sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Se não fosse o Senhor


[mensagem para a casa da Juracy no dia 28 de setembro de 2012, no discipulares]


Salmo 124:1 Cântico de romagem. De Davi Não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado, Israel que o diga; 2 não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, 3 e nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; 4 as águas nos teriam submergido, e sobre a nossa alma teria passado a torrente; 5 águas impetuosas teriam passado sobre a nossa alma. 6 Bendito o SENHOR, que não nos deu por presa aos dentes deles. 7 Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. 8 O nosso socorro está em o nome do SENHOR, criador do céu e da terra.
Nada de compara com aquela sensação de término de uma etapa, de uma fase, de um problema, de um ciclo. Aquele suspiro longo, o bem estar, a alegria de terminar, de chegar ao fim, de concluir. Quando se conclui um curso, a sensação é ótima. Todas as noites de estudo, de leitura, são recompensadas com o diploma. Quando as sessões de quimioterapia chegam ao fim e sente que o corpo está reagindo bem, nada melhor. Quando o luto é superado completamente, toda barganha, raiva, justificações, questionamentos, culpas e afins, dão lugar para a serenidade e compreensão da realidade.
São nessas horas que se respira fundo, inspira forte e do mais intimo solta um ‘Ufá!’. Aquele maremoto de ‘azar’, de coisa ruim dá tchau e uma nova fase se instaura.
Nada se compara com a superação de momentos. O alivio. Como a mente descansa. Podemos falar ‘lutei o bom combate, guardei a fé’. Nem sempre as pessoas conseguem chegar a esse estágio de satisfação e realização de uma etapa.
O salmo 124 relata um pouco isso. Imagino que seja uma pessoa que viveu tempos terríveis, momentos traumáticos, mas que num certo tempo percebeu a condução, ação e presença de Deus. Parece que o salmista é tão humano que sabe o que é sofrer, o que é perder, o que é chorar, o que é se frustrar, sobretudo, ele sabe o que é superar. Superar é mais do que ganhar e vencer. Superar é a ideia de ser vitorioso mesmo não conquistando, pois não está condicionado a circunstâncias ou evidências, o que esta em voga é a ação incondicional e amável de Deus em favor do seu povo.
O salmista tem a preocupação de afirmar o quanto Deus é humano, o quanto ele não nos desampara das situações. Independente do tempo ou de como a vida se movimenta, o que o salmista coloca é que ele nunca duvidou de que o Senhor estava com ele naquela situação e que tudo iria se acertar.
Existem alguns indícios que o salmista transmite e que podem ser bastante úteis nos dias atuais.
I – Superamos porque Deus esteve e esta conosco.
A primeira frase do salmista é: Se o Senhor não estive conosco, se o Senhor não estivesse ao nosso lado. O salmista entende que sua vida seria totalmente diferente se Deus não estivesse com ele, que as coisas não estariam do jeito que estão.
Certo deputado disse uma vez que ‘pior que tá não fica’, na pele temos sentido que essa frase é mentirosa, pior do que tá pode ficar sim! Deste modo, entender que Deus conduz nossas vidas de tal modo que não existe proteção ou Bênção maior do que a presença dele. Superamos fases terríveis porque o Senhor estava do nosso lado, sendo fortaleza em dia de angustia, consolo bem presente na tribulação.
O grande segredo é ter Deus conosco. Ter o Senhor bem perto, pois é assim que superamos aquilo que pensávamos que não daríamos conta de superar. As coisas mesmo sem fazer sentido são melhores compreendidas.
II – Não fomos devorados por ter o Senhor por perto.
O salmista diz que existiam pessoas que se pudessem devorariam vivos o povo. Existiam pessoas que gostariam e manter outras num período de escravidão. Pessoas que oprimiriam até sugar tudo.
Nos dias atuais não é diferente. Existem pessoas que se puderem sugar tudo e mais um pouco farão! Pessoas que gostam de colocar correntes em nossos braços, prender em um mundo limitado, sem a possibilidade, até mesmo, de sonhar, de imaginar, de ser livre.
Pais oprimindo seus filhos. Filhas chantageando suas mães. Maridos violentando suas esposas. Esposas manipulando seus maridos. Isso são situações opressivas, de morte, portanto de escravidão. O salmista afirma que é por causa da presença de Deus que essas pessoas foram postas em seus lugares. Ter Deus por perto, não é ter um amuleto, é ter um Senhor comprometido com a liberdade em todas as suas dimensões.
III – Incidentes ou Acidentes não desmoronam toda a vida, pois Deus está por perto.
O salmista descreve a revolta dos mares, das águas que se pudessem iriam submergir, engolir. Não é diferente na vida, alguns acidentes tem a capacidade de desestruturar toda a vida. Acidente é algo negativo que acontece de modo inesperado, é aquilo que nunca se espera que seja, é o impensável, que quando acontece, a vida é alterada por completo.


