Introdução
Está monografia trabalha a pneumatologia e a eclesiologia diante de uma religião e sociedade que passa por um período intenso de secularização. No primeiro capítulo é trabalhado uma questão pneumatológica, demonstrando um pouco a conceitualização deste termo e sua importância na caminhada do cristianismo e conseqüentemente do movimento eclesiástico, que é abordado na segunda parte.
Foi escolhido trabalhar a eclesiologia em segundo lugar porque o autor entende que a vida em comunidade só faz sentido quando em primeiro lugar ela é motivada pelo Espírito Santo. É a partir da ação unificadora do Espírito Santo que as pessoas sentem vontade de estar juntos e firmarem uma igreja para a edificação mutua. É trabalhado também a institucionalização das comunidades de fé, apontando paradigmas positivos e negativos desta, todavia, apontando caminhos para a eclesiologia.
O terceiro ponto levantado é uma pequena síntese do conceito de secularização e o que ela tem propagado como ideologia dentro do contexto religioso. Por fim, é trabalhado alguns questionamentos que a sociedade secularizada passa para dentro das Igrejas, alterando assim alguns princípios básicos que tangem a espiritualidade e a motivação primeira de comunhão entre as pessoas. Convidando tanto a pneumatologia como a eclesiologia a (re)cultivarem alguns pontos que tem sido apagados e esquecidos à partir do processo de secularização.
Pneumatologia:
Definir o que é a ação do Espírito em nossos dias é bastante desafiador. Haja vista a pluralidade religiosa existente e as diversas teologias que apontam para uma definição. O que fica evidente é que para se afirmar determinada ação pneumatológica, precisa-se anular ou negar uma outra experiência. Isso fica evidente quando percebemos algumas linhas pentecostais “anulando” ou não reconhecendo a ação do Espírito em movimentos mais conservadores ou progressistas. Talvez um grande desafio em nossos dias é: Perceber que o Espírito que dá a liberdade age de maneira livre. Sopra para onde quer e vai para onde quer. Não tem um roteiro de ação nem um esboço do que será feito, sobretudo age de maneira plena e suficiente para toda a humanidade.
A terminologia de “Espírito” dentro do contexto bíblico toma várias conotações. Todavia, essas variações acontecem mais no campo teológico, pois a definição dada ao “Espírito” no Antigo Testamento é rûah. Este por sua vez não pode ser traduzido por um único termo, rûah pode ser: hálito, sinal ou princípio de vida, sopro de Iahweh que traz poder e liberta do mal, é aquele que agita, revive ou volta, além dos termos que se refere à ações humanas e que negam o princípio da vida1. No Novo Testamento a palavra utilizada é pneuma, que muito se assemelha com a palavra em hebraico. Uma boa definição é vista em Tillich:
“Tanto nas línguas semíticas quanto nas indo-européias, a raiz das palavras que designam espírito significa “respiração”. Foi a experiência da respiração e, sobretudo, o cessar da respiração em um cadáver que chamou a tenção do ser humano para a pergunta: o que mantém viva a vida? Sua resposta foi: a respiração. Onde há respiração, há o poder da vida; onde ela desaprece, também desaparece o poder da vida. Como poder da vida, o espírito não pode ser identificado com o substrato inorgânico que é anima por ele; antes, o espírito é o próprio poder de animação e não uma parte agregada do sistema inorgânico. Mas alguns desdobramentos filosóficos, aliados a tendências místicas e ascéticas do mundo antigo tardio, separaram espírito e corpo. Nos tempos modernos, palavra recebeu a conotação de “mente”, e “mente” recebeu a conotação de “intelecto”. O elemento de poder no sentido original de espírito desapareceu, e finalmente a própria palavra foi descartada. Hoje em dia, ela é amplamente substituída por “mente”, e a questão é se a palavra “mente” pode ser desintelectualizada e substituir inteiramente a palavra 'espírito'.”2 (p.484-485).
Essa conceitualização nos ajuda a perceber a conotação fundamental do Espírito na vida humana. Sendo que é Ele que gera vida, e sem ele não se pode ter Vida. Ele está sobre tudo e todos (as), fortalecendo, sustentando e conservando a própria vida. É o Espírito a maior expressão de misericórdia e graça.
A espiritualidade brasileira possui um paradigma bastante comunitário, alegre, que é expresso nas diversas regiões brasileiras, e que preserva o espírito do cotidiano e “ordinário”, o Espírito que se revela no dia-a-dia das pessoas. Essa afirmação é defendida por Jorge P. Santos, quando ele escreve:
“Aqui as festas podem ser encontradas em praticamente todas as regiões do país, apresentando diferentes características, mas guardando em comum a imagem da pomba branca, a coroa, e a distribuição de comida. E foi assim que o Deus tri/uno se revelou ao brasileiro pobre, como voz de presença. É o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, e Espírito Santo, que merece esta adoração. Tal compreensão apresentou às brasilidades a fé como produtos comunitário, quando, todos juntos, recebemos o sopro do Espírito, que fala as verdade da vida que vedemos compreender. Ou seja, o Espírito dissemina a vontade do Deus tri/uno entre as pessoas, dá aos fiéis poder e autoridade para o serviço cotidiano do reino de Deus, prepara para a ação proclamatória do Verbo e nos coloca sob missão livre e dinâmica, em obediência criativa ao Verbo de Deus. Esse é o direcionamento da mais antiga teologia popular do Espírito no Brasil”3.
