Acampamento de Carnaval – 22/02/09
Tema: “Faço novas todas as coisas”
Lucas 10.25-37 “O bom Samaritano”
TEXTO
Lc 10.25-37
25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
26 Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? 27 A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
28 Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás.
29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?
30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. 31 Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. 32 Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. 33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. 34 E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. 35 No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.
36 Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? 37 Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.
EXÓRDIO
Como o ser humano é tão diferente e tão igual. É diferente porque, cada um possui sua individualidade e peculiaridade, tornando-se assim único e distinto. Cada pessoa tem as suas características que são acompanhadas de qualidades e defeitos. O legal de tudo é que: ser amoroso é uma coisa que muitos sabem ser, mas cada pessoa é amorosa da sua maneira. Uns acham que quando se dá muitos “beijinhos” é uma pessoa carinhosa, outros acham que quando se dá muitos “beijinhos” é uma pessoa muito “melada”, e que a verdadeira demonstração de ser amoroso é com seriedade e ser companheiro em todo tempo. Essa atitude para alguns pode ser algo extremamente frio. Essa seria uma questão muito longa.
Nossos dias são marcados por pessoas que querem mostrar que são diferentes. Mas que repreende ou exclui o diferente. Parece que existe uma necessidade de cada um mostrar o quanto é valioso, e para mostrar isso, por vezes as pessoas aceitam se sujeitar a coisas horríveis, apenas para poder demonstrar que é única. Existe uma carência humana quanto a isso.
O isolamento é uma das ferramentas que algumas pessoas usam para mostrar o quanto são únicas. Esse isolamento pode acontecer em vários sentidos. A pessoa pode se isolar das pessoas e do mundo, criando assim um grande muro para afastar a presença das pessoas. Mas também existe a possibilidade de isolar uma outra pessoa que é considerada diferente ou que age de uma maneira diferente. Excluir o outro por não se encaixar em sua verdade ou não concordar com você. Simplesmente ignorar, fazer “de conta” que a pessoa é nada é muito doloroso.
Lembro-me das “surras” que a minha mãe me dava quando eu aprontava e extrapolava muito em alguma coisa. Mas as piores “surras” da minha mãe não foram as vezes que ela me bateu, mas sim, quando ela me ignorava. O silêncio e indiferença dela marcavam a minha vida. Era preferível levar uma grande “surra” do que ter que enfrentar a indiferença da minha mãe.
Por vezes percebo que o cristianismo de hoje é indiferente a tudo. Indiferente ao que o “Presidente” fala, quanto aos problemas de saúde da população brasileira, quanto as injustiças aos mais pobres, a maneira que o INSS trata as pessoas que passam por perícias médicas, indiferente se determinado irmão (ã) foi ou não à igreja, indiferente quanto ao esposo (à) e seu dia de trabalho, quanto ao desenvolvimento dos filhos no colégio, indiferentes aos problemas dos pais, indiferente quanto a vida do pastor, quanto aos seus familiares se estão ou não precisando de ajuda. A Igreja tem como discurso ajudar o próximo, mas primeiro é preciso descobrir quem é o próximo.
A ditadura da indiferença é o que faz a “liga” de tudo em nossos dias. Se percebo algo diferente, isto já é digno da minha indiferença. O que a indiferente promove é a falta de comprometimento das coisas. Porque se a situação é indiferente, logo, não preciso ter nenhum tipo de comprometimento com ela.
O discurso do mundo hoje é: Toda forma de comprometimento é burrice. Para que levar um namoro a sério se é possível pegar geral? Porque respeitar o meu casamento se posso ter uma vida dupla? Porque levar meu profissionalismo a sério se posso dar jeitinho brasileiro nas situações? Porque levar tão ao pé da letra o ministério se posso levá-lo “meia boca”?
Temos visto em nossos dias que, o cristianismo de hoje tem como marca a indiferença que gera o descomprometimento que desrespeita o indivíduo. Deixa de lado a beleza de que cada pessoa tem a sua maneira de agir, de se expressar, mas que mesmo dentro dessa individualidade, existe um ponto comum entre todos (as).
Quando olhamos para dentro do mundo “Evangélico” de hoje, é possível sentir uma dor profunda. Porque se escuta muito do milagre individual, da benção individual, da prosperidade da pessoa e tantas outras coisas mais. Isso aumenta o número de fiéis dentro dessas instituições. Instituições que são quentes e fervorosas no que tange a mística e a espiritualidade, mas são frias e impiedosas quando se refere à atenção e amizade entre os irmãos.
Entendo que a grande beleza do Cristianismo é a marca do encontro entre as pessoas. Não é possível ser cristão sozinho. As pessoas não se salvam sozinhas, elas precisam do contato com o “próximo”. Somente em diálogo com o outro é que existe a verdadeira manifestação do Espírito Santo de Deus, sendo que é desta maneira que a salvação é desenvolvida. O contato entre os irmãos (ãs), diálogo das mais diversas coisas, a troca de necessidades um com o outro é fundamental no cristianismo.
Em Mateus 18.20 encontramos o grande segredo do cristianismo: Comunhão entre os irmãos (ãs). “Onde dois ou três estiverem reunidos, ali estou no meio deles”. Muitas vezes ouvimos a leitura deste texto para consolar os cultos que tem menos pessoas. Mas o que realmente este texto quer trabalhar em nossas vidas é que: Só existe presença de Deus quando se tem Comunhão. Compartilhar de forma integral em comunidade e estar ao lado um do outro é o que Jesus nos manda fazer.
Mas, será que só o fato de estar ao lado das pessoas dá a certeza da presença de Deus? Qual é o verdadeiro sentido para tudo isso? Qual o verdadeiro significado quando dizemos: “Meu irmão” ou “Minha irmã”? Será que apenas o fato de estar juntos fisicamente é um sinal da presença espiritual de Deus? Quando se vai na Igreja com os pais e filhos é algo que traz consigo a poderosa benção de Deus?
A realidade do Evangelho de Lucas não é muito diferente de nossa realidade. As relações de “Próximo” ou de “Proximidade” já existiam, mas precisavam ser criadas.
EXPLICAÇÃO
O evangelho de Lucas é muito bonito. Ele tem uma influência forte da Teologia de Paulo, pois foi um evangelho desenvolvido para pessoas que estavam começando na fé e provavelmente era pessoas de origem gentílica. São pessoas que tem o desejo de seguir a Jesus, mas que não sabem ao certo o que se deve fazer, o que deve abrir mão, qual é o caminho que deve ser seguido? Esses são questionamentos que acompanham esse povo.
A parábola do “Bom Samaritano” é algo apresentado apenas no Evangelho de Lucas. Essa é uma características deste evangelho, conter algumas parábolas que não se encontra nos outros evangelhos. A história do “Bom Samaritano”, é uma ilustração da presença poderosa de Deus em tudo e todos. Que Deus não se manifesta apenas no povo judeu, que foram os seus eleitos, mas é um Deus que se abre e se manifesta, mesmo que de maneira distinta, no meio de todo o mundo.
Jesus, sempre foi interrogado por pessoas que eram profundas conhecedoras da LEI. Está parábola vem de um contexto assim. Um homem muito sábio, doutor da LEI, um profundo conhecedor, algumas traduções mostram como um Interprete da LEI. O termo Interprete em nossos dias é muito vasto. Pode estar relacionado com o teatro, tradutor de alguma língua. Era um personagem assim que estava ouvindo Jesus. Derrepente ele questiona Jesus: Como herdar a vida eterna?
A maneira como Jesus responde é maravilhosa: O que está escrito? O que interpretas? Não é o simples fato do que está escrito, mas também o que este interprete entende. A resposta dele é completa e Jesus diz: Se fizer isso, viverá. Ele não diz herdará, porque?
O Reino dos céus não é algo herdado pelo povo de Deus. Algo que acontecerá em um futuro vindouro em uma cidade celestial com ruas de ouro. Jesus propõe que a vida eterna ou o Reino dos Céus é algo para ser vivido. Como? Amando... a Deus e ao próximo com a ti mesmo. A herança do povo de Deus não é o reino dos céus como algo vindouro, que vai acontecer. O povo de Deus, é chamado a viver hoje e agora do Reino de Deus.
Está cena me lembra muito a nossa postura como filhos e filhas de Deus. Nossos questionamentos a respeito da vida eterna, do esposo (a) que nos é reservado, porque existem tantos famintos, porque muitos são injustiçados, como é possível mudar essa situação. Acredito que perguntar o direcionamento de Deus é fundamental, pautar uma vida segundo as ordenanças de Deus é preciso, mas interrogar a Deus de maneira arrogante, exigindo d'Ele algum posicionamento é algo asqueroso e nojento.
