segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Amor: o Grande Fundamento



[Sermão Casamento Thiago e Mariana - grande amigo]

Provérbio 10.12
O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.
1 Pedro 4.8
Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

O número de divórcio no Brasil é o maior desde 1984, diz IBG. A média de duração de casamentos é de 16 anos, sendo que pouco mais de 40% dos casamentos duram até 10 anos . Aumentou o divórcio de casais sem filhos. Cresce a porcentagem da guarda compartilhada. Nota-se que o casamento é visto como uma instituição falida.
Parece meio estranho começar a prédica de um casamento falando sobre índice de divórcio. Mas esses índices mostram o quanto investimentos, projetos, esperanças e sonhos caíram por água a baixo com o término da relação.
Deve ser uma sensação terrível ter que passar pelo período de separação. Vidas que outrora declararam amor eterno, agora não passam de inimigos ou 'apenas bons amigos'.
Nessa direção vale dizer que o pastor não esta aqui para fazer o casamento de ninguém. No máximo, o pastor esta aqui para, junto com os noivos, celebrar o casamento, festejar juntos.
Talvez seja a hora certa para dizer que o matrimônio é mais do que uma instituição falida. Para alguns o casamento é algo desnecessário, ou, no máximo, um status quo que proporciona uma melhor aceitação e respeitabilidade diante da sociedade. Mas se nossa fonte de inspiração for a Bíblia, podemos encontrar outros sentidos.

Na concepção bíblica o casamento carrega outros valores e sentidos. A teologia interpreta o casamento como a possibilidade de duas pessoas se tornarem uma só. É no casamento que duas pessoas descobrem maneiras de fazer a outra feliz e, assim, ser feliz. O casamento se torna sagrado não pelo rito religioso em si, mas porque o casal assume para si a sacralidade da vida do seu conjugue e se dispõe, diante de Deus e da comunidade, a viver em amor e fazer de cada dia um único dia.
O casamento pode ou não dar certo. Não depende apenas da crença religiosa, da formação acadêmica, da tranquilidade econômica, da interferência dos familiares, dos fatores externos e internos, etc.
Para um casamento dar, ou não, certo, depende muito da forma como se age e reagi com o conjugue na lida do dia-a-dia.

Então qual é o segredo para que este casamento não seja mais um número para agregar no índice de divórcio no cenário brasileiro? Será que é uma simpatia? O que tem que ser feito? O que não pode ser feito?
O texto lido aponta os efeitos colaterais de dois sentimentos dentro do relacionamento. O que o ódio ou a indiferença pode causar, seus estragos, suas consequências, suas cicatrizes, os traumas. É possível classificar o ódio, o rancor, o egoísmo como um grande câncer maligno que paulatinamente fere e destrói relacionamentos que tinham tudo para dar certo.
Outro viés que a Bíblia propõe como a essência das ações e reações é o amor. Quando o amor é o eixo do matrimônio se interpreta a vida de um modo diferente. Não se pensa a partir de mim, mas a partir de nós, a partir do eu-tu.

Duas antíteses são apresentadas, sendo que, se observadas, podem apontar o segredo para um matrimônio harmonioso e que por mais que passem por situações tensas e densas, podem ser superadas ou cair em uma profunda depressão e esvaziamento de sentido. Vejamos, então, tais consequências em pelo menos três instâncias do matrimônio.

I – A Relação...
Fundamentada no ódio.
A princípio pensar num casamento que começa fincado no ódio parece destoante, porém, a dica para o casal é que a lua de mel pode ter tempo limitado ou pode ser algo constante na relação. Ter o ódio como essência é querer sempre sair vencedor nas discussões, que as vontades mesquinhas pessoais sejam sempre alcançadas. É interessante que ações assim ocorrem de modo muito sorrateiro, são pequenos começos que não são considerados e que, quando se abre os olhos é tarde de mais. Por isso que precisamos basear a essência do matrimônio em outro pilar.

Fundamentado no Amor.
Quando a relação é baseada no amor o outro não é visto apenas como uma prioridade, é visto como parte de mim mesmo. Quando a relação é fundamento no amor, aquilo que sustenta a relação, as palavras são ponderadas, isto é, são pensadas, a fim de que tenham graça e verdade. Quando o amor é a essência da relação sua proposição é a felicidade alheia que alcança a mim mesmo.

II – As motivações...
Fundamentadas no ódio
A motivação é aquilo que move, o que te lança para o desconhecido. No casamento não se age isoladamente. Não é deixar de existir, mas ser com um fim maior. Quando as motivações são movidas pelo ódio, a falência é algo inevitável, isso porque todas as palavras, ações, etc., são alicerçados naquilo que não tem poder agregador.

Fundamentadas no amor.
Quando as motivações são fundamentadas no amor a relação ganha novas cores e novos sabores. São nos detalhes que se diferencia o falso do original. Portanto, descobrir ações juntas que podem dar mais alegria e abastecer as motivações é algo imprescindível no casamento harmonioso.

III – O propósito...
Fundamentado no ódio
O propósito é o local aonde se quer chegar. Se o propósito tiver seu pilar no ódio, nos desejos pessoais desenfreados e compulsivos, na ânsia de estar sempre bem saciado mas sem atender os desejos alheio, a falência virá compulsoriamente e com estragos devastadores. Mas se...

Fundamentado no amor...
As coisas acontecem naturalmente, mesmo com crises, dificuldades, quando o amor é o alicerce dos propósitos o matrimônio não sai do caminho, não entorta o eixo.

Pensar na harmonia, melodia e ritmo dessa canção que será composta juntos não é fácil. Se for uma música alicerçada no amor, superando as tentações do ódio, será uma música que perdurará por toda vida.

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