Essa é a concepção brasileira católica de perceber o que é a ação do Espírito Santo e como ela é desenvolvida. Mas, quando olhamos para o contexto religioso protestante brasileiro, percebemos que este tem a pretensão de desenvolver uma espiritualidade a parte do movimento predominante do catolicismo. Com isso, acabam classificando a expressão brasileira como algo “feio”, “impuro” e até mesmo “pagão”. Sabendo que a espiritualidade quando passa pelo crivo do empirismo, traz sentido e significado para as pessoas, por isso, foi se criando uma outra concepção de espiritualidade, como é descrita por Jorge P. Santos:
“E assim, ao lado da teologia do Espírito do catolicismo popular, alegre e comunitário, foi sendo construída outra, cheia de consciência e sentido teológico, mas sem coração, vida e emoção brasileiras.
Aprendemos, então, que o Espírito é Pessoa da tri/unidade de Deus. É Pessoa que dá vida nova e consola os que sofrem. Adota e enche de amor. Transmite conhecimento, sabedoria e justiça. Derrama arrependimento e graça, dá poder e torna as pessoas prudentes. Vive em nós: pertencemos a Ele. Mas como viver isso em nossas comunidade de fé? Qual expressão desse Espírito, teologicamente correto, no dia a dia de nossas vidas? Será que vida no Espírito não significa experiência religiosa”4?
Podemos perceber a necessidade de dar “carne e osso” para a espiritualidade. Quando digo isto, estou me referindo a uma espiritualidade que seja humana o suficiente para sentir as necessidades do outro, que ame ao próximo como a si mesmo, que é sensível aos problemas do dia-a-dia. E isso só será possível quando se permite a ação do Espírito Santo. O Espírito que é educador, consolador e libertador. O Espírito é libertador porque traz paixão pela vida. Ele se opõe a morte, a fome, ao pré-conceito, as doenças, as opressões, isso torna este Espírito, um ser extremamente libertador. O Espírito é o canal de união entre a humanidade com Deus. Pois é Ele que revela a humanidade o querer de Deus. É este Espírito que personifica a ação divina pela a humanidade.
Mas a ação do Espirito pode ser entendido como aquela que adota para si toda a humanidade, a fim de que ela desfrute do amor, paz, justiça, gozo e alegria. É a ação do Espírito Santo que traz para perto o Reino de Deus. É uma ação que tem como pretensão a união da humanidade. Porém, não tem a necessidade de moldar todos os seres humanos em um mesmo padrão, contudo, o Espírito tem a capacidade de dialogo entre os diferentes e propor uma nova concepção de respeito e caminhar.
O Espírito Santo tem a capacidade de gerar na humanidade uma comunicação não apenas com Deus, mas entre si. É este Espírito que dentro da multiculturalidade, tem como essência a comunidade, a ação comunitária e inclusiva. A pneumatologia precisa respeitar o contexto em que está inserida, e se materializar segundo a compreensão humana. É Aquele que se esvazia para relacionar-se e entender o dilema humano. É o Espírito que Cria, não apenas o que se pode pegar e ver, mas também aquilo que transcende a finitude humana. Quando a comunidade passa a desfrutar das dádivas de ser um corpo, que possui vários membros, mas é um só corpo, isto é, ação do Espírito, como vemos:
“Ora, o Espírito é criador, mas o que significa isso? Poderíamos falar da criação do cosmo e de outros atos criadores do Espírito, mas não podemos nos esquecer que a pneumatologia deve funcionar como uma cristologia eclesial, já que a vida é Espírito e que a comunidade também tem Espírito. E como a comunidade de fé é formada por discípulos de Cristo, seu Espírito está aí presente, criando gente nova e expandindo o reino”5.
Algo que é perceptível no Espírito Santo é que ele é a própria liberdade e gera a liberdade. É Aquele que gera o desejo e conseqüentemente a necessidade de ser livre e buscar intensamente tal liberdade. Além de tudo, pode-se perceber certo paradoxo em sua práxis, pois: “Quando vem, ninguém se controla, mas ele controla a todos. Ninguém está sem controle, porque ser cheio do Espírito é ser conduzido por sua soberania”6.
