“Va nessa força!” era o que me motivava a continuar.
Todavia, chegou a hora! O tempo certo para abrir mão, desistir. O que por
tempos tentei acreditar que poderia mudar, e que algo novo poderia despontar,
foi, simplesmente, diluindo com as minhas forças e esperanças da magnitude
contida na mudança. Talvez um pretérito imperfeito tenha inibido ou, até mesmo,
intimidado um futuro quase que perfeito. Talvez vozes sem rosto tenham manchado
o que nunca foi sacralizado, apenas cristalizado por alguns.
Enfim, as possibilidades são inúmeras. Conjecturas sobre
conjecturas. O coeficiente é indeterminado, o que resta é que todo investimento
que poderia se tornar ‘até que a morte os separe’ foi interrompido por um ponto
final. Triste, não é mesmo?
A hora ruge e é a hora de desistir, deixar pra lá. Nem
sempre desistir é sinônimo de fracasso.
Va nessa força, afinal de contas a vida continua. Um fracasso
circunstâncial não determina um fracasso existencial infelizmente a doce
bailarina não deixou-se tocar pelos mais nobres sentimentos que um dos maiores
pecadores poderia externar. Acabou o que nunca começou. Finalizou o que nunca
saiu do ponto de largada ou do mundo dos sonhos.

Um comentário:
A bailarina dança se equilibrando, mas ela não dança sozinha.
O ponto final é o inicio para algo mais lindo e nobre, "o que nem olhos ouviram nem ouvidos ouviram" .
Sua esperança é continuar bela, aos olhos de quem a observa dançar, até suas mãos terem suporte, até o soldadinho resolver dançar com ela.
Lindo texto, parabéns!
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