Acampamento de Carnaval – 22/02/09
Tema: “Faço novas todas as coisas”
Lucas 10.25-37 “O bom Samaritano”
TEXTO
Lc 10.25-37
25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
26 Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? 27 A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
28 Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás.
29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?
30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. 31 Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. 32 Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. 33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. 34 E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. 35 No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.
36 Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? 37 Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.
EXÓRDIO
Como o ser humano é tão diferente e tão igual. É diferente porque, cada um possui sua individualidade e peculiaridade, tornando-se assim único e distinto. Cada pessoa tem as suas características que são acompanhadas de qualidades e defeitos. O legal de tudo é que: ser amoroso é uma coisa que muitos sabem ser, mas cada pessoa é amorosa da sua maneira. Uns acham que quando se dá muitos “beijinhos” é uma pessoa carinhosa, outros acham que quando se dá muitos “beijinhos” é uma pessoa muito “melada”, e que a verdadeira demonstração de ser amoroso é com seriedade e ser companheiro em todo tempo. Essa atitude para alguns pode ser algo extremamente frio. Essa seria uma questão muito longa.
Nossos dias são marcados por pessoas que querem mostrar que são diferentes. Mas que repreende ou exclui o diferente. Parece que existe uma necessidade de cada um mostrar o quanto é valioso, e para mostrar isso, por vezes as pessoas aceitam se sujeitar a coisas horríveis, apenas para poder demonstrar que é única. Existe uma carência humana quanto a isso.
O isolamento é uma das ferramentas que algumas pessoas usam para mostrar o quanto são únicas. Esse isolamento pode acontecer em vários sentidos. A pessoa pode se isolar das pessoas e do mundo, criando assim um grande muro para afastar a presença das pessoas. Mas também existe a possibilidade de isolar uma outra pessoa que é considerada diferente ou que age de uma maneira diferente. Excluir o outro por não se encaixar em sua verdade ou não concordar com você. Simplesmente ignorar, fazer “de conta” que a pessoa é nada é muito doloroso.
Lembro-me das “surras” que a minha mãe me dava quando eu aprontava e extrapolava muito em alguma coisa. Mas as piores “surras” da minha mãe não foram as vezes que ela me bateu, mas sim, quando ela me ignorava. O silêncio e indiferença dela marcavam a minha vida. Era preferível levar uma grande “surra” do que ter que enfrentar a indiferença da minha mãe.
Por vezes percebo que o cristianismo de hoje é indiferente a tudo. Indiferente ao que o “Presidente” fala, quanto aos problemas de saúde da população brasileira, quanto as injustiças aos mais pobres, a maneira que o INSS trata as pessoas que passam por perícias médicas, indiferente se determinado irmão (ã) foi ou não à igreja, indiferente quanto ao esposo (à) e seu dia de trabalho, quanto ao desenvolvimento dos filhos no colégio, indiferentes aos problemas dos pais, indiferente quanto a vida do pastor, quanto aos seus familiares se estão ou não precisando de ajuda. A Igreja tem como discurso ajudar o próximo, mas primeiro é preciso descobrir quem é o próximo.
A ditadura da indiferença é o que faz a “liga” de tudo em nossos dias. Se percebo algo diferente, isto já é digno da minha indiferença. O que a indiferente promove é a falta de comprometimento das coisas. Porque se a situação é indiferente, logo, não preciso ter nenhum tipo de comprometimento com ela.
O discurso do mundo hoje é: Toda forma de comprometimento é burrice. Para que levar um namoro a sério se é possível pegar geral? Porque respeitar o meu casamento se posso ter uma vida dupla? Porque levar meu profissionalismo a sério se posso dar jeitinho brasileiro nas situações? Porque levar tão ao pé da letra o ministério se posso levá-lo “meia boca”?
Temos visto em nossos dias que, o cristianismo de hoje tem como marca a indiferença que gera o descomprometimento que desrespeita o indivíduo. Deixa de lado a beleza de que cada pessoa tem a sua maneira de agir, de se expressar, mas que mesmo dentro dessa individualidade, existe um ponto comum entre todos (as).