Por vezes, estamos na mesma condição deste interprete da LEI. A nossa maneira de entender o evangelho nos leva a questionar o agir poderoso de Deus. As vezes nossos questionamentos, já temos a nossa resposta pronta, Deus dá a resposta que sabemos, mas não nos contentamos, queremos provar quem Deus é. E Jesus nos mostra que a resposta de Deus para perguntas “idiotas” é por vezes o silêncio ou, no caso de Jesus, uma ilustração. Normalmente trabalhos com ilustrações com aquelas pessoas que são novas na fé ou com as crianças. Jesus mostra, que mesmo esse homem sendo interprete da LEI, era uma criança que precisava de Ilustrações para entender o verdadeiro significado das coisas dos céus.
A história de Jesus fala a respeito de uma realidade que todos (as) daqueles dias estavam sujeitos. Uma história a respeito de um homem que vinha de Jerusalém para Jericó e foi saqueado. Um sacerdote e logo depois um Levita passam ao lado desse homem, mas passam bem distantes. Tanto o homem saqueado como o Sacerdote e o Levita eram judeus e estavam voltando de um mesmo lugar. Isso é uma mostra que os três estavam voltando do templo, eles tinha ido adorar ao senhor. Vamos entender que esse dia era um sábado, em que as pessoas não podiam trabalhar. Estava imobilizados a fazer qualquer esforço que se assemelhasse a trabalho. Em nossos dias, seria proibido ligar uma televisão, mudar de canal. Qualquer atitude dessa maneira seria uma profanação.
Tanto o Sacerdote como o Levita, foram educados segundo a LEI, sabendo que é necessário valorizar a vida acima de qualquer coisa. Pois a Lei nada mais era do que uma Iluminação para a vida. Eles, olham o homem quase morto e se lembram da LEI. Que não se pode tocar em pessoas mortas ou animais mortos porque serão contaminados e se tornarão imundos.
Isso me faz pensar que, toda vez que temos que nos comprometer com alguma coisa, que dedicaria de nós tempo, dedicação, investimento, doação, sempre trazemos alguma justificativa para evitar tal comprometimento. A Lei nesse caso, deixa de ser Iluminação e passa a ser desculpa.
Tudo o que envolve tempo e dedicação de nossas partes é deixado de lado e sempre falamos que existem coisas mais importantes. Damos desculpas religiosas e colocamos Deus no meio para Justificar algo que não queremos fazer. Nem sentimos remorso em meio a dores e na morte do próximo. Mas afinal quem é o meu próximo.
Certa vez li que o “Eu” só pode encontrar o verdadeiro significado do “Amor” no contato com “Tu” (Próximo). Isso me mostra que a verdadeira presença de Deus se manifesta no amor entre pessoas. E Amar é se comprometer até o fim. Coisa que nem o sacerdote e o Levita não conseguiram fazer.
A História fala a respeito de um homem Samaritano estava passando por aquele caminho. Ele não estava vindo do templo nem era reconhecido como o um “Verdadeiro Adorador”. Era um homem considerado pagão, pecador, profano e impuro. Homem que estava predestinado a sentir a condenação e furor de Deus. É este homem que passa ao lado do homem ferido. Tanto o sacerdote como o levita passam bem longe, mas o Samaritano, o pecador, passa perto e se compadece.
Essa história nos ensina uma coisas. Uma dessas coisas é: “Não pense que Deus é do seu modelo, age da sua forma é limitado como você é!” O texto mostra que a compaixão de Deus é manifesta em todo os povos. Não existe um modelo pronto ou uma forma definida, existe apenas o agir poderoso de Deus.
O Termo Próximo (Plessios) não está se referindo com algo longe e distante. Com uma pessoa desconhecida que se achega. Esse termo mostra que é uma pessoa do seu dia-a-dia, do seu cotidiano, que faz parte da sua vida. Quando se pergunta, quem é o meu próximo, é uma referência de quem é o que está comigo, ao meu lado? Quer ensinar que na lógica humana, o próximo são todos (as) que passam no se caminho, mas também aqueles que fazem parte da sua vida.
A Partir do texto, quero trabalhar algumas coisas que você eu eu, precisamos fazer em nossos dia-a-dia no que se refere ao nosso relacionamento com o próximo. A maneira como devemos agir com nossa esposa (o), pais e mães, irmãos (ãs), pessoas que fazem parte do nosso convívio.
Nossas relações “Existem, mais precisam ser criadas.”
ASSUNTO
Encontro com próximo/ o verdadeiro cristianismo
TEMA
“Existe, mas precisa ser criado...”
PROPOSIÇÃO
Quais são as etapas que precisamos trilhar para ser um bom samaritano na vida do meu Próximo?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Esteja com os olhos abertos no caminho
O Samaritano só pode ver a situação do homem que estava entre a vida e a morte por olhar, observar as coisas que acontecem no caminho. Isso nos chama a abrirmos os nossos olhos para a nossa realidade. Será que de fato estamos de olhos abertos para a situação de nossos pais e mães? Será que estamos sensíveis ao problema daqueles que dizemos que amamos?
O texto não só diz que o Samaritano olhou, mas que ele se compadeceu com a dor daquele que era desconhecido. Existem pessoas que estão do nosso lado e não sentimos a dor destes. Filhos só estão preocupados com os seus problemas, com a sua vida, como seu bem estar e não olha para o esforço dos pais para dar o máximo que se pode. Os filhos não pensam se estão gastando muito, de onde vem o dinheiro, quanto vale o dinheiro, quanto vale a mensalidade da escola, quando vale a mistura que entra dentro de casa, quando vale o tênis, a calça, a camiseta, quanto vale?
Quanto vale o suor dos pais? As lágrimas das mães?
Talvez, os pais precisam rever a forma como tem olhado para a vida de seus filhos. Por vezes, um pecado que pais e mães cometem é: pensar que a vida das dos adolescentes e dos jovens que são fáceis. Não Se esqueça que um dia você passou pela juventude e que provavelmente vocês, que são pais e mães hoje, passaram por crises, medos, inseguranças, rebeldia.
Não estou afirmando que é preciso “passar a mão” na cabeça dos filhos (as), mas olhar com olhos de amor e sensível a realidade dos jovens.
Esposo olhe com amor para a sua Esposa. Sinta as dores dela, que os problemas dela seja os seus problemas. ESPOSA, honre seu ESPOSO. Tome cuidado como você fala, como age nas circunstâncias. CASAL, olhe as situações um do outro e tenha a capacidade de se colocar no lugar dele (a).
A forma como olhamos as situações é o que nos faz ou não compadecer. Padecer significa sofrer dores físicas ou morais mas significa suportar e agüentar. Compadecer é a capacidade de fazer tudo isso ao lado da pessoa. O Samaritano nos ensina que não basta apenas olhar, mas precisa sentir o que o outro esta sentido, suas condições, Suportando e Agüentando junto com a pessoa.
Quantas relacionamentos de pais e filhos são destruídos hoje, de casais, de amizades e familiares, porque as pessoas não querem Compadecer uma com a outra. SE você almeja uma vida estruturada inteiramente, aprenda a olhar a situação como o samaritano olhou e se compadecer como ele se compadece.
Mas olhar e se compadecer não é o suficiente...
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Aproxime-se e cuide.
Quando se olha e se compadece, é preciso sair da retroatividade e passar para a proatividade. Aproximar é deixar o outro se encontrar com a sua vida e deixar com que a sua vida se encontre com o outro. Agir é fundamental em qualquer situação. Lembro-me quando voltando do Rio de Janeiro pela estrada Rio Santos, conseguimos a proeza de estourar dois pneus. A estrada estava em um breu, não dava para ver muita coisa na pista. Mas era preciso agir, fazer alguma coisa, até que decidimos andar até uma borracharia 24 horas que havia passado a poucos minutos.
Nossa aventura durou pouco mais de uma hora, em que andamos pelo menos 6 quilômetros em um breu. Não deu para usar os serviços porque era muito caro, e acabamos voltando, quando chegamos a 500 metros do carro, vimos uma borracharia.
As circunstâncias exigem determinadas atitudes. E é muito comum as pessoas não fazerem, permanecerem paradas por causa da situação. O texto nos mostra que é preciso agir, se posicionar, não ficar na passividade e ter uma postura mais ativa.
Algumas pessoas tem uma característica muito engraçada, quando ajudam tem que falar alguma coisa do tipo: Eu não disse? Tá vendo? São frases assim, que ao invés de remediar uma situação, tem a capacidade de ferir mais. O texto aponta para uma atitude em silêncio. Ajudar em silêncio significa sem jogar os erros na cara da pessoa, sem machucar com palavras, mas simplesmente estar ao lado dessa pessoa.