Isto nos mostra que o Espírito Santo é aquile que faz o seres humanos desfrutarem da união e da liberdade. Para o Espírito Santo não existe homens ou mulheres, idosos ou crianças, não existe raça ou credos, pois Ele é derramado sobre toda a carne. É ele que gera a vida. É o respirar, aquilo que sustenta, sem Ele, não existe vida, pois ele é o sustento de toda vida. Ele não respeita as diferenças sociais, não está preso nas doutrinas humanas, não tolera a indiferença quanto aos pobres, marginalizados, oprimidos e excluídos. É Aquele que ama com intensidade, com força e sem limite. É a favor da vida, e vida em abundância. Entende o limite humano e desenvolve caminhos para comunicar-se com a humanidade. Moltmann fala um pouco sobre isso:
“Com dons e direitos iguais, 'profetiza' no Espírito Santo uma nova caminhada messiânica de mulheres e homens. Por isso, desde o começo, e sem questionar, o cristianismo batizou igualmente homens e mulheres, reconhecendo assim que são dotados do Espírito. Será que uma igreja cristã que ordena exclusivamente homens ao ministério e exclui as mulheres da proclamação, da profecia, possui o Espírito Santo, ou será que ela o “abafa”, reprimindo sua ação libertadora? NA experiência do Espírito Santo surge uma nova comunhão de senhores e servos, de senhoras e servas. O Espírito de Deus não respeita as diferenças sociais. Pelo contrário, abole-as no cristianismo, todos os movimentos de avivamento cheios de Espírito perceberam e disseminaram os elementos de revolução social da experiência do Espírito. Tornaram-se perigosos para o patriarcalismo, para a Igreja masculina e para os escravocratas. Hoje essas experiências do Espírito realizadas pelas crianças e pelos velhos tornam-se perigosas para aqueles que os excluem da vida. Se o Espírito da vida desce sobre a vida vulnerável e morta, então ele é derramado sobre tudo o que é vivo, e que está ameaçado pelas grandes catástrofes cósmicas”7.
No Espírito Santo podemos encontrar alegria em desfrutar da vida com intensidade, valorizando cada momento; paz no sentido hebreu, Shalôm, que simboliza “tudo de bom” que pode se ter, plenitude na alma, estado de bem estar perfeito, perfeita união com Deus. A paz traz consigo o prazer em viver e pela vida. Podemos ver no Espírito Santo uma luta constante contra forças patológicas que tenta subjugar a humanidade, colocando sobre está peso tamanho, que ela não consiga desfrutar da plenitude que é oferecida pela ação pneumatológica. Como o hebraico expressa bem, a ação do Espírito é aquela que dá força de vida, fôlego de vida. É a respiração vital e essencial para a vida. Logo, o Espírito se importa intensamente com a vida humana.
Tantas características podemos encontrar nesse Espírito Santo: Amoroso, consolador, amigo, fiel, constante, pedagogo e materno. Dentro de uma sociedade extremamente machista e patriarcal, e por vezes, algumas posturas protestantes, que querem negar o catolicismos e sua feminilidade, excluem o lado feminino e materno de Deus. Sobretudo, o Espírito Santo, muito se parece com a figura da “mãe”. Logo, poderíamos dizer que Ela é: amorosa, consoladora, amiga, fiel, constante, pedagoga e materna. Podemos ver uma citação de Moltmann:
“Uma metáfora para o próprio Espírito Santo que era bem corriqueira para o cristianismo primitivo, especialmente na Síria, mas que foi perdida no Império romano patriarcal: a figura da mãe. Se os que crêem “nascem” do Espírito Santo, é preciso que o Espírito seja entendido como a “mãe” dos fiéis e, sob esse aspecto, como feminino, como a “Espirita”. Sendo o Espírito Santo o “Consolador”, como é entendido no Evangelho de João enquanto Paráclito, então ele consola “ como quem é confortado por sua mãe” (cf. Jo 14,26 com Is 66.13). Nesse caso ele é a Confortadora de seus filhos. Em termos idiomáticos volta a ser explicito, assim, o aspecto feminino da ruah Jahve da língua hebraica. No Hebraico, o Espírito é feminino, no grego é um termo neutro, e somente no latim e nas línguas correlatas é uma palavras masculina”8.
Moltmann expressa com propriedade a abrangência do Espírito Santo, que Ele não fica preso a dogmatização humana, a conceitualização teológica, mas que a cima de tudo, investe na luta e se opõem poderosamente contra todas as pestes que tentam extirpar a plenitude de vida.
Eclesiologia
Após ver um pouco a respeito do Espírito Santo, é possível trabalhar a dimensão eclesiástica. Pois, a Igreja é motivada em primeiro lugar pela ação do Espírito Santo. Que traz para perto todo o corpo de Cristo, e ajuda, em meio a diversidade, a convivência entre todos e todas que assumem a fé crista. Logo, podemos entender que: Todas as igrejas tem um sentido, porque são igrejas de Jesus Cristo, este é o que faz das comunidades de fé serem igrejas.
A partir do texto: “As 'notae ecclesiae' do Credo Neceno-Constantinopolitano9, Será levantando algumas considerações de alguns teólogos que se propõem a falar da eclesiologia. Pois é um tema que possui muitas conotações no campo teológico em nossos dias, pois quatro vertentes são extremamente discutidas, sendo elas: a unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. Vejamos então alguns posicionamentos.
Quando Manfred Kehl escreve a respeito de unidade, ele a relaciona com a dimensão escatológica. Para ele santidade é algo cristológico envolvendo assim a comunhão dos santos. Afirma a catolicidade como aquilo que transcende os muros humanos do amor e que buscar alcançar aqueles que não o conhecem, por fim Kehl diz a respeito da Apostolicidade como marca histórica da perspectiva de missão da igreja. Com a Dogmática de Hans-Martin Barth, é possível entender melhor a dimensão salvadora de Deus. Sendo que “Palavra e sacramento” é o que institui o poder necessário para a igreja, facilitando o dialogo entre a Igreja uma, santificada, apostólica e católica.