Quando olhamos para dentro do mundo “Evangélico” de hoje, é possível sentir uma dor profunda. Porque se escuta muito do milagre individual, da benção individual, da prosperidade da pessoa e tantas outras coisas mais. Isso aumenta o número de fiéis dentro dessas instituições. Instituições que são quentes e fervorosas no que tange a mística e a espiritualidade, mas são frias e impiedosas quando se refere à atenção e amizade entre os irmãos.
Entendo que a grande beleza do Cristianismo é a marca do encontro entre as pessoas. Não é possível ser cristão sozinho. As pessoas não se salvam sozinhas, elas precisam do contato com o “próximo”. Somente em diálogo com o outro é que existe a verdadeira manifestação do Espírito Santo de Deus, sendo que é desta maneira que a salvação é desenvolvida. O contato entre os irmãos (ãs), diálogo das mais diversas coisas, a troca de necessidades um com o outro é fundamental no cristianismo.
Em Mateus 18.20 encontramos o grande segredo do cristianismo: Comunhão entre os irmãos (ãs). “Onde dois ou três estiverem reunidos, ali estou no meio deles”. Muitas vezes ouvimos a leitura deste texto para consolar os cultos que tem menos pessoas. Mas o que realmente este texto quer trabalhar em nossas vidas é que: Só existe presença de Deus quando se tem Comunhão. Compartilhar de forma integral em comunidade e estar ao lado um do outro é o que Jesus nos manda fazer.
Mas, será que só o fato de estar ao lado das pessoas dá a certeza da presença de Deus? Qual é o verdadeiro sentido para tudo isso? Qual o verdadeiro significado quando dizemos: “Meu irmão” ou “Minha irmã”? Será que apenas o fato de estar juntos fisicamente é um sinal da presença espiritual de Deus? Quando se vai na Igreja com os pais e filhos é algo que traz consigo a poderosa benção de Deus?
A realidade do Evangelho de Lucas não é muito diferente de nossa realidade. As relações de “Próximo” ou de “Proximidade” já existiam, mas precisavam ser criadas.
EXPLICAÇÃO
O evangelho de Lucas é muito bonito. Ele tem uma influência forte da Teologia de Paulo, pois foi um evangelho desenvolvido para pessoas que estavam começando na fé e provavelmente era pessoas de origem gentílica. São pessoas que tem o desejo de seguir a Jesus, mas que não sabem ao certo o que se deve fazer, o que deve abrir mão, qual é o caminho que deve ser seguido? Esses são questionamentos que acompanham esse povo.
A parábola do “Bom Samaritano” é algo apresentado apenas no Evangelho de Lucas. Essa é uma características deste evangelho, conter algumas parábolas que não se encontra nos outros evangelhos. A história do “Bom Samaritano”, é uma ilustração da presença poderosa de Deus em tudo e todos. Que Deus não se manifesta apenas no povo judeu, que foram os seus eleitos, mas é um Deus que se abre e se manifesta, mesmo que de maneira distinta, no meio de todo o mundo.
Jesus, sempre foi interrogado por pessoas que eram profundas conhecedoras da LEI. Está parábola vem de um contexto assim. Um homem muito sábio, doutor da LEI, um profundo conhecedor, algumas traduções mostram como um Interprete da LEI. O termo Interprete em nossos dias é muito vasto. Pode estar relacionado com o teatro, tradutor de alguma língua. Era um personagem assim que estava ouvindo Jesus. Derrepente ele questiona Jesus: Como herdar a vida eterna?
A maneira como Jesus responde é maravilhosa: O que está escrito? O que interpretas? Não é o simples fato do que está escrito, mas também o que este interprete entende. A resposta dele é completa e Jesus diz: Se fizer isso, viverá. Ele não diz herdará, porque?
O Reino dos céus não é algo herdado pelo povo de Deus. Algo que acontecerá em um futuro vindouro em uma cidade celestial com ruas de ouro. Jesus propõe que a vida eterna ou o Reino dos Céus é algo para ser vivido. Como? Amando... a Deus e ao próximo com a ti mesmo. A herança do povo de Deus não é o reino dos céus como algo vindouro, que vai acontecer. O povo de Deus, é chamado a viver hoje e agora do Reino de Deus.
Está cena me lembra muito a nossa postura como filhos e filhas de Deus. Nossos questionamentos a respeito da vida eterna, do esposo (a) que nos é reservado, porque existem tantos famintos, porque muitos são injustiçados, como é possível mudar essa situação. Acredito que perguntar o direcionamento de Deus é fundamental, pautar uma vida segundo as ordenanças de Deus é preciso, mas interrogar a Deus de maneira arrogante, exigindo d'Ele algum posicionamento é algo asqueroso e nojento.
Por vezes, estamos na mesma condição deste interprete da LEI. A nossa maneira de entender o evangelho nos leva a questionar o agir poderoso de Deus. As vezes nossos questionamentos, já temos a nossa resposta pronta, Deus dá a resposta que sabemos, mas não nos contentamos, queremos provar quem Deus é. E Jesus nos mostra que a resposta de Deus para perguntas “idiotas” é por vezes o silêncio ou, no caso de Jesus, uma ilustração. Normalmente trabalhos com ilustrações com aquelas pessoas que são novas na fé ou com as crianças. Jesus mostra, que mesmo esse homem sendo interprete da LEI, era uma criança que precisava de Ilustrações para entender o verdadeiro significado das coisas dos céus.
A história de Jesus fala a respeito de uma realidade que todos (as) daqueles dias estavam sujeitos. Uma história a respeito de um homem que vinha de Jerusalém para Jericó e foi saqueado. Um sacerdote e logo depois um Levita passam ao lado desse homem, mas passam bem distantes. Tanto o homem saqueado como o Sacerdote e o Levita eram judeus e estavam voltando de um mesmo lugar. Isso é uma mostra que os três estavam voltando do templo, eles tinha ido adorar ao senhor. Vamos entender que esse dia era um sábado, em que as pessoas não podiam trabalhar. Estava imobilizados a fazer qualquer esforço que se assemelhasse a trabalho. Em nossos dias, seria proibido ligar uma televisão, mudar de canal. Qualquer atitude dessa maneira seria uma profanação.
Tanto o Sacerdote como o Levita, foram educados segundo a LEI, sabendo que é necessário valorizar a vida acima de qualquer coisa. Pois a Lei nada mais era do que uma Iluminação para a vida. Eles, olham o homem quase morto e se lembram da LEI. Que não se pode tocar em pessoas mortas ou animais mortos porque serão contaminados e se tornarão imundos.
Isso me faz pensar que, toda vez que temos que nos comprometer com alguma coisa, que dedicaria de nós tempo, dedicação, investimento, doação, sempre trazemos alguma justificativa para evitar tal comprometimento. A Lei nesse caso, deixa de ser Iluminação e passa a ser desculpa.
Tudo o que envolve tempo e dedicação de nossas partes é deixado de lado e sempre falamos que existem coisas mais importantes. Damos desculpas religiosas e colocamos Deus no meio para Justificar algo que não queremos fazer. Nem sentimos remorso em meio a dores e na morte do próximo. Mas afinal quem é o meu próximo.
Certa vez li que o “Eu” só pode encontrar o verdadeiro significado do “Amor” no contato com “Tu” (Próximo). Isso me mostra que a verdadeira presença de Deus se manifesta no amor entre pessoas. E Amar é se comprometer até o fim. Coisa que nem o sacerdote e o Levita não conseguiram fazer.
A História fala a respeito de um homem Samaritano estava passando por aquele caminho. Ele não estava vindo do templo nem era reconhecido como o um “Verdadeiro Adorador”. Era um homem considerado pagão, pecador, profano e impuro. Homem que estava predestinado a sentir a condenação e furor de Deus. É este homem que passa ao lado do homem ferido. Tanto o sacerdote como o levita passam bem longe, mas o Samaritano, o pecador, passa perto e se compadece.
Essa história nos ensina uma coisas. Uma dessas coisas é: “Não pense que Deus é do seu modelo, age da sua forma é limitado como você é!” O texto mostra que a compaixão de Deus é manifesta em todo os povos. Não existe um modelo pronto ou uma forma definida, existe apenas o agir poderoso de Deus.
O Termo Próximo (Plessios) não está se referindo com algo longe e distante. Com uma pessoa desconhecida que se achega. Esse termo mostra que é uma pessoa do seu dia-a-dia, do seu cotidiano, que faz parte da sua vida. Quando se pergunta, quem é o meu próximo, é uma referência de quem é o que está comigo, ao meu lado? Quer ensinar que na lógica humana, o próximo são todos (as) que passam no se caminho, mas também aqueles que fazem parte da sua vida.
A Partir do texto, quero trabalhar algumas coisas que você eu eu, precisamos fazer em nossos dia-a-dia no que se refere ao nosso relacionamento com o próximo. A maneira como devemos agir com nossa esposa (o), pais e mães, irmãos (ãs), pessoas que fazem parte do nosso convívio.
Nossas relações “Existem, mais precisam ser criadas.”
ASSUNTO
Encontro com próximo/ o verdadeiro cristianismo
TEMA
“Existe, mas precisa ser criado...”
PROPOSIÇÃO
Quais são as etapas que precisamos trilhar para ser um bom samaritano na vida do meu Próximo?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Esteja com os olhos abertos no caminho
O Samaritano só pode ver a situação do homem que estava entre a vida e a morte por olhar, observar as coisas que acontecem no caminho. Isso nos chama a abrirmos os nossos olhos para a nossa realidade. Será que de fato estamos de olhos abertos para a situação de nossos pais e mães? Será que estamos sensíveis ao problema daqueles que dizemos que amamos?
O texto não só diz que o Samaritano olhou, mas que ele se compadeceu com a dor daquele que era desconhecido. Existem pessoas que estão do nosso lado e não sentimos a dor destes. Filhos só estão preocupados com os seus problemas, com a sua vida, como seu bem estar e não olha para o esforço dos pais para dar o máximo que se pode. Os filhos não pensam se estão gastando muito, de onde vem o dinheiro, quanto vale o dinheiro, quanto vale a mensalidade da escola, quando vale a mistura que entra dentro de casa, quando vale o tênis, a calça, a camiseta, quanto vale?
Quanto vale o suor dos pais? As lágrimas das mães?
Talvez, os pais precisam rever a forma como tem olhado para a vida de seus filhos. Por vezes, um pecado que pais e mães cometem é: pensar que a vida das dos adolescentes e dos jovens que são fáceis. Não Se esqueça que um dia você passou pela juventude e que provavelmente vocês, que são pais e mães hoje, passaram por crises, medos, inseguranças, rebeldia.
Não estou afirmando que é preciso “passar a mão” na cabeça dos filhos (as), mas olhar com olhos de amor e sensível a realidade dos jovens.
Esposo olhe com amor para a sua Esposa. Sinta as dores dela, que os problemas dela seja os seus problemas. ESPOSA, honre seu ESPOSO. Tome cuidado como você fala, como age nas circunstâncias. CASAL, olhe as situações um do outro e tenha a capacidade de se colocar no lugar dele (a).
A forma como olhamos as situações é o que nos faz ou não compadecer. Padecer significa sofrer dores físicas ou morais mas significa suportar e agüentar. Compadecer é a capacidade de fazer tudo isso ao lado da pessoa. O Samaritano nos ensina que não basta apenas olhar, mas precisa sentir o que o outro esta sentido, suas condições, Suportando e Agüentando junto com a pessoa.
Quantas relacionamentos de pais e filhos são destruídos hoje, de casais, de amizades e familiares, porque as pessoas não querem Compadecer uma com a outra. SE você almeja uma vida estruturada inteiramente, aprenda a olhar a situação como o samaritano olhou e se compadecer como ele se compadece.