O texto nos mostra que o “bom Samaritano” não mediu esforços para poder ajudar um desconhecido. Um homem que, talvez em outra ocasião, pode dizer que os samaritanos são uns pecadores que não vale nada. O Samaritano, coloca a mão na ferida para e tenta desinfeccionar.
Nossas atitudes tem que ser dessa maneira. Tentar desinfeccionar feridas, trazer vida, lutar pela vida. Agir em favor da vida. Tente curar o seu casamento, tente curar seu relacionamento com seus pais, tente curar as feridas que existem na sua relação com os filhos.
Agir em favor do próximo é agir de maneira curadora. Em favor da vida. Não adianta fazer por fazer, se sua atitude não tiver a ação saradora de Deus. Pense que você é um canal de Deus, um agente para curar relações. Isso poderíamos dizer que é um verdadeiro milagre de Deus. Lembre-se sempre: que o que você tem que fazer nem Deus irá fazer. O impossível é o papel de Deus.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – Se comprometa por completo
Existe uma ilustração, muito contada mas que faz todo o sentido que é a respeito do comprometimento. Nunca comi Bacon com Ovos, mas podemos aprender uma coisa com isso. Que a galinha se envolveu nesse processo e o porco de comprometeu por completo.
Para uma ação saradora e curadora é preciso de comprometer por completo. Chamar para si a responsabilidade, arcar com as conseqüências. Começar algo e ir até o final. O texto fala que o bom samaritano não só olhou, se compadeceu, agiu, tentou desinfeccionar, mas ele colocou o próprio animal para carregar e levou até um lugar para ele ser tratado.
È certo que podemos afirmar que este Samaritano não valoriza o seus bens mais do que a vida. Ele colocou o homem sobre o seu animal, isso significa que: Ele estaria impuro, seu animal estaria impuro e muito provavelmente sujo. Pois o homem estava acabado e foi colocado em seu animal. Ele pouco se importava com o que iria acontecer, mas o que realmente importava para ele era aquela vida.
Nossos dias são marcados por pessoas que valorizam mais um celular do que ajudar uma pessoa com uma cesta básica. Em que não se pode levar o carro para determinados locais, porque a possibilidade de sujar, arranhar. O exemplo do Ivis tem que ser seguido por muitos de nossa Igreja. Conceder sua casa na praia para a comunidade fazer um acampamento. Só uma pessoa cheia de Deus para fazer uma coisa dessa maneira. Os bens são mais valiosos que a vida. As pessoas se transformaram em coisas e as coisas em bens. A vida perdeu o seu verdadeiro valor.
O texto chama toda a igreja a valorizar o que realmente é importante. O céu espera a pessoa que você é, não as coisas que sua pessoa tem. Amar a Deus é amar a sua criação. O ser humano, a ecologia, a natureza, os animais. Mesmo sem gostar, é preciso amar.
Por vezes os objetos que são símbolos de benção é o inicio de uma maldição. Já vi casamentos serem abalados por causa de carro, roupa, vídeo game, bens. Já vi relacionamentos de pais e filhos indo por água a baixo por causa de dinheiro. Coisas que não tem valor nenhum, são consideradas mais importantes por aquilo que realmente tem valor que é a vida humana.
O bom samaritano não só estendeu valorizou a vida de um desconhecido como também se comprometeu por completo com essa vida. Precisamos em nossos dias, pessoas mais comprometidas com o “PRÓXIMO”. Pessoas que amem ao próximo como a si mesmo. Pessoas que não sejam apegadas a títulos, status, fama, dinheiro, bens, mas sim, apegadas com uma vida que é benção de Deus, dádiva de Deus, imagem e semelhança de Deus.
Se comprometer é isso. O Samaritano ao carregar aquele desconhecido e fazer tudo o que estava ao seu alcance, nos faz pensar em algumas coisas:
Quanto estou comprometido com meus pais/mães?
Quanto estou comprometido com meus filhos?
Quanto estou comprometido com meu esposo (a)?
Quanto estou comprometido com a minha Igreja?
Quanto estou comprometido com o Reino de Deus?
Quanto estou comprometido com o meu Próximo?
Se comprometer por completo é saber que assumir uma postura de constante. Estar constante em todo tempo. Cuidar no momento delicado, mas fazer um acompanhamento. Ver o progresso e participar das dificuldades.
Está parábola ensina uma postura de um verdadeiro homem/mulher segundo o coração de Deus. Mas será que estar comprometido é o suficiente? O texto nos ensina que não...
Transição: Em Quarto lugar notá-se que...
IV – Pague um preço
O Bom Samaritano, além de cuidar do desconhecido, se propõe a pagar um preço para a restauração da vida dele. Os dois denários é um valor muito alto, porém, o samaritano diz, que se precisar, quando ele voltar irá pagar alguma coisa que está pendente.
Quanto você está disposto para pagar pela restauração da sua família? Do seu casamento? Do seu namoro? Do seu relacionamento com o seu próximo? Quanto você acredita que vale?
Pagar um preço hoje, não está vinculado com algum valor financeiro. Tem alguns grupos religiosos que dizem: Seja um patrocinador pela vida de uma pessoa. A restauração é vinculada com o sistema financeiro. Quando se diz que ele pagou 2 denários, é quase que um valor impagável. Nem o Copacabana Palace em dia de Ano Novo iria cobrar tanto.
Entendo que, o texto nos chama para pagar um preço sim, mas um preço espiritual. Investir tempo em oração por essa vida, para que Deus intervenha nessa situação. Pague um preço em oração, em jejum, em consagração. Pague um preço dando testemunho. Um testemunho que não esteja pautado no falar, mas um testemunho que seja a partir de suas atitudes.
Por vezes queremos as situações resolvidas, esclarecidas, arrumadas, mas não temos a capacidade de pagar um preço. Para que você e eu possamos desfrutar de uma relação transformada, precisamos pagar um preço.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
Que o Santo Espírito gere em seu coração um olhar mais sensível a realidade, e te faça agir de maneira abençoada. Que possamos nos comprometer de maneira integral com o reino de Deus e Aprender a pagar um preço por aqueles (as) por quem amamos.
"Senhor, dê-me serenidade para conviver com aquilo que não posso mudar. Dê-me coragem para mudar aquilo que se pode mudar. Dê-me sabedoria para distinguir uma da outra..."
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Esperar em Deus é um posicionamente espiritual
TEXTO
27. Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto do Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus? 28. Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento? 29. Faz forte o cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. 30. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, 31. mas os que esperam no senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.
Tradução Circulo do Livro
27. Por que então dizes, Jacó, e por que falas Israel: “Minha sorte está oculta ao Senhor, e meu direito escapa ao controle de meu Deus”? 28. Então não sabes ou não ouvistes? Um Deus Eterno é o Senhor, o criador dos confins da terra. Não se cansa nem se afadiga, insondável é sua inteligência. 29. Dá forças ao cansado, e ao desfalecido renova o vigor. 30. Jovens podem cansar-se e estafar-se, guerreiros de elite podem tropeçar e cair, 31. mas os que ficam a espera do Senhor, retemperam as forças, criam penas como as águias, correm sem se afadigar, caminham sem se cansar.
EXÓRDIO
“Não se fazem mais jovens como antigamente”. Essa foi uma frase que eu ouvi de um pastor aposentado que me fez pensar muito. Ele contou um pouco a respeito da sua história como jovem na Igreja e a grande perseguição que sofreu por defender o nome de Jesus de forma integral.
Nas ruas defendia um Jesus que é justiça, verdade, que oferece a vida eterna, que é amor e paz, que não faz distinção de pessoas por causa de sua classe social ou de sua raça. Um Jesus que é de todos e pra todos. Com lágrimas nos olhos ele dizia: “Não se faz mais uma juventude como antigamente”.
Parei para pensar a respeito dessa frase e percebi como tem sido a juventude, tanto os “crentes” como os “mundanos”, com suas exceções, fazem parte de um mesmo “balaio”.
Uma juventude que tem como lema a frase: “Isso é Politicamente correto”. Não falar de Religião é politicamente correto, não defender uma questão existencial para não se expor e “pagar de ridículo” isto é correto. Tantas coisas podemos enaltecer com essa expressão politicamente correto.
Outra característica da nossa juventude de hoje é: Consumir o máximo que puder. Em que o Ter é mais importante que o Ser. Usar e jogar fora. Não se comprometer com nada e com ninguém, o que vale é conveniência e tudo tem um prazo de utilidade, ser comprometido tá fora de “moda”.
Falando nisso, “Moda” é uma outra coisa muito interessante, é algo tão rápido e passageiro, reflete muito os sentimentos das pessoas. O que é bom para os olhos, culto ao corpo. Uso ao corpo. Exploração ao corpo... Quanta coisa...
