Li, nesses últimos tempos, muitos artigos que criticavam a Igreja, o ser evangélico, o modo de ser cristão da atualidade, etc. Considero que muitas críticas são bastante consistentes e com embasamentos sólidos. É certo que dentro das Igrejas existem movimentos que contrariam o que Jesus esperava dos/as seus/suas novos/as seguidores/as. Muitos evangélicos/as não tem nada de Evangelho, e muitos cristãos/ãs não passam de anticristãos. Mas é um erro generalizar. Nem todo político é corrupto, nem todo pastor é ladrão, nem todo cristão é hipócrita, nem toda Igreja é falida. Toda generalização, irremediavelmente, é falha – Graças a Deus por isso.
Portanto, gostaria de afirmar algumas convicções pessoais. De coisas que eu gosto 'por dimais'.
Gosto muito de ir à Igreja aos Domingos pela manhã. Como é bom entrar na presença de Deus logo cedinho, cantar, orar, ouvir a voz de Jesus, estudar a Bíblia. Sinto que o divino toca o humano com tal intensidade, sendo que o Reino se faz em nós e para nós.
Como gosto de ir à Igreja aos Domingos a noite. Utilizar-se da liturgia como viés para se achegar mais do Espírito Santo e, paralelamente a isso, torna-se demasiadamente humano. Cantar, alegrar, pular, orar e chorar, verbos que geram ações fundamentais para o ser cristão. Ouvir a voz de Deus, ouvir a voz dos irmãos e irmãs, ouvir o riso das crianças, sentir o calor contagiante dos jovens e juvenis.
Como eu gosto das reuniões semanais pela manhã ou noite. Nesses pequenos encontros somos desafiados a nos desencontrar com o egoísmo e, assim, entrar, de pouquinho em pouquinho, no mundo de outrem, descobrindo universos paralelos, que, em outros tempos, eram intocáveis, pois eram cercados pelos muros da solidão e do egocentrismo.
Como eu gosto dos encontros familiares. Ainda será inventado algo que aproxime mais culturas, histórias e estórias, jeitos e trejeitos como estes tais cultos familiares. Acredito que esses cultos são uma caricatura do que nos espera na eternidade. Momentos excepcionais para fazer coisa que gente gosta de fazer: falar, ser ouvido e ouvir, comer bastante e se permitir o ato do descobrimento.
Como eu gosto dos “Louvorsões”, como eu gosto das reuniões de oração, dos encontros de casais, dos encontros jovens, das gincanas, das datas comemorativas, como eu gosto de dançar e pular junto com as crianças nas EBFs... Ah como é bom Igreja!
Sou apaixonado pela Igreja porque foi nela que descobri o que é liberdade. É nela aonde o Espírito se faz sentir e, por isso, gera uma genuína libertação. Foi na Igreja que tive as minhas maiores decepções, porém, foi nela mesma que tive experiências impares que me solidificam nos dias atuais.
É um paradoxo ir à Igreja. É um erro não ir à Igreja.
Mesmo sendo apaixonado, um 'eterno' romântico no que se refere ao corpo de Cristo, ainda, assim, consigo desenvolver um senso crítico, estabelecendo critérios conscientes. Sei bem das trevas que pairam sobre o mundo religioso. Mas sei que, mesmo assim, a Igreja é 'coisa' de Deus.
Igreja vai para além dos muros institucionais, mesmo utilizando desses sistemas doidos, mas até as Escrituras afirmam que 'usaria das coisas loucas desse mundo para impressionar as sábias', afinal de contas, não existe nada tão louco como as instituições religiosas.
Acredito que os poemas do Hinário Evangélico e da Harpa Cristã são insuperáveis. Os poetas tem seus méritos, todavia, mesmo toda maestria para dominar a linguagem, nada consegue retratar tão bem o âmago humano como estes hinos tradicionais. Um jeito todo especial de fazer uma teologia que respondia as demandas, exigências, medos e inseguranças de um período que se foi, que é e que há de vir.
Antes de ser um líder religioso ou algo do gênero, sou um cristão, que acredito na Igreja como parte do projeto de Deus. Acredito que as coisas podem melhorar a medida que eu melhoro. Estou ciente dos erros, equívocos, “demonicidades” em nome de Jesus que existem, mas, apesar disso, acredito no cuidado e amor de Deus.
Vou a Igreja não como obrigação, não como o lugar do meu sustento material, não como uma organização que me paga o salário no fim do mês. Vou a Igreja porque lá é um dos locais que tenho meus encontros com o transcendente. É lá que posso ser um pouquinho do que Cristo foi e ser impactado pelos pequenos Cristos que nos cercam. Não desisto da Igreja porque sei que Jesus não desistiria dela. Eu gosto de acreditar na Igreja.