Mas olhar e se compadecer não é o suficiente...
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Aproxime-se e cuide.
Quando se olha e se compadece, é preciso sair da retroatividade e passar para a proatividade. Aproximar é deixar o outro se encontrar com a sua vida e deixar com que a sua vida se encontre com o outro. Agir é fundamental em qualquer situação. Lembro-me quando voltando do Rio de Janeiro pela estrada Rio Santos, conseguimos a proeza de estourar dois pneus. A estrada estava em um breu, não dava para ver muita coisa na pista. Mas era preciso agir, fazer alguma coisa, até que decidimos andar até uma borracharia 24 horas que havia passado a poucos minutos.
Nossa aventura durou pouco mais de uma hora, em que andamos pelo menos 6 quilômetros em um breu. Não deu para usar os serviços porque era muito caro, e acabamos voltando, quando chegamos a 500 metros do carro, vimos uma borracharia.
As circunstâncias exigem determinadas atitudes. E é muito comum as pessoas não fazerem, permanecerem paradas por causa da situação. O texto nos mostra que é preciso agir, se posicionar, não ficar na passividade e ter uma postura mais ativa.
Algumas pessoas tem uma característica muito engraçada, quando ajudam tem que falar alguma coisa do tipo: Eu não disse? Tá vendo? São frases assim, que ao invés de remediar uma situação, tem a capacidade de ferir mais. O texto aponta para uma atitude em silêncio. Ajudar em silêncio significa sem jogar os erros na cara da pessoa, sem machucar com palavras, mas simplesmente estar ao lado dessa pessoa.
O texto nos mostra que o “bom Samaritano” não mediu esforços para poder ajudar um desconhecido. Um homem que, talvez em outra ocasião, pode dizer que os samaritanos são uns pecadores que não vale nada. O Samaritano, coloca a mão na ferida para e tenta desinfeccionar.
Nossas atitudes tem que ser dessa maneira. Tentar desinfeccionar feridas, trazer vida, lutar pela vida. Agir em favor da vida. Tente curar o seu casamento, tente curar seu relacionamento com seus pais, tente curar as feridas que existem na sua relação com os filhos.
Agir em favor do próximo é agir de maneira curadora. Em favor da vida. Não adianta fazer por fazer, se sua atitude não tiver a ação saradora de Deus. Pense que você é um canal de Deus, um agente para curar relações. Isso poderíamos dizer que é um verdadeiro milagre de Deus. Lembre-se sempre: que o que você tem que fazer nem Deus irá fazer. O impossível é o papel de Deus.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Se comprometa por completo
Existe uma ilustração, muito contada mas que faz todo o sentido que é a respeito do comprometimento. Nunca comi Bacon com Ovos, mas podemos aprender uma coisa com isso. Que a galinha se envolveu nesse processo e o porco de comprometeu por completo.
Para uma ação saradora e curadora é preciso de comprometer por completo. Chamar para si a responsabilidade, arcar com as conseqüências. Começar algo e ir até o final. O texto fala que o bom samaritano não só olhou, se compadeceu, agiu, tentou desinfeccionar, mas ele colocou o próprio animal para carregar e levou até um lugar para ele ser tratado.
È certo que podemos afirmar que este Samaritano não valoriza o seus bens mais do que a vida. Ele colocou o homem sobre o seu animal, isso significa que: Ele estaria impuro, seu animal estaria impuro e muito provavelmente sujo. Pois o homem estava acabado e foi colocado em seu animal. Ele pouco se importava com o que iria acontecer, mas o que realmente importava para ele era aquela vida.
Nossos dias são marcados por pessoas que valorizam mais um celular do que ajudar uma pessoa com uma cesta básica. Em que não se pode levar o carro para determinados locais, porque a possibilidade de sujar, arranhar. O exemplo do Ivis tem que ser seguido por muitos de nossa Igreja. Conceder sua casa na praia para a comunidade fazer um acampamento. Só uma pessoa cheia de Deus para fazer uma coisa dessa maneira. Os bens são mais valiosos que a vida. As pessoas se transformaram em coisas e as coisas em bens. A vida perdeu o seu verdadeiro valor.