As pessoas falam muito: “não tenho tempo a perder” (ditadura da velocidade). Grande parte de todos os seres humanos querem mais evolução, e por vezes não reparam que nos últimos 100 anos houve uma evolução que supera os 4000 mil anos contabilizados. E essa busca louca por mais evolução, traz uma estagnação. Pois a evolução que se busca é exterior.
Erich From disse: “O homem moderno pensa em perder algo – tempo – quando não faz as coisas depressa, entretanto não sabe o que fazer com o tempo que ganha, a não ser matá-lo”. Tem uma outra de Afonso Arimos de Melo Franco “Domar o tempo não é matá-lo é vive-lo”.
Percebo que eu tinha mais noção do tempo quando eu era menor, pois eu podia sentir o tempo passar de uma maneira bem intensa. Talvez por causa da espera do natal, aniversário, dia das crianças, feriados. Hoje, não esperamos quase nada, tudo é tão superficial e parcial que não investimos tempo, apenas perdemos tempo. Grande parte do jovens que temos hoje, são: Assassinos do tempo e mediócres espirituais.
Além do desapego a vida e sua beleza. Grande parcela dos jovens de hoje são masoquistas. Gostam de sofrer uma dor que não é necessária. Aquele tipo de dor que não faz sentido nenhum, que não tem nenhum prazer. A vida é deixada de lado, também tudo aquilo que é mais belo dentro dela.
Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor.
É triste ver que grande parte de nossa juventude deixam de lado ou nem se atentam para aqueles tipos de dores que fazem sentido. Dores que são fundamentais e que fazem parte do crescimento são deixadas de lado. A vida só é vida, porque carrega em si situações de dores que provocam no ser humano uma profunda transformação e revolução.
Tem um texto do Rubem Alves que se chama “A pipoca”, e ele diz assim:
A pipoca é um milho mirrado, sub-desenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! - e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. ‘Morre e transforma-te!’ - dizia Goethe.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Um cientista chamado William, extraordinário professor-pesquisador da UNICAMP, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas ‘piruá’ é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar.
Minha irmã, que chegou aos trinta, já começou a lamentar: ‘Tô Ficando piruá!’ Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: ‘Quem preservar a sua vida perde-la-á.’ A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
Nossa juventude precisa ser transformada. E eu acredito que essa transformação começa dentro da nossa Igreja. Dentro do corpo de Cristo.
EXPLICAÇÃO
É fundamental entender o contexto em que Isaías vive. Este livro é dividido em três partes: 1-39 O Julgamento; 40-55 A Consolação; e 56-66 O Retorno dos primeiros Cativos.
Está primeira parte que chamamos de “O Julgamento”, pode ser considerada um dos períodos mais conturbados da história da Síria-Palestina, região onde as duas grandes potências da época, o Egito e a Assíria, disputavam a hegemonia. Após um longo período de prosperidade sob os reis Amasias (796-767) e Azarias (767-739), marcada pelo luxo da classe dominante e pela exploração dos pobres, Judá entra em uma fase confusa se sua política internacional. Quando Samaria e Damasco movem guerra contra Judá (734/3 guerra sírio-efraimita), o Rei Acaz (734/727) busca a proteção da Assíria, apesar dos conselhos contrários de Isaías, que pedia para confiar unicamente em Deus. Mais tarde, quando Ezequias (727/698) procura aliar-se ao Egito e aos Estados vizinhos contra a Assíria, Isaías novamente toma posição. Condena o oportunismo político e insiste na fidelidade ao Senhor.
Durante a espinhosa missão profética Isaías viu por três vezes o seu país invadido e devastado e Jerusalém ameaçado: durante a guerra siro-efraimita e duas vezes (em712 e 701), pela invasão assírica. Assistiu a destruição de Damasco (732) e à ruína do reino de Israel (722) por ele profetizadas. Apesar de sua influência na classe governante, com a qual estava relacionada, teve pouco sucesso como pregador. Seus oráculos provocavam antes o endurecimento dos ouvintes, o desprezo e a ridicularização dos sacerdotes e chefes. Segundo uma antiga tradição, Isaías teria sido serrado ao meio durante uma perseguição de Manassés (698-643) Filho de Ezequias (2Rs 21.16).
Esta primeira parte do livro é chamada de “O Julgamento” por que o povo havia escolhido confiar em tudo, menos em Deus. E isso trouxe algumas conseqüências. O Pecado tem esse poder de extrair tudo o que é bom e gerar todo o tipo de morte.
O Capítulo 40 marca a transição de um período de 'Julgamento” para um momento de “Consolo e cuidado” de Deus. É o momento que chama a todos para deixarem de ser milho e estourar com o fogo do Espirito de Deus. Um novo tempo é prometido. O Espirito Consolador de Deus trará esperança, renovo, força e um recomeço. Sempre é tempo de recomeçar com Deus.
ASSUNTO
Confiança/ Renovo/ Poder de Deus.
TEMA
“Esperar no Senhor é uma atitude Espiritual de convicção”
PROPOSIÇÃO
Como Deus pode agir em meu favor?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Pare de questionar!
No verso 27 mostra que o questionamento do profeta para com o povo. Jacó e Israel é a referência a todo o povo de Deus. Todos aqueles (as) que foram escolhidos (as) por Deus são convocados para pararem de reclamar. De Questionar a ação de Deus. É certo que o povo passou por um período bem complicado, onde Deus se afastou, mas agora é um novo tempo, onde Deus irá fazer coisas novas.
Não se prenda aos questionamentos a Deus. Quando se busca os “Porquês” das situações, nunca se cresce. O questionamento do porque é sempre algo retroativo. O porque deixa cego, absorve toda a capacidade de proatividade e reação da vida. Quando questionamos quem é Deus e sua ausência em nossas vidas, estamos afirmando a nossa incredulidade.
Toda essa sociedade nos faz pensar apenas no que é bom para mim e com isso, no que Deus tem faltado para mim. Quando olhamos para o que acontece lá fora, podemos perceber que o mundo não gira em torno de nossas vidas e que não somos o centro de nada.
Não pense apenas em você. Sei que existe mais de um bilhão de pessoas que não tem alimento o suficiente e quando fazem uma alimentação por dia já tem um grande motivo para agradecer a Deus. Conheço uma mulher que após um estupro, pede para a igreja um culto de ação de graças por estar viva. Já ouvi sobre um pai e uma mãe, que mesmo sabendo que seu filho iria nascer e viver pouco mais de 3 minutos, se sentiram honrados e agradecidos a Deus por terem visto o seu filho e dizer que o amava mais do que tudo. Já vi mãe em presídio, chorando de alegria, após uma rebelião e saber que seu filho estava vivo.
O profeta está chamando todo o povo de Deus neste momento para parar de reclamar e olhar para um Deus que irá lutar a seu favor e que mudará a sua história. O profeta chama a atenção do povo, exorta, pois em seus lábios não tem que ter reclamação, mas tem que sair a mais profunda adoração ao Senhor.
A reclamação tem a capacidade de amargurar as pessoas, de afastar as pessoas e também afastar a presença de Deus. Quando reclamamos muito, questionamos, estamos sinalizando para Deus: “Senhor, sua presença de nada vale para mim, o Senhor é cego, surdo e mudo! Porque vê a situação que estou e não muda em nada!” A reclamação tem o poder de afastar a manifestação do Espírito Santo em nossas vidas.
Tente encarar a vida como uma chance da manifestação do propósito de Deus. Entendo que em tudo Deus quer fazer algo maravilhoso. Uma certeza tem que ser: “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”.
Deixe de reclamar ou questionar a Deus. Passe a ver em todas as coisas, todas as situações uma possibilidade para a operação e transformação de Deus em nossas vidas. A reclamação é a pura inércia e a incapacidade de qualquer tipo de reação. Reaja em meio as decepções, acordos defeitos, frustrações, erros, foras, crises, medos, fobias, perda de empregos, em meio as situações desagradáveis. Isso tem a capacidade de ensinar para o ser humano a força da ação.
O que te diferencia do mundo não são as coisas que acontecem em sua vida. Porque ser cristão não é ser imune aos problemas do dia-a-dia. Jesus Cristo não é um amuleto que afasta todas as forças contrárias da sua vida. A vida do cristão é marcada de vitórias, porque ele constantemente passa por lutas. Deus não te dá a vitória, Deus te dá a capacidade de vencer.
È tempo de deixar de ser um questionador ou um reclamador e passar a reconhecer quem de fato Deus é.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Lembre-se das características de Deus.
A mesma pergunta que o profeta fez, quero fazer neste momento: Não conheces ou não ouvistes quem é esse Deus?
