
Outro dia, como num estalo, notei que as orações que faço junto com à Igreja são bem diferentes das orações que faço sozinho. Percebi um alerta de Deus, orientado-me que servir ao nome de Jesus diante da Igreja é bem mais fácil que servi-lo sozinho. Descobri que o verdadeiro cristianismo envolve a ausência da aprovação elitizada, e do glamour dos aplausos da unanimidade falida.
É diante da encarnação que o cristianismo dá os seus primeiros passos. Para isso acontecer, não é fácil, é necessário estar disposto/a a desfrutar da presença do Espírito Santo, ter fitos sobre si os olhos do Deus Pai criador de todas as ações amorosas e da aprovação singela de Jesus. Assumir isso é, realmente, assumir o verdadeiro cristianismo.
Lembrei-me de uma oração que 'li' logo no meu primeiro ano de seminário. Essa oração evocou sobre mim a necessidade da integralidade e do serviço sincero e pleno diante de Deus. Tento, sempre que possível, orar dizendo:
“Tu sabes, Senhor, como eu te sirvo,”
com enorme fervor emocional,
quando estou debaixo dos holofotes.
Sabes como falo de ti ardentemente
na reunião das senhoras.
Sabes com que entusiasmo
eu promovo uma reunião de confraternização.
Sabes do meu sincero fervor
quando estou no grupo de estudo bíblico.
Mas como será que eu reagiria
se tu me desses uma bacia de água,
e me pedisses para lavar os pés calosos
de uma velhinha enrugada, arqueada,
todos os dias, todos os meses,
num lugar recluso,
onde ninguém visse e ninguém soubesse
que eu estava fazendo aquilo?
Como seria o meu cristianismo?
Um comentário:
O post ficou muito bom. Realmente, servir em frente aos demais é fácil, difícil é ser cristão qdo ngm nos olha.
Gostei de verdade.
Continue escrever. Está ficando bom nisso.
Beijos, coração.
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