O texto chama toda a igreja a valorizar o que realmente é importante. O céu espera a pessoa que você é, não as coisas que sua pessoa tem. Amar a Deus é amar a sua criação. O ser humano, a ecologia, a natureza, os animais. Mesmo sem gostar, é preciso amar.
Por vezes os objetos que são símbolos de benção é o inicio de uma maldição. Já vi casamentos serem abalados por causa de carro, roupa, vídeo game, bens. Já vi relacionamentos de pais e filhos indo por água a baixo por causa de dinheiro. Coisas que não tem valor nenhum, são consideradas mais importantes por aquilo que realmente tem valor que é a vida humana.
O bom samaritano não só estendeu valorizou a vida de um desconhecido como também se comprometeu por completo com essa vida. Precisamos em nossos dias, pessoas mais comprometidas com o “PRÓXIMO”. Pessoas que amem ao próximo como a si mesmo. Pessoas que não sejam apegadas a títulos, status, fama, dinheiro, bens, mas sim, apegadas com uma vida que é benção de Deus, dádiva de Deus, imagem e semelhança de Deus.
Se comprometer é isso. O Samaritano ao carregar aquele desconhecido e fazer tudo o que estava ao seu alcance, nos faz pensar em algumas coisas:
Quanto estou comprometido com meus pais/mães?
Quanto estou comprometido com meus filhos?
Quanto estou comprometido com meu esposo (a)?
Quanto estou comprometido com a minha Igreja?
Quanto estou comprometido com o Reino de Deus?
Quanto estou comprometido com o meu Próximo?
Se comprometer por completo é saber que assumir uma postura de constante. Estar constante em todo tempo. Cuidar no momento delicado, mas fazer um acompanhamento. Ver o progresso e participar das dificuldades.
Está parábola ensina uma postura de um verdadeiro homem/mulher segundo o coração de Deus. Mas será que estar comprometido é o suficiente? O texto nos ensina que não...
Transição: Em Quarto lugar notá-se que...
IV – Pague um preço
O Bom Samaritano, além de cuidar do desconhecido, se propõe a pagar um preço para a restauração da vida dele. Os dois denários é um valor muito alto, porém, o samaritano diz, que se precisar, quando ele voltar irá pagar alguma coisa que está pendente.
Quanto você está disposto para pagar pela restauração da sua família? Do seu casamento? Do seu namoro? Do seu relacionamento com o seu próximo? Quanto você acredita que vale?
Pagar um preço hoje, não está vinculado com algum valor financeiro. Tem alguns grupos religiosos que dizem: Seja um patrocinador pela vida de uma pessoa. A restauração é vinculada com o sistema financeiro. Quando se diz que ele pagou 2 denários, é quase que um valor impagável. Nem o Copacabana Palace em dia de Ano Novo iria cobrar tanto.
Entendo que, o texto nos chama para pagar um preço sim, mas um preço espiritual. Investir tempo em oração por essa vida, para que Deus intervenha nessa situação. Pague um preço em oração, em jejum, em consagração. Pague um preço dando testemunho. Um testemunho que não esteja pautado no falar, mas um testemunho que seja a partir de suas atitudes.
Por vezes queremos as situações resolvidas, esclarecidas, arrumadas, mas não temos a capacidade de pagar um preço. Para que você e eu possamos desfrutar de uma relação transformada, precisamos pagar um preço.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Que o Santo Espírito gere em seu coração um olhar mais sensível a realidade, e te faça agir de maneira abençoada. Que possamos nos comprometer de maneira integral com o reino de Deus e Aprender a pagar um preço por aqueles (as) por quem amamos.
Um comentário:
Hoje esta palavra me edificou, e realmente você falou oq acontece no mundo e nas igrejas a falta de comprometimento e suas cosequencias gerais.
Realmente a indiferença dói...
bjins
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