Percebi uma diferença fundamental entre o termo saber e o conhecer. Sei que se eu fizesse uma pergunta neste momento: Você sabe quem é Deus? Talvez muitos trariam um tratado teológico sobre isso. Talvez como Wesley, diriam que é o único e suficiente salvador. Falariam de todas as características de Deus e de seu poder. Aquele ditado de que Deus é um só, daria a tonalidade dessa explicação.
Essa seria uma boa explicação para descobrirmos quem sabe quem Deus é. Mas se a pergunta fosse: Você conhece a Deus? O verbo conhecer no mundo bíblico, principalmente no Antigo Testamento, está relacionado com um conhecimento profundo e íntimas. Conhecer no mundo bíblico é: Saber em detalhes, de características profundas e únicas. È mais ou menos a forma como as mães e pais conhecem a seus filhos. Só de olhar nos olhos, o pai ou a mãe, já sabe o que está acontecendo com os filhos.
Você conhece a Deus? Conhece quais são as características de Deus mais profundas? É certo que, como seres humanos, não podemos conhecer a Deus totalmente, pois imagine, um Deus que é imenso se revelar totalmente ao ser humano que é pequeno. Um Deus complexo e grande se revelando por completo para um ser humano pequeno e incompleto. Isso não poderia acontecer. Contudo, conforme vamos nos relacionando com Deus, vamos conhecendo quem de fato Deus é.
Quando passamos a conhecer a Deus. Descobrimos que ele é:
Um Deus Eterno. Deus que é atemporal. Um Deus que um dia é como se fosse mil anos, e mil anos como se fosse um dia. Somente Ele, por ser um Deus Eterno, pode oferecer a Eternidade. Somente um Deus que tem o domínio do tempo pode oferecer a vida Eterna. Este Deus Eterno que foi, é e sempre será. Que Estava no firmamento da terra e estará na consumação dos séculos. O Pai, Filho e Espírito Santo que em sua dinâmica maneira é o tudo em todos!
Criador dos confins da Terra. É o Deus que criou não somente aquilo que conhecemos, mas criou até mesmo o que nem imaginamos que existe. É Aquele que tudo criou, tudo formou, tudo gerou. Tudo parte de Deus e tudo se volta para Deus. É o Deus dos cosmos, do Universo. Aquele que faz tudo em todos. Nada pode existir sem passar por ele, e o que existe é porque tem a sua origem nele.
O Deus todo Poderoso. Pois ele não se cansa, não tem limite, não precisa tomar todinho para se levantar e nem comer espinafre para enfrentar o mal. O Deus que mede todos os mares com a palma das mãos. Que pesa todas as montanhas. Que em seus braços contém todo poder imaginável. Sua voz tem a capacidade de dar a vida ou trazer a morte. Que seus olhos pode consumir o tudo a nada. O Deus que supera expectativas e pensamentos. É este o Deus todo poderoso.
Um Deus insondável. Não existe ninguém que já aconselhou a Deus ou que antecipou o que Deus iria fazer. Não existe ninguém que entrou na mente de Deus e soube o que Ele estava pensando. Não se pode esquadrinhar o pensamento de Deus, pois é um Ele é onisciente e onipresente.
O Deus dos que nada são ou que nada têm. Pois é Ele que dá força ao cansado e aquele que está quase morte, é restaurado. O Deus que faz o impossível torna-se possível. O Deus do milagre. Quando você se sente cansado, sem animo, sem força. È o momento apropriado para Deus entrar e restaurar a sua vida. Quando diante da morte, diante das trevas e do puro mal, este é o momento da plena ressurreição que somente ele pode dar. A limitação humana é a sinalização para a ação divina.
É incomparável. Os jovens podem se cansar e estafar-se, e os guerreiros de Elite tropeçar e cair. O mundo e até mesmo muitas igrejas colocam a sua força no ser humano. Na sua capacidade, no seu poder, na sua maneira de ser e fazer. Quando o texto aponta os jovens, pois este é simbolo de energia. A fase jovem é a fase que precisa ser aproveitada da melhor forma, pois é nela que se consegue as melhores coisas. A juventude para a bíblia é simbolo de excelência.
Mas fique sabendo você jovem, que mesmo tendo todo ânimo possível e imaginável, mesmo sendo forte, independente. Você ainda continua vulnerável e está sujeito a cair. Sua independência não é nada, seu emprego, por mais que seja concursado não traz a segurança que Jesus Cristo pode trazer. Sua força está baseada em evidencias, mas Deus tem chama a confiar na providência dele. Confiar nas evidências é confiar na lógica humana e nos recursos humanos. Confiar na providência é saber, que mesmo não vendo, mesmo não sabendo como Deus irá agir, temos certeza que ele irá agir. Superando qualquer espectativa.
Quando o texto menciona guerreiros de Elite, podemos fazer uma analogia com o exercito dos E.U.A, ou todos os grupos guerrilheiros que existem. Ao BOP, GARRA, SWAT, FBI. Mesmo com todo poder bélico que eles possuem, estão sujeitos ao tropeçar e cair. A forças humanas possuem um limite. São limitadas até mesmo no que tange a morte. Podem trazer a morte do corpo, do físico, mas não podem controlar aquilo que é espiritual, aquilo que é Eterno.
Eles podem controlar o passageiro, o cronos, o terno, mas não podem contra aquele que é dono de tudo e todos. Aquele que tem o controle sobre a vida e a morte Eterna. Se você confia em sua força, em seu poder, em quem você é. Saiba que, mesmo tendo todo poder deste mundo, todo armamento imaginável, todo dinheiro possível, toda a proteção, saiba que sem Jesus, você ainda está sujeito a tropeçar e cair.
Somente o animo e folego de Jesus pode trazer a segurança, verdadeira. Que mesmo em meio a morte, mesmo as maiores dificuldades, é possível sentir a paz que excede todo entendimento e pensamento humano.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – “Somos aqueles que esperam”
O texto nos mostra no versículo 31. “mas os que ficam a espera do Senhor, retemperam as forças, criam penas como as águias, correm sem se afadigar, caminham sem se cansar”. Tem uma canção bem antiga que fala a respeito disso. Que o trabalho do crente é esperar ou descansar em Deus.
Mas isso não é algo tão fácil de se fazer. Quem já passou por um dia que teria que fazer algo importante no dia seguinte, por exemplo, pedir uma moça que se gosta muito em namoro, noivado ou casamento? Fazer uma prova para conseguir a CNH? Quando se é criança, esperar o natal chegar, ou aniversário, ou a páscoa, ou dia das crianças é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Como é complicado ter que esperar um dia chegar. Parece que a ansiedade toma conta do nosso coração de uma maneira tão forte que não podemos explicar.
O texto nos fala das bençãos daqueles que esperam no Senhor. Como esperar no Senhor é difícil. Como é complicado esperar uma resposta vinda do alto.
Todos aqueles que são líderes em alguma empresa ou até mesmo na igreja já devem ter passado por aquela experiência de delegar funções e responsabilidades. Passar uma responsabilidade para alguém da equipe. A primeira vez que passei por isso foi muito complicado, porque não sabia o que aconteceria. Eu sabia que eu faria em tanto tempo e de tal maneira, mas não sabia se a pessoa que encarreguei a tarefa faria da mesma maneira que eu.
Depender de uma outra pessoa é tão difícil. Ter que esperar o tempo dela, a forma dela, a maneira dela é tão complicado. Se para uma pessoa que vemos e podemos tocar é complicado, imagine esperar uma pessoa que você nunca viu o rosto, nunca tocou e não sabe ao certo como é. Esperar em Deus é uma dificuldade porque é necessário um dom. Aqueles que conseguem esperar em Deus possuem um Dom maravilhoso.
Todos são chamados nessa noite a desenvolver esse dom da espera em Deus. Tendo por certo que: Esperar em Deus é a melhor coisa. É a certeza que as coisas vão acontecer e vão dar certo. Em nossos dias, podemos ver que muitos não tem esse dom de Espera. Não conseguem esperar o casamento, não conseguem esperar as fases da vida. Não conseguem esperar obedecendo.
A Espera é um posicionamento espiritual. Pois é nela que Deus sabe o quanto estamos crescendo ou ainda somos pequenos. É a partir da espera que Deus sabe o nosso tamanho no mundo espiritual. É a capacidade de espera que nos fazem diferenciados de todos os crentes e pessoas do “mundo”. Quanto maior a capacidade de esperar, maior é a capacidade de se relacionar com Deus.
Quando permitimos Deus trabalhar esse dom da Espera em nossas vidas, podemos desfrutar de algumas bençãos. Esperar em Deus é saber que alguma coisa se receberá de Deus. Mas o que a espera traz consigo?