Segundo Wilfried Härle a igreja tem como essência a “comunhão dos fiéis”, dando um sentido bastante relacional para a comunidade de fé. Na perspectiva de Gerhard Ebeling a igreja tem uma função de “Já” e “Ainda não”, isso possibilita uma contextualização da Igreja nos dias de hoje. Em que é uma (unida) pois faz parte do único corpo de Cristo, mantém seu fervor apostólico que fornece uma vocação conflitante e transformadora. Sua santidade causa certo conflito quando se depara com uma Igreja unidade, pois, santidade carrega em si conceitos subjetivos, contudo, o amor é algo manifestado a partir da “fé como liberdade para amar”. Para Ebeling, o termo católica é substituído por universal – Jesus adota todo o mundo e possibilita a salvação a todos.
Para Paul Tillich a Igreja passa por dois momentos: O Pentecostes e uma comunidade espiritual latente e estática. Uma igreja que experimenta e consegue ter uma práxis religiosa. Já o teólogo Emil Brunner, Ecclesia é uma irmandade de pessoas mas também é instituição. Sua abordagem é ao contrário do Credo de N-C, para Brunner a igreja é apostólica por ser erguida no fundamento apostólico, mas quando ela se caracteriza como infalível, deixa de ser apostólica. Uma igreja para todo o mundo (católica), mesmo em atrito com está realidade, busca uma vida em santidade. A unicidade é outro desafio, pois, mesmo a igreja se dizendo uma, não consegue o envolvimento e tolerância com as demais denominações.
A perspectiva de Wilfried Joest segue uma perspectiva que os quatro elementos são objetos de ensino para o povo. Já para Moltmann, é levantado um questionamento bastante relevante pois, para ele, as quatro marcas deveriam ser entendidas como condição da igreja verdadeira ou como sinais ou características da igreja?
Na perspectiva pentecostal temos a conceitualização do teólogo Miroslav Volf aponta um caminho de possíveis divergências. Quando assuntos como catolicidade, santidade, unicidade e apostolicidade são pontos de atritos e discordância teológica. A perspectiva de única para Maraschin é a partir do viés de que toda igreja cristã é singular em sua missão. Com isso torna-se católica, pois o seu albo são todos (as) que não conhecem o evangelho, seguindo assim, a paixão apostólica dos apóstolos.
Thomas C. Oden trabalha os quatro pontos de maneira bem clara. A unicidade para Oden é por fazer parte do corpo de Cristo, sua santidade é gerada pelo Espírito não por sua pureza moral, em que a sua catolicidade se manifesta para todos os povos e raças, sabendo que sua apostolicidade é uma re-significação do Cristo que foi enviado. O conceito de Tillich se assemelha muito com Walter Klaiber e Manfred Marquardt. John Wesley propõe a unicidade, catolicidade e santidade da igreja, afirmando que o movimento metodista é uma manifestação da Confessio Augustana.
Não podemos esquecer o “lado” institucional da Igreja. A institucionalização possui tanto um lado positivo como negativo. Frente a sociedade, as comunidades eclesiásticas que tomam forma institucional, têm mais força de expressão frente aos órgãos regionais, mais credibilidade na sociedade além de instituir uma camada protetora de possíveis problemas que venham acontecer. Contudo, o lado negativo são as barreiras ao espírito livre, a dificuldade na dinâmica da vida, ao “não” à simplicidade na resolução de programações e atividades. Logo, isto torna-se a única face ressaltada por todos quando se refere a instituição.
Um grande desafio para a institucionalização das comunidades é a preservação da Igreja como casa de serviço a Deus e mediadora do sagrado. É importante que as Igrejas tomem forma institucionais, sobretudo, é mais importante ela se conservar como um local onde a presença de Deus, supera toda e qualquer dogmatização, podemos perceber isto no texto do prof. Dr. Geoval:
“A casa é o lugar onde se constrói a nova igreja e a nova sociedade. Recordemos que, no Novo testamento, a eclesiologia é a eclesiologia do caminho e Onésimo recorre a ela para chegar ao convívio da comunidade. A nova casa é a alternativa integral da nova igreja e da sociedade. A casa é o lugar onde há bida em família, celebração, onde os grupos sociais excluídos vão encontrar vida. Ali é o lugar da festa pela volta do pródigo e o lugar da liturgia. É na casa que os sacramentos são celebrados, onde se aprte o pão. A casa da comunidade não é a do imperador, é a casa onde Jesus é reconhecido como Senhor”10.
Uma grande identidade que as Igrejas não podem adotar são de seitas. Alguns especialistas, desde a época de Ernst Troeltsch (1865-1923), definem igreja como “uma instituição que foi, como resultado da obra de redenção, dotada de graça e salvação” e que pode receber “massas, e ajustar-se ao mundo”, quanto a definição de seita é: “aquela instituição formada de voluntários, compostas de crentes cristãos, rigorosos e explícitos, unidos entre si pelo fato de todos terem experimentados o novo nascimento”11. Uma outra possível definição seria que Seita é o movimento que se refere a um grupo que se afasta da sociedade, enquanto a Igreja é aquele movimento que provoca uma interação social entre o grupo religioso organizado e a sociedade que o contém. Alguns afirma que seita é o grupo estranho a “nossa” realidade eclesiástica (contudo, nos esquecemos que “somos” o estranho do outro).
