quarta-feira, 11 de maio de 2011

São suas Escolhas...




Pensei nesses últimos dias a respeito do tempo e sua relação com a vida. Cheguei em muitos lugares sem, ao menos, sair do lugar, e isso foi muito importante e especial para mim. Notei que a vida são feitas de escolhas, algumas maiores, outras menores, porém, todas relevantes. Percebi que sempre faço péssimas escolhas e horríveis decisões. Percebi que o tempo é paradoxal porque enuncia o passado, o presente e o futuro num exato momento. Tudo é passado, tudo é presente, tudo é futuro. Pode parecer meio obscuro, mas tentarei explicar.
Tudo é passado porque todo ser humano, quer queira, quer não, ainda está com os olhos fitos ao passado, e nas decisões que foram tomadas outrora. Algumas pessoas suspiram: se eu tivesse ouvido os meus pais. Se eu não tivesse experimentado. Se eu tivesse escolhido aquela pessoa. Se eu tivesse melhor antes de ficar com essa pessoa. Com certeza todos seriamos outras pessoas se tivéssemos tomado outras escolhas. Todavia, no passado não se mexe.
Pois bem, dentro disse entra a concepção de presente. Hoje, isto é, o presente, é possível estabelecer um novo paradigma de vida. Você já sabe que tomar más decisões trouxeram você aonde você está, portanto, faça agora boas escolhas. Tome boas decisões. Existe um ditado assim: uma pessoa compulsiva pensa 1 minuto e se arrepende 10 anos, uma pessoa sábia, pensa 10 anos e não se arrepende 1 minuto. Não estou dizendo para você ficar pensando 10 anos, digo que é importante você pensar antes de agir e, assim, tomar boas decisões. Lembre-se que seu presente é resultado de decisões do passado, e, consequentemente, hoje você pode traçar muito do que será seu futuro.
Assim, entramos na ideia do futuro. Hoje também é um futuro, talvez o não almejado e esperado, mas é um futuro. Talvez sua aparência não esteja tão boa como você gostaria. Ou, como eu, não pensou que iria engordar tanto. Talvez a sua profissão seja o maior caos da sua vida, ou uma das maiores dádivas que Deus pode te dar. Agora, mesmo que sem perceber, você desfruta de um passado que, possivelmente, não foi tão bem arquitetado. Você planejou e muitas coisas não aconteceram. Que bom né? Já pensou se tudo o que você tivesse planejado tivesse ocorrido? Dizem que planejamento não é para dar certo, é, acima disso, para nortear a vida. Por isso, planeje bem e por mais que as coisas saiam do controle, tente construir o seu futuro, observando coisas que não estão legais tentando melhora-las.
Os árabes dizem que existem duas grandes bênçãos: a primeira quando Deus ouve nossa oração e a segunda, muito maior, quando Deus não ouve nossa oração. Acho que eles não estão errados de tudo. Se Deus ouvisse todas as minhas orações, estava perdido. Eu tenho a mania de pedir o que não convém. Tenho a mania de reproduzir sentimentos e situações que deveriam ser lançadas no esgoto do esquecimento, mas mesmo assim, continuo na mesma vida.
Se eu pudesse te pedir uma coisa, seria isso: cuidado com suas decisões. Você é a equação de suas decisões do passado e seu futuro será, sem sombra de dúvidas, o denominador das decisões que você está fazendo.
Algumas coisas podem não dar tempo. Algumas situações geram uma morte paulatina, porém, quando inventa de acontecer, é irremediável.
Por favor, pense bem em suas escolhas. Não perca a vida pelo que não vale apena. Por favor... escolha bem. A Bíblia diz que o temor-do-Senhor é o princípio da sabedoria, por isso, tenha temor do Senhor e tudo o que você fizer, será bem sucedido. É isso que to tentando ultimamente.

domingo, 8 de maio de 2011

Um Deus materno...