1 ª Retemperam as forças: Todos aqueles que se colocam a esperar em Deus, podem ter certeza que suas forças serão retemperadas. Quando retemperamos alguma comida, estamos colocando um pouco mais. Se faltou sal, é colocado o sal suficiente, se faltou óleo, é colocado óleo suficiente e por ai adiante. Quanto Deus diz que irá retemperar a nossas forças, Ele afirma que dará a força suficiente para as nossas vidas. Ele irá nos sustentar da maneira que precisamos. Aqueles que esperam no Senhor, podem ter por certo que suas forças nunca serão questionadas, porém, será uma força capaz de superar qualquer situação.
2 ª Criam penas como as águias: Muitos conhece a história das águias. Quando chegam a determinada idade, sobem a uma montanha bem alta, ranca suas penas, bico e passam por uma transformação total. Dessa mesma forma, Deus promete que irá agir em nossas vidas. Nos dando capacidade de trocar tudo em nossas vidas, mesmo que passamos pelo vale da sombra da morte, mesmo que não exista mais jeito humano para a circunstância, podemos saber que Deus irá agir de maneira tremenda e nos dá força para nos recompor, ter novas asas, ser novas águias. E após esse período de dificuldade, de abandono, de provação a águia fica apta a voar mais alto, a ser mais forte a se posicionar diferente. Deus promete isso, a todos aqueles que esperam nEle.
3 ª Correm sem se afadigar: Deus diz que todos aqueles que esperam nele, tem o folego recomposto, suas forças revigoradas. Correr é saber que não nada irá te deter, nada terá a capacidade de te parar. Mas além de ter essa capacidade, o texto nos mostra que não ficará Fadigado. Não existirá exaustão física e espiritual que será capaz de te parar e te impedir.
4 ª Caminham sem se cansar: AS vezes o povo precisava caminhar grandes jornadas de dias, e o cansaço alcançava. Junto com isso, a vontade de desistir e deixar de lado também. Como podemos saber, desistir sempre é mais fácil. Continuar caminhando é o grande desafio. E Deus nos mostra, que todos aqueles que recebem esse dom, tem a capacidade de caminhar sem se cansar. A trajetória da Igreja tem que ser desta maneira, caminhar sem se cansar. Acreditando em todo tempo que Deus irá redobrar as forças fortalecendo em todo tempo.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
O mundo nos proporciona muitas coisas. Quer criar na mente das pessoas o valor do “desvalor”. Tenta ensinar que nada é mais valioso do que a vontade própria. Porém, o evangelho nos ensina que em o nosso dever é: deixar de reclamar, parar de de questionar o agir de Deus e começar a contemplar quem de fato Deus é. Contemplar a sua glória, a sua majestade, o seu domínio sobre tudo e todos! Um Deus criador, dinâmico e fantástico.
Buscar o dom da espera é fundamental. Ter por certo que Deus está agindo, mesmo que nos sentimos no escuro e sem direção. A certeza de que Deus irá surpreender é o que faz sentido. Caminhar caminhando com o Senhor. Pois é Ele que renova em tempo e fora de tempo nossas forças.
27. Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto do Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus? 28. Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento? 29. Faz forte o cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. 30. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, 31. mas os que esperam no senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.
Tradução Circulo do Livro
27. Por que então dizes, Jacó, e por que falas Israel: “Minha sorte está oculta ao Senhor, e meu direito escapa ao controle de meu Deus”? 28. Então não sabes ou não ouvistes? Um Deus Eterno é o Senhor, o criador dos confins da terra. Não se cansa nem se afadiga, insondável é sua inteligência. 29. Dá forças ao cansado, e ao desfalecido renova o vigor. 30. Jovens podem cansar-se e estafar-se, guerreiros de elite podem tropeçar e cair, 31. mas os que ficam a espera do Senhor, retemperam as forças, criam penas como as águias, correm sem se afadigar, caminham sem se cansar.
EXÓRDIO
“Não se fazem mais jovens como antigamente”. Essa foi uma frase que eu ouvi de um pastor aposentado que me fez pensar muito. Ele contou um pouco a respeito da sua história como jovem na Igreja e a grande perseguição que sofreu por defender o nome de Jesus de forma integral.
Nas ruas defendia um Jesus que é justiça, verdade, que oferece a vida eterna, que é amor e paz, que não faz distinção de pessoas por causa de sua classe social ou de sua raça. Um Jesus que é de todos e pra todos. Com lágrimas nos olhos ele dizia: “Não se faz mais uma juventude como antigamente”.
Parei para pensar a respeito dessa frase e percebi como tem sido a juventude, tanto os “crentes” como os “mundanos”, com suas exceções, fazem parte de um mesmo “balaio”.
Uma juventude que tem como lema a frase: “Isso é Politicamente correto”. Não falar de Religião é politicamente correto, não defender uma questão existencial para não se expor e “pagar de ridículo” isto é correto. Tantas coisas podemos enaltecer com essa expressão politicamente correto.
Outra característica da nossa juventude de hoje é: Consumir o máximo que puder. Em que o Ter é mais importante que o Ser. Usar e jogar fora. Não se comprometer com nada e com ninguém, o que vale é conveniência e tudo tem um prazo de utilidade, ser comprometido tá fora de “moda”.
Falando nisso, “Moda” é uma outra coisa muito interessante, é algo tão rápido e passageiro, reflete muito os sentimentos das pessoas. O que é bom para os olhos, culto ao corpo. Uso ao corpo. Exploração ao corpo... Quanta coisa...
As pessoas falam muito: “não tenho tempo a perder” (ditadura da velocidade). Grande parte de todos os seres humanos querem mais evolução, e por vezes não reparam que nos últimos 100 anos houve uma evolução que supera os 4000 mil anos contabilizados. E essa busca louca por mais evolução, traz uma estagnação. Pois a evolução que se busca é exterior.
Erich From disse: “O homem moderno pensa em perder algo – tempo – quando não faz as coisas depressa, entretanto não sabe o que fazer com o tempo que ganha, a não ser matá-lo”. Tem uma outra de Afonso Arimos de Melo Franco “Domar o tempo não é matá-lo é vive-lo”.
Percebo que eu tinha mais noção do tempo quando eu era menor, pois eu podia sentir o tempo passar de uma maneira bem intensa. Talvez por causa da espera do natal, aniversário, dia das crianças, feriados. Hoje, não esperamos quase nada, tudo é tão superficial e parcial que não investimos tempo, apenas perdemos tempo. Grande parte do jovens que temos hoje, são: Assassinos do tempo e mediócres espirituais.
Além do desapego a vida e sua beleza. Grande parcela dos jovens de hoje são masoquistas. Gostam de sofrer uma dor que não é necessária. Aquele tipo de dor que não faz sentido nenhum, que não tem nenhum prazer. A vida é deixada de lado, também tudo aquilo que é mais belo dentro dela.
Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor.
É triste ver que grande parte de nossa juventude deixam de lado ou nem se atentam para aqueles tipos de dores que fazem sentido. Dores que são fundamentais e que fazem parte do crescimento são deixadas de lado. A vida só é vida, porque carrega em si situações de dores que provocam no ser humano uma profunda transformação e revolução.
Tem um texto do Rubem Alves que se chama “A pipoca”, e ele diz assim:
A pipoca é um milho mirrado, sub-desenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! - e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. ‘Morre e transforma-te!’ - dizia Goethe.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Um cientista chamado William, extraordinário professor-pesquisador da UNICAMP, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas ‘piruá’ é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar.
Minha irmã, que chegou aos trinta, já começou a lamentar: ‘Tô Ficando piruá!’ Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: ‘Quem preservar a sua vida perde-la-á.’ A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
Nossa juventude precisa ser transformada. E eu acredito que essa transformação começa dentro da nossa Igreja. Dentro do corpo de Cristo.
EXPLICAÇÃO
É fundamental entender o contexto em que Isaías vive. Este livro é dividido em três partes: 1-39 O Julgamento; 40-55 A Consolação; e 56-66 O Retorno dos primeiros Cativos.
Está primeira parte que chamamos de “O Julgamento”, pode ser considerada um dos períodos mais conturbados da história da Síria-Palestina, região onde as duas grandes potências da época, o Egito e a Assíria, disputavam a hegemonia. Após um longo período de prosperidade sob os reis Amasias (796-767) e Azarias (767-739), marcada pelo luxo da classe dominante e pela exploração dos pobres, Judá entra em uma fase confusa se sua política internacional. Quando Samaria e Damasco movem guerra contra Judá (734/3 guerra sírio-efraimita), o Rei Acaz (734/727) busca a proteção da Assíria, apesar dos conselhos contrários de Isaías, que pedia para confiar unicamente em Deus. Mais tarde, quando Ezequias (727/698) procura aliar-se ao Egito e aos Estados vizinhos contra a Assíria, Isaías novamente toma posição. Condena o oportunismo político e insiste na fidelidade ao Senhor.