Dentro destas definições, é possível pensar em qual patamar nossa instituição religiosa está? Qual o nível de envolvimento e comprometimento nossas instituições vivem e qual a sua verdadeira identidade (igreja ou seita)? Neste viés, o Prof. Dr. Geoval diz:
“[...] as instituições como mediadoras do sagrado devem passar por um processo de avaliação, para que não venha a acontecer aquilo que foi preocupação de João Wesley, ou seja, o surgimento de “uma seita morta, tendo a forma de religião sem o poder”, que não represente os ideais metodistas. Assim, percebemos a necessidade de ser criar condições para que as instituições mediadoras do sagrado possam ter a dimensão pastoral e missionária presentes na carta escrita por Paulo a Filemom. As instituições não podem ter fim em si mesmas, elas devem existir para a promoção da vida, a vida que o Senhor Jesus oferece, 'vida em abundância'12.
Isso demonstra que a Igreja precisa fortalecer os aspectos positivos da Instituição, abrindo mão de possíveis características de seita.
O Prof. Dr. Cláudio Ribeiro afirma a importância da dimensão de utópica da Igreja, em que a comunidade é o lugar privilegiado e por excelência de comunhão, pois é o onde os fiéis se relacionam e desfrutam do que é comum, sem desigualdades. A comunidade pode ser vista como meio de discernimento porque nela pode ser experimentado antecipadamente o Reino de Deus, a comunhão e a igualdade são sinais do Reino vindouro, e a partir disso ela aponta um seguimento pois oferece um viver em obediência, gratuidade, liberdade e espontaneidade nas relações13.
A partir da comunidade, pode se viver o encontro ente idéias e pensamentos diferentes, possibilitando assim um espaço de diálogo e de autenticidade, em que cada um defende a sua perspectiva teológica e relacional com Deus, mas sempre há o respeito os diferentes compõe o Reino de Deus. E a partir desse espírito comunitário e de respeito, a comunidade é entendido como o espaço expressão devocional e lúdica. Os empobrecidos, todos (as) aqueles (as) que sofrem e vivem sobre opressão, pode buscar na comunhão, no contato dos fiéis um sentido para enfrentar essas circunstâncias. A vida eclesiásticas tem que possibilitar alternativas de olhar para o caos e propor uma alternativa de fé, amor e esperança. Mesmo em meio a pobreza, dificuldades das mais diversas, a força de destruir aspectos de desgraça e reconstruir potencialidades de amor, por meio da festa e alegria, mesmo que a situação seja de trevas e medo. Essa relação paradoxal que afirma a importância da vida de comunhão.
A Igreja invisível torna-se visível e passa a olhar aos problemas um dos outros com mais amor e compromisso, formando uma comunidade que tenha como marca a solidariedade, estar atendo ao problema um do outro. Saber que é preciso partilhar as dificuldades, mas também o pão e a alegria. O serviço não só para os fiéis, mas para todo o ser humano tem que ser práxis na comunidade eclesiástica. Servir ao outro, estender a mão, de maneira ecumênica e amorosa. Esses são pontos que o autor afirmam ser utópicos, mas necessários par todas as comunidades.
O Prof. Dr. Cláudio desafia as instituições eclesiásticas as demandas teológicas que emergem nesse novo milênio, especialmente em torno da temática da Nova Criação. Ele menciona que a eclesiologia precisa ter em vista uma eco-teologia – ecologia, renovação eclesial e justiça social. A prioridade de igreja não pode ser uma parte da criação, uma parte da humanidade, mas tem que ter como objetivo abranger toda a humanidade, toda a criação, pois tudo e todos (as) recebem a graça de Deus. A renovação precisa passar por todos os âmbitos da Igreja para que desta maneira possa ser criado uma igreja mais justa e conseqüentemente uma sociedade mais justa14.
A questão da renovação da criação, precisa passar pelo quadrilátero wesleyano. A experiência com Deus e com o ser humano é fundamental para que seja criado amor pela vida em sua integralidade. A razão é o fio condutor para ações afirmativas e inclusivas, a tradição não deixa esquecer o dever primordial do cristianismo e conseqüentemente do metodismo. Por fim, a criação é a valorização da vida a cima de tudo.
No livro “Forjando uma nova Igreja”, à partir da leitura de Atos 6.1-7, é proposto nove características que uma comunidade de fé precisa ressaltar em seu dia-a-dia. Falemos um pouco sobre estes15:
1) Dois grupos diferentes em contextos diferentes, têm interpretações diferentes da Lei e dos profetas. Relacionam-se com Deus de formas distintas. São culturas próprias;
Dentro das Igrejas existem vários tipos de pessoas. E dentro desta diversidade está a grande beleza. As maneiras exegéticas e hermenêuticas são bem distintas, contudo, é necessário que as comunidades de fé afirme dentro das diversidades o respeito, a tolerância e a comunhão.
2) Existiu na Igreja de Jerusalém uma organização pluralista e descentralizada.