Existe o incidente, é aquele acontecimento que no meio do percurso surge, pois algo saiu de fora do controle e agora à rota precisa ser alterada. Tanto os acidentes como os incidentes são ações que quando se tem a noção de que Deus esta por perto, elas não são capazes de desestruturar, machucam, doem, são complicadas, todavia não desestruturam.
IV – Quando Deus esta perto ele Salva e Quebra
O salmista diz que por Deus esta perto ele salvou das armadilhas e quebrou os laços que prendiam. Não poucas vezes não queremos passar pelo processo de salvação, pois não queremos que alguns laços sejam quebrados. Quebrar laços por mais dolorosos que sejam, em alguns casos, precisam acontecer a fim de que as pessoas consigam reestruturar e reorganizar a vida a partir de outros fundamentos e princípios.
Nisso aprende-se que “Milagres acontecem quando a gente vai à luta.”. Ir à luta ou permitir que Deus quebre alguns laços pode representar o início de alguns milagres.
V – O Senhor é o nosso socorro.
O texto apresenta que o salmista olha para o Senhor, aquele que tem a capacidade de criar todas as coisas em o grande socorro. Por vezes acreditamos em tantas coisas que nos servem como socorro e esquecemos que o que de melhor pode nos proteger é o próprio Deus. O grande criador de todas as coisas, o salmista deixa isso claro, mesmo existindo pessoas com o desejo de devorar, que é a mesma coisa que transformar em escravo, o salmista olha para Deus e confia em quem ele é.
Por fim, podemos nós, olhar para Deus e saber que podemos descansar nele. Respirar bem fundo e dizer Ufa! O Senhor nos livrou, nos socorreu. O Senhor está conosco.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Desisti...



“Va nessa força!” era o que me motivava a continuar. Todavia, chegou a hora! O tempo certo para abrir mão, desistir. O que por tempos tentei acreditar que poderia mudar, e que algo novo poderia despontar, foi, simplesmente, diluindo com as minhas forças e esperanças da magnitude contida na mudança. Talvez um pretérito imperfeito tenha inibido ou, até mesmo, intimidado um futuro quase que perfeito. Talvez vozes sem rosto tenham manchado o que nunca foi sacralizado, apenas cristalizado por alguns.

Enfim, as possibilidades são inúmeras. Conjecturas sobre conjecturas. O coeficiente é indeterminado, o que resta é que todo investimento que poderia se tornar ‘até que a morte os separe’ foi interrompido por um ponto final. Triste, não é mesmo?

A hora ruge e é a hora de desistir, deixar pra lá. Nem sempre desistir é sinônimo de fracasso.

Va nessa força, afinal de contas a vida continua. Um fracasso circunstâncial não determina um fracasso existencial infelizmente a doce bailarina não deixou-se tocar pelos mais nobres sentimentos que um dos maiores pecadores poderia externar. Acabou o que nunca começou. Finalizou o que nunca saiu do ponto de largada ou do mundo dos sonhos.

Va nessa estrada de fantasias impossíveis que um dia o rumo entra em contato com outro rumo disposto a trilhar um novo caminho. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Vila Penteado



Igreja Metodista em Vila Penteado
Marcos 8.27-38
27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? 28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. 29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. 30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito. 31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo. 33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. 34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. 35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. 36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Que daria um homem em troca de sua alma? 38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Grande parte das pessoas gostam de saber o que as outras pessoas dizem a respeito delas. Por mais que se diga que a opinião dos outros não importa, no fundo no fundo, importa. O interessante é como as opiniões das pessoas que nos cercam estão condicionadas a situações e circunstâncias, proximidade e relacionamento, enfim, existem muitas variantes que determinam o que pensamos sobre determinadas pessoas.
Na maioria das vezes lidamos bem com as críticas das pessoas que estão longe, que não fazem parte do nosso circulo de relacionamentos, que não são importantes. A opinião delas são ouvidas e ponderadas, afinal de contas, não são pessoas indispensáveis, é mais uma opinião.
Isso acontece quando somos ofendidos no trânsito por um estranho. Aquilo entra num ouvido e sai no outro. Uma coisa é ser ofendido por um estranho outra por uma pessoa próxima.
Agora, quando a opinião é de alguém próximo, as coisas mudam. Normalmente isso se aplica apenas para as críticas, pois na maioria das vezes quando alguém de dentro ‘de casa’ faz um elogio, não se ouve tanto, contudo quando é uma ofensa, algo que nos contraria, parece que essas palavras são guardadas no lugar mais secreto do coração, a sete chaves e inesquecível.
Dentro disso tudo, percebe-se que a opinião de pessoas que caminham perto ou que tem nossa admiração é de extrema importância. Saber o que essas pessoas acham de nós faz com que o caminho seja alterado completamente ou mantido.
O texto relata que Jesus estava em caminho com os seus discípulos. Algo muito comum no ministério de Jesus, transitar de um lugar para o outro, e nessa movimentação as coisas aconteciam de modo muito bonito.
Jesus pergunta para os discípulos o que as outras pessoas, aquelas que não acompanham o ministério tão próximo, mas que estão interessadas apenas nos milagres, nos sinais, etc., viam em Jesus. Pedro toma a frente e diz que as pessoas de fora enxergavam Jesus como um profeta, um homem com palavras duras como João ou com a capacidade de enfrentar o sistema político e proporcionar um show ou ser apenas mais um taumaturgo, isto é, mais um milagreiro.
Parece que muitas coisas que as pessoas de antigamente buscavam continuam sendo as mesmas que elas buscam nos dias atuais. Vão atrás de Jesus porque tem uma necessidade que o dinheiro não compra ou porque não tem dinheiro. Olham para Jesus como a antecipação de vontades, o atalho para a construção do futuro ou um quebra galho.
Jesus faz outra pergunta, com o mesmo teor, mas agora as pessoas são outras. Jesus quer saber o que os seus discípulos, aqueles que caminham junto com ele acham dele. Mais um vez Pedro toma a frente e diz: tu é o Cristo. Não existe nada novo na resposta de Pedro, mas a reação de Jesus é estranha, ele proíbe Pedro de dizer isso sobre ele para as pessoas, por que?
Com o tempo algumas palavras perdem o seu sentido original. Por exemplo, na década de 60 e 70 a palavra subversiva era para descrever uma pessoa que ia contra o sistema, que poderia causar muito estrago por ter uma ideologia acima dos versos que um sistema hegemônico estabelecia. Hoje em dia ao se falar de subversivo, é um termo em desuso, que representa apenas uma pessoa que pensa diferente, ou algo do gênero.
Algo parecido aconteceu com o termo Cristo. Com o tempo foi romantizada, isto é, ganhou um valor puramente religioso, tanto que Cristo foi agregado ao nome de Jesus. Sobretudo, nesse período, mais do que um sentido religioso a palavra Cristo era encharcada do sentido político. Pois Cristo seria o grande libertador, estilo Davi, que com sua espada usurparia o lugar de César e inauguraria novos céus e nova terra. A base de luta e sangue. Só que esse tipo de identidade Jesus repreende.
Mesmo sendo discípulos as vezes temos ideias contorcidas a respeito de Jesus. Achamos que ele é algo que não é. Que tem que fazer algo que não tem que fazer. O pior de tudo é que transmitimos a imagem de um Jesus que não tem nada a ver com ele. Pior do que o loiro, de cabelos longos e de olhos azuis, transmitimos um Jesus que não é verdadeiro. O que se torna chocante é que por sermos discípulos, por ser pessoas que caminham mais próximas, éramos para ter um conceito mais lúcido e esclarecido sobre Jesus, mas ao invés disso nos iludimos com uma trajetória cristã medíocre que ao invés de conhecer em intimidade, molda Jesus ao que ele não é.
Jesus após repreender os seus discípulos passa a ensinar quem de fato ele era. Não o soldado, mas o filho do homem, aquele que morreria, seria rejeitado, perderia, mas que ressurgiria. Parece que essa fala franca, aberta não agrava muito a Pedro, era aquele tipo de discurso para perder Ibope. Pedro, com o seu jeito politicamente correto de ser, repreende Jesus, com as mesmas palavras que se repreende um demônio ou acalma-se o mar, e vem com uma palavra muito sedutora, afinal sua intenção era convencer Jesus que ele estava cometendo um grande equívoco e que precisava reconsiderar.
Quando somos contrariados, temos a mesma iniciativa de Pedro. Tentamos convencer Jesus em mudar de ideia, em alterar o rumo dos seus projetos e planos. A grande beleza é que Jesus chama Pedro e, diante de todas as pessoas, repreende ele, com o termo que se repreende o diabo e se acalma o mar, dizendo em alto e bom tom: Afasta-se de mim satanás, pois não cogitas das coisas de Deus. As vezes precisamos ser repreendidos porque estamos fora do prumo, perdemos os valores inegociáveis do reino de vista e vivemos com outros critérios, mais arrogantes, mesquinhos e descompassados.
Jesus, de maneira dura, expõe a síntese de seu ministério e o que espera aqueles que assumirem caminhar ao lado dele. Para seguir Jesus é preciso negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir. Em outras palavras é, abrir mão de sonhos particulares, assumir a responsabilidade da vida em sua integridade e caminhar sem a ilusão de que as coisas serão melhores ou que Deus irá facilitar as coisas, iremos ao encontro da morte.
Aliás, esse é o âmago do discurso de Jesus: para salvar é preciso perder. Somos seduzidos facilmente pelo demoníaco, e o demoníaco não quer perder, quer ganhar, vencer. Jesus chama para uma vida fincada em outro paradigma: em valores eternos, numa imagem esclarecida e verdadeira de quem ele é.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Malaquias

