terça-feira, 18 de setembro de 2012

Desisti...



“Va nessa força!” era o que me motivava a continuar. Todavia, chegou a hora! O tempo certo para abrir mão, desistir. O que por tempos tentei acreditar que poderia mudar, e que algo novo poderia despontar, foi, simplesmente, diluindo com as minhas forças e esperanças da magnitude contida na mudança. Talvez um pretérito imperfeito tenha inibido ou, até mesmo, intimidado um futuro quase que perfeito. Talvez vozes sem rosto tenham manchado o que nunca foi sacralizado, apenas cristalizado por alguns.

Enfim, as possibilidades são inúmeras. Conjecturas sobre conjecturas. O coeficiente é indeterminado, o que resta é que todo investimento que poderia se tornar ‘até que a morte os separe’ foi interrompido por um ponto final. Triste, não é mesmo?

A hora ruge e é a hora de desistir, deixar pra lá. Nem sempre desistir é sinônimo de fracasso.

Va nessa força, afinal de contas a vida continua. Um fracasso circunstâncial não determina um fracasso existencial infelizmente a doce bailarina não deixou-se tocar pelos mais nobres sentimentos que um dos maiores pecadores poderia externar. Acabou o que nunca começou. Finalizou o que nunca saiu do ponto de largada ou do mundo dos sonhos.

Va nessa estrada de fantasias impossíveis que um dia o rumo entra em contato com outro rumo disposto a trilhar um novo caminho. 

Um comentário:

Unknown disse...

A bailarina dança se equilibrando, mas ela não dança sozinha.
O ponto final é o inicio para algo mais lindo e nobre, "o que nem olhos ouviram nem ouvidos ouviram" .
Sua esperança é continuar bela, aos olhos de quem a observa dançar, até suas mãos terem suporte, até o soldadinho resolver dançar com ela.

Lindo texto, parabéns!