[Mensagem do Pré Acampamento IM Guaianases – 31/3/12]
Textos
Atos 12,25
Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos.
Atos 13.13
E, navegando de Pafos, Paulo e seus companheiros dirigiram-se a Perge da Panfilia. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
Atos 15.15-41
Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão. Ora, Barnabé queria que levassem também a João, chamado Marcos. Mas a Paulo não parecia razoável que tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os tinha acompanhado no trabalho. E houve entre eles tal desavença que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, fortalecendo as igrejas.
Colossenses 4.10
Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, o primo de Barnabé (a respeito do qual recebestes instruções; se for ter convosco, recebei-o),
Filemon 1.24
assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.
1 Timóteo 4.11
só Lucas está comigo. Toma a Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.
Estamos em reta final para o Acampamento. O tema escolhido foi “Unidade na Diversidade”. São dois termos bastante distintos, mas, por outro lado, são temas que fazem parte do cotidiano da Igreja. Afinal de contas, somos pessoas bastante diversas que precisam de unidade.
Como podemos definir unidade? Qualidade do que é um ou único (por opos. a pluralidade. Combinação de esforços e de pensamentos; união, conformidade, exemplar, harmonia, identidade e um.
O que é diversidade? Diferença, dessemelhança, variedade: diversidade de objetos, divergência, oposição, contradição: diversidade de opiniões, flutuação, heterogeneidade, inconstância, multiplicidade, pluralidade, variação, variedade e volubilidade
Será que é possível a junção de termos opostos?
Igreja tem como característica o vinculo afetivo. Quando as pessoas estabelecem um elo de amor entre elas. São pessoas de famílias distintas, mas que a partir da convivência efetivam uma relação sustentada pelo amor.
É na convivência que se descobre as diferenças, as particularidades de cada pessoa. Isso é um desafio.
Nos dias atuais, tudo o que é diferente é excluído. A diversidade, por mais que seja anunciada em quatro ventos, não é algo bem digerido pelas pessoas. Por que será? Nós não suportamos o diferente!
As pessoas procuram pessoas que sejam parecidas entre elas, seja no modo de vestir, no grupo de amizades, na classe financeira. Quando as pessoas destoam do senso comum, estão a baixo do mínimo permitido, as pessoas tendem, de uma forma politicamente correta, descartar. É assim que surgem os nichos.
Tratar das diferenças não é fácil. Tanto que não existem clubes, empresas ou qualquer coisa do gênero que queira tratar disso, afinal de contas, se a pessoa não se enquadra no meu perfil, ela é simplesmente descartada.
A Igreja se propõe em conciliar diferenças, talvez, mais do que isso, tratar diferenças, e isso não é fácil. Tratar é cuidar, é remediar, é ver as falhas e colocar curativo. E esse processo dói muito.
A Bíblia mostra um pouco sobre esse tema. Não é fácil desenvolver a unidade, principalmente com pessoas que outrora magoaram..
O ‘grande’ apóstolo Paulo é exemplo disso. Ele começou o seu ministério ao lado de Barnabé, um verdadeiro mestre em discipular e em promover pessoas.
Nessa caminhada ministerial, eles agregaram um jovem, parente de Barnabé, que estava no processo de aperfeiçoamento, contudo, na hora “H”, João Marcos deixa Paulo e Barnabé. Paulo fica indignado com aquilo. Acha insuportável e intolerável a postura de Marcos.
O tempo passa, e chega a hora de uma nova viagem missionária. Barnabé, no seu espírito cristão, dá mais uma chance para Marcos, chama-o de novo para missão, e por mais uma vez, ele aceita. Paulo, por sua vez, não admite que Barnabé tenha feito isso. A postura de Paulo é radical: ou ele ou eu! Barnabé teria que escolher um dos dois. Talvez José tenha tentado argumentar com Paulo, apresentando a mocidade de Marcos e de como dar uma nova chance é importante. Quem sabe Barnabé não tenha dito: Paulo da mesma forma que você foi readmitido, ele precisa passar por esse processo de cura.
Infelizmente Paulo estava firme em sua decisão: ou ele ou eu. Graças a Deus Barnabé escolheu Marcos, aquele que estava cru ainda, que tinha muitas chances de deixá-lo na mão mais uma vez e Paulo seguiu viagem com Silas. Que discussão! Que situação! Isso na vida de crente.
Será que posturas como a de Paulo é vista nos dias atuais? Pessoas que radicais a este ponto?
Só Depois de alguns anos Paulo entende como agiu imaturamente, de como foi infantil em lidar com toda aquela situação. Quiçá ele pensou de como tudo poderia ter sido diferente se ele tivesse sido mais humilde e, sobretudo, mais cristão.
Nas cartas paulinas percebemos a cura que Deus fez na vida de Paulo. Em Colossenses percebe-se um Paulo que manda lembranças para Marcos, apontando como um homem de Deus. Em Filemon, Paulo já fala classifica João Marcos como um grande cooperador do Senhor Jesus. Em Timóteo aparece a máxima paulina, demonstrando a cura vinda da parte de Deus: ele pede para trazer João Marcos para perto, porque ele será muito útil em sua vida.
Depois de tanto tempo Paulo aprendeu o que viver em unidade na diversidade. O que é tratar as diferenças. Não permitir que os desafetos sejam maiores que os sonhos e objetivos missionários.
O tempo de acampamento é, em primeiro lugar, deixar claro que nossa Igreja não é um clube social ou um nicho de eclésia, sendo que bem vindos são aqueles tem os mesmos padrões sociais, econômicos e familiares. A igreja é o ambiente que desafia a todos a viverem em igualdade. Isso não é fácil. Principalmente em um mundo em que valoriza as pessoas que são maiores. Um mundo que tem alegria em estabelecer hierarquia. Um mundo que “ama o excelente e descarta o ‘foi feito de todo o coração”.
Outro ponto muito importante dentro da dinâmica da Igreja é o imperativo de tratar problemas, tentar solucionar tensões, se não, pelo menos, tentar deixar tudo o mais esclarecido possível. Estabelecer limites e potencialidades.
Existem muitas pessoas que não conseguem lidar com as diferenças. Não conseguem tratar os problemas de modo cristão. Trazem para dentro da igreja parâmetros mundanos para resolver problemas, e isso não esta certo. Na medida que ganhamos maturidade, ganhamos a ciência de ver para além das diferenças, ver aquilo que une: Jesus.
Por vezes as pessoas confundem contrariar uma ideia com o ir contra uma pessoa. Isso são temas totalmente diferentes. Não somos marionetes ou robôs, mas toda vez que existir diferenças é preciso tratar. Mas porque temos que tratar?
Se não tratarmos desses problemas:
A igreja não vai crescer. Nos não vamos crescer. Nunca seremos alvos de nossa Pregação. Neste acampamento teremos a chance de transformar viver e promover unidade na diversidade.
"Senhor, dê-me serenidade para conviver com aquilo que não posso mudar. Dê-me coragem para mudar aquilo que se pode mudar. Dê-me sabedoria para distinguir uma da outra..."
sábado, 31 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Ditado

[Texto publicado em Boletim Semanal da IM de Guaianases no dia 4 de Março de 2012].
“Nenhuma condenação há para quem está em Cristo” Rm 8.1
Você se lembra quando a professora fazia um ditado com dez palavras? Das dez você acertava oito e errava apenas duas, mas o que acontecia? A professora circulava, quando não grifava as duas únicas palavras erradas. Os acertos eram desprezados, mas os erros grifados, destacados e enfatizados. Essa é a tendência humana: ressaltar os erros e esquecer os acertos, mesmo que haja muito mais acertos do que erros, a regra já foi posta e é seguida a risca.
Outro dia o pastor Josué Nogueira (pastor aposentado que atua em Guaianases) falava sobre os erros humanos. Ele descreveu o que é um erro culposo: quando uma pessoa comete um delito sem a intenção, mas tem que arcar com as conseqüências deste erro. É avaliado se houve negligência [falta de cuidado]; imprudência [ação impensada, sem medir consequências]; e imperícia [falta de habilidade].
Talvez você já tenha cometido alguns erros que se comparado com os acertos são mínimos, porém a culpa ainda te assola, as conseqüências são dolorosas e penosas, além da ênfase que as pessoas dão para o que aconteceu lá atrás. São ações irreparáveis, porque não existe a possibilidade de alterar o passado, mas superadas, com a graça e o amor de Deus.
A Bíblia nos ensina que não existe condenação para quem está em Cristo Jesus. Portanto, o que determina quem você é não é o erro que você cometeu, mas a forma como você tem se levando e se colocado em pé. Um fracasso circunstancial não significa um fracasso existêncial. Portanto, levante a cabeça e caminhe de mãos dadas com Jesus.
Aproveite este dia para quebrar o peso da culpa dando possibilidade para ser surpreendido pela novidade divina. Tenha em vista que só se mantém em pé que permanece de joelhos. Que Deus nos ajude nessa empreitada.
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