[mensagem no culto de terça feira na IM em Guaianases, serie profetas menores - versão parcial]


Texto Malaquias
O significado de Mal Aki é ‘meu anjo’. Mais um profeta anônimo, não se sabe o paradeiro deste mensageiro, apenas que se falou com autoridade diante do seu povo. Nesse livro existem pequenos diálogos entre Deus e o povo.

I – O povo não se dá conta do amor de Deus
1.2 eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: em que nos tens amados?
O povo desconhece o amor de Deus. Parece que o povo não tem relação com Deus, desconhece do seu amor. Deus percebe esse amor nos outros povos, é visto como um Deus grande, menos em seu próprio povo: 1.5 os vossos olhos verão, e vós direis, grande é o Senhor também fora dos limites de Israel.

II – Não existe nenhum vínculo do povo com Deus.
1.6 o filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou o pai, onde está a minha honra? E, se eu sou o Senhor, onde está o respeito para comigo?
Deus dá dois exemplos de como ele poderia ser visto pelo povo: primeiro, como pai, mas o povo não o honra. Segundo, como Senhor, dono, mas o povo não respeito o Senhor. Logo, é percebe-se que não existe vínculo afetivo por parte do povo. Não tem relação de pai nem de Senhor. Para o povo Deus não é necessário, ou é descartado.

III – Não existe a dimensão do Sagrado
Os sacerdotes corromperam o que é importante, isso porque acreditam que Deus não fará nada, permanecerá mudo.
1.6 O Senhor dos exércitos diz a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? 1.7 oferecem pão imundo sobre a minha mesa. 1.8 traz animal cego para sacrificar, não é isso mal? Ora, apresenta ao teu governador.
O problema é que o povo não tem temor diante de Deus. A religião é apenas uma rotina na vida, algo sem compromisso com Deus.

IV – Deus passa a desprezar o povo.
1.10 eu não tenho prazer em vós diz, o senhor do Exéricitos, nem aceitarei a vossa oferta. 1.11 as outras nações reconhecem a grandeza de Deus, mas o seu próprio povo, não. 1.14 pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor um defeituoso; porque eu sou grande Rei,  diz o senhor dos exércitos.

V – Os sacerdotes
2.2Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o senhor dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração. 2.3 eis que vos reprovarei a descendência, atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos nossos sacrifícios, e para juntos destes sereis levados.
Parece que mais do que alertar, Deus precisa ameaçar o que pode acontecer. Os sacerdotes, aqueles que eram incumbidos de conduzir o povo a adoração, estavam pervertidos.
2.8 mas vós vos tendes desviados do caminho e, por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos, violastes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos. 2.9 por isso, também eu vos fiz desprezíveis e indignos diante de todo o povo, visto, que não guardastes os meus caminhos e vos mostrastes parciais no aplicardes a lei.

VI – Existia dois pesos e duas medidas!
2.10 não temos nós todos o mesmo Pai? Nãos criou o mesmo Deus? por que seremos desleais uns para com os outros, profanados a aliança de nossos pais?
Para Alguns a lei era conduzida de uma forma, e pesava menos, para outros a lei era implacável.

