terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Espiralidade"

Já se passaram 5 anos desde que comecei o percurso para ser pastor da Igreja Metodista no Brasil. Consigo lembrar do primeiro dia de aula do pré teológico. Sentimentos de ansiedade e euforia alimentados pela expectativa do ministério pastoral. Ingenuidade, imaturidade, insegurança... quantos sentimentos mesclados. Tudo isso convergia para a finalidade de um ciclo, o pré teológico.
Depois de um ano, tive minha primeira aula na FaTeo. Um sonho se concretizando! Agora, faltavam apenas quatro anos para concluir mais uma etapa. Cada ano que passava carregava em si uma surpresa. Amigos/as novas. Desafios novos. A novidade era algo constante e evidente. Além do que, cada ano representava a completude de mais um ciclo.
Hoje, faltando pouco dias para a formatura. Todas as provas feitas. Todas as notas garantidas. Ainda existe o anseio de concluir mais um ciclo para iniciar outro. Todavia, depois desses cinco anos, percebo uma novidade.
O ciclo nunca acaba!
Talvez Paulo tenha percebido isso quando diz que caminha rumo ao alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fl 3.14). Percebi que a vida não é um ciclo. Essa metáfora tenta apresentar a vida como pequenas etapas que acontecem e, deste modo, surgem novos ciclos, a fim de completar novas etapas.
Penso que a vida é mais que ciclos concluídos. Trazendo uma figura de linguagem para representar o que é a vida, percebo-a como uma grande espiral. Isto é, as pessoas dão voltas, completam períodos e etapas, mas nunca estão completas. Isso, possivelmente, tenha mais relação com a ideia de completar a carreira que é dada por Deus. Nunca estamos prontos, todavia, tudo é complementar.
A vida tem essa sacada de junção e reação. Digo junção porque as histórias são unificadas e, direta ou indiretamente acrescentam na trajetória, portanto, geram reações, consequências. Percebo que dou mais uma volta nessa espiral. E, talvez, esteja numa curva, em que não posso visualizar o que está por vir. Um segredo. Incógnita. O inesperado. Porém, tenho a plana convicção de que, semelhantemente à esses cinco anos de estudos, Deus cuidará de mim.
Deus não nos abandona. Deus é presente mesmo na ausência! Quero aprender a identificar Deus na sua revelação na 'aspiralidade' da vida. Ensinando-me a caminhar. Exortando-me quando esquecer de onde vim e para onde preciso ir. E, animando-me quando pensar em abrir mão.
Tenho aprendido, dia após dia, Deus é contínuo, presente, amigo e AMOR.

Nenhum comentário: