude que é oferecida pela ação pneumatológica. Como o hebraico expressa bem, a ação do Espírito é aquela que dá força de vida, fôlego de vida. É a respiração vital e essencial para a vida. Logo, o Espírito se importa intensamente com a vida humana.
Tantas características podemos encontrar nesse Espírito Santo: Amoroso, consolador, amigo, fiel, constante, pedagogo e materno. Dentro de uma sociedade extremamente machista e patriarcal, e por vezes, algumas posturas protestantes, que querem negar o catolicismos e sua feminilidade, excluem o lado feminino e materno de Deus. Sobretudo, o Espírito Santo, muito se parece com a figura da “mãe”. Logo, poderíamos dizer que Ela é: amorosa, consoladora, amiga, fiel, constante, pedagoga e materna. Podemos ver uma citação de Moltmann:
“Uma metáfora para o próprio Espírito Santo que era bem corriqueira para o cristianismo primitivo, especialmente na Síria, mas que foi perdida no Império romano patriarcal: a figura da mãe. Se os que crêem “nascem” do Espírito Santo, é preciso que o Espírito seja entendido como a “mãe” dos fiéis e, sob esse aspecto, como feminino, como a “Espirita”. Sendo o Espírito Santo o “Consolador”, como é entendido no Evangelho de João enquanto Paráclito, então ele consola “ como quem é confortado por sua mãe” (cf. Jo 14,26 com Is 66.13). Nesse caso ele é a Confortadora de seus filhos. Em termos idiomáticos volta a ser explicito, assim, o aspecto feminino da ruah Jahve da língua hebraica. No Hebraico, o Espírito é feminino, no grego é um termo neutro, e somente no latim e nas línguas correlatas é uma palavras masculina”8.
Moltmann expressa com propriedade a abrangência do Espírito Santo, que Ele não fica preso a dogmatização humana, a conceitualização teológica, mas que a cima de tudo, investe na luta e se opõem poderosamente contra todas as pestes que tentam extirpar a plenitude de vida.
Eclesiologia
Após ver um pouco a respeito do Espírito Santo, é possível trabalhar a dimensão eclesiástica. Pois, a Igreja é motivada em primeiro lugar pela ação do Espírito Santo. Que traz para perto todo o corpo de Cristo, e ajuda, em meio a diversidade, a convivência entre todos e todas que assumem a fé crista. Logo, podemos entender que: Todas as igrejas tem um sentido, porque são igrejas de Jesus Cristo, este é o que faz das comunidades de fé serem igrejas.
A partir do texto: “As 'notae ecclesiae' do Credo Neceno-Constantinopolitano9, Será levantando algumas considerações de alguns teólogos que se propõem a falar da eclesiologia. Pois é um tema que possui muitas conotações no campo teológico em nossos dias, pois quatro vertentes são extremamente discutidas, sendo elas: a unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. Vejamos então alguns posicionamentos.
Quando Manfred Kehl escreve a respeito de unidade, ele a relaciona com a dimensão escatológica. Para ele santidade é algo cristológico envolvendo assim a comunhão dos santos. Afirma a catolicidade como aquilo que transcende os muros humanos do amor e que buscar alcançar aqueles que não o conhecem, por fim Kehl diz a respeito da Apostolicidade como marca histórica da perspectiva de missão da igreja. Com a Dogmática de Hans-Martin Barth, é possível entender melhor a dimensão salvadora de Deus. Sendo que “Palavra e sacramento” é o que institui o poder necessário para a igreja, facilitando o dialogo entre a Igreja uma, santificada, apostólica e católica.
Segundo Wilfried Härle a igreja tem como essência a “comunhão dos fiéis”, dando um sentido bastante relacional para a comunidade de fé. Na perspectiva de Gerhard Ebeling a igreja tem uma função de “Já” e “Ainda não”, isso possibilita uma contextualização da Igreja nos dias de hoje. Em que é uma (unida) pois faz parte do único corpo de Cristo, mantém seu fervor apostólico que fornece uma vocação conflitante e transformadora. Sua santidade causa certo conflito quando se depara com uma Igreja unidade, pois, santidade carrega em si conceitos subjetivos, contudo, o amor é algo manifestado a partir da “fé como liberdade para amar”. Para Ebeling, o termo católica é substituído por universal – Jesus adota todo o mundo e possibilita a salvação a todos.
Para Paul Tillich a Igreja passa por dois momentos: O Pentecostes e uma comunidade espiritual latente e estática. Uma igreja que experimenta e consegue ter uma práxis religiosa. Já o teólogo Emil Brunner, Ecclesia é uma irmandade de pessoas mas também é instituição. Sua abordagem é ao contrário do Credo de N-C, para Brunner a igreja é apostólica por ser erguida no fundamento apostólico, mas quando ela se caracteriza como infalível, deixa de ser apostólica. Uma igreja para todo o mundo (católica), mesmo em atrito com está realidade, busca uma vida em santidade. A unicidade é outro desafio, pois, mesmo a igreja se dizendo uma, não consegue o envolvimento e tolerância com as demais denominações.
A perspectiva de Wilfried Joest segue uma perspectiva que os quatro elementos são objetos de ensino para o povo. Já para Moltmann, é levantado um questionamento bastante relevante pois, para ele, as quatro marcas deveriam ser entendidas como condição da igreja verdadeira ou como sinais ou características da igreja?
Na perspectiva pentecostal temos a conceitualização do teólogo Miroslav Volf aponta um caminho de possíveis divergências. Quando assuntos como catolicidade, santidade, unicidade e apostolicidade são pontos de atritos e discordância teológica. A perspectiva de única para Maraschin é a partir do viés de que toda igreja cristã é singular em sua missão. Com isso torna-se católica, pois o seu albo são todos (as) que não conhecem o evangelho, seguindo assim, a paixão apostólica dos apóstolos.
Thomas C. Oden trabalha os quatro pontos de maneira bem clara. A unicidade para Oden é por fazer parte do corpo de Cristo, sua santidade é gerada pelo Espírito não por sua pureza moral, em que a sua catolicidade se manifesta para todos os povos e raças, sabendo que sua apostolicidade é uma re-significação do Cristo que foi enviado. O conceito de Tillich se assemelha muito com Walter Klaiber e Manfred Marquardt. John Wesley propõe a unicidade, catolicidade e santidade da igreja, afirmando que o movimento metodista é uma manifestação da Confessio Augustana.
Não podemos esquecer o “lado” institucional da Igreja. A institucionalização possui tanto um lado positivo como negativo. Frente a sociedade, as comunidades eclesiásticas que tomam forma institucional, têm mais força de expressão frente aos órgãos regionais, mais credibilidade na sociedade além de instituir uma camada protetora de possíveis problemas que venham acontecer. Contudo, o lado negativo são as barreiras ao espírito livre, a dificuldade na dinâmica da vida, ao “não” à simplicidade na resolução de programações e atividades. Logo, isto torna-se a única face ressaltada por todos quando se refere a instituição.
Um grande desafio para a institucionalização das comunidades é a preservação da Igreja como casa de serviço a Deus e mediadora do sagrado. É importante que as Igrejas tomem forma institucionais, sobretudo, é mais importante ela se conservar como um local onde a presença de Deus, supera toda e qualquer dogmatização, podemos perceber isto no texto do prof. Dr. Geoval:
“A casa é o lugar onde se constrói a nova igreja e a nova sociedade. Recordemos que, no Novo testamento, a eclesiologia é a eclesiologia do caminho e Onésimo recorre a ela para chegar ao convívio da comunidade. A nova casa é a alternativa integral da nova igreja e da sociedade. A casa é o lugar onde há bida em família, celebração, onde os grupos sociais excluídos vão encontrar vida. Ali é o lugar da festa pela volta do pródigo e o lugar da liturgia. É na casa que os sacramentos são celebrados, onde se aprte o pão. A casa da comunidade não é a do imperador, é a casa onde Jesus é reconhecido como Senhor”10.
Uma grande identidade que as Igrejas não podem adotar são de seitas. Alguns especialistas, desde a época de Ernst Troeltsch (1865-1923), definem igreja como “uma instituição que foi, como resultado da obra de redenção, dotada de graça e salvação” e que pode receber “massas, e ajustar-se ao mundo”, quanto a definição de seita é: “aquela instituição formada de voluntários, compostas de crentes cristãos, rigorosos e explícitos, unidos entre si pelo fato de todos terem experimentados o novo nascimento”11. Uma outra possível definição seria que Seita é o movimento que se refere a um grupo que se afasta da sociedade, enquanto a Igreja é aquele movimento que provoca uma interação social entre o grupo religioso organizado e a sociedade que o contém. Alguns afirma que seita é o grupo estranho a “nossa” realidade eclesiástica (contudo, nos esquecemos que “somos” o estranho do outro).