Durante a espinhosa missão profética Isaías viu por três vezes o seu país invadido e devastado e Jerusalém ameaçado: durante a guerra siro-efraimita e duas vezes (em712 e 701), pela invasão assírica. Assistiu a destruição de Damasco (732) e à ruína do reino de Israel (722) por ele profetizadas. Apesar de sua influência na classe governante, com a qual estava relacionada, teve pouco sucesso como pregador. Seus oráculos provocavam antes o endurecimento dos ouvintes, o desprezo e a ridicularização dos sacerdotes e chefes. Segundo uma antiga tradição, Isaías teria sido serrado ao meio durante uma perseguição de Manassés (698-643) Filho de Ezequias (2Rs 21.16).
Esta primeira parte do livro é chamada de “O Julgamento” por que o povo havia escolhido confiar em tudo, menos em Deus. E isso trouxe algumas conseqüências. O Pecado tem esse poder de extrair tudo o que é bom e gerar todo o tipo de morte.
O Capítulo 40 marca a transição de um período de 'Julgamento” para um momento de “Consolo e cuidado” de Deus. É o momento que chama a todos para deixarem de ser milho e estourar com o fogo do Espirito de Deus. Um novo tempo é prometido. O Espirito Consolador de Deus trará esperança, renovo, força e um recomeço. Sempre é tempo de recomeçar com Deus.
ASSUNTO
Confiança/ Renovo/ Poder de Deus.
TEMA
“Esperar no Senhor é uma atitude Espiritual de convicção”
PROPOSIÇÃO
Como Deus pode agir em meu favor?
ARGUMENTAÇÃO
Transição: Em primeiro Lugar nota-se que...
I – Pare de questionar!
No verso 27 mostra que o questionamento do profeta para com o povo. Jacó e Israel é a referência a todo o povo de Deus. Todos aqueles (as) que foram escolhidos (as) por Deus são convocados para pararem de reclamar. De Questionar a ação de Deus. É certo que o povo passou por um período bem complicado, onde Deus se afastou, mas agora é um novo tempo, onde Deus irá fazer coisas novas.
Não se prenda aos questionamentos a Deus. Quando se busca os “Porquês” das situações, nunca se cresce. O questionamento do porque é sempre algo retroativo. O porque deixa cego, absorve toda a capacidade de proatividade e reação da vida. Quando questionamos quem é Deus e sua ausência em nossas vidas, estamos afirmando a nossa incredulidade.
Toda essa sociedade nos faz pensar apenas no que é bom para mim e com isso, no que Deus tem faltado para mim. Quando olhamos para o que acontece lá fora, podemos perceber que o mundo não gira em torno de nossas vidas e que não somos o centro de nada.
Não pense apenas em você. Sei que existe mais de um bilhão de pessoas que não tem alimento o suficiente e quando fazem uma alimentação por dia já tem um grande motivo para agradecer a Deus. Conheço uma mulher que após um estupro, pede para a igreja um culto de ação de graças por estar viva. Já ouvi sobre um pai e uma mãe, que mesmo sabendo que seu filho iria nascer e viver pouco mais de 3 minutos, se sentiram honrados e agradecidos a Deus por terem visto o seu filho e dizer que o amava mais do que tudo. Já vi mãe em presídio, chorando de alegria, após uma rebelião e saber que seu filho estava vivo.
O profeta está chamando todo o povo de Deus neste momento para parar de reclamar e olhar para um Deus que irá lutar a seu favor e que mudará a sua história. O profeta chama a atenção do povo, exorta, pois em seus lábios não tem que ter reclamação, mas tem que sair a mais profunda adoração ao Senhor.
A reclamação tem a capacidade de amargurar as pessoas, de afastar as pessoas e também afastar a presença de Deus. Quando reclamamos muito, questionamos, estamos sinalizando para Deus: “Senhor, sua presença de nada vale para mim, o Senhor é cego, surdo e mudo! Porque vê a situação que estou e não muda em nada!” A reclamação tem o poder de afastar a manifestação do Espírito Santo em nossas vidas.
Tente encarar a vida como uma chance da manifestação do propósito de Deus. Entendo que em tudo Deus quer fazer algo maravilhoso. Uma certeza tem que ser: “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”.
Deixe de reclamar ou questionar a Deus. Passe a ver em todas as coisas, todas as situações uma possibilidade para a operação e transformação de Deus em nossas vidas. A reclamação é a pura inércia e a incapacidade de qualquer tipo de reação. Reaja em meio as decepções, acordos defeitos, frustrações, erros, foras, crises, medos, fobias, perda de empregos, em meio as situações desagradáveis. Isso tem a capacidade de ensinar para o ser humano a força da ação.
O que te diferencia do mundo não são as coisas que acontecem em sua vida. Porque ser cristão não é ser imune aos problemas do dia-a-dia. Jesus Cristo não é um amuleto que afasta todas as forças contrárias da sua vida. A vida do cristão é marcada de vitórias, porque ele constantemente passa por lutas. Deus não te dá a vitória, Deus te dá a capacidade de vencer.
È tempo de deixar de ser um questionador ou um reclamador e passar a reconhecer quem de fato Deus é.
Transição: Em segundo lugar nota-se que...
II – Lembre-se das características de Deus.
A mesma pergunta que o profeta fez, quero fazer neste momento: Não conheces ou não ouvistes quem é esse Deus?
Percebi uma diferença fundamental entre o termo saber e o conhecer. Sei que se eu fizesse uma pergunta neste momento: Você sabe quem é Deus? Talvez muitos trariam um tratado teológico sobre isso. Talvez como Wesley, diriam que é o único e suficiente salvador. Falariam de todas as características de Deus e de seu poder. Aquele ditado de que Deus é um só, daria a tonalidade dessa explicação.
Essa seria uma boa explicação para descobrirmos quem sabe quem Deus é. Mas se a pergunta fosse: Você conhece a Deus? O verbo conhecer no mundo bíblico, principalmente no Antigo Testamento, está relacionado com um conhecimento profundo e íntimas. Conhecer no mundo bíblico é: Saber em detalhes, de características profundas e únicas. È mais ou menos a forma como as mães e pais conhecem a seus filhos. Só de olhar nos olhos, o pai ou a mãe, já sabe o que está acontecendo com os filhos.
Você conhece a Deus? Conhece quais são as características de Deus mais profundas? É certo que, como seres humanos, não podemos conhecer a Deus totalmente, pois imagine, um Deus que é imenso se revelar totalmente ao ser humano que é pequeno. Um Deus complexo e grande se revelando por completo para um ser humano pequeno e incompleto. Isso não poderia acontecer. Contudo, conforme vamos nos relacionando com Deus, vamos conhecendo quem de fato Deus é.
Quando passamos a conhecer a Deus. Descobrimos que ele é:
Um Deus Eterno. Deus que é atemporal. Um Deus que um dia é como se fosse mil anos, e mil anos como se fosse um dia. Somente Ele, por ser um Deus Eterno, pode oferecer a Eternidade. Somente um Deus que tem o domínio do tempo pode oferecer a vida Eterna. Este Deus Eterno que foi, é e sempre será. Que Estava no firmamento da terra e estará na consumação dos séculos. O Pai, Filho e Espírito Santo que em sua dinâmica maneira é o tudo em todos!
Criador dos confins da Terra. É o Deus que criou não somente aquilo que conhecemos, mas criou até mesmo o que nem imaginamos que existe. É Aquele que tudo criou, tudo formou, tudo gerou. Tudo parte de Deus e tudo se volta para Deus. É o Deus dos cosmos, do Universo. Aquele que faz tudo em todos. Nada pode existir sem passar por ele, e o que existe é porque tem a sua origem nele.
O Deus todo Poderoso. Pois ele não se cansa, não tem limite, não precisa tomar todinho para se levantar e nem comer espinafre para enfrentar o mal. O Deus que mede todos os mares com a palma das mãos. Que pesa todas as montanhas. Que em seus braços contém todo poder imaginável. Sua voz tem a capacidade de dar a vida ou trazer a morte. Que seus olhos pode consumir o tudo a nada. O Deus que supera expectativas e pensamentos. É este o Deus todo poderoso.
Um Deus insondável. Não existe ninguém que já aconselhou a Deus ou que antecipou o que Deus iria fazer. Não existe ninguém que entrou na mente de Deus e soube o que Ele estava pensando. Não se pode esquadrinhar o pensamento de Deus, pois é um Ele é onisciente e onipresente.