Um grande desafio para as comunidades eclesiásticas é afirmar a pluralidade como um aspecto positivo, em que todas as pessoas, por fazerem parte da grande comunidade, possuem voz ativa. A descentralização faz com que a comunidade seja mais ecumênica e amistosa frente ao “outro”
3) As decisões são tomadas junto com a base (assembléia dos discípulos). O poder não é exercido de forma centralizada ou autoritária. Existe o diálogo para superar os conflitos.
A melhor forma de superar as crises e pré-conceitos que existe dentro das comunidades é por meio do diálogo e amor fraterno.
4) os problemas da comunidade precisavam ser solucionados. A Igreja não podia continuar seu caminho encobrindo os conflitos internos. Precisava tratá-los com objetividade para continuar se expandindo.
Não fazer “vista grossa” frente aos problemas, mas querer resolvê-los da maneira mais ética e simples possível é fundamental na caminhada cristã. As comunidades não devem afirmar o pecado, mas desenvolver uma santidade. Sem exclusão, mas com sensibilidade, compaixão e benevolência.
5) A estrutura organizacional estava em função do serviço (objetivos), da pastoral, ou seja, dos deveres essenciais das comunidades cristãs primitivas: anunciar a Palavra, animar a comunidade e assistir aos pobres.
O Grande desafio missionário não pode abandonar a práxis das instituições religiosas. Sobretudo, mesmo com sua carga institucional, afirmar sempre sua tarefa de anunciar a palavra toda a criatura, animar os que estão cansados e sobrecarregados e atender aos menos favorecidos da comunidade.
6) O critério de escolha dos “sete” estava ligado à missão.
As comunidades de fé, precisam desenvolver critérios mais coerentes frente as necessidades de toda a comunidade. Não é para atender uns poucos, mas visar a plenitude de todo o corpo.
7) surgimento de novas necessidades criou novos ministérios.
As Igrejas precisam atentar-se para criar mecanismo que eliminem processos longos e extremamente burocráticos e faça atividades mais simples e que supra todas as necessidades de toda a comunidade.
8) O grupo dos “doze apóstolos” continuava sendo o fundamento, o alicerce da Igreja Cristã. Desse fundamento surgiram muitas outras igrejas e locais.
Conservar a tradição e a história das Igrejas é fundamental para que não se entre em um processo irrelevante e cometa os mesmo erros que a história nos apresenta. Conservar a tradição da comunidade é fundamental para se saber de onde se veio e onde se pretende chegar e a perspectiva Missionária.
9) Onde a igreja se renova, os conflitos aparecem... É no conflito que as pessoas e as comunidades crescem e amadurecem; é dentro do conflito que se fortalecem a fé, a esperança e o amor.
O conflito não pode ser evitado pelo corpo pastoral ou pelos próprios membros da comunidade, sobretudo, as crises precisam ser afirmadas suas potencialidades, descobrir os limites e assim, aplicar uma pastoral que contribua para o crescimento coerente de toda a comunidade. É em meio as crises que se descobre melhores alternativas da práxis religiosas.
Por fim, podemos perceber que as comunidades de fé que são institucionalizadas, precisam afirmar o espirito cooperativo, inclusivo, amoroso e em tudo unido. Seguindo também alguns aspectos mencionado por Clóvis. P. Castro:
“A busca por uma estrutura organizacional menos burocrática e mais missionária; uma forma mais madura e sádia para se trabalhar a questão do poder; a necessidade da unidade da Igreja como requisito fundamental para a elaboração de um projeto missionário”16.
Síntese do processo de Secularização
O processo de secularização, em nossos dias, se dá em todos os âmbitos. Todos os meios sociais, inclusive a igreja, são influenciados pelo sistema de secularização que teve inicio dos primeiros séculos do período moderno e chegou ápice no século XX. Em primeiro lugar, é fundamental explicar o termo secularização que será abordado.
A partir do conceito de Peter Berger, percebemos algumas perspectivas para secularização. Uma destas é a idéia de que forças religiosas e/ou eclesiásticas perdem sua autoridade e poder sobre a vida das pessoas. Pode ser entendido também como a volta do indivíduo ao “mundo”, sendo que o termo secularização, em alguns casos, tem sentido descritivo (de uma atividade) ou, quase que na maioria das vezes, utilizado como conotação valorativa positiva ou negativa. Portanto, Berger afirma que:
“Por secularização entendemos o processo pelo qual setores da sociedade e da cultura são subtraídos a dominação das instituições e símbolos religiosos. Quando se fala de história Ocidental moderna, a secularização manifesta-se na retirada das Igrejas cristãs de áreas que antes estavam sob seu controle ou influência: separação da Igreja e do Estado, expropriação das terras da Igrejas, ou a emancipação da educação e do poder eclesiástico. Secularização é mais que um processo sócio-estrutural. Ela afeta a totalidade da vida cultural e da ideação...”17
A partir da definição de Berger, levante-se um questionamento: Será que o processo de secularização, leva necessariamente à perda da força da fé cristã? Sobretudo qual o nível de deturpação que a pneumatologia e a eclesiologia sofrem a partir deste processo? Uma outra questão é se o processo de secularização é algo positivo para as instituições religiosas ou não?