VII – Ênfase do matrimônio santificado
A primeira conotação era que o povo estava casando com pessoas que não temiam o mesmo Deus.
2.11-12 repulsa com quem casa com mulheres de outras nações, idolatras, serão condenados a morte.
Num Segundo momento o índice de divórcio aumentava porque os homens abandonavam suas esposas da juventude.
2.13-16 existe uma repreensão ao divórcio (desprezar a mulher da juventude). Entender melhor o contexto do divórcio, pois está inserido num viés financeiro, no qual a mulher é dependente.

VIII – Palavras são ‘só’ palavras
2.17 enfadais ao Senhor com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor, e desses é que ele se agrada, ou: onde está o Deus do juízo?

IX – O dia do Senhor é Purificador (quente e limpo).
3.1 o anjo do Senhor, Malaquias, que vem e quem poderão ficar em pé? É mais quente que o fogão do ourives e mais limpo que o sabão dos lavandeiros.
Este anjo do Senhor ajudará na purificação do povo de Judá e Jerusalém e sua oferta será aceita, como foi nos primeiros anos, no tempo antigo.
3.5 chegar-me-ei a vós outros para juízos, serei testemunho veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos exércitos.

X – O roubo se dá no falso dízimo
O Senhor fala que o povo tem roubado, e o povo pergunta em que tem roubado (v. 8). Não adianta trazer os dízimos ao Senhor, pois até então o povo estava fazendo isso, o problema era o tipo de dízimo que o povo levava. O princípio que esta em jogo não é a retribuição, mas é a noção de prioridade, o verdadeiro Deus.

XI – As palavras do povo são duras contra Deus.
3.13 as vossas palavras foram duras para mim, diz o Senhor; mas vós dizeis que temos falado contra ti? 14 vós dizeis é inútil servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? 3.15 ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao Senhor e escapam.

XII – Deus não se esquece
Contudo ainda existem aquelas pessoas que ainda temem ao senhor, são essas pessoas que o senhor lembra do nome.
3.17 eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que preparei, diz o Senhor do Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. 18 então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e os que não o serve.

domingo, 2 de setembro de 2012

O mal saí de dentro...



[Mensagem na Igreja Metodista em Guaianases, no dia 2 de setembro de 2012 no culto vespertino].

Marcos 7.20-21a
E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21 Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios [...].