O Deus dos que nada são ou que nada têm. Pois é Ele que dá força ao cansado e aquele que está quase morte, é restaurado. O Deus que faz o impossível torna-se possível. O Deus do milagre. Quando você se sente cansado, sem animo, sem força. È o momento apropriado para Deus entrar e restaurar a sua vida. Quando diante da morte, diante das trevas e do puro mal, este é o momento da plena ressurreição que somente ele pode dar. A limitação humana é a sinalização para a ação divina.
É incomparável. Os jovens podem se cansar e estafar-se, e os guerreiros de Elite tropeçar e cair. O mundo e até mesmo muitas igrejas colocam a sua força no ser humano. Na sua capacidade, no seu poder, na sua maneira de ser e fazer. Quando o texto aponta os jovens, pois este é simbolo de energia. A fase jovem é a fase que precisa ser aproveitada da melhor forma, pois é nela que se consegue as melhores coisas. A juventude para a bíblia é simbolo de excelência.
Mas fique sabendo você jovem, que mesmo tendo todo ânimo possível e imaginável, mesmo sendo forte, independente. Você ainda continua vulnerável e está sujeito a cair. Sua independência não é nada, seu emprego, por mais que seja concursado não traz a segurança que Jesus Cristo pode trazer. Sua força está baseada em evidencias, mas Deus tem chama a confiar na providência dele. Confiar nas evidências é confiar na lógica humana e nos recursos humanos. Confiar na providência é saber, que mesmo não vendo, mesmo não sabendo como Deus irá agir, temos certeza que ele irá agir. Superando qualquer espectativa.
Quando o texto menciona guerreiros de Elite, podemos fazer uma analogia com o exercito dos E.U.A, ou todos os grupos guerrilheiros que existem. Ao BOP, GARRA, SWAT, FBI. Mesmo com todo poder bélico que eles possuem, estão sujeitos ao tropeçar e cair. A forças humanas possuem um limite. São limitadas até mesmo no que tange a morte. Podem trazer a morte do corpo, do físico, mas não podem controlar aquilo que é espiritual, aquilo que é Eterno.
Eles podem controlar o passageiro, o cronos, o terno, mas não podem contra aquele que é dono de tudo e todos. Aquele que tem o controle sobre a vida e a morte Eterna. Se você confia em sua força, em seu poder, em quem você é. Saiba que, mesmo tendo todo poder deste mundo, todo armamento imaginável, todo dinheiro possível, toda a proteção, saiba que sem Jesus, você ainda está sujeito a tropeçar e cair.
Somente o animo e folego de Jesus pode trazer a segurança, verdadeira. Que mesmo em meio a morte, mesmo as maiores dificuldades, é possível sentir a paz que excede todo entendimento e pensamento humano.
Transição: Em terceiro lugar notá-se que...
III – “Somos aqueles que esperam”
O texto nos mostra no versículo 31. “mas os que ficam a espera do Senhor, retemperam as forças, criam penas como as águias, correm sem se afadigar, caminham sem se cansar”. Tem uma canção bem antiga que fala a respeito disso. Que o trabalho do crente é esperar ou descansar em Deus.
Mas isso não é algo tão fácil de se fazer. Quem já passou por um dia que teria que fazer algo importante no dia seguinte, por exemplo, pedir uma moça que se gosta muito em namoro, noivado ou casamento? Fazer uma prova para conseguir a CNH? Quando se é criança, esperar o natal chegar, ou aniversário, ou a páscoa, ou dia das crianças é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Como é complicado ter que esperar um dia chegar. Parece que a ansiedade toma conta do nosso coração de uma maneira tão forte que não podemos explicar.
O texto nos fala das bençãos daqueles que esperam no Senhor. Como esperar no Senhor é difícil. Como é complicado esperar uma resposta vinda do alto.
Todos aqueles que são líderes em alguma empresa ou até mesmo na igreja já devem ter passado por aquela experiência de delegar funções e responsabilidades. Passar uma responsabilidade para alguém da equipe. A primeira vez que passei por isso foi muito complicado, porque não sabia o que aconteceria. Eu sabia que eu faria em tanto tempo e de tal maneira, mas não sabia se a pessoa que encarreguei a tarefa faria da mesma maneira que eu.
Depender de uma outra pessoa é tão difícil. Ter que esperar o tempo dela, a forma dela, a maneira dela é tão complicado. Se para uma pessoa que vemos e podemos tocar é complicado, imagine esperar uma pessoa que você nunca viu o rosto, nunca tocou e não sabe ao certo como é. Esperar em Deus é uma dificuldade porque é necessário um dom. Aqueles que conseguem esperar em Deus possuem um Dom maravilhoso.
Todos são chamados nessa noite a desenvolver esse dom da espera em Deus. Tendo por certo que: Esperar em Deus é a melhor coisa. É a certeza que as coisas vão acontecer e vão dar certo. Em nossos dias, podemos ver que muitos não tem esse dom de Espera. Não conseguem esperar o casamento, não conseguem esperar as fases da vida. Não conseguem esperar obedecendo.
A Espera é um posicionamento espiritual. Pois é nela que Deus sabe o quanto estamos crescendo ou ainda somos pequenos. É a partir da espera que Deus sabe o nosso tamanho no mundo espiritual. É a capacidade de espera que nos fazem diferenciados de todos os crentes e pessoas do “mundo”. Quanto maior a capacidade de esperar, maior é a capacidade de se relacionar com Deus.
Quando permitimos Deus trabalhar esse dom da Espera em nossas vidas, podemos desfrutar de algumas bençãos. Esperar em Deus é saber que alguma coisa se receberá de Deus. Mas o que a espera traz consigo?
1 ª Retemperam as forças: Todos aqueles que se colocam a esperar em Deus, podem ter certeza que suas forças serão retemperadas. Quando retemperamos alguma comida, estamos colocando um pouco mais. Se faltou sal, é colocado o sal suficiente, se faltou óleo, é colocado óleo suficiente e por ai adiante. Quanto Deus diz que irá retemperar a nossas forças, Ele afirma que dará a força suficiente para as nossas vidas. Ele irá nos sustentar da maneira que precisamos. Aqueles que esperam no Senhor, podem ter por certo que suas forças nunca serão questionadas, porém, será uma força capaz de superar qualquer situação.
2 ª Criam penas como as águias: Muitos conhece a história das águias. Quando chegam a determinada idade, sobem a uma montanha bem alta, ranca suas penas, bico e passam por uma transformação total. Dessa mesma forma, Deus promete que irá agir em nossas vidas. Nos dando capacidade de trocar tudo em nossas vidas, mesmo que passamos pelo vale da sombra da morte, mesmo que não exista mais jeito humano para a circunstância, podemos saber que Deus irá agir de maneira tremenda e nos dá força para nos recompor, ter novas asas, ser novas águias. E após esse período de dificuldade, de abandono, de provação a águia fica apta a voar mais alto, a ser mais forte a se posicionar diferente. Deus promete isso, a todos aqueles que esperam nEle.
3 ª Correm sem se afadigar: Deus diz que todos aqueles que esperam nele, tem o folego recomposto, suas forças revigoradas. Correr é saber que não nada irá te deter, nada terá a capacidade de te parar. Mas além de ter essa capacidade, o texto nos mostra que não ficará Fadigado. Não existirá exaustão física e espiritual que será capaz de te parar e te impedir.
4 ª Caminham sem se cansar: AS vezes o povo precisava caminhar grandes jornadas de dias, e o cansaço alcançava. Junto com isso, a vontade de desistir e deixar de lado também. Como podemos saber, desistir sempre é mais fácil. Continuar caminhando é o grande desafio. E Deus nos mostra, que todos aqueles que recebem esse dom, tem a capacidade de caminhar sem se cansar. A trajetória da Igreja tem que ser desta maneira, caminhar sem se cansar. Acreditando em todo tempo que Deus irá redobrar as forças fortalecendo em todo tempo.
PERORAÇÃO
Transição: Concluindo...
O mundo nos proporciona muitas coisas. Quer criar na mente das pessoas o valor do “desvalor”. Tenta ensinar que nada é mais valioso do que a vontade própria. Porém, o evangelho nos ensina que em o nosso dever é: deixar de reclamar, parar de de questionar o agir de Deus e começar a contemplar quem de fato Deus é. Contemplar a sua glória, a sua majestade, o seu domínio sobre tudo e todos! Um Deus criador, dinâmico e fantástico.
Buscar o dom da espera é fundamental. Ter por certo que Deus está agindo, mesmo que nos sentimos no escuro e sem direção. A certeza de que Deus irá surpreender é o que faz sentido. Caminhar caminhando com o Senhor. Pois é Ele que renova em tempo e fora de tempo nossas forças.
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