Diante dessas questões, é importante perceber as características históricas do processo de secularização, que tem seu início no século XVI, com valores religiosos a partir da reforma, “quando a teologia reformatória de todos os matizes demoliu o edifício sacral da idade média”18.
A história nos mostra que o termo secularização foi usado originalmente, “na esteira das guerras de religião para indicar a perda do controle de território ou propriedades por parte das autoridades eclesiásticas”19. O mesmo termo passou a indicar a volta de uma pessoa religiosa para o “mundo” (ambiente não religioso), sendo que seus valores não são mais respaldados a partir da religião vigente (o cristianismo). O termo poder ser utilizado em um sentido puramente descritivo e não-valorativo.
No que tange a ambientes sociais independentes da religião, o que é chamado por Berger de “círculos anti-clericais” e “progressistas”, secularização é a representação da libertação humana do domínio opressor da religião ou até mesmo o estágio de maturidade humana. Mas, quando se olha para este termo a partir do ambiente religioso, pode ser considerado uma forma de descristianização (pois ser cristão não é a única opção), paganismo (pois a pluralidade religiosa e o sincretismo aumentam), uma relativização e igualdade das concepções teológicas ou a relação de que todas as pessoas que assumem posturas secularizantes são consideradas atéias20.
Quando se busca o movimento de secularização dentro da história, começando com o povo judeu e caminhando assim até o cristianismo, podemos perceber várias etapas e formas de secularização que ocorreram na história. Desde as origens do tribalismo, as divergências dos pastores de ovelhas e os agricultores, as influências religiosas egípcias, a influência dos juizes, dos sacerdotes e dos profetas nas posturas culturais e religiosas21, posteriormente, as culturas babilônicas, persas, gregas e Romanos. É certo que isso seria um anacronismo. Todavia, a essência da secularização está presente nestes contextos históricos, pois há uma postura autónoma em relação aos valores prescritos religiosos.
No entanto, a noção de secularização que este trabalho terá como base refere-se à formação do pensamento moderno, cujo ápice se dá no século XX.
É importante evidenciar que desde a segunda Guerra Mundial, teólogos, principalmente protestantes, passaram a se utilizar do pensamento secularizante como fonte de sua teologia. Uma das maiores mentes, mesmo sem um material sistemático a respeito desse assunto, foi Dietrich Bonhoenfer. Ele foi o ápice daquilo que pode se chamar de “teologia da secularização”. Nele podemos encontrar uma inversão da avaliação cristã sobre à “secularização” e a tentativa de voltar os olhares aos motivos decisivos do próprio cristianismo, que é um movimento para além da religião, que não pode estar preso nas molduras da religião.
Desafios para a pneumatologia e eclesiologia
Este trabalho não traz resposta, contudo, levanta alguns questionamentos frente as demandas que as Igrejas tem sofrido ultimamente. Alguns questionamentos: Será que a perspectiva de eclesiologia tem sido influenciada pelo processo de secularização? Será que o processo de secularização alterou a maneira de ver, entender e explicar a ação do Espírito santo? Quais são os aspectos de esvaziamento que as igrejas sofreram? Será que o Espírito perdeu o seu poder revelador e se adequou a uma nova dimensão de fé?
Quando nos perguntamos se a eclesiologia e até mesmo a pneumatologia tem modificado, podemos perceber isso, ao observar muitas instituições religiosas em efervescência, que assumiram muito do sistema de mercado, utilizando do Marketing empresarial para aderir novos membros, a lógica de utilidade, beleza e consumo. Fazendo com que as Igrejas assumam uma postura competitiva, fria e cruel. A partir disto, vemos o que Leonildo S. Campos afirma:
“É nesse quadro, marcado paradoxalmente por um processo de secularização por um lado, mas por um pluralismo e disputas pelo novo “consumidor de bens religiosos” de outro, que devemos analisar os processos de sincretismo, de surgimentos de novas organizações religiosas (algumas até de feições empresariais) e do aparecimento do que tem sido chamado, até por falta de um termo mais apropriado, de 'novos movimentos religiosos'. Fica claro, portanto,que tal cenário trazendo inúmeros desafios para o exercício do papel clerical dentro de uma instituição pertencente ao protestantismo histórico”22.
Talvez um grande desafio frente a este processo que é fragmentário, utilitário e consumista, é a reorganização de valores essenciais e fundamentais a vida cristã. Isso demonstra que os valores eclesiásticos e pensamentos a respeito da ação do Espírito foram alterados com o processo de secularização. Uma perspectiva bastante pertinente é de Bingemer:
“Como pode a santidade falar a linguagem de nosso tempo de secularização e deslegitimação das verdades metafísicas que são razão de ser das teologias? Como recuperar o sentido das hagiografias tradicionais em meio a modernidade?”23
Em paralelo a este questionamento de Bingemer: como manter o sentido histórico das instituições tradicionais em meio as crises de santidade? Santidade que tem como caminho o amor. O reconhecimento da santidade pressupõe uma relação dialoga com sua presença, o que exige, em certa medida, uma participação em sua forma de vida. A comunhão dos seres humanos, que é pautada no amor.