Portanto, gostaria de afirmar algumas convicções pessoais. De coisas que eu gosto 'por dimais'.
Gosto muito de ir à Igreja aos Domingos pela manhã. Como é bom entrar na presença de Deus logo cedinho, cantar, orar, ouvir a voz de Jesus, estudar a Bíblia. Sinto que o divino toca o humano com tal intensidade, sendo que o Reino se faz em nós e para nós.
Como gosto de ir à Igreja aos Domingos a noite. Utilizar-se da liturgia como viés para se achegar mais do Espírito Santo e, paralelamente a isso, torna-se demasiadamente humano. Cantar, alegrar, pular, orar e chorar, verbos que geram ações fundamentais para o ser cristão. Ouvir a voz de Deus, ouvir a voz dos irmãos e irmãs, ouvir o riso das crianças, sentir o calor contagiante dos jovens e juvenis.
Como eu gosto das reuniões semanais pela manhã ou noite. Nesses pequenos encontros somos desafiados a nos desencontrar com o egoísmo e, assim, entrar, de pouquinho em pouquinho, no mundo de outrem, descobrindo universos paralelos, que, em outros tempos, eram intocáveis, pois eram cercados pelos muros da solidão e do egocentrismo.
Como eu gosto dos encontros familiares. Ainda será inventado algo que aproxime mais culturas, histórias e estórias, jeitos e trejeitos como estes tais cultos familiares. Acredito que esses cultos são uma caricatura do que nos espera na eternidade. Momentos excepcionais para fazer coisa que gente gosta de fazer: falar, ser ouvido e ouvir, comer bastante e se permitir o ato do descobrimento.
Como eu gosto dos “Louvorsões”, como eu gosto das reuniões de oração, dos encontros de casais, dos encontros jovens, das gincanas, das datas comemorativas, como eu gosto de dançar e pular junto com as crianças nas EBFs... Ah como é bom Igreja!
Sou apaixonado pela Igreja porque foi nela que descobri o que é liberdade. É nela aonde o Espírito se faz sentir e, por isso, gera uma genuína libertação. Foi na Igreja que tive as minhas maiores decepções, porém, foi nela mesma que tive experiências impares que me solidificam nos dias atuais.
É um paradoxo ir à Igreja. É um erro não ir à Igreja.
Mesmo sendo apaixonado, um 'eterno' romântico no que se refere ao corpo de Cristo, ainda, assim, consigo desenvolver um senso crítico, estabelecendo critérios conscientes. Sei bem das trevas que pairam sobre o mundo religioso. Mas sei que, mesmo assim, a Igreja é 'coisa' de Deus.
Igreja vai para além dos muros institucionais, mesmo utilizando desses sistemas doidos, mas até as Escrituras afirmam que 'usaria das coisas loucas desse mundo para impressionar as sábias', afinal de contas, não existe nada tão louco como as instituições religiosas.
Acredito que os poemas do Hinário Evangélico e da Harpa Cristã são insuperáveis. Os poetas tem seus méritos, todavia, mesmo toda maestria para dominar a linguagem, nada consegue retratar tão bem o âmago humano como estes hinos tradicionais. Um jeito todo especial de fazer uma teologia que respondia as demandas, exigências, medos e inseguranças de um período que se foi, que é e que há de vir.
Antes de ser um líder religioso ou algo do gênero, sou um cristão, que acredito na Igreja como parte do projeto de Deus. Acredito que as coisas podem melhorar a medida que eu melhoro. Estou ciente dos erros, equívocos, “demonicidades” em nome de Jesus que existem, mas, apesar disso, acredito no cuidado e amor de Deus.
Vou a Igreja não como obrigação, não como o lugar do meu sustento material, não como uma organização que me paga o salário no fim do mês. Vou a Igreja porque lá é um dos locais que tenho meus encontros com o transcendente. É lá que posso ser um pouquinho do que Cristo foi e ser impactado pelos pequenos Cristos que nos cercam. Não desisto da Igreja porque sei que Jesus não desistiria dela. Eu gosto de acreditar na Igreja.
2 comentários:
Mano, mtoo boa essa postagem... cada dia vc escreve melhor... cada vez que leio algo que vc escreveu me orgulha!!
Posta mais fotos da sua igreja... em breve estarei ai com vc!!
Te amo manoooo!!
Amem pastor!! amei essa parte: "Não desisto da Igreja porque sei que Jesus não desistiria dela. Eu gosto de acreditar na Igreja."
Esse post vem de encontro a algo que estava pensando ontem mesmo... quantos que se dizem "entendidos" do evangelho têm desistido, por achar que estão acima dela, com seu "grande conhecimento bíblico". Temos, enquanto igreja, errado em muitas coisas, mas Jesus jamais desistirá da Sua igreja. Abraço! Obrigado pelo post.
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