Dia das mães, como esse dia é lindo e especial. Como toda data importante, o mercado já esvaziou o seu sentido e agregou uma concepção equivocada e desvinculada da vida e do amor. Tenho pensado que o dia das mães não serve apenas para as mães, serve, sobretudo, para filhos e filhas. Isso porque questiona a maneira como os/as filhos/as têm tratado a sua mãe. Com amor? Com carinho? Com prioridade? Com zelo? Com cuidado?
Dia das mães é cheio de belos sentidos, mas, infelizmente, carrega uma profunda dor e sofrimento. A dor que muitas mães sentem por não terem mais por perto seus/suas filhos/as que foram gerados, velados, cuidados e amados e que uma enfermidade oportunista, um vício demoníaco, um mal entendido, um imprevisto, e tantas coisas mais, levaram a felicidade da mãe que, por mais que demonstre superação, vive, ainda, a dor da ausência do/a filho/a amado/a.
Sofrimento por se sentir incapaz de fazer mais por suas crianças. Independente da idade, do gênero, das más escolhas e péssimas decisões, a mãe ainda se sente corresponsável por seu/sua pequeno/a, e cobra-se por não conseguir fazer mais, dar mais, ser mais, estar mais...
Essa é a ambigüidade de ser mãe. Por um lado a maior felicidade, por outro, pode ser a receptora das mais profundas angustias. Todavia, mesmo se a felicidade ou a infelicidade queira te surpreender, quero lembrar você, mãe, que existe muito mais de Deus na sua maternidade do que se possa imaginar.
Deus é amor, que mãe que não ama? Deus é fiel? Que mãe que não exerce fidelidade aos/às seus/suas filhos/as? Deus é compromisso, que mãe que não está integralmente comprometida com a sua maternidade? Deus é esperança, que mãe que não é a prova viva da convicção do que se espera? Deus é cuidador, que mãe que não exerce o cuidado em tempo e fora de tempo? Quantos adjetivos mais poderíamos citar traçando um justo paralelo entre os dois?
Todo ser humano é imagem e semelhança de Deus, contudo, para mim, existe algo a mais nas mães. Por ser a geradora, aquela que guarda no ventre, guarda nos braços e guarda na vida. Isso é desenvolver a missão da maternidade e cumprir o chamamento feito pelo próprio Deus.
Por isso mãe, Feliz diz! E não se esqueça que todos os dias é seu dia, porque todos os dias é o seu dia!
Filhos e filhas e esposos, lembre-se que você tem a uma grande parte de Deus perto de vocês. Ame incondicionalmente, com todas as suas forças, com todo o seu entendimento, com todo o seu coração, pois essa é a boa, perfeita e agradável vontade de Deuis.
FELIZ DIA DAS MÃES.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

As vezes não, as vezes Sim...








A vida é assim: as vezes não, as vezes sim. Quando pensamos que estamos próximos do sim, somos surpreendidos pelo não. Quando o 'não' nos assusta com sua presença macabra, somos impactados pelo inevitável, e porque não impensável 'sim'. A vida é assim, as vezes não, as vezes sim.
Penso que a vida poderia ser diferente, mas mesmo que ela fosse diferente, eu não estaria satisfeito, isso porque, diante do pseudo diferente, pensaria que a vida poderia ser diferente, e, assim, sucessivamente, 'uma história sem fim. Eita situação hilária: penso que só seria feliz se possuísse aquilo que não posso ou que não tem como possuir, nunca sou feliz com o que tenho ou com o que sou, sempre estou com os olhos na utopia (no lugar do não lugar...).
Se por um lado Deus está no controle de todas as situações, por outro lado, Ele não esta no controle de todas as situações. Deus não é um jogador de vídeo game que manipula seus personagens para fazer (ou não) determinadas coisas. O controle que Deus exerce não está na vida, mas na forma como se vive a vida, isto é, aponta caminhos, sussurra alternativas, indica rotas para aquelas pessoas que encaram o drama, suspense, terror e trágico-cômico filme, sem ensaios, que é a vida em si.
O 'não' que a vida impõe pode ser o primeiro passo para o sim. O 'sim' pode ser encarado como o resultado de muito esforço e dedicação, ou, também, como o nível mais profundo do fracasso que uma pessoa poderia alcançar. Essa é a ambiguidade da vida!
A vida é assim, as vezes não, as vezes sim, e por isso faz dela algo inédito. Então, curta o que tem de bom. Aproveite o que nunca mais voltará. Não pense muito nos problemas graves (não tem porque pensar neles). Não pense muito nos problemas simples (não tem porque pensar neles, também). Aprenda com o não, desfrute do sim. Confie em Deus e siga o seu caminho nas estradas virgens e intocáveis que te aguardam no porvir do viver.
Viva a vida que é as vezes não, e as vezes sim...