Não é mérito do cristianismo pensar e falar sobre o que é fazer o bem e/ou fazer o mal. Todas as religiões que existem no mundo estão preocupadas com a conduta das pessoas. Ações positivas que geraram resultados positivos, evitar a maldade, crueldade, etc.
Portanto o cristianismo não é o único que pensa sobre o fazer mal. A maldade pode ser interpretada em diversas dimensões. Na área moral, ética, social. Enfim, não poucas as possibilidades, o que receberá o destaque é ao mal que fazemos a nós mesmos. Um mal pessoal, que, não poucas vezes, acontece de modo silencioso, após tomar forma e ganhar grandes dimensões na vida, tanto que é possível confundir como parte si mesmos.
O termo mal no grego é definido como pathos, isto é, paixão. É aquilo que te deixa cego, descontrolado, impossibilidade de ver e perceber outras possibilidades, outros caminhos, outras alternativas, isso porque se transformou numa pessoa cega por tudo o que esta acontecendo. Não poucas vezes uma pessoa apaixonada, é tida como uma pessoa cega, que não consegue ver a verdade, por mais que a mentira esteja na cara. Uma pessoa apaixonada faz loucuras em nome do amor (que não é amor) e quando são alertadas ou corrigidas, entram em estágio de loucura porque não admitem que seu rumo seja alterado.
Os versos lidos, estão inseridos num trecho em que Jesus exorta fariseus, escribas e seus discípulos. Eram pessoas que viviam segundo uma religião que estava falida, sem futuro, nem rumo. Jesus ao exortar essas pessoas Ele exorta uma comunidade que esqueceu o que é a verdadeira maldade. O pathos, o mal verdadeiro, a paixão desenfreada, a patologia espiritual não é detectada por uma comunidade que não consegue mais distinguir o que é certo do errado.
Existem pelo menos quatro maldades ou violências contra nós mesmos que percebemos nessa comunidade e que precisamos abrir nossos olhos e ter uma transformação pessoal.
1 – paixão pelo ego – Existem pessoas que são fissuradas por seu próprio ego. Por si mesmos. Existe uma boa definição a respeito de demônio que descreve esse ser maligno como um ego absoluto, uma pessoa que se basta e que não precisa de mais ninguém em sua vida. Uma pessoa que não está interessada em ninguém, além de si mesmo. Os/as filhos/as estão condicionados/as a satisfazer a si mesmo. A/o esposa/o são ferramentas para saciar um status seja em qual dimensão que ele esteja inserido. Uma pessoa que tem paixão exacerbado sobre seu próprio ego não consegue ver a vida como uma junção de histórias. Não poucas são as pessoas religiosas que caminham por rumo, sendo prepotentes, arrogantes  mas ao mesmo tempo insuportáveis e indigestas.
2 – paixão pelo controle – existem muitas pessoas que precisa controlar todas as situações. Tem pessoas que controlam outras com o olhar, amedrontando, melindrando. Pessoas que querem controlar a vida de tudo, toda a Igreja, não admite ser contrariada, em que a última palavra tem que ser dela. Pessoas que são absolutas e acham que não precisam ser corrigidas porque são completas e donas da única e pura verdade.
3 – paixão por definir – há aquelas que gostam de classificar os outros. Criar rótulos. Essa pessoa é tradicional. Essa é liberal. Ele é pentecostal. Ele é pobre. Ela é caloteira. Ele é falso. Ela é fofoqueira. E por aí adiante. O que não faltam são rótulos, definições perniciosas e maldosas sobre as pessoas. Tem paixão em definir as relações, a Igreja, a vida. Não tem olhos bons porque sua vida esta envolta de trevas.
4 – paixão por realizar – Outras pessoas, por sua vez, tem fetiche em realizar as coisas. Vivem uma vida desenfreada por realização. Querem conquistar, ter vitórias sobre vitórias, quanto mais se tem mais é sinal de que é um homem bem aventurado, uma pessoa bem sucedida. Realizar no sentido de gerar um numerador positivo, uma pessoa descontrolada para realizar. Deste modo, torna-se uma pessoa frenética.
Esses são alguns males que permeiam a vida humana. Paixões que matam e destroem o ser humano. Jesus fala que é de dentro que saí nossa impureza. É dentro do ser humano que existe toda maldade, toda crueldade. A maldade se expressa nas ações, nos relacionamentos, na vida como um todo. É importante lutar contra essas paixões que geram maldades.
1 – Adoração
Para vencer o ego absoluto é preciso centrar sua vida em algo que está para além de si mesmo. Lançar numa vida de adoração. A renovada imagem de Cristo com sua paixão por adorar, um desejo incomparável em força potencial para glorificar a Deus, adorando-o e revelando-o aos outros. Conforme que a dimensão da adoração invade o ser humano, em que ele reconhece quem Deus é em sua vida, existe uma nova identidade. Uma nova pureza. A santificação se torna um caminho automático, pois a adoração acontece quando existe paixão por adorar a Deus.
2 – Confiança
A única ferramenta para evitar o controle é conseguir confiar em Deus. Para confiar em Deus é preciso saber quem ele é e o que faz parte do seu caráter. O reconhecimento de quem somos e de quem é Deus, reconhecimento esse que desperta a paixão por confiar, o impulso que possibilita repousar numa tempestade e continuar tranquilamente nossa caminhada durmo a Deus, o impulso de depender de Deus radicalmente. Ao passo que isso se desenvolve adquirimos uma nova identidade.
3 – Crescimento 
A vontade de crescer é algo que não pode faltar na vida das pessoas. É certo que todos os crescimentos tem um critério, e é por causa disso que não se é fissurado em definir tudo e todos. A postura nos faz ver nas experiências da vida oportunidades de satisfazer a paixão pelo crescimento, motivos para celebrar as provações como fator de aprimoramento espiritual e as bênçãos como prenúncios do que está por vir, uma nova inclinação.
4 –Obediência 
Ao invés de ficar maluco para realizar, o que fica enraizado no coração é obedecer. Descobrir o que Deus quer realizar em nós e a partir de nós. Adotar a lei de Deus como o caráter da pessoa que mais amamos, postura essa que nutre a paixão por odebeder, não uma pressão, mas uma avidez de agradar ao Pai, a qual é livre de toda raiva e é despertada sobrenaturalmente. Surge, então, um novo poder, uma nova capacidade. Ao obedecer a Deus entendemos que nossos sonhos não são limitados, são ampliados diante de Deus porque se saber que não há nada melhor do que obedecer (melhor que sacrificar).
Que Deus nos ajude a superar nossas maldades interiores.