No que tange a comunhão dos santos, podemos entender uma vida baseada no amor. Que gera universalidade, que veta toda e qualquer acepção de pessoas; fazendo com que o compromisso preferencial com os pobres, marginalizados, que são chamados de pecadores seja o “slogan” da vida. Rompendo com todos os limites apenas humanos, encarnado na criatura, o amor/Agapé explode sempre, em dor e júbilo, os limites dessa sua morada. “Uma prática libertadora. Seguidores que almejam a santidade que tem como o caminho o Ágape”24.
Quando pensamos a respeito de o Espírito perdeu o seu valor e sua dimensão profética, é preciso relembrar o que foi dito por Ruy S. Josgrilberg:
“O Espírito presente na Igreja e nos cristãos orienta e fortalece a Igreja para chegar ao alvo. A direção do Espírito não é o alvo. O alvo é formar Jesus Cristo nas pessoas e na sociedade. Sem o alvo não há direção. Nessa época em que buscamos a direção do Espírito e melhor reconhecimento dos objetivos da Igreja é importante rever uma das figuras que a bíblia nos apresenta como alvo: O Reino de Deus. A presença de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito, por nós e em nós, além dos benefícios salutares em si mesma, tem um caminhar, um trabalhar, um servir que implica na pergunta pra quê? Ou para onde? Jesus Cristo deu uma resposta através de toda a sua vida, ensino e proclamação: O Reino está aí, às portas, à mão – preparai o caminho e convertei-vos – o Reino está de alguma forma presente. A bíblia, especialmente o Novo Testamento, propõe outras figuras para o “fazer a vontade do Pai”, mas nenhuma delas é tão enfática ou tão profunda quanto a presença do Reino de Deus. A Igreja, em tempos de decisão, de orientação, no caminho, precisa refletir sobre a presença do Reino, e conforme essa presença do Reino for discernida, eu creio que aí teremos dados e critérios para decidirmos sobre o nosso trabalho”25.
Logo, um grande desafio para a pneumatologia e a eclesiologia é a afirmação de que o Reino de Deus é possível “já” e o “ainda não” é visionado com mais esperança e certeza, pois o Reino já pode ser experimentado desde já. Se as comunidades de fé partirem de uma pneumatologia que valorize a comunhão, o amor ao próximo, o respeito, a tolerância e que lutam constantemente contra as indiferenças diante dos menos favorecidos, exercerão um cristianismo de excelência. Opondo-se firmemente contra movimentos que tenta impedir a propagação do evangelho e que o esvazia em nome de uma ideologia vazia e barata. A eclesiologia precisa ser cheia de Vida, e a pneumatologia atuante nas Igrejas a favor da Vida.
BIBLIOGRAFIA
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1McKENZIE, John L. Dicionário bíblico. 9° ed. São Paulo, Paulus, 2005, p. 303-305.
2TILLICH, Paul. “A vida e o Espírito”. In Teologia Sistemática, parte IV, São Leopoldo, Sinodal, 2005, p.484-485.
3SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
4SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 90.
5SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 91.
6SANTOS, Jorge Pinheiro. Elementos para uma Pneumatologia brasileira. In Revista Caminhando, v.13 v.13 - 2° semestre, São Bernardo do campo, 2008, p. 92.
7MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 30-31.
8MOLTMANN, Jurgen. A fonte da vida: O Espírito Santo e a teologia da vida. Edições loyola, São Paulo, 2002, p. 42.
9RENDERS, Helmult. “As 'notae ecclesiae” do credo Necemo-constantinopolitano. Fonte do Re-encantamento com o projeto da Igreja cristã.
10SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 122.
11CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 99.
12SILVA, Geoval Jacinto. A instituição como mediadora do sagrado. In. Revista Caminhando n° 8 – 2° semestre de 2001. São Bernado do Campo, Editeo, 2001, p. 126.
13Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
14Cf. RIBEIRO, Cláudio Oliveira. “Por uma eclesiologia metodista brasileira. Revista Caminhando n° 13 – ano IX – 1° semestre 2003.
15CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.32-33.
16CASTRO, Clóvis Pinto de; CUNHA, Magali do Nascimento. Forjando uma nova Igreja: Dons e ministérios em debate, editeo, São Bernardo do Campo, 2001, p.23.
17BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004. p 121.
18BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas, NUMEN n°1. Juiz de Fora: EDUFJF p.77.
19BERGER, Peter. O Dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5° ed. São Paulo: Paulus, 2004, p. 117-138.
20BITTENCOURT FILHO, José. Da Pós-modernidade: Notas sociológicas. p78.
21Cf SCHWANTES, Milton. Breve história de Israel. São Paulo: Oikos. 2008. Cf. KOESTER, Helmut. Introdução ao novo testamento. Volume 1: história, Cultura e religião do período Helenístico. São Paulo: Paulus. 2005.
22CAMPOS, Leonildo Silveira. “As mutações do campo religioso: os novos movimentos religiosos e seus desafios à religião instituída no Brasil”. In.: Revista Caminhando n° 9 – 1°. semestre de 2002. São Bernado do Campo, Editeo, 2002, p. 98.
23BINGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p86.
24BENGIMER, Maria Clara L. A Sedução do sagrado. O fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: 1998, p93.
25JOSGRILBERG, Rui de Souza. Presença do Reino e Evangelização. In.: Revista Caminhando n° 5, 1992, p. 14.
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