Dentro destas definições, é possível pensar em qual patamar nossa instituição religiosa está? Qual o nível de envolvimento e comprometimento nossas instituições vivem e qual a sua verdadeira identidade (igreja ou seita)? Neste viés, o Prof. Dr. Geoval diz:
“[...] as instituições como mediadoras do sagrado devem passar por um processo de avaliação, para que não venha a acontecer aquilo que foi preocupação de João Wesley, ou seja, o surgimento de “uma seita morta, tendo a forma de religião sem o poder”, que não represente os ideais metodistas. Assim, percebemos a necessidade de ser criar condições para que as instituições mediadoras do sagrado possam ter a dimensão pastoral e missionária presentes na carta escrita por Paulo a Filemom. As instituições não podem ter fim em si mesmas, elas devem existir para a promoção da vida, a vida que o Senhor Jesus oferece, 'vida em abundância'12.
Isso demonstra que a Igreja precisa fortalecer os aspectos positivos da Instituição, abrindo mão de possíveis características de seita.
O Prof. Dr. Cláudio Ribeiro afirma a importância da dimensão de utópica da Igreja, em que a comunidade é o lugar privilegiado e por excelência de comunhão, pois é o onde os fiéis se relacionam e desfrutam do que é comum, sem desigualdades. A comunidade pode ser vista como meio de discernimento porque nela pode ser experimentado antecipadamente o Reino de Deus, a comunhão e a igualdade são sinais do Reino vindouro, e a partir disso ela aponta um seguimento pois oferece um viver em obediência, gratuidade, liberdade e espontaneidade nas relações13.
A partir da comunidade, pode se viver o encontro ente idéias e pensamentos diferentes, possibilitando assim um espaço de diálogo e de autenticidade, em que cada um defende a sua perspectiva teológica e relacional com Deus, mas sempre há o respeito os diferentes compõe o Reino de Deus. E a partir desse espírito comunitário e de respeito, a comunidade é entendido como o espaço expressão devocional e lúdica. Os empobrecidos, todos (as) aqueles (as) que sofrem e vivem sobre opressão, pode buscar na comunhão, no contato dos fiéis um sentido para enfrentar essas circunstâncias. A vida eclesiásticas tem que possibilitar alternativas de olhar para o caos e propor uma alternativa de fé, amor e esperança. Mesmo em meio a pobreza, dificuldades das mais diversas, a força de destruir aspectos de desgraça e reconstruir potencialidades de amor, por meio da festa e alegria, mesmo que a situação seja de trevas e medo. Essa relação paradoxal que afirma a importância da vida de comunhão.
A Igreja invisível torna-se visível e passa a olhar aos problemas um dos outros com mais amor e compromisso, formando uma comunidade que tenha como marca a solidariedade, estar atendo ao problema um do outro. Saber que é preciso partilhar as dificuldades, mas também o pão e a alegria. O serviço não só para os fiéis, mas para todo o ser humano tem que ser práxis na comunidade eclesiástica. Servir ao outro, estender a mão, de maneira ecumênica e amorosa. Esses são pontos que o autor afirmam ser utópicos, mas necessários par todas as comunidades.
O Prof. Dr. Cláudio desafia as instituições eclesiásticas as demandas teológicas que emergem nesse novo milênio, especialmente em torno da temática da Nova Criação. Ele menciona que a eclesiologia precisa ter em vista uma eco-teologia – ecologia, renovação eclesial e justiça social. A prioridade de igreja não pode ser uma parte da criação, uma parte da humanidade, mas tem que ter como objetivo abranger toda a humanidade, toda a criação, pois tudo e todos (as) recebem a graça de Deus. A renovação precisa passar por todos os âmbitos da Igreja para que desta maneira possa ser criado uma igreja mais justa e conseqüentemente uma sociedade mais justa14.
A questão da renovação da criação, precisa passar pelo quadrilátero wesleyano. A experiência com Deus e com o ser humano é fundamental para que seja criado amor pela vida em sua integralidade. A razão é o fio condutor para ações afirmativas e inclusivas, a tradição não deixa esquecer o dever primordial do cristianismo e conseqüentemente do metodismo. Por fim, a criação é a valorização da vida a cima de tudo.
No livro “Forjando uma nova Igreja”, à partir da leitura de Atos 6.1-7, é proposto nove características que uma comunidade de fé precisa ressaltar em seu dia-a-dia. Falemos um pouco sobre estes15:
1) Dois grupos diferentes em contextos diferentes, têm interpretações diferentes da Lei e dos profetas. Relacionam-se com Deus de formas distintas. São culturas próprias;
Dentro das Igrejas existem vários tipos de pessoas. E dentro desta diversidade está a grande beleza. As maneiras exegéticas e hermenêuticas são bem distintas, contudo, é necessário que as comunidades de fé afirme dentro das diversidades o respeito, a tolerância e a comunhão.
2) Existiu na Igreja de Jerusalém uma organização pluralista e descentralizada.
Um grande desafio para as comunidades eclesiásticas é afirmar a pluralidade como um aspecto positivo, em que todas as pessoas, por fazerem parte da grande comunidade, possuem voz ativa. A descentralização faz com que a comunidade seja mais ecumênica e amistosa frente ao “outro”
3) As decisões são tomadas junto com a base (assembléia dos discípulos). O poder não é exercido de forma centralizada ou autoritária. Existe o diálogo para superar os conflitos.
A melhor forma de superar as crises e pré-conceitos que existe dentro das comunidades é por meio do diálogo e amor fraterno.
4) os problemas da comunidade precisavam ser solucionados. A Igreja não podia continuar seu caminho encobrindo os conflitos internos. Precisava tratá-los com objetividade para continuar se expandindo.
Não fazer “vista grossa” frente aos problemas, mas querer resolvê-los da maneira mais ética e simples possível é fundamental na caminhada cristã. As comunidades não devem afirmar o pecado, mas desenvolver uma santidade. Sem exclusão, mas com sensibilidade, compaixão e benevolência.
5) A estrutura organizacional estava em função do serviço (objetivos), da pastoral, ou seja, dos deveres essenciais das comunidades cristãs primitivas: anunciar a Palavra, animar a comunidade e assistir aos pobres.
O Grande desafio missionário não pode abandonar a práxis das instituições religiosas. Sobretudo, mesmo com sua carga institucional, afirmar sempre sua tarefa de anunciar a palavra toda a criatura, animar os que estão cansados e sobrecarregados e atender aos menos favorecidos da comunidade.
6) O critério de escolha dos “sete” estava ligado à missão.
As comunidades de fé, precisam desenvolver critérios mais coerentes frente as necessidades de toda a comunidade. Não é para atender uns poucos, mas visar a plenitude de todo o corpo.
7) surgimento de novas necessidades criou novos ministérios.
As Igrejas precisam atentar-se para criar mecanismo que eliminem processos longos e extremamente burocráticos e faça atividades mais simples e que supra todas as necessidades de toda a comunidade.
8) O grupo dos “doze apóstolos” continuava sendo o fundamento, o alicerce da Igreja Cristã. Desse fundamento surgiram muitas outras igrejas e locais.
Conservar a tradição e a história das Igrejas é fundamental para que não se entre em um processo irrelevante e cometa os mesmo erros que a história nos apresenta. Conservar a tradição da comunidade é fundamental para se saber de onde se veio e onde se pretende chegar e a perspectiva Missionária.
9) Onde a igreja se renova, os conflitos aparecem... É no conflito que as pessoas e as comunidades crescem e amadurecem; é dentro do conflito que se fortalecem a fé, a esperança e o amor.
O conflito não pode ser evitado pelo corpo pastoral ou pelos próprios membros da comunidade, sobretudo, as crises precisam ser afirmadas suas potencialidades, descobrir os limites e assim, aplicar uma pastoral que contribua para o crescimento coerente de toda a comunidade. É em meio as crises que se descobre melhores alternativas da práxis religiosas.
Por fim, podemos perceber que as comunidades de fé que são institucionalizadas, precisam afirmar o espirito cooperativo, inclusivo, amoroso e em tudo unido. Seguindo também alguns aspectos mencionado por Clóvis. P. Castro:
“A busca por uma estrutura organizacional menos burocrática e mais missionária; uma forma mais madura e sádia para se trabalhar a questão do poder; a necessidade da unidade da Igreja como requisito fundamental para a elaboração de um projeto missionário”16.
Síntese do processo de Secularização
O processo de secularização, em nossos dias, se dá em todos os âmbitos. Todos os meios sociais, inclusive a igreja, são influenciados pelo sistema de secularização que teve inicio dos primeiros séculos do período moderno e chegou ápice no século XX. Em primeiro lugar, é fundamental explicar o termo secularização que será abordado.
A partir do conceito de Peter Berger, percebemos algumas perspectivas para secularização. Uma destas é a idéia de que forças religiosas e/ou eclesiásticas perdem sua autoridade e poder sobre a vida das pessoas. Pode ser entendido também como a volta do indivíduo ao “mundo”, sendo que o termo secularização, em alguns casos, tem sentido descritivo (de uma atividade) ou, quase que na maioria das vezes, utilizado como conotação valorativa positiva ou negativa. Portanto, Berger afirma que:
“Por secularização entendemos o processo pelo qual setores da sociedade e da cultura são subtraídos a dominação das instituições e símbolos religiosos. Quando se fala de história Ocidental moderna, a secularização manifesta-se na retirada das Igrejas cristãs de áreas que antes estavam sob seu controle ou influência: separação da Igreja e do Estado, expropriação das terras da Igrejas, ou a emancipação da educação e do poder eclesiástico. Secularização é mais que um processo sócio-estrutural. Ela afeta a totalidade da vida cultural e da ideação...”17
A partir da definição de Berger, levante-se um questionamento: Será que o processo de secularização, leva necessariamente à perda da força da fé cristã? Sobretudo qual o nível de deturpação que a pneumatologia e a eclesiologia sofrem a partir deste processo? Uma outra questão é se o processo de secularização é algo positivo para as instituições religiosas ou não?
Diante dessas questões, é importante perceber as características históricas do processo de secularização, que tem seu início no século XVI, com valores religiosos a partir da reforma, “quando a teologia reformatória de todos os matizes demoliu o edifício sacral da idade média”18.
A história nos mostra que o termo secularização foi usado originalmente, “na esteira das guerras de religião para indicar a perda do controle de território ou propriedades por parte das autoridades eclesiásticas”19. O mesmo termo passou a indicar a volta de uma pessoa religiosa para o “mundo” (ambiente não religioso), sendo que seus valores não são mais respaldados a partir da religião vigente (o cristianismo). O termo poder ser utilizado em um sentido puramente descritivo e não-valorativo.
No que tange a ambientes sociais independentes da religião, o que é chamado por Berger de “círculos anti-clericais” e “progressistas”, secularização é a representação da libertação humana do domínio opressor da religião ou até mesmo o estágio de maturidade humana. Mas, quando se olha para este termo a partir do ambiente religioso, pode ser considerado uma forma de descristianização (pois ser cristão não é a única opção), paganismo (pois a pluralidade religiosa e o sincretismo aumentam), uma relativização e igualdade das concepções teológicas ou a relação de que todas as pessoas que assumem posturas secularizantes são consideradas atéias20.
Quando se busca o movimento de secularização dentro da história, começando com o povo judeu e caminhando assim até o cristianismo, podemos perceber várias etapas e formas de secularização que ocorreram na história. Desde as origens do tribalismo, as divergências dos pastores de ovelhas e os agricultores, as influências religiosas egípcias, a influência dos juizes, dos sacerdotes e dos profetas nas posturas culturais e religiosas21, posteriormente, as culturas babilônicas, persas, gregas e Romanos. É certo que isso seria um anacronismo. Todavia, a essência da secularização está presente nestes contextos históricos, pois há uma postura autónoma em relação aos valores prescritos religiosos.
No entanto, a noção de secularização que este trabalho terá como base refere-se à formação do pensamento moderno, cujo ápice se dá no século XX.
É importante evidenciar que desde a segunda Guerra Mundial, teólogos, principalmente protestantes, passaram a se utilizar do pensamento secularizante como fonte de sua teologia. Uma das maiores mentes, mesmo sem um material sistemático a respeito desse assunto, foi Dietrich Bonhoenfer. Ele foi o ápice daquilo que pode se chamar de “teologia da secularização”. Nele podemos encontrar uma inversão da avaliação cristã sobre à “secularização” e a tentativa de voltar os olhares aos motivos decisivos do próprio cristianismo, que é um movimento para além da religião, que não pode estar preso nas molduras da religião.
Desafios para a pneumatologia e eclesiologia
Este trabalho não traz resposta, contudo, levanta alguns questionamentos frente as demandas que as Igrejas tem sofrido ultimamente. Alguns questionamentos: Será que a perspectiva de eclesiologia tem sido influenciada pelo processo de secularização? Será que o processo de secularização alterou a maneira de ver, entender e explicar a ação do Espírito santo? Quais são os aspectos de esvaziamento que as igrejas sofreram? Será que o Espírito perdeu o seu poder revelador e se adequou a uma nova dimensão de fé?
Quando nos perguntamos se a eclesiologia e até mesmo a pneumatologia tem modificado, podemos perceber isso, ao observar muitas instituições religiosas em efervescência, que assumiram muito do sistema de mercado, utilizando do Marketing empresarial para aderir novos membros, a lógica de utilidade, beleza e consumo. Fazendo com que as Igrejas assumam uma postura competitiva, fria e cruel. A partir disto, vemos o que Leonildo S. Campos afirma:
“É nesse quadro, marcado paradoxalmente por um processo de secularização por um lado, mas por um pluralismo e disputas pelo novo “consumidor de bens religiosos” de outro, que devemos analisar os processos de sincretismo, de surgimentos de novas organizações religiosas (algumas até de feições empresariais) e do aparecimento do que tem sido chamado, até por falta de um termo mais apropriado, de 'novos movimentos religiosos'. Fica claro, portanto,que tal cenário trazendo inúmeros desafios para o exercício do papel clerical dentro de uma instituição pertencente ao protestantismo histórico”22.
Talvez um grande desafio frente a este processo que é fragmentário, utilitário e consumista, é a reorganização de valores essenciais e fundamentais a vida cristã. Isso demonstra que os valores eclesiásticos e pensamentos a respeito da ação do Espírito foram alterados com o processo de secularização. Uma perspectiva bastante pertinente é de Bingemer:
“Como pode a santidade falar a linguagem de nosso tempo de secularização e deslegitimação das verdades metafísicas que são razão de ser das teologias? Como recuperar o sentido das hagiografias tradicionais em meio a modernidade?”23
Em paralelo a este questionamento de Bingemer: como manter o sentido histórico das instituições tradicionais em meio as crises de santidade? Santidade que tem como caminho o amor. O reconhecimento da santidade pressupõe uma relação dialoga com sua presença, o que exige, em certa medida, uma participação em sua forma de vida. A comunhão dos seres humanos, que é pautada no amor.
No que tange a comunhão dos santos, podemos entender uma vida baseada no amor. Que gera universalidade, que veta toda e qualquer acepção de pessoas; fazendo com que o compromisso preferencial com os pobres, marginalizados, que são chamados de pecadores seja o “slogan” da vida. Rompendo com todos os limites apenas humanos, encarnado na criatura, o amor/Agapé explode sempre, em dor e júbilo, os limites dessa sua morada. “Uma prática libertadora. Seguidores que almejam a santidade que tem como o caminho o Ágape”24.
Quando pensamos a respeito de o Espírito perdeu o seu valor e sua dimensão profética, é preciso relembrar o que foi dito por Ruy S. Josgrilberg:
“O Espírito presente na Igreja e nos cristãos orienta e fortalece a Igreja para chegar ao alvo. A direção do Espírito não é o alvo. O alvo é formar Jesus Cristo nas pessoas e na sociedade. Sem o alvo não há direção. Nessa época em que buscamos a direção do Espírito e melhor reconhecimento dos objetivos da Igreja é importante rever uma das figuras que a bíblia nos apresenta como alvo: O Reino de Deus. A presença de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito, por nós e em nós, além dos benefícios salutares em si mesma, tem um caminhar, um trabalhar, um servir que implica na pergunta pra quê? Ou para onde? Jesus Cristo deu uma resposta através de toda a sua vida, ensino e proclamação: O Reino está aí, às portas, à mão – preparai o caminho e convertei-vos – o Reino está de alguma forma presente. A bíblia, especialmente o Novo Testamento, propõe outras figuras para o “fazer a vontade do Pai”, mas nenhuma delas é tão enfática ou tão profunda quanto a presença do Reino de Deus. A Igreja, em tempos de decisão, de orientação, no caminho, precisa refletir sobre a presença do Reino, e conforme essa presença do Reino for discernida, eu creio que aí teremos dados e critérios para decidirmos sobre o nosso trabalho”25.
Logo, um grande desafio para a pneumatologia e a eclesiologia é a afirmação de que o Reino de Deus é possível “já” e o “ainda não” é visionado com mais esperança e certeza, pois o Reino já pode ser experimentado desde já. Se as comunidades de fé partirem de uma pneumatologia que valorize a comunhão, o amor ao próximo, o respeito, a tolerância e que lutam constantemente contra as indiferenças diante dos menos favorecidos, exercerão um cristianismo de excelência. Opondo-se firmemente contra movimentos que tenta impedir a propagação do evangelho e que o esvazia em nome de uma ideologia vazia e barata. A eclesiologia precisa ser cheia de Vida, e a pneumatologia atuante nas Igrejas a favor da Vida.
BIBLIOGRAFIA
BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004.
BINGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998.
BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas, NUMEN n°1. Juiz de Fora: EDUFJF.
CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002.
CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.32-33.
JOSGRILBERG, Rui de Souza. Presença do Reino e Evangelização. In.: Revista Caminhando n° 5, 1992.
KOESTER, Helmut. Introdução ao novo testamento. Volume 1: história, Cultura e religião do período Helenístico. São Paulo: Paulus. 2005.
McKENZIE, John L. Dicionário bíblico. 9° ed. São Paulo, Paulus, 2005, p. 303-305.
MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002.
RENDERS, Helmult. “As 'notae ecclesiae” do credo Necemo-constantinopolitano. Fonte do Re-encantamento com o projeto da Igreja cristã.
RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008.
SCHWANTES, Milton. Breve história de Israel. São Paulo: Oikos. 2008.
SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001.
TILLICH, Paul. “A vida e o Espírito”. In.: Teologia Sistemática, parte IV, São Leopoldo, Sinodal, 2005.
1McKENZIE, John L. Dicionário bíblico. 9° ed. São Paulo, Paulus, 2005, p. 303-305.
2TILLICH, Paul. “A vida e o Espírito”. In Teologia Sistemática, parte IV, São Leopoldo, Sinodal, 2005, p.484-485.
3SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
4SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
5SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 91.
6SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 92.
7MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 30-31.
8MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 42.
9RENDERS, Helmult. “As 'notae ecclesiae” do credo Necemo-constantinopolitano. Fonte do Re-encantamento com o projeto da Igreja cristã.
10SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 122.
11CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 99.
12SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 126.
13Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
14Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
15CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.32-33.
16CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.23.
17BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004. p 121.
18BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas, NUMEN n°1. Juiz de Fora: EDUFJF p.77.
19BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004, p. 117-138.
20BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas. p78.
21Cf SCHWANTES, Milton. Breve história de Israel. São Paulo: Oikos. 2008. Cf. KOESTER, Helmut. Introdução ao novo testamento. Volume 1: história, Cultura e religião do período Helenístico. São Paulo: Paulus. 2005.
22CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 98.
23BINGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p86.
24BENGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p93.
25JOSGRILBERG, Rui de Souza. Presença do Reino e Evangelização. In.: Revista Caminhando n° 5, 1992, p. 14.
Está monografia trabalha a pneumatologia e a eclesiologia diante de uma religião e sociedade que passa por um período intenso de secularização. No primeiro capítulo é trabalhado uma questão pneumatológica, demonstrando um pouco a conceitualização deste termo e sua importância na caminhada do cristianismo e conseqüentemente do movimento eclesiástico, que é abordado na segunda parte.
Foi escolhido trabalhar a eclesiologia em segundo lugar porque o autor entende que a vida em comunidade só faz sentido quando em primeiro lugar ela é motivada pelo Espírito Santo. É a partir da ação unificadora do Espírito Santo que as pessoas sentem vontade de estar juntos e firmarem uma igreja para a edificação mutua. É trabalhado também a institucionalização das comunidades de fé, apontando paradigmas positivos e negativos desta, todavia, apontando caminhos para a eclesiologia.
O terceiro ponto levantado é uma pequena síntese do conceito de secularização e o que ela tem propagado como ideologia dentro do contexto religioso. Por fim, é trabalhado alguns questionamentos que a sociedade secularizada passa para dentro das Igrejas, alterando assim alguns princípios básicos que tangem a espiritualidade e a motivação primeira de comunhão entre as pessoas. Convidando tanto a pneumatologia como a eclesiologia a (re)cultivarem alguns pontos que tem sido apagados e esquecidos à partir do processo de secularização.
Pneumatologia:
Definir o que é a ação do Espírito em nossos dias é bastante desafiador. Haja vista a pluralidade religiosa existente e as diversas teologias que apontam para uma definição. O que fica evidente é que para se afirmar determinada ação pneumatológica, precisa-se anular ou negar uma outra experiência. Isso fica evidente quando percebemos algumas linhas pentecostais “anulando” ou não reconhecendo a ação do Espírito em movimentos mais conservadores ou progressistas. Talvez um grande desafio em nossos dias é: Perceber que o Espírito que dá a liberdade age de maneira livre. Sopra para onde quer e vai para onde quer. Não tem um roteiro de ação nem um esboço do que será feito, sobretudo age de maneira plena e suficiente para toda a humanidade.
A terminologia de “Espírito” dentro do contexto bíblico toma várias conotações. Todavia, essas variações acontecem mais no campo teológico, pois a definição dada ao “Espírito” no Antigo Testamento é rûah. Este por sua vez não pode ser traduzido por um único termo, rûah pode ser: hálito, sinal ou princípio de vida, sopro de Iahweh que traz poder e liberta do mal, é aquele que agita, revive ou volta, além dos termos que se refere à ações humanas e que negam o princípio da vida1. No Novo Testamento a palavra utilizada é pneuma, que muito se assemelha com a palavra em hebraico. Uma boa definição é vista em Tillich:
“Tanto nas línguas semíticas quanto nas indo-européias, a raiz das palavras que designam espírito significa “respiração”. Foi a experiência da respiração e, sobretudo, o cessar da respiração em um cadáver que chamou a tenção do ser humano para a pergunta: o que mantém viva a vida? Sua resposta foi: a respiração. Onde há respiração, há o poder da vida; onde ela desaprece, também desaparece o poder da vida. Como poder da vida, o espírito não pode ser identificado com o substrato inorgânico que é anima por ele; antes, o espírito é o próprio poder de animação e não uma parte agregada do sistema inorgânico. Mas alguns desdobramentos filosóficos, aliados a tendências místicas e ascéticas do mundo antigo tardio, separaram espírito e corpo. Nos tempos modernos, palavra recebeu a conotação de “mente”, e “mente” recebeu a conotação de “intelecto”. O elemento de poder no sentido original de espírito desapareceu, e finalmente a própria palavra foi descartada. Hoje em dia, ela é amplamente substituída por “mente”, e a questão é se a palavra “mente” pode ser desintelectualizada e substituir inteiramente a palavra 'espírito'.”2 (p.484-485).
Essa conceitualização nos ajuda a perceber a conotação fundamental do Espírito na vida humana. Sendo que é Ele que gera vida, e sem ele não se pode ter Vida. Ele está sobre tudo e todos (as), fortalecendo, sustentando e conservando a própria vida. É o Espírito a maior expressão de misericórdia e graça.
A espiritualidade brasileira possui um paradigma bastante comunitário, alegre, que é expresso nas diversas regiões brasileiras, e que preserva o espírito do cotidiano e “ordinário”, o Espírito que se revela no dia-a-dia das pessoas. Essa afirmação é defendida por Jorge P. Santos, quando ele escreve:
“Aqui as festas podem ser encontradas em praticamente todas as regiões do país, apresentando diferentes características, mas guardando em comum a imagem da pomba branca, a coroa, e a distribuição de comida. E foi assim que o Deus tri/uno se revelou ao brasileiro pobre, como voz de presença. É o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, e Espírito Santo, que merece esta adoração. Tal compreensão apresentou às brasilidades a fé como produtos comunitário, quando, todos juntos, recebemos o sopro do Espírito, que fala as verdade da vida que vedemos compreender. Ou seja, o Espírito dissemina a vontade do Deus tri/uno entre as pessoas, dá aos fiéis poder e autoridade para o serviço cotidiano do reino de Deus, prepara para a ação proclamatória do Verbo e nos coloca sob missão livre e dinâmica, em obediência criativa ao Verbo de Deus. Esse é o direcionamento da mais antiga teologia popular do Espírito no Brasil”3.
Essa é a concepção brasileira católica de perceber o que é a ação do Espírito Santo e como ela é desenvolvida. Mas, quando olhamos para o contexto religioso protestante brasileiro, percebemos que este tem a pretensão de desenvolver uma espiritualidade a parte do movimento predominante do catolicismo. Com isso, acabam classificando a expressão brasileira como algo “feio”, “impuro” e até mesmo “pagão”. Sabendo que a espiritualidade quando passa pelo crivo do empirismo, traz sentido e significado para as pessoas, por isso, foi se criando uma outra concepção de espiritualidade, como é descrita por Jorge P. Santos:
“E assim, ao lado da teologia do Espírito do catolicismo popular, alegre e comunitário, foi sendo construída outra, cheia de consciência e sentido teológico, mas sem coração, vida e emoção brasileiras.
Aprendemos, então, que o Espírito é Pessoa da tri/unidade de Deus. É Pessoa que dá vida nova e consola os que sofrem. Adota e enche de amor. Transmite conhecimento, sabedoria e justiça. Derrama arrependimento e graça, dá poder e torna as pessoas prudentes. Vive em nós: pertencemos a Ele. Mas como viver isso em nossas comunidade de fé? Qual expressão desse Espírito, teologicamente correto, no dia a dia de nossas vidas? Será que vida no Espírito não significa experiência religiosa”4?
Podemos perceber a necessidade de dar “carne e osso” para a espiritualidade. Quando digo isto, estou me referindo a uma espiritualidade que seja humana o suficiente para sentir as necessidades do outro, que ame ao próximo como a si mesmo, que é sensível aos problemas do dia-a-dia. E isso só será possível quando se permite a ação do Espírito Santo. O Espírito que é educador, consolador e libertador. O Espírito é libertador porque traz paixão pela vida. Ele se opõe a morte, a fome, ao pré-conceito, as doenças, as opressões, isso torna este Espírito, um ser extremamente libertador. O Espírito é o canal de união entre a humanidade com Deus. Pois é Ele que revela a humanidade o querer de Deus. É este Espírito que personifica a ação divina pela a humanidade.
Mas a ação do Espirito pode ser entendido como aquela que adota para si toda a humanidade, a fim de que ela desfrute do amor, paz, justiça, gozo e alegria. É a ação do Espírito Santo que traz para perto o Reino de Deus. É uma ação que tem como pretensão a união da humanidade. Porém, não tem a necessidade de moldar todos os seres humanos em um mesmo padrão, contudo, o Espírito tem a capacidade de dialogo entre os diferentes e propor uma nova concepção de respeito e caminhar.
O Espírito Santo tem a capacidade de gerar na humanidade uma comunicação não apenas com Deus, mas entre si. É este Espírito que dentro da multiculturalidade, tem como essência a comunidade, a ação comunitária e inclusiva. A pneumatologia precisa respeitar o contexto em que está inserida, e se materializar segundo a compreensão humana. É Aquele que se esvazia para relacionar-se e entender o dilema humano. É o Espírito que Cria, não apenas o que se pode pegar e ver, mas também aquilo que transcende a finitude humana. Quando a comunidade passa a desfrutar das dádivas de ser um corpo, que possui vários membros, mas é um só corpo, isto é, ação do Espírito, como vemos:
“Ora, o Espírito é criador, mas o que significa isso? Poderíamos falar da criação do cosmo e de outros atos criadores do Espírito, mas não podemos nos esquecer que a pneumatologia deve funcionar como uma cristologia eclesial, já que a vida é Espírito e que a comunidade também tem Espírito. E como a comunidade de fé é formada por discípulos de Cristo, seu Espírito está aí presente, criando gente nova e expandindo o reino”5.
Algo que é perceptível no Espírito Santo é que ele é a própria liberdade e gera a liberdade. É Aquele que gera o desejo e conseqüentemente a necessidade de ser livre e buscar intensamente tal liberdade. Além de tudo, pode-se perceber certo paradoxo em sua práxis, pois: “Quando vem, ninguém se controla, mas ele controla a todos. Ninguém está sem controle, porque ser cheio do Espírito é ser conduzido por sua soberania”6.
Isto nos mostra que o Espírito Santo é aquile que faz o seres humanos desfrutarem da união e da liberdade. Para o Espírito Santo não existe homens ou mulheres, idosos ou crianças, não existe raça ou credos, pois Ele é derramado sobre toda a carne. É ele que gera a vida. É o respirar, aquilo que sustenta, sem Ele, não existe vida, pois ele é o sustento de toda vida. Ele não respeita as diferenças sociais, não está preso nas doutrinas humanas, não tolera a indiferença quanto aos pobres, marginalizados, oprimidos e excluídos. É Aquele que ama com intensidade, com força e sem limite. É a favor da vida, e vida em abundância. Entende o limite humano e desenvolve caminhos para comunicar-se com a humanidade. Moltmann fala um pouco sobre isso:
“Com dons e direitos iguais, 'profetiza' no Espírito Santo uma nova caminhada messiânica de mulheres e homens. Por isso, desde o começo, e sem questionar, o cristianismo batizou igualmente homens e mulheres, reconhecendo assim que são dotados do Espírito. Será que uma igreja cristã que ordena exclusivamente homens ao ministério e exclui as mulheres da proclamação, da profecia, possui o Espírito Santo, ou será que ela o “abafa”, reprimindo sua ação libertadora? NA experiência do Espírito Santo surge uma nova comunhão de senhores e servos, de senhoras e servas. O Espírito de Deus não respeita as diferenças sociais. Pelo contrário, abole-as no cristianismo, todos os movimentos de avivamento cheios de Espírito perceberam e disseminaram os elementos de revolução social da experiência do Espírito. Tornaram-se perigosos para o patriarcalismo, para a Igreja masculina e para os escravocratas. Hoje essas experiências do Espírito realizadas pelas crianças e pelos velhos tornam-se perigosas para aqueles que os excluem da vida. Se o Espírito da vida desce sobre a vida vulnerável e morta, então ele é derramado sobre tudo o que é vivo, e que está ameaçado pelas grandes catástrofes cósmicas”7.
No Espírito Santo podemos encontrar alegria em desfrutar da vida com intensidade, valorizando cada momento; paz no sentido hebreu, Shalôm, que simboliza “tudo de bom” que pode se ter, plenitude na alma, estado de bem estar perfeito, perfeita união com Deus. A paz traz consigo o prazer em viver e pela vida. Podemos ver no Espírito Santo uma luta constante contra forças patológicas que tenta subjugar a humanidade, colocando sobre está peso tamanho, que ela não consiga desfrutar da plenitude que é oferecida pela ação pneumatológica. Como o hebraico expressa bem, a ação do Espírito é aquela que dá força de vida, fôlego de vida. É a respiração vital e essencial para a vida. Logo, o Espírito se importa intensamente com a vida humana.
Tantas características podemos encontrar nesse Espírito Santo: Amoroso, consolador, amigo, fiel, constante, pedagogo e materno. Dentro de uma sociedade extremamente machista e patriarcal, e por vezes, algumas posturas protestantes, que querem negar o catolicismos e sua feminilidade, excluem o lado feminino e materno de Deus. Sobretudo, o Espírito Santo, muito se parece com a figura da “mãe”. Logo, poderíamos dizer que Ela é: amorosa, consoladora, amiga, fiel, constante, pedagoga e materna. Podemos ver uma citação de Moltmann:
“Uma metáfora para o próprio Espírito Santo que era bem corriqueira para o cristianismo primitivo, especialmente na Síria, mas que foi perdida no Império romano patriarcal: a figura da mãe. Se os que crêem “nascem” do Espírito Santo, é preciso que o Espírito seja entendido como a “mãe” dos fiéis e, sob esse aspecto, como feminino, como a “Espirita”. Sendo o Espírito Santo o “Consolador”, como é entendido no Evangelho de João enquanto Paráclito, então ele consola “ como quem é confortado por sua mãe” (cf. Jo 14,26 com Is 66.13). Nesse caso ele é a Confortadora de seus filhos. Em termos idiomáticos volta a ser explicito, assim, o aspecto feminino da ruah Jahve da língua hebraica. No Hebraico, o Espírito é feminino, no grego é um termo neutro, e somente no latim e nas línguas correlatas é uma palavras masculina”8.
Moltmann expressa com propriedade a abrangência do Espírito Santo, que Ele não fica preso a dogmatização humana, a conceitualização teológica, mas que a cima de tudo, investe na luta e se opõem poderosamente contra todas as pestes que tentam extirpar a plenitude de vida.
Eclesiologia
Após ver um pouco a respeito do Espírito Santo, é possível trabalhar a dimensão eclesiástica. Pois, a Igreja é motivada em primeiro lugar pela ação do Espírito Santo. Que traz para perto todo o corpo de Cristo, e ajuda, em meio a diversidade, a convivência entre todos e todas que assumem a fé crista. Logo, podemos entender que: Todas as igrejas tem um sentido, porque são igrejas de Jesus Cristo, este é o que faz das comunidades de fé serem igrejas.
A partir do texto: “As 'notae ecclesiae' do Credo Neceno-Constantinopolitano9, Será levantando algumas considerações de alguns teólogos que se propõem a falar da eclesiologia. Pois é um tema que possui muitas conotações no campo teológico em nossos dias, pois quatro vertentes são extremamente discutidas, sendo elas: a unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. Vejamos então alguns posicionamentos.
Quando Manfred Kehl escreve a respeito de unidade, ele a relaciona com a dimensão escatológica. Para ele santidade é algo cristológico envolvendo assim a comunhão dos santos. Afirma a catolicidade como aquilo que transcende os muros humanos do amor e que buscar alcançar aqueles que não o conhecem, por fim Kehl diz a respeito da Apostolicidade como marca histórica da perspectiva de missão da igreja. Com a Dogmática de Hans-Martin Barth, é possível entender melhor a dimensão salvadora de Deus. Sendo que “Palavra e sacramento” é o que institui o poder necessário para a igreja, facilitando o dialogo entre a Igreja uma, santificada, apostólica e católica.
Segundo Wilfried Härle a igreja tem como essência a “comunhão dos fiéis”, dando um sentido bastante relacional para a comunidade de fé. Na perspectiva de Gerhard Ebeling a igreja tem uma função de “Já” e “Ainda não”, isso possibilita uma contextualização da Igreja nos dias de hoje. Em que é uma (unida) pois faz parte do único corpo de Cristo, mantém seu fervor apostólico que fornece uma vocação conflitante e transformadora. Sua santidade causa certo conflito quando se depara com uma Igreja unidade, pois, santidade carrega em si conceitos subjetivos, contudo, o amor é algo manifestado a partir da “fé como liberdade para amar”. Para Ebeling, o termo católica é substituído por universal – Jesus adota todo o mundo e possibilita a salvação a todos.
Para Paul Tillich a Igreja passa por dois momentos: O Pentecostes e uma comunidade espiritual latente e estática. Uma igreja que experimenta e consegue ter uma práxis religiosa. Já o teólogo Emil Brunner, Ecclesia é uma irmandade de pessoas mas também é instituição. Sua abordagem é ao contrário do Credo de N-C, para Brunner a igreja é apostólica por ser erguida no fundamento apostólico, mas quando ela se caracteriza como infalível, deixa de ser apostólica. Uma igreja para todo o mundo (católica), mesmo em atrito com está realidade, busca uma vida em santidade. A unicidade é outro desafio, pois, mesmo a igreja se dizendo uma, não consegue o envolvimento e tolerância com as demais denominações.
A perspectiva de Wilfried Joest segue uma perspectiva que os quatro elementos são objetos de ensino para o povo. Já para Moltmann, é levantado um questionamento bastante relevante pois, para ele, as quatro marcas deveriam ser entendidas como condição da igreja verdadeira ou como sinais ou características da igreja?
Na perspectiva pentecostal temos a conceitualização do teólogo Miroslav Volf aponta um caminho de possíveis divergências. Quando assuntos como catolicidade, santidade, unicidade e apostolicidade são pontos de atritos e discordância teológica. A perspectiva de única para Maraschin é a partir do viés de que toda igreja cristã é singular em sua missão. Com isso torna-se católica, pois o seu albo são todos (as) que não conhecem o evangelho, seguindo assim, a paixão apostólica dos apóstolos.
Thomas C. Oden trabalha os quatro pontos de maneira bem clara. A unicidade para Oden é por fazer parte do corpo de Cristo, sua santidade é gerada pelo Espírito não por sua pureza moral, em que a sua catolicidade se manifesta para todos os povos e raças, sabendo que sua apostolicidade é uma re-significação do Cristo que foi enviado. O conceito de Tillich se assemelha muito com Walter Klaiber e Manfred Marquardt. John Wesley propõe a unicidade, catolicidade e santidade da igreja, afirmando que o movimento metodista é uma manifestação da Confessio Augustana.
Não podemos esquecer o “lado” institucional da Igreja. A institucionalização possui tanto um lado positivo como negativo. Frente a sociedade, as comunidades eclesiásticas que tomam forma institucional, têm mais força de expressão frente aos órgãos regionais, mais credibilidade na sociedade além de instituir uma camada protetora de possíveis problemas que venham acontecer. Contudo, o lado negativo são as barreiras ao espírito livre, a dificuldade na dinâmica da vida, ao “não” à simplicidade na resolução de programações e atividades. Logo, isto torna-se a única face ressaltada por todos quando se refere a instituição.
Um grande desafio para a institucionalização das comunidades é a preservação da Igreja como casa de serviço a Deus e mediadora do sagrado. É importante que as Igrejas tomem forma institucionais, sobretudo, é mais importante ela se conservar como um local onde a presença de Deus, supera toda e qualquer dogmatização, podemos perceber isto no texto do prof. Dr. Geoval:
“A casa é o lugar onde se constrói a nova igreja e a nova sociedade. Recordemos que, no Novo testamento, a eclesiologia é a eclesiologia do caminho e Onésimo recorre a ela para chegar ao convívio da comunidade. A nova casa é a alternativa integral da nova igreja e da sociedade. A casa é o lugar onde há bida em família, celebração, onde os grupos sociais excluídos vão encontrar vida. Ali é o lugar da festa pela volta do pródigo e o lugar da liturgia. É na casa que os sacramentos são celebrados, onde se aprte o pão. A casa da comunidade não é a do imperador, é a casa onde Jesus é reconhecido como Senhor”10.
Uma grande identidade que as Igrejas não podem adotar são de seitas. Alguns especialistas, desde a época de Ernst Troeltsch (1865-1923), definem igreja como “uma instituição que foi, como resultado da obra de redenção, dotada de graça e salvação” e que pode receber “massas, e ajustar-se ao mundo”, quanto a definição de seita é: “aquela instituição formada de voluntários, compostas de crentes cristãos, rigorosos e explícitos, unidos entre si pelo fato de todos terem experimentados o novo nascimento”11. Uma outra possível definição seria que Seita é o movimento que se refere a um grupo que se afasta da sociedade, enquanto a Igreja é aquele movimento que provoca uma interação social entre o grupo religioso organizado e a sociedade que o contém. Alguns afirma que seita é o grupo estranho a “nossa” realidade eclesiástica (contudo, nos esquecemos que “somos” o estranho do outro).
Dentro destas definições, é possível pensar em qual patamar nossa instituição religiosa está? Qual o nível de envolvimento e comprometimento nossas instituições vivem e qual a sua verdadeira identidade (igreja ou seita)? Neste viés, o Prof. Dr. Geoval diz:
“[...] as instituições como mediadoras do sagrado devem passar por um processo de avaliação, para que não venha a acontecer aquilo que foi preocupação de João Wesley, ou seja, o surgimento de “uma seita morta, tendo a forma de religião sem o poder”, que não represente os ideais metodistas. Assim, percebemos a necessidade de ser criar condições para que as instituições mediadoras do sagrado possam ter a dimensão pastoral e missionária presentes na carta escrita por Paulo a Filemom. As instituições não podem ter fim em si mesmas, elas devem existir para a promoção da vida, a vida que o Senhor Jesus oferece, 'vida em abundância'12.
Isso demonstra que a Igreja precisa fortalecer os aspectos positivos da Instituição, abrindo mão de possíveis características de seita.
O Prof. Dr. Cláudio Ribeiro afirma a importância da dimensão de utópica da Igreja, em que a comunidade é o lugar privilegiado e por excelência de comunhão, pois é o onde os fiéis se relacionam e desfrutam do que é comum, sem desigualdades. A comunidade pode ser vista como meio de discernimento porque nela pode ser experimentado antecipadamente o Reino de Deus, a comunhão e a igualdade são sinais do Reino vindouro, e a partir disso ela aponta um seguimento pois oferece um viver em obediência, gratuidade, liberdade e espontaneidade nas relações13.
A partir da comunidade, pode se viver o encontro ente idéias e pensamentos diferentes, possibilitando assim um espaço de diálogo e de autenticidade, em que cada um defende a sua perspectiva teológica e relacional com Deus, mas sempre há o respeito os diferentes compõe o Reino de Deus. E a partir desse espírito comunitário e de respeito, a comunidade é entendido como o espaço expressão devocional e lúdica. Os empobrecidos, todos (as) aqueles (as) que sofrem e vivem sobre opressão, pode buscar na comunhão, no contato dos fiéis um sentido para enfrentar essas circunstâncias. A vida eclesiásticas tem que possibilitar alternativas de olhar para o caos e propor uma alternativa de fé, amor e esperança. Mesmo em meio a pobreza, dificuldades das mais diversas, a força de destruir aspectos de desgraça e reconstruir potencialidades de amor, por meio da festa e alegria, mesmo que a situação seja de trevas e medo. Essa relação paradoxal que afirma a importância da vida de comunhão.
A Igreja invisível torna-se visível e passa a olhar aos problemas um dos outros com mais amor e compromisso, formando uma comunidade que tenha como marca a solidariedade, estar atendo ao problema um do outro. Saber que é preciso partilhar as dificuldades, mas também o pão e a alegria. O serviço não só para os fiéis, mas para todo o ser humano tem que ser práxis na comunidade eclesiástica. Servir ao outro, estender a mão, de maneira ecumênica e amorosa. Esses são pontos que o autor afirmam ser utópicos, mas necessários par todas as comunidades.
O Prof. Dr. Cláudio desafia as instituições eclesiásticas as demandas teológicas que emergem nesse novo milênio, especialmente em torno da temática da Nova Criação. Ele menciona que a eclesiologia precisa ter em vista uma eco-teologia – ecologia, renovação eclesial e justiça social. A prioridade de igreja não pode ser uma parte da criação, uma parte da humanidade, mas tem que ter como objetivo abranger toda a humanidade, toda a criação, pois tudo e todos (as) recebem a graça de Deus. A renovação precisa passar por todos os âmbitos da Igreja para que desta maneira possa ser criado uma igreja mais justa e conseqüentemente uma sociedade mais justa14.
A questão da renovação da criação, precisa passar pelo quadrilátero wesleyano. A experiência com Deus e com o ser humano é fundamental para que seja criado amor pela vida em sua integralidade. A razão é o fio condutor para ações afirmativas e inclusivas, a tradição não deixa esquecer o dever primordial do cristianismo e conseqüentemente do metodismo. Por fim, a criação é a valorização da vida a cima de tudo.
No livro “Forjando uma nova Igreja”, à partir da leitura de Atos 6.1-7, é proposto nove características que uma comunidade de fé precisa ressaltar em seu dia-a-dia. Falemos um pouco sobre estes15:
1) Dois grupos diferentes em contextos diferentes, têm interpretações diferentes da Lei e dos profetas. Relacionam-se com Deus de formas distintas. São culturas próprias;
Dentro das Igrejas existem vários tipos de pessoas. E dentro desta diversidade está a grande beleza. As maneiras exegéticas e hermenêuticas são bem distintas, contudo, é necessário que as comunidades de fé afirme dentro das diversidades o respeito, a tolerância e a comunhão.
2) Existiu na Igreja de Jerusalém uma organização pluralista e descentralizada.
Um grande desafio para as comunidades eclesiásticas é afirmar a pluralidade como um aspecto positivo, em que todas as pessoas, por fazerem parte da grande comunidade, possuem voz ativa. A descentralização faz com que a comunidade seja mais ecumênica e amistosa frente ao “outro”
3) As decisões são tomadas junto com a base (assembléia dos discípulos). O poder não é exercido de forma centralizada ou autoritária. Existe o diálogo para superar os conflitos.
A melhor forma de superar as crises e pré-conceitos que existe dentro das comunidades é por meio do diálogo e amor fraterno.
4) os problemas da comunidade precisavam ser solucionados. A Igreja não podia continuar seu caminho encobrindo os conflitos internos. Precisava tratá-los com objetividade para continuar se expandindo.
Não fazer “vista grossa” frente aos problemas, mas querer resolvê-los da maneira mais ética e simples possível é fundamental na caminhada cristã. As comunidades não devem afirmar o pecado, mas desenvolver uma santidade. Sem exclusão, mas com sensibilidade, compaixão e benevolência.
5) A estrutura organizacional estava em função do serviço (objetivos), da pastoral, ou seja, dos deveres essenciais das comunidades cristãs primitivas: anunciar a Palavra, animar a comunidade e assistir aos pobres.
O Grande desafio missionário não pode abandonar a práxis das instituições religiosas. Sobretudo, mesmo com sua carga institucional, afirmar sempre sua tarefa de anunciar a palavra toda a criatura, animar os que estão cansados e sobrecarregados e atender aos menos favorecidos da comunidade.
6) O critério de escolha dos “sete” estava ligado à missão.
As comunidades de fé, precisam desenvolver critérios mais coerentes frente as necessidades de toda a comunidade. Não é para atender uns poucos, mas visar a plenitude de todo o corpo.
7) surgimento de novas necessidades criou novos ministérios.
As Igrejas precisam atentar-se para criar mecanismo que eliminem processos longos e extremamente burocráticos e faça atividades mais simples e que supra todas as necessidades de toda a comunidade.
8) O grupo dos “doze apóstolos” continuava sendo o fundamento, o alicerce da Igreja Cristã. Desse fundamento surgiram muitas outras igrejas e locais.
Conservar a tradição e a história das Igrejas é fundamental para que não se entre em um processo irrelevante e cometa os mesmo erros que a história nos apresenta. Conservar a tradição da comunidade é fundamental para se saber de onde se veio e onde se pretende chegar e a perspectiva Missionária.
9) Onde a igreja se renova, os conflitos aparecem... É no conflito que as pessoas e as comunidades crescem e amadurecem; é dentro do conflito que se fortalecem a fé, a esperança e o amor.
O conflito não pode ser evitado pelo corpo pastoral ou pelos próprios membros da comunidade, sobretudo, as crises precisam ser afirmadas suas potencialidades, descobrir os limites e assim, aplicar uma pastoral que contribua para o crescimento coerente de toda a comunidade. É em meio as crises que se descobre melhores alternativas da práxis religiosas.
Por fim, podemos perceber que as comunidades de fé que são institucionalizadas, precisam afirmar o espirito cooperativo, inclusivo, amoroso e em tudo unido. Seguindo também alguns aspectos mencionado por Clóvis. P. Castro:
“A busca por uma estrutura organizacional menos burocrática e mais missionária; uma forma mais madura e sádia para se trabalhar a questão do poder; a necessidade da unidade da Igreja como requisito fundamental para a elaboração de um projeto missionário”16.
Síntese do processo de Secularização
O processo de secularização, em nossos dias, se dá em todos os âmbitos. Todos os meios sociais, inclusive a igreja, são influenciados pelo sistema de secularização que teve inicio dos primeiros séculos do período moderno e chegou ápice no século XX. Em primeiro lugar, é fundamental explicar o termo secularização que será abordado.
A partir do conceito de Peter Berger, percebemos algumas perspectivas para secularização. Uma destas é a idéia de que forças religiosas e/ou eclesiásticas perdem sua autoridade e poder sobre a vida das pessoas. Pode ser entendido também como a volta do indivíduo ao “mundo”, sendo que o termo secularização, em alguns casos, tem sentido descritivo (de uma atividade) ou, quase que na maioria das vezes, utilizado como conotação valorativa positiva ou negativa. Portanto, Berger afirma que:
“Por secularização entendemos o processo pelo qual setores da sociedade e da cultura são subtraídos a dominação das instituições e símbolos religiosos. Quando se fala de história Ocidental moderna, a secularização manifesta-se na retirada das Igrejas cristãs de áreas que antes estavam sob seu controle ou influência: separação da Igreja e do Estado, expropriação das terras da Igrejas, ou a emancipação da educação e do poder eclesiástico. Secularização é mais que um processo sócio-estrutural. Ela afeta a totalidade da vida cultural e da ideação...”17
A partir da definição de Berger, levante-se um questionamento: Será que o processo de secularização, leva necessariamente à perda da força da fé cristã? Sobretudo qual o nível de deturpação que a pneumatologia e a eclesiologia sofrem a partir deste processo? Uma outra questão é se o processo de secularização é algo positivo para as instituições religiosas ou não?
Diante dessas questões, é importante perceber as características históricas do processo de secularização, que tem seu início no século XVI, com valores religiosos a partir da reforma, “quando a teologia reformatória de todos os matizes demoliu o edifício sacral da idade média”18.
A história nos mostra que o termo secularização foi usado originalmente, “na esteira das guerras de religião para indicar a perda do controle de território ou propriedades por parte das autoridades eclesiásticas”19. O mesmo termo passou a indicar a volta de uma pessoa religiosa para o “mundo” (ambiente não religioso), sendo que seus valores não são mais respaldados a partir da religião vigente (o cristianismo). O termo poder ser utilizado em um sentido puramente descritivo e não-valorativo.
No que tange a ambientes sociais independentes da religião, o que é chamado por Berger de “círculos anti-clericais” e “progressistas”, secularização é a representação da libertação humana do domínio opressor da religião ou até mesmo o estágio de maturidade humana. Mas, quando se olha para este termo a partir do ambiente religioso, pode ser considerado uma forma de descristianização (pois ser cristão não é a única opção), paganismo (pois a pluralidade religiosa e o sincretismo aumentam), uma relativização e igualdade das concepções teológicas ou a relação de que todas as pessoas que assumem posturas secularizantes são consideradas atéias20.
Quando se busca o movimento de secularização dentro da história, começando com o povo judeu e caminhando assim até o cristianismo, podemos perceber várias etapas e formas de secularização que ocorreram na história. Desde as origens do tribalismo, as divergências dos pastores de ovelhas e os agricultores, as influências religiosas egípcias, a influência dos juizes, dos sacerdotes e dos profetas nas posturas culturais e religiosas21, posteriormente, as culturas babilônicas, persas, gregas e Romanos. É certo que isso seria um anacronismo. Todavia, a essência da secularização está presente nestes contextos históricos, pois há uma postura autónoma em relação aos valores prescritos religiosos.
No entanto, a noção de secularização que este trabalho terá como base refere-se à formação do pensamento moderno, cujo ápice se dá no século XX.
É importante evidenciar que desde a segunda Guerra Mundial, teólogos, principalmente protestantes, passaram a se utilizar do pensamento secularizante como fonte de sua teologia. Uma das maiores mentes, mesmo sem um material sistemático a respeito desse assunto, foi Dietrich Bonhoenfer. Ele foi o ápice daquilo que pode se chamar de “teologia da secularização”. Nele podemos encontrar uma inversão da avaliação cristã sobre à “secularização” e a tentativa de voltar os olhares aos motivos decisivos do próprio cristianismo, que é um movimento para além da religião, que não pode estar preso nas molduras da religião.
Desafios para a pneumatologia e eclesiologia
Este trabalho não traz resposta, contudo, levanta alguns questionamentos frente as demandas que as Igrejas tem sofrido ultimamente. Alguns questionamentos: Será que a perspectiva de eclesiologia tem sido influenciada pelo processo de secularização? Será que o processo de secularização alterou a maneira de ver, entender e explicar a ação do Espírito santo? Quais são os aspectos de esvaziamento que as igrejas sofreram? Será que o Espírito perdeu o seu poder revelador e se adequou a uma nova dimensão de fé?
Quando nos perguntamos se a eclesiologia e até mesmo a pneumatologia tem modificado, podemos perceber isso, ao observar muitas instituições religiosas em efervescência, que assumiram muito do sistema de mercado, utilizando do Marketing empresarial para aderir novos membros, a lógica de utilidade, beleza e consumo. Fazendo com que as Igrejas assumam uma postura competitiva, fria e cruel. A partir disto, vemos o que Leonildo S. Campos afirma:
“É nesse quadro, marcado paradoxalmente por um processo de secularização por um lado, mas por um pluralismo e disputas pelo novo “consumidor de bens religiosos” de outro, que devemos analisar os processos de sincretismo, de surgimentos de novas organizações religiosas (algumas até de feições empresariais) e do aparecimento do que tem sido chamado, até por falta de um termo mais apropriado, de 'novos movimentos religiosos'. Fica claro, portanto,que tal cenário trazendo inúmeros desafios para o exercício do papel clerical dentro de uma instituição pertencente ao protestantismo histórico”22.
Talvez um grande desafio frente a este processo que é fragmentário, utilitário e consumista, é a reorganização de valores essenciais e fundamentais a vida cristã. Isso demonstra que os valores eclesiásticos e pensamentos a respeito da ação do Espírito foram alterados com o processo de secularização. Uma perspectiva bastante pertinente é de Bingemer:
“Como pode a santidade falar a linguagem de nosso tempo de secularização e deslegitimação das verdades metafísicas que são razão de ser das teologias? Como recuperar o sentido das hagiografias tradicionais em meio a modernidade?”23
Em paralelo a este questionamento de Bingemer: como manter o sentido histórico das instituições tradicionais em meio as crises de santidade? Santidade que tem como caminho o amor. O reconhecimento da santidade pressupõe uma relação dialoga com sua presença, o que exige, em certa medida, uma participação em sua forma de vida. A comunhão dos seres humanos, que é pautada no amor.
No que tange a comunhão dos santos, podemos entender uma vida baseada no amor. Que gera universalidade, que veta toda e qualquer acepção de pessoas; fazendo com que o compromisso preferencial com os pobres, marginalizados, que são chamados de pecadores seja o “slogan” da vida. Rompendo com todos os limites apenas humanos, encarnado na criatura, o amor/Agapé explode sempre, em dor e júbilo, os limites dessa sua morada. “Uma prática libertadora. Seguidores que almejam a santidade que tem como o caminho o Ágape”24.
Quando pensamos a respeito de o Espírito perdeu o seu valor e sua dimensão profética, é preciso relembrar o que foi dito por Ruy S. Josgrilberg:
“O Espírito presente na Igreja e nos cristãos orienta e fortalece a Igreja para chegar ao alvo. A direção do Espírito não é o alvo. O alvo é formar Jesus Cristo nas pessoas e na sociedade. Sem o alvo não há direção. Nessa época em que buscamos a direção do Espírito e melhor reconhecimento dos objetivos da Igreja é importante rever uma das figuras que a bíblia nos apresenta como alvo: O Reino de Deus. A presença de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito, por nós e em nós, além dos benefícios salutares em si mesma, tem um caminhar, um trabalhar, um servir que implica na pergunta pra quê? Ou para onde? Jesus Cristo deu uma resposta através de toda a sua vida, ensino e proclamação: O Reino está aí, às portas, à mão – preparai o caminho e convertei-vos – o Reino está de alguma forma presente. A bíblia, especialmente o Novo Testamento, propõe outras figuras para o “fazer a vontade do Pai”, mas nenhuma delas é tão enfática ou tão profunda quanto a presença do Reino de Deus. A Igreja, em tempos de decisão, de orientação, no caminho, precisa refletir sobre a presença do Reino, e conforme essa presença do Reino for discernida, eu creio que aí teremos dados e critérios para decidirmos sobre o nosso trabalho”25.
Logo, um grande desafio para a pneumatologia e a eclesiologia é a afirmação de que o Reino de Deus é possível “já” e o “ainda não” é visionado com mais esperança e certeza, pois o Reino já pode ser experimentado desde já. Se as comunidades de fé partirem de uma pneumatologia que valorize a comunhão, o amor ao próximo, o respeito, a tolerância e que lutam constantemente contra as indiferenças diante dos menos favorecidos, exercerão um cristianismo de excelência. Opondo-se firmemente contra movimentos que tenta impedir a propagação do evangelho e que o esvazia em nome de uma ideologia vazia e barata. A eclesiologia precisa ser cheia de Vida, e a pneumatologia atuante nas Igrejas a favor da Vida.
BIBLIOGRAFIA
BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004.
BINGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998.
BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas, NUMEN n°1. Juiz de Fora: EDUFJF.
CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002.
CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.32-33.
JOSGRILBERG, Rui de Souza. Presença do Reino e Evangelização. In.: Revista Caminhando n° 5, 1992.
KOESTER, Helmut. Introdução ao novo testamento. Volume 1: história, Cultura e religião do período Helenístico. São Paulo: Paulus. 2005.
McKENZIE, John L. Dicionário bíblico. 9° ed. São Paulo, Paulus, 2005, p. 303-305.
MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002.
RENDERS, Helmult. “As 'notae ecclesiae” do credo Necemo-constantinopolitano. Fonte do Re-encantamento com o projeto da Igreja cristã.
RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008.
SCHWANTES, Milton. Breve história de Israel. São Paulo: Oikos. 2008.
SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001.
TILLICH, Paul. “A vida e o Espírito”. In.: Teologia Sistemática, parte IV, São Leopoldo, Sinodal, 2005.
1McKENZIE, John L. Dicionário bíblico. 9° ed. São Paulo, Paulus, 2005, p. 303-305.
2TILLICH, Paul. “A vida e o Espírito”. In Teologia Sistemática, parte IV, São Leopoldo, Sinodal, 2005, p.484-485.
3SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
4SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
5SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 91.
6SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 92.
7MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 30-31.
8MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 42.
9RENDERS, Helmult. “As 'notae ecclesiae” do credo Necemo-constantinopolitano. Fonte do Re-encantamento com o projeto da Igreja cristã.
10SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 122.
11CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 99.
12SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 126.
13Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
14Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
15CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.32-33.
16CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.23.
17BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004. p 121.
18BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas, NUMEN n°1. Juiz de Fora: EDUFJF p.77.
19BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004, p. 117-138.
20BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas. p78.
21Cf SCHWANTES, Milton. Breve história de Israel. São Paulo: Oikos. 2008. Cf. KOESTER, Helmut. Introdução ao novo testamento. Volume 1: história, Cultura e religião do período Helenístico. São Paulo: Paulus. 2005.
22CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 98.
23BINGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p86.
24BENGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p93.
25JOSGRILBERG, Rui de Souza. Presença do Reino e Evangelização. In.: Revista Caminhando n° 5, 1992, p. 14.
Assinar:
